REFLEXÕES Nº 197 — 01/02/2026
- Luiz Primati
- há 4 dias
- 14 min de leitura


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março, lançou seu livro de prosas poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em 2025.
POR QUE AS PESSOAS DESISTEM?
Desistir raramente é só “falta de força”. Na maioria das vezes, é cansaço acumulado, é dor que não foi nomeada, é expectativa alta demais para um coração que já vinha carregando peso há muito tempo. A desistência costuma nascer quando a gente olha para a frente e não enxerga recompensa rápida, ou quando olha para dentro e não encontra mais aquela voz firme dizendo “vai”.
E o mais curioso é que, muitas vezes, a pessoa não desiste do objetivo. Ela desiste de si mesma no caminho. Desiste porque começa a achar que está atrasada, que está sozinha, que está velha demais, quebrada demais, confusa demais. E aí o sonho vira cobrança, o processo vira tortura, e o caminho que era para construir vira um tribunal.
Eu li isso num post de Instagram que me fez parar. E, pensando com calma, percebi como esses motivos aparecem na vida real — na minha e na de muita gente — de um jeito silencioso, quase disfarçado de “só estou cansado”.
A primeira armadilha é a pressa. A gente quer resultados rápidos, como se a vida fosse um aplicativo que responde em segundos. Lembro quando tentei emagrecer: academia, regime, jejum intermitente — tudo ao mesmo tempo. Após algumas semanas, vendo o ponteiro da balança mal se mexer, quase desisti. O corpo tem seu tempo, mas a mente, impaciente, quer uma resposta imediata para justificar o esforço. Demorei um ano para perder quatro quilos. Hoje vejo isso como uma aula: não foi só sobre peso. Foi sobre aprender a não abandonar um processo só porque ele não me aplaudiu rápido.
E aí vem a segunda armadilha: parar de acreditar em si mesmo. Isso normalmente ocorre quando somos criticados pelo que fazemos. A crítica tem um poder estranho: ela entra como opinião e sai dentro da gente como sentença. Escritores sofrem isso frequentemente. Esperamos aprovação e, quando ela não vem da forma que idealizamos, nos frustramos. O problema não é só ouvir um “não gostei”. O problema é quando esse “não gostei” vira “talvez eu não sirva”. E é aí que a fé em si mesmo começa a vazar pelos dedos. A gente esquece que aprovação não é bússola e que a construção de algo valioso quase sempre passa por fases em que ninguém entende — e tudo bem.
Depois, sem perceber, a gente fica preso no passado. Lembrar de fatos de sucesso de outros tempos e comparar com o presente quase sempre nos faz mal. O passado, às vezes, vira uma vitrine: a gente olha para ele e pensa “eu era melhor”. Só que a gente esquece que não tem a mesma vitalidade, o mesmo corpo, a mesma energia, a mesma ingenuidade, as mesmas condições… e nem a mesma dor. Então temos que mudar a forma de enxergar o sucesso. Talvez sucesso não seja mais correr como antes. Talvez seja continuar caminhando, mesmo em outro ritmo, com outra cabeça, com outro tipo de coragem.
E com o passado, vêm os erros que grudam na pele. Errar uma vez não quer dizer errar sempre. Se você ficou traumatizado por fracassar no passado, esqueça o que passou e tente novamente. Cada nova tentativa é uma nova chance. E se falhar de novo, não se preocupe. Nem todos acertaram na primeira vez. Thomas Edison, por exemplo, é frequentemente lembrado por fazer muitas tentativas antes de conseguir uma versão funcional da lâmpada incandescente. O que isso me ensina não é “romantizar” o erro, mas entender que fracasso não é identidade — é experiência. Errar é um evento. Viver se chamando de errado é uma prisão.
Daí nasce outra crença perigosa: achar que se é fraco. Mas afinal, o que é ser fraco? Fraco de mente? Fisicamente? Emocionalmente? A palavra “fraqueza” é ampla demais para virar rótulo. Muita gente se chama de fraca quando, na verdade, está machucada, sobrecarregada ou sem apoio. Fraqueza não é sentir medo. Fraqueza não é cansar. Fraqueza não é chorar. Às vezes, a pessoa passou tanto tempo aguentando que, quando finalmente sente, acha que quebrou. Só que sentir não é quebrar — é estar vivo. E tem um tipo de força muito ignorada: a força de recomeçar com o coração ainda sensível, sem fingir que nada doeu.
E num movimento quase irônico, a gente abandona justamente o que tem de melhor. Por insegurança, tenta virar outra coisa, outro estilo, outro caminho — e se perde. Eu acredito muito em duas frentes ao mesmo tempo: aprimorar o que é forte para ficar mais forte e, com carinho e estratégia, trabalhar no que é frágil. O ponto forte é alavanca. O ponto frágil é oficina. Um não anula o outro. Só não dá para jogar fora o que te sustenta só porque ainda existe algo para ajustar.
O mundo, enquanto isso, não para de mudar: tecnologia, gírias, juventude, novos modos de pensar, novos jeitos de trabalhar e de se relacionar. Resistir ao novo, às vezes, parece proteção… mas pode virar isolamento. Aceitar a mudança não é abandonar crenças. É aprender a conviver com o novo sem perder o que te faz ser você. É maturidade para dizer: “eu posso não concordar com tudo, mas eu também não preciso virar pedra”. Porque quando a gente endurece demais, o mundo não para — quem fica para trás é a gente.
E no fundo de tudo isso, tem o medo do futuro. Temer o futuro por ele ser incerto é humano. A mente quer garantias, e a vida raramente dá. O futuro vira um lugar cheio de sombras porque ele não tem forma. E, quando não tem forma, a gente preenche com ansiedade. Então, que tal viver o presente? Não como fuga, mas como foco. O presente é o único lugar onde eu posso agir, escolher, pedir ajuda, ajustar rota. O futuro não se controla inteiro — mas se constrói. E se eu coloco toda minha energia tentando prever o que pode dar errado amanhã, eu fico sem força para fazer o que pode dar certo hoje.
No fim, desistir é quase sempre o resultado de uma batalha interna: pressa contra processo, culpa contra recomeço, passado contra presença, medo contra movimento. E talvez a virada não esteja em “nunca desistir”, mas em aprender a desistir menos de si mesmo — e mais do que te destrói.
A pergunta que fica para mim é: você está desistindo porque realmente acabou… ou porque está tentando carregar tudo sozinho, do jeito mais pesado possível?

