REFLEXÕES Nº 198 — 08/02/2026
- Luiz Primati
- há 2 dias
- 17 min de leitura


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março, lançou seu livro de prosas poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em 2025.
APLAUSO X INVEJA
Há uma diferença bem sutil — mas enorme — entre torcer por alguém e querer, para si, exatamente o que essa pessoa quer ou conquistou. Por fora, as duas atitudes podem até soar parecidas: a gente diz “que bom”, “mereceu”, “eu queria também”. Só que, por dentro, elas nascem de lugares muito diferentes. Uma vem da generosidade. A outra, quase sempre, nasce da comparação.
Torcer de verdade é um tipo de alegria que não precisa tomar posse. É quando a conquista do outro não vira um espelho que nos acusa, nem uma régua que nos mede. Pelo contrário: vira uma boa notícia sobre a vida. A gente celebra como se fosse nosso, não no sentido de roubar a cena, mas no sentido de sentir junto, de reconhecer o esforço, de vibrar com a melhora do mundo quando alguém avança. E isso é bonito porque exige maturidade afetiva: perceber que o sucesso alheio não diminui a nossa existência. Dá para ficar feliz pelo outro sem precisar transformar a vitória dele em uma necessidade nossa.
O problema começa quando a torcida se mistura com uma vontade mais exigente, mais inquieta: não é só admirar, nem só se inspirar — é desejar exatamente o mesmo enredo, o mesmo troféu, a mesma validação. Nesse ponto, raramente estamos falando de admiração sincera. Muitas vezes, o que nos atrai não é o sonho do outro em si, mas o que aquele sonho parece provar: prestígio, valor, reconhecimento, pertencimento. E aí acontece um desvio quase automático. Em vez de perguntarmos “o que eu desejo de verdade?”, a pergunta vira outra: “por que ele e não eu?”. E essa troca é perigosa, porque nos empurra para fora de nós mesmos.
A inveja tem esse gosto específico: não é só querer algo; é querer com a dor de ver o outro tendo. Ela costuma vir acompanhada de pensamentos que a gente nem sempre admite, mas sente: “eu também deveria ter isso”, “eu merecia mais”, “não é justo”. E esses pensamentos não ficam só na cabeça como nuvens passageiras; eles reorganizam o mundo por dentro, como se a vida fosse um tribunal e a felicidade do outro fosse uma prova contra nós.
O estrago costuma aparecer em dois movimentos. Primeiro, nasce uma sensação de inadequação. Se alguém consegue um emprego melhor, um relacionamento que parece mais estável, um bem material, uma habilidade que admiramos, a nossa vida começa a ser lida não pelo que ela é, mas pelo que falta em comparação. E a comparação, quando vira hábito, quase sempre produz ressentimento — uma energia que até pode empurrar, mas empurra com amargura. Segundo, a inveja enfraquece nossa capacidade de alegria compartilhada. Ela sugere: "Se é do outro, me ameaça". Como se o sucesso alheio fosse escassez para nós. A pessoa invejosa vive num mundo mesquinho, não porque o mundo seja pequeno, mas porque ela transforma tudo em disputa.
E é aqui que vale um mergulho mais fundo. A comparação é humana, antiga. Em muitos momentos da história, comparar foi um jeito de sobreviver: entender posição, força, acesso, segurança. Só que hoje esse mecanismo virou costume emocional, e a cultura faz questão de alimentá-lo. A gente é cercado por vitrines — não só as de loja, mas as de imagem, currículo, narrativa, performance. Somos treinados a desejar não apenas o que nos realiza, mas o que nos valida. E validação é um tipo de fome que nunca termina, porque depende do olhar do outro.
Quando alguém conquista algo, essa fome pode virar uma pergunta silenciosa: “isso prova que ele vale mais?”. Se, lá dentro, a resposta for “sim”, a inveja surge como uma tentativa desesperada de consertar a autoestima: “então eu preciso disso também”. Percebe como, nesse caso, já não é sobre o objeto? É sobre identidade. É sobre tentar comprar, com uma conquista alheia, uma paz interior que só poderia nascer de um lugar mais íntimo.
Torcer genuinamente faz o contrário. Ela nos devolve um senso de abundância interior. Ela diz: “o valor do outro não diminui o meu; a alegria dele não ameaça a minha”. E isso não só melhora a vida por dentro, como melhora os vínculos por fora. Porque as pessoas sentem quando são celebradas sem segundas intenções. A torcida verdadeira cria confiança, aproxima, fortalece. A inveja, ao contrário, cria distância — mesmo quando a gente sorri.
No fundo, a diferença não está apenas no que desejamos, mas de onde desejamos: do amor ou da falta, da admiração ou da ferida, da inspiração ou da comparação. Torcer é um jeito de amar sem se perder. Invejar é um jeito de se perder tentando ocupar o lugar do outro.
Torcer é querer que o outro floresça; invejar é achar que o florescimento dele rouba o seu.
Que tal vigiar seus pensamentos, para não transformar a conquista do outro numa armadilha contra você?

