REFLEXÕES Nº 199 — 15/02/2026
- Luiz Primati
- há 2 dias
- 16 min de leitura
Atualizado: há 10 horas


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março, lançou seu livro de prosas poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em 2025.
SABEDORIA ZEN
Vi um vídeo antigo (de 2014) da Lúcia Helena Galvão no YouTube em que ela explica algo muito bonito: a sabedoria Zen não consiste em acumular mais e mais conhecimentos. Na verdade, é o contrário: é um processo de desaprender tudo aquilo que é falso, ilusório ou desnecessário.
Pense na nossa mente como um espelho coberto de poeira. Essa poeira são nossos preconceitos, medos, desejos e ideias prontas que acumulamos ao longo da vida. Por causa dessa sujeira, o espelho não reflete mais a realidade como ela realmente é — só mostra uma imagem distorcida.
O Zen não nos manda ficar tentando “limpar” a imagem refletida (ou seja, consertar o mundo lá fora para parecer melhor). Ele nos convida a limpar o próprio espelho, ou seja, tirar a poeira da nossa mente.
Essa limpeza começa quando paramos de culpar o mundo exterior pelo nosso sofrimento. Existe uma história antiga em que Bodhidharma pergunta a um general: “Quem foi que te colocou no Samsara?” (Samsara é o ciclo de sofrimento e renascimentos). A pergunta revela uma verdade simples: o sofrimento não é um lugar para onde alguém nos jogou. Ele é um estado da nossa própria mente.
É parecido com a fábula do “Quebrador de Pedras”: o homem vivia insatisfeito, sempre querendo ser “mais” (ser o rico, o sol, o príncipe…). Até que percebeu que a verdadeira força está em aceitar o que se é no momento e fazer isso com total presença e dignidade. Se você é quebrador de pedras hoje, quebre-as com a atenção e o capricho de um mestre. O sagrado aparece justamente nessa entrega ao que está acontecendo agora.
Outro ponto importante do Zen é distinguir forma de essência. Tem um koan famoso (ferramenta clássica do budismo Zen) sobre um mosteiro onde amarravam um gato no mastro durante a meditação — supostamente porque um mestre antigo fazia isso. Depois que esse mestre morreu, continuaram amarrando o gato por tradição… mesmo sem ninguém lembrar o motivo. Quantas coisas fazemos na vida “porque sempre foi assim”? Estamos amarrando gatos que já morreram há séculos.
Muitas vezes achamos que progredimos só porque estamos fazendo muito esforço. Mas esforço sem consciência é como chicotear o cavalo para puxar uma carroça que não anda para lugar nenhum. A verdadeira espiritualidade acontece quando o espírito (o cavalo) guia o corpo (a carroça), e não o contrário.
Quando entendemos isso, nossa ética muda. Deixamos de ser “bons” só por medo de castigo ou desejo de elogio. Passamos a agir com integridade porque uma parte profunda de nós — o Observador Interno que nunca dorme — pede coerência.
É o que acontece na história do monge que salva o escorpião várias vezes, mesmo sabendo que vai ser picado. Ele não é ingênuo: sabe que o escorpião pica porque é a natureza dele. Mas a compaixão é a natureza do monge. Ele se recusa a devolver veneno com veneno, a perder sua paz por causa da agressividade do outro.
Nessa altura da jornada, a gente vira um rio. As críticas, as perdas e as maldades alheias caem sobre nós como sal. Mas se o rio for largo e profundo o suficiente (se nossa consciência for vasta), o sal não altera o sabor da água. A dor continua existindo, mas não nos diminui — nós é que nos expandimos.
Por fim, o Zen nos leva a um desapego radical: parar de querer se salvar sozinho. O sábio está disposto a “ir para o inferno” ajudar os outros porque entendeu que não existe um “eu” isolado do todo. Enquanto houver uma gota amarga no oceano, o oceano inteiro ainda não está limpo. A iluminação deixa de ser um prêmio pessoal e vira um compromisso de presença e ajuda coletiva.
Então, uma pergunta para refletir:
Se você parasse de brigar contra o “sal” que cai na sua vida e simplesmente se dedicasse a expandir as margens do seu próprio rio (aumentar sua consciência, sua presença, sua capacidade de acolher), o que sobraria daquele problema que você está enfrentando agora?
Muitas vezes o problema não some, mas ele deixa de nos dominar. O rio simplesmente fica maior que o sal.