AUTORA STELLA_GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
VIVER CADA DIA — O MELHOR QUE PODEMOS
Viver cada dia da melhor forma possível é um convite à autenticidade, ao autoconhecimento e à busca constante de evolução pessoal.
Viver em ampla confiança e esperança é uma alegria constante.
Olhe em torno de você, repare que seu tempo pode ser cada vez melhor, seja flexível com as imperfeições contemporâneas e cada vez mais tenha calma, para poder olhar com olhos favoráveis as belezas convidativas da vida cotidiana.
Limitações existem a todo momento, chuvas e mau tempo, nada é perfeito. É sobre fazer escolhas conscientes, aprender com os erros e celebrar as pequenas conquistas diárias, com gratidão. Gratidão pelo passado e pelo que somos no presente, sem afastarmos os pássaros que cantam dentro de nossos corações, afastando desamores.
Viver o bem, com gentilezas e éticas, fortalecendo relacionamentos, com olhares não intoxicados de ganâncias e egoísmos.
Ser inteiro e não pedaços, crer na superação, é possível mesmo diante da adversidade.
Ser livre, vida e felicidade combinam.
É importante para você viver uma vida mais leve, significativa e verdadeira?

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
DE OLHOS FECHADOS
O mundo está tentando calar o povo cristão que está sofrendo com um rito de perseguição sem fim. Muitos não se deram conta, mas aquilo que está acontecendo na Nigéria é uma coisa muito séria. E isso está passando batido, já que o mundo segue em silêncio diante do genocídio que está acontecendo com os cristãos no mundo e isso não é só sobre a Nigéria, e sim sobre o corpo de Cristo.
E, com uma agenda ditatorial, alguns contestam as escrituras sagradas dizendo que ela precisa ser reescrita e lutam contra a fé do povo cristão, e tornam comum aquilo que é abominável aos olhos de Deus, o prazer e a luxúria andam de mãos dadas com o pecado, algo normal para essa sociedade corrompida por uma narrativa mundana que romantiza o prazer momentâneo. Estamos vivendo a era da inversão de valores e, dentro desse show de horrores, convivemos com uma corja de blasfemadores que aplaudem a mentira e, mesmo sabendo que um dia o nosso tempo vai acabar e sem se dar conta de que a verdade liberta, eles se jogam no pecado e trocam o certo pelo errado, e acreditam no mundo que diz: que os princípios de Deus estão fora de moda e nós cristãos, precisamos nos posicionar!