AUTORA STELLA_GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
TRANSFORMANDO DESERTOS EM OÁSIS
Transformar desertos em oásis é mais do que uma metáfora de esperança, de persistência e de possibilidades pessoais; é um chamado para reinventar o impossível, chegando ao possível, às possibilidades da vida. Este texto é uma tentativa de sairmos da fadiga a qual nos deparamos diante das exigências e incompletudes do mundo.
Desertos — sejam eles de terra árida, de oportunidades escassas ou de sonhos esquecidos — existem em todas as paisagens e adversidades humanas.
Cada deserto individual carrega, silenciosamente, o potencial de florescer. Apesar de tudo, a potencialidade da superação com sabedorias consiste em encontrar terrenos prósperos, cheios de fertilidades para plantarmos nossos desejos.
A transformação do “deserto em oásis” começa com um gesto simples: enxergar além da areia, das dunas. Onde muitos veem estagnação, mas alguns percebem terreno fértil e assumem ativar suas renovações.
Pensando e vendo diferente do agora, do antes, podemos imaginar levezas com um toque de música suave dançando no colorido de nossas vontades. É assim que surgem os oásis — não por acaso, mas por ações concretas. Por mãos que se abrem para o compartilhar, para as luzes dos recomeços. Os oásis estão em mentes que criam superações, por corações que persistem. É preciso potencializarmos nossos méritos, aperfeiçoar nossas paciências. Isso significa viver com liberdade para a transformação, as coisas mudam de lugar, abrir caminhos nos nossos corações é caminhar para oásis que nos permitem o bem-estar de viver e fazer o desejo acontecer. Assim falou Rumi: “Se queres a visão secreta, fecha os teus olhos. Se desejas um abraço, abre o teu peito”.
Oásis não são apenas lugares; são estados de espírito. São espaços onde a vida volta a pulsar, onde a criatividade encontra abrigo, onde a esperança e a fé se tornam prática diária. E o mais bonito é que, uma vez criado, um oásis inspira outros. Ele se torna farol, convite, promessa, superação e realização.
Transformar desertos em oásis é, no fundo, transformar a nós mesmos. É escolher cultivar em vez de desistir. É acreditar que, com visão e persistência, qualquer terreno pode florescer em um novo recomeço. Pensa em ti mesma, acharás melhor poesia, viveza, graça, alegria, doçura e paz. (Machado de Assis).
Vivencie seu mágico dom em “transformar desertos em oásis”.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
FALTA DE EMPATIA
Em um vacilo na estrada
O sono e a pancada
A via é bloqueada
A carga foi tombada
E começou a ser saqueada
Pela humanidade que está deturpada.
E entre a ferragem retorcida
O motorista sangra e agoniza
Enquanto isso, o povo ironiza
Diante da polícia que está estarrecida.
E no Brasil da fome, o povo segue saqueando
Sem um pingo de empatia e ao lado o corpo
Segue esperando o socorro que enfim,
Chega e a morte é confirmada.
A perícia é solicitada
É o fim de mais uma jornada
Onde a população abastece seu carrinho
De mão com alguns mantimentos e ao
Lado um corpo frio e pálido espera
A família para o seu reconhecimento.