AUTORA STELLA_GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
QUANDO ESCREVO, MINHAS PALAVRAS SONHAM...
Sonhos e alegrias, nas palavras que chegam brincando, voando para outros espaços, outros caminhos.
Vestem corpos e pensamentos, criam formas e os sonhos vão crescendo.
Leonardo Da Vinci, um dos principais gênios da história da humanidade, uma mente inquieta, dominada pelo fascínio do mundo — seus olhos e seu pensamento não conseguiam descansar ante os infinitos objetos. Isso é perfeito!
Assim, podem ser as palavras escritas, elas voam longe, conseguem produzir efeitos nas mentes sonhadoras. São sublimes belezas. São fascinantes as estéticas nas mensagens, frases e prosas.
Escrever é aperfeiçoar o pensamento, é aflorar ideias e libertar sonhos.
O corpo, a mente e as emoções são lugares onde mora o nosso universo adormecido. E E aí? Temos sapos onde moram os príncipes e príncipes onde moram os sapos, nos nossos contos de fadas e nos sonhos tecidos pelas palavras. Na criação literária, é possível transformar o comum em extraordinário e o extraordinário em cotidiano. Assim, as palavras não apenas descrevem o mundo, mas o reinventam, permitindo que um sapo seja abrigo para sonhos de realeza e que príncipes habitem a simplicidade dos charcos.
Esse jogo de imaginação reforça o poder da escrita em dar novas formas aos pensamentos, libertando sonhos. Ao escrever, as ideias voam, transitam por diferentes espaços e possibilidades, criando uma realidade onde a beleza e o fascínio residem na sutileza das mensagens. Cada frase se torna um convite para que o leitor também sonhe e permita que a imaginação transite entre reinos improváveis, onde tudo é possível.
Sonhos que nossas mentes escrevem com canetas coloridas ou em preto e branco, é preciso ter ilusões, invocar príncipes, acordar borboletas…
Com as escritas, criamos, lembramos, ensinamos.
Inspirada, teço sonhos escritos: quando escrevo, minhas palavras sonham…

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
UMA TRAGÉDIA APÓS UM GOLE
À espera da sexta-feira que chegou, os jovens buscam por diversão. Jovens que só pensam em ostentação. Porque eles vivem em um mundo de ilusão e pregando uma vida de liberdade, jovens acabam cometendo a iniquidade e se entregam à lascívia e à promiscuidade sem pensar na eternidade.
E no final de semana o fluxo é constante e da Vila Madalena até a Cidade Tiradentes os bares seguem lotados, desde os mais sofisticados até os mais baratos. Ruas e avenidas são bloqueadas e, em meio à multidão, o caos se instala frente aos bares e às adegas com bebedeiras que se prolongam por horas e horas.
E, além do álcool e das drogas lícitas e ilícitas que circulam nesse ambiente festivo, ultimamente nós nos deparamos com um veneno invisível que a olho nu ninguém vê.
Jovens estão ficando com as suas vidas dilaceradas e com sequelas irreversíveis após um gole mortal. Na balada, o céu é o limite e madrugada adentro vem de Vodca e Gim. Enfim, sem saber, o veneno invisível vem disfarçado de diversão, que se torna um pesadelo após muitos perderem a visão e a função renal após consumir bebidas contaminadas com metanol.
A polícia começa a fazer as suas diligências, adegas são lacradas, fábricas clandestinas são descobertas e fechadas e um laranja é preso. Enquanto isso, do Cemitério da Saudade até o Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, mães e esposas choram a perda dos seus filhos e dos seus maridos.
A imprensa é cruel e traz a notícia de que no Brasil tudo se falsifica e, diante dessa lei imoral, onde já convivemos outrora com um vírus mortal, agora somos reféns da falsificação que está se alastrando como rastro de pólvora e, sem amor ao próximo, mais uma vez o homem é perverso e está colocando a sua ganância acima de tudo e de todos e, sem limites, está espalhando o seu veneno destilado nos bares pela cidade toda, sem dó e sem piedade.
Enfim, em um momento de diversão, vidas são ceifadas e outras ficam com sequelas irreversíveis e, diante desses atos desumanos, a pergunta que fica é: aonde a humanidade vai parar?