AUTORA KENIA PAULI
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
QUANDO ALGUÉM SE LEMBRA DE ALGUÉM
Durante muitos anos, a casa vivia em pé de brigas. Uma energia fortemente pesada.
Mas ninguém sabia explicar o que acontecia ali. Tudo acontecia do nada, na maioria das vezes meras bobagens.
O risos a cada dia que se passava pareciam mais curtos.
Até as plantas que tentavam sobreviver naquela varanda nublada já não queriam mais florescer e murchavam sem um motivo certo. Talvez o conflito tivesse chegado até mesmo a elas.
Numa tarde de sábado, Angelica, cansada de tanta confusão, decidiu ir à casa da avó pedir um conselho, algo que pudesse aliviar todo o estresse que ela estava vivenciando desde pequena naquela casa. No teto que abrigava seus pais e seus dois irmãos.
A conversa com sua avó mudou tudo.
Sua avó era tão calma, pacíf ica, falava num tom devagar, mas com um olhar que enxerga o que o tempo está tentando esconder.
Entre um gole de café e outro com sua avó, ela ouviu a história de um irmão de seu pai de quem ela nunca ouviu falar.
Sua avó lhe contou:
— Sabe, minha neta, seu tio Zé foi embora sem se despedir. Depois que ele partiu, ninguém nunca mais quis falar dele.
A avó dela continuava:
— Inclusive eu, nunca mais falei do meu filho.
Naquela tarde, o silêncio passou a ser diferente.
Angélica sentou-se em sua cama quando em casa e disse o nome de seu tio José Fernando em voz alta, devolvendo a ele o que o tempo havia tomado e perdido em seus pensamentos e corações. Seu tio não estava ali presente fisicamente, mas sua lembrança foi retomada.
Não havia mais incômodo, aquela fala de sua avó naquela tarde lhe permitiu uma escuta sobre algo que trouxe a cura para aquela ferida estampada por anos naquela família.
A noite, com as janelas abertas de seu quarto, Angélica sentia o frescor de terra molhada que entrava pela janela e refletia em todo o quarto pelas cortinas.
No dia seguinte, pela manhã, ao pegar uma xícara de café e se direcionar para aquela varanda antes nebulosa, Angélica percebeu que um belíssimo raio de sol cortava de um lado ao outro, trazendo uma mensagem de cura e libertação para todo seu sistema familiar.
Às vezes, o que falta é somente alguém ser lembrado, um nome ser dito e incluído.

AUTORA ILZE MATOS
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
VARANDA DA MEMÓRIA
Onde mora a felicidade?
Procuramos tanto ser feliz…
e onde, afinal, a encontramos?
Pensei nisso hoje à noite,
sentada na varanda da minha casa,
sentindo a brisa passar,
trazendo a doce fragrância da madressilva,
com gostinho de infância,
lá da minha terra,
Caxias do Maranhão.
E acho que a felicidade
mora nessas lembranças
de passado e presente
que se encontram dentro da gente.
É essa vontade de misturar tudo
e sorrir
do que foi vivido
e do que ainda se vive.
Felicidade é isso:
o hoje caminhando de mãos dadas
com boas recordações.
É também dançar
e sorrir para os presentes
que a vida nos dá,
é ter a gratidão
como companhia, sempre.
E mesmo que não haja tantas memórias,
que a gente tente,
com cuidado e esperança,
fazer do hoje
o melhor lugar para morar.

AUTOR WAGNER PLANAS
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
OLHAR PELA JANELA
Fico olhando pela janela,
Esperando a volta dela,
Deixo a porta sempre entre aberta,
Pois eu sei, você é a pessoa certa.
Quando resolvi lhe entregar meu coração,
Foi a doçura de um desejo,
Uma loucura sem beijo,
Amor para arrasar quarteirão.
É a vida é assim,
Ele não diz nem não, quanto mais sim,
Ele simplesmente acontece...
Quem ama não esquece,
Não poder te sentir e te ver,
Que saber... Entristece-me...
Mas sei das limitações de te querer.

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
O RETORNO
O casal está de retorno à sua antiga moradia após um bom tempo fora.
A expectativa é grande.
Como os antigos moradores os receberão? Será que sentiram a falta deles?
Com esses questionamentos, eles arrumam as coisas. Eles não se adaptaram à vida no local onde estavam morando e decidiram regressar à sua terra natal. Chega o grande dia.
Quando eles adentram o lugarejo, muitas pessoas os aguardam. A recepção é tão grande que o casal não acredita, pensa que está sonhando. São moradores para todos os lados, batendo palmas e gritando vivas. Não deixam o casal entrar. Primeiro tem que participar da festa preparada para eles. São bolas penduradas, faixas, músicas e muita comida. Tudo foi preparado com muito carinho. Cada morador vai ao seu próprio quintal tirar frutas e flores.
Cada um chega com um tipo de fruta e com um tipo de flor diferente para a decoração da mesa. E tudo da própria propriedade. O orgulho é grande, tudo é fruto do próprio trabalho, plantado e regado com as próprias mãos dos moradores. A festa está animada, a música corre solta. Todos dançam, comem e bebem. Os filhos da terra estão de volta e isso é motivo de grande alegria. Todos os moradores são unidos.
O que acontece com um, todos ficam sabendo e ajudam no que for preciso. Todos se respeitam. Cada família é composta de muitas pessoas e parece que todos fazem parte de uma família só, tão grande é a união entre eles. O casal tem a certeza de que nunca deveria ter saído dali e agora, com essa recepção, tudo fica confirmado.
O amor entre os moradores faz com que esse lugar seja um pedacinho do céu na terra, pois só o amor constrói esse tipo de relacionamento.

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
SEMENTES
Meus versos alcançarão
Teu coração e sentimentos
Neste canto de lamentos
Serão eternidade e imensidão
Percebo-te nas ruas da saudade
Em que lembranças te fazem chorar
Uma ausência que dói recordar
Escrevo que nunca é tarde
Nunca é tarde para recomeçar
E desta tristeza ser liberto
E da felicidade estar perto
E envolto de paz ficar
Nunca é tarde para amar
Sentir o coração arder
A magia do amor acontecer
E de felicidade celebrar
Assim eu lhe proponho
Se permita transbordar
E se preciso até chorar
E vá viver seu sonho
Mesmo com algo em desfavor
Ou circunstâncias e tempo nublado ou quente
Vamos regar boas sementes
Até sair desta imensa dor
Sementes que farão florir
Todo o seu caminho
Detalhes que mesmo que com espinho
Brilho nos olhos fará existir.

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
TEMPO DE DESACELERAR
Tempo para embalar na sua cadeira de balanço.
Tempo para balançar na sua rede.
Tempo para apreciar as flores do seu jardim.
Tempo para sentar na sua varanda.
Tempo para olhar a paisagem da sua janela.
Você trabalhou por muito tempo e agora esse tempo chegou.
Curta, aproveite cada momento e celebre a sua vida com alegria!