AUTORA KENIA PAULI
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
QUANDO ALGUÉM SE LEMBRA DE ALGUÉM
Durante muitos anos, a casa vivia em pé de brigas. Uma energia fortemente pesada.
Mas ninguém sabia explicar o que acontecia ali. Tudo acontecia do nada, na maioria das vezes meras bobagens.
O risos a cada dia que se passava pareciam mais curtos.
Até as plantas que tentavam sobreviver naquela varanda nublada já não queriam mais florescer e murchavam sem um motivo certo. Talvez o conflito tivesse chegado até mesmo a elas.
Numa tarde de sábado, Angelica, cansada de tanta confusão, decidiu ir à casa da avó pedir um conselho, algo que pudesse aliviar todo o estresse que ela estava vivenciando desde pequena naquela casa. No teto que abrigava seus pais e seus dois irmãos.
A conversa com sua avó mudou tudo.
Sua avó era tão calma, pacíf ica, falava num tom devagar, mas com um olhar que enxerga o que o tempo está tentando esconder.
Entre um gole de café e outro com sua avó, ela ouviu a história de um irmão de seu pai de quem ela nunca ouviu falar.
Sua avó lhe contou:
— Sabe, minha neta, seu tio Zé foi embora sem se despedir. Depois que ele partiu, ninguém nunca mais quis falar dele.
A avó dela continuava:
— Inclusive eu, nunca mais falei do meu filho.
Naquela tarde, o silêncio passou a ser diferente.
Angélica sentou-se em sua cama quando em casa e disse o nome de seu tio José Fernando em voz alta, devolvendo a ele o que o tempo havia tomado e perdido em seus pensamentos e corações. Seu tio não estava ali presente fisicamente, mas sua lembrança foi retomada.
Não havia mais incômodo, aquela fala de sua avó naquela tarde lhe permitiu uma escuta sobre algo que trouxe a cura para aquela ferida estampada por anos naquela família.
A noite, com as janelas abertas de seu quarto, Angélica sentia o frescor de terra molhada que entrava pela janela e refletia em todo o quarto pelas cortinas.
No dia seguinte, pela manhã, ao pegar uma xícara de café e se direcionar para aquela varanda antes nebulosa, Angélica percebeu que um belíssimo raio de sol cortava de um lado ao outro, trazendo uma mensagem de cura e libertação para todo seu sistema familiar.
Às vezes, o que falta é somente alguém ser lembrado, um nome ser dito e incluído.

AUTORA ILZE MATOS
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
AMOR DE CARNAVAL
Sempre vi o amor como algo lindo,
de qualquer forma,
desde que seja intenso, suave, doce,
mas que seja de verdade.
Tantos casais se formam no Carnaval,
casam-se
e estão juntos até hoje.
Dizem que o amor de Carnaval é pra sempre.
Começa num sorriso,
um pegar de mão,
um abraço,
um beijo,
muitas danças no meio da folia, da alegria.
Assim é um amor de Carnaval.
E depois da Quarta-feira de Cinzas
é que saberão se vai ser ou não.
E muitos começam a namorar firme,
brincam todos os carnavais juntos.
Vale a pena o amor de Carnaval ou não?
Você já viveu um amor de Carnaval?

AUTOR WAGNER PLANAS
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
SINTO-ME BEIJADO
Sinto-me beijado,
Pela doçura de seu ser,
Você não consegue perceber,
Mas seu cabelo faz esvoaçar...
Ficar em silêncio,
Junto da Natureza,
Observando sua beleza,
E para as montanhas vou me guiar.
Quem sabe um dia o fio da vida,
Entrelace nossos momentos,
E apague as feridas...
E assim,
Em silêncio é meu destino, te amar?
Sim, mas aceito ser teu amigo.

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
O RETORNO
O casal está de retorno à sua antiga moradia após um bom tempo fora.
A expectativa é grande.
Como os antigos moradores os receberão? Será que sentiram a falta deles?
Com esses questionamentos, eles arrumam as coisas. Eles não se adaptaram à vida no local onde estavam morando e decidiram regressar à sua terra natal. Chega o grande dia.
Quando eles adentram o lugarejo, muitas pessoas os aguardam. A recepção é tão grande que o casal não acredita, pensa que está sonhando. São moradores para todos os lados, batendo palmas e gritando vivas. Não deixam o casal entrar. Primeiro tem que participar da festa preparada para eles. São bolas penduradas, faixas, músicas e muita comida. Tudo foi preparado com muito carinho. Cada morador vai ao seu próprio quintal tirar frutas e flores.
Cada um chega com um tipo de fruta e com um tipo de flor diferente para a decoração da mesa. E tudo da própria propriedade. O orgulho é grande, tudo é fruto do próprio trabalho, plantado e regado com as próprias mãos dos moradores. A festa está animada, a música corre solta. Todos dançam, comem e bebem. Os filhos da terra estão de volta e isso é motivo de grande alegria. Todos os moradores são unidos.
O que acontece com um, todos ficam sabendo e ajudam no que for preciso. Todos se respeitam. Cada família é composta de muitas pessoas e parece que todos fazem parte de uma família só, tão grande é a união entre eles. O casal tem a certeza de que nunca deveria ter saído dali e agora, com essa recepção, tudo fica confirmado.
O amor entre os moradores faz com que esse lugar seja um pedacinho do céu na terra, pois só o amor constrói esse tipo de relacionamento.

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
PARAÍSO LITERÁRIO
Era um paraíso surreal, dezenas de estantes cheias, repletas do verdadeiro significado de alegria. Ali havia vida, histórias de amor, sentimentos e fantasia.
Ao adentrar, a cadeira me acolhia; meus olhos brilhavam e minhas mãos tremiam de ansiedade e agonia. Era um momento único e especial de cada dia.
Não sabia ao certo por onde começar, mas na dúvida, eu era dominada pela poesia. Então eu dialogava com Cecília, Clarice, Vinícius, Drummond, Hilda, Neruda e outros.
Quem me procurava, sabia onde me encontrar. Era na biblioteca, naquele paraíso literário, onde os sonhos moravam, onde as palavras tinham vida e as memórias eram uma linda poesia. Onde escrevi as minhas primeiras linhas sobre o amor.

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
FILHOS
O que os filhos representam em nossa vida?
Os filhos podem ser vistos de muitas formas, dependendo da perspectiva de cada pessoa. Para mim, os filhos são:
Fonte de amor incondicional: Eles despertam sentimentos profundos que desconhecíamos muitas vezes.
Motivação diária: são razão para viver, lutar, trabalhar e buscar uma vida melhor.
Companhia e vínculo: Criam laços que atravessam gerações.
Continuidade da família: Representam a história e a cultura que transmitimos de geração em geração.
Responsabilidade: Nos lembram do papel de educar e preparar cidadãos para um mundo melhor.
Aprendizado constante: ensinar e educar filhos também nos transforma e nos faz crescer sempre.
Legado: São parte daquilo que deixamos para o futuro.
Desafio e realização: Criar filhos exige paciência, mas também traz imensurável satisfação.
Esperança: Representa o futuro e a possibilidade de um mundo mais humano.
Renovação: Cada geração traz novas ideias, energia e perspectivas de uma vida menos sofrida.
Espelho de nós mesmos: Muitas vezes vemos neles nossas qualidades, defeitos, sonhos e esperanças renovadas.
Costumamos dizer que os filhos são “um pedaço do coração fora do peito” ou “nossa melhor obra”. Defendemos a ideia de que eles são frutos do amor que deixamos no mundo, e cabe a nós regá-los com carinho, princípios, valores e cuidado para florescerem, crescerem e serem felizes.