AUTORA ARLÉTE CREAZZO
ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
GUIA PARA UM DIA RUIM
Há dias em que, logo cedo, percebemos que não será um dia fácil. O despertador toca antes daquele lindo sonho acabar, o café esfria mais rápido do que o normal, não encontramos aquela blusa com a qual gostaríamos de sair para trabalhar, e tudo começa a sair do controle, dando a impressão de que o universo acordou de mau humor.
Nessas horas, pensamos que o melhor a ser feito é voltar para a cama, cobrir a cabeça e esperar que o dia termine, mesmo sabendo que isso não será uma opção. Não existe uma fórmula mágica para que possamos passar por esse caos.
É preciso respirar bem fundo para que aquilo que começou de mau jeito não piore. E, como não há um manual de instruções, é preciso criarmos nosso próprio guia para atravessarmos o caos e chegarmos ao final do dia com alguma dignidade e, se possível, com um sorriso nos lábios e amor no coração.
Primeira instrução: aceite que seu dia começou torto e poderá piorar. O pão poderá queimar, sua condução pode pifar, e você pode perder uma reunião importante por não chegar no horário. Nesse caso, já agradeça por não perder o emprego, pois podemos encontrar algo positivo onde, aparentemente, há apenas negatividade.
Segunda instrução: respire fundo e comece a pensar em tudo o que poderá dar errado em seu dia, buscando possíveis soluções. Não foque no problema; ele não lhe trará sugestões de como resolvê-lo.
Terceira instrução: problemas são como pedras no caminho que, ao longo dos anos, aprendemos a transpor, fazendo com que se tornem uma espécie de brincadeira de obstáculos.
Quarta instrução: nem tudo é sobre você. Estar em um dia ruim não significa que o universo escolheu você para ser o saco de pancadas da vez, apenas que nem tudo é perfeito.
Quinta instrução: alimente-se. Parece básico, mas, em momentos de crise, às vezes nos esquecemos até mesmo de respirar. Ninguém pensa bem de estômago vazio, e a fome é um dos fatores que fazem com que as pessoas percam o foco de seus objetivos.
E, por fim, a última instrução: entenda que um dia ruim é apenas um dia ruim e tem prazo de validade. Por mais infinito que ele pareça ser, acabará. Você terá muitos outros dias para lembrá-lo como algo que passou. Dias ruins nos deixam muitas histórias que nos farão rir e nos mostrarão que somos mais fortes e capazes do que imaginávamos.
E, se o dia não estiver sendo bom com você, seja gentil consigo mesmo. Liberte-se de ideais de perfeição, permitindo-se desacelerar e perceber o dia passar. Talvez, ao final do dia, ainda lhe restem motivos para sorrir.

AUTOR LUIZ FELIPE AMIL
Luiz Felipe de Lima mais conhecido por Luiz Felipe Amil nasceu no dia 22 de abril de 2005, é um escritor natural da cidade de Santarém no estado do Pará. No ano de 2022, Luiz Felipe participou de uma Antologia Poética de sua cidade chamada TERCEIRO ENCONTRO, daí Luiz passou a escrever seus próprios livros e à colocá-los pra fora da gaveta. Ele é o autor dos livros ÉBRIO DE TANTA POESIA (Kindle, 2023) e CHUVAS DE INSPIRAÇÃO (Kindle, 2023). Conhecido por escrever sonetos clássicos, contos, crônicas, seu estilo contemporâneo varia entre o clássico e o verso livre. É membro de duas academias literárias: Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira (ALCAAB) cadeira número 37 do patrono Olavo Bilac, e da Academia Internacional de Literatura Brasileira.
O PARÁ: UMA MOLÉCULA PODEROSA DO FUTURO
Quando falo das chuvas da Amazônia, me remonto à geração dos meus pais, quando a chuva passava, o encontro era marcado debaixo das mangueiras de uma praça em Santarém ao pôr do sol com as garças noivas. Quando sinto o cheiro do cupuaçu no ar, do tucupi fervendo pronto para o tacacá, lembro que o nosso estado do Pará e a nossa Amazônia é um território rico e que florescerá do cajado de uma árvore o nosso futuro. O estado anfitrião da COP-30 de 2025, é muito mais que um caroço de açaí que ganhou o mundo, é o país da cultura brega, um colosso belo e forte em riquezas e biodiversidade que não se vê em outro lugar do mundo. Se a chuva um dia marcava os nossos encontros apaixonados, agora é a floresta amazônica paraense que marca o nosso futuro. Que o indígena amazônida, nosso caro ancestral com os seus saberes, o quilombola, o ribeirinho, o produtor rural e o cidadão sejam os guardiões desse futuro promissor para a nossa floresta amazônica.




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