AUTORA ARLÉTE CREAZZO
ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
FALANDO DE AMOR...
Muitos de nós passamos a vida à procura do amor: seja paterno, fraterno, incondicional, companheiro, platônico ou romântico. Não importa o tipo de amor, o importante é amar. Será mesmo?
Ao longo da vida, encontramos pessoas diferentes, a quem amamos de formas e intensidades distintas. E o mais curioso é que gostamos de amar. Amar é importante, pois demonstra que somos pessoas capazes de desejar o bem. No entanto, alguns tipos de amor podem sufocar. Sim, existem amores que não são tão bons assim.
Há o amor obsessivo, aquele que nos transforma em controladores, juízes e manipuladores — um amor que não é saudável para ninguém, muito menos para a pessoa amada. Esse tipo de sentimento acaba destruindo relações, pois, quase sempre, alguém sai machucado emocionalmente e, muitas vezes, até fisicamente.
Não existem amores perfeitos, assim como não existem pessoas perfeitas. Existe apenas um sentimento que, por vezes, não é recíproco. Quando amamos alguém de forma intensa e não somos correspondidos como gostaríamos, muitas vezes deixamos de amar completamente, perdendo a oportunidade de viver um relacionamento baseado em um amor diferente, talvez mais sereno, porém igualmente valioso.
Na verdade, talvez não importe tanto a forma como amamos, mas sim que saibamos amar de maneira leve e bonita para quem recebe esse sentimento, ainda que ele seja platônico. Porque, quem sabe, o verdadeiro sentido da vida esteja mais em como somos amados do que apenas em como amamos.

AUTOR LUIZ FELIPE AMIL
Luiz Felipe de Lima mais conhecido por Luiz Felipe Amil nasceu no dia 22 de abril de 2005, é um escritor natural da cidade de Santarém no estado do Pará. No ano de 2022, Luiz Felipe participou de uma Antologia Poética de sua cidade chamada TERCEIRO ENCONTRO, daí Luiz passou a escrever seus próprios livros e à colocá-los pra fora da gaveta. Ele é o autor dos livros ÉBRIO DE TANTA POESIA (Kindle, 2023) e CHUVAS DE INSPIRAÇÃO (Kindle, 2023). Conhecido por escrever sonetos clássicos, contos, crônicas, seu estilo contemporâneo varia entre o clássico e o verso livre. É membro de duas academias literárias: Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira (ALCAAB) cadeira número 37 do patrono Olavo Bilac, e da Academia Internacional de Literatura Brasileira.
SUBTRAÇÃO DO QUE SE FOI
A vida é assim mesmo, quando algo não dá certo, não adianta correr atrás nem questionar o porquê de tal coisa ter acontecido. Às vezes, as coisas das quais nos afastamos na vida e não nos aprazem são um livramento que o destino nos traz.
Subtraia da sua vida o que já passou, se não fez bem, foi um aprendizado para o seu processo evolutivo. Se uma pessoa fez mal a você, não corra atrás, nem se vingue, nem vá recorrer à justiça da terra, pois a justiça da terra nem os problemas daqui ela resolve. Recorra ao Deus Todo-Poderoso que não deixa nada passar em branco. Ele vê tudo. Deixe que a lei do retorno tomará conta disso.
Não mude a sua essência nem a sua luz por alguém nas trevas que não merece a pessoa especial que você é. Esse sacrifício de querer ser luz na vida de quem não tem luz não é seu.
Que graça tem a vida de uma pessoa que se perde tentando agradar os outros? Repense, refaça a sua canção no mesmo violão. Recomece sempre, subtraia as coisas ruins do seu passado e foque no seu futuro, objetivos e metas, deixe o resto ganhar um giro total do mundo. Destrua com o silêncio, com a ausência. Deixe as coisas boas virem com intensidade, não com pressão.




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