AUTORA KENIA PAULI
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
QUANDO ALGUÉM SE LEMBRA DE ALGUÉM
Durante muitos anos, a casa vivia em pé de brigas. Uma energia fortemente pesada.
Mas ninguém sabia explicar o que acontecia ali. Tudo acontecia do nada, na maioria das vezes meras bobagens.
O risos a cada dia que se passava pareciam mais curtos.
Até as plantas que tentavam sobreviver naquela varanda nublada já não queriam mais florescer e murchavam sem um motivo certo. Talvez o conflito tivesse chegado até mesmo a elas.
Numa tarde de sábado, Angelica, cansada de tanta confusão, decidiu ir à casa da avó pedir um conselho, algo que pudesse aliviar todo o estresse que ela estava vivenciando desde pequena naquela casa. No teto que abrigava seus pais e seus dois irmãos.
A conversa com sua avó mudou tudo.
Sua avó era tão calma, pacíf ica, falava num tom devagar, mas com um olhar que enxerga o que o tempo está tentando esconder.
Entre um gole de café e outro com sua avó, ela ouviu a história de um irmão de seu pai de quem ela nunca ouviu falar.
Sua avó lhe contou:
— Sabe, minha neta, seu tio Zé foi embora sem se despedir. Depois que ele partiu, ninguém nunca mais quis falar dele.
A avó dela continuava:
— Inclusive eu, nunca mais falei do meu filho.
Naquela tarde, o silêncio passou a ser diferente.
Angélica sentou-se em sua cama quando em casa e disse o nome de seu tio José Fernando em voz alta, devolvendo a ele o que o tempo havia tomado e perdido em seus pensamentos e corações. Seu tio não estava ali presente fisicamente, mas sua lembrança foi retomada.
Não havia mais incômodo, aquela fala de sua avó naquela tarde lhe permitiu uma escuta sobre algo que trouxe a cura para aquela ferida estampada por anos naquela família.
A noite, com as janelas abertas de seu quarto, Angélica sentia o frescor de terra molhada que entrava pela janela e refletia em todo o quarto pelas cortinas.
No dia seguinte, pela manhã, ao pegar uma xícara de café e se direcionar para aquela varanda antes nebulosa, Angélica percebeu que um belíssimo raio de sol cortava de um lado ao outro, trazendo uma mensagem de cura e libertação para todo seu sistema familiar.
Às vezes, o que falta é somente alguém ser lembrado, um nome ser dito e incluído.

AUTORA ILZE MATOS
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
AMANHECER
A gente sente quando o amanhecer traz novidades e sentimentos bons.
O dia parece sorrir para você, e o sol diz:
“Hoje, coisas boas vão acontecer.”
Confie na sua intuição;
há algo incrível quando acreditamos em nós mesmos.
A alegria te abraçará o dia inteiro.
Sorria para a vida,
mesmo que duvide que ela vai melhorar.
Dê a si mesmo uma chance de ser feliz
neste dia que amanheceu para te iluminar.
Espero que essa mensagem
traga um suave sorriso ao seu rosto.
Fique bem
e acredite em você,
sempre.

AUTOR WAGNER PLANAS
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
CHORANDO...
Passei minha noite chorando,
Imaginando-te,
Em minha cama estávamos rolando,
Amando-nos... Cada vez mais...
Mas acordei chorando e em soluços,
Quando virei de bruços,
E vi que não passou de um sonho,
Que a vida novamente me pregou...
Meu coração, entre lágrimas, magoou,
Por que, no momento em que te amou,
Tudo era tão real.
E minha intenção principal,
Naquela noite fria, seminu no quintal,
Era te procurar, pois não acreditava que você não estava ali.

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
O RETORNO
O casal está de retorno à sua antiga moradia após um bom tempo fora.
A expectativa é grande.
Como os antigos moradores os receberão? Será que sentiram a falta deles?
Com esses questionamentos, eles arrumam as coisas. Eles não se adaptaram à vida no local onde estavam morando e decidiram regressar à sua terra natal. Chega o grande dia.
Quando eles adentram o lugarejo, muitas pessoas os aguardam. A recepção é tão grande que o casal não acredita, pensa que está sonhando. São moradores para todos os lados, batendo palmas e gritando vivas. Não deixam o casal entrar. Primeiro tem que participar da festa preparada para eles. São bolas penduradas, faixas, músicas e muita comida. Tudo foi preparado com muito carinho. Cada morador vai ao seu próprio quintal tirar frutas e flores.
Cada um chega com um tipo de fruta e com um tipo de flor diferente para a decoração da mesa. E tudo da própria propriedade. O orgulho é grande, tudo é fruto do próprio trabalho, plantado e regado com as próprias mãos dos moradores. A festa está animada, a música corre solta. Todos dançam, comem e bebem. Os filhos da terra estão de volta e isso é motivo de grande alegria. Todos os moradores são unidos.
O que acontece com um, todos ficam sabendo e ajudam no que for preciso. Todos se respeitam. Cada família é composta de muitas pessoas e parece que todos fazem parte de uma família só, tão grande é a união entre eles. O casal tem a certeza de que nunca deveria ter saído dali e agora, com essa recepção, tudo fica confirmado.
O amor entre os moradores faz com que esse lugar seja um pedacinho do céu na terra, pois só o amor constrói esse tipo de relacionamento.

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
DOCE OUTONO
Tu, amor, esvaiu-se de mim junto com a brisa leve do outono e eu aqui, em prantos
Levando consigo o cheiro doce das folhas secas que caíam sem descanso
Despediu-se com um beijo, tornando gélidas as tardes de inverno
Tu, que me prometeu as chamas de um amor eterno
Sou como uma árvore de outono, despida de contentamento
Com minhas lindas vestes sendo levadas ao relento
À espera de noites longas, procurando um quente cobertor
Pedindo aos céus um alívio para tamanha dor
E meu coração enfraquecido, arrastando-se de tanta saudade
Causa um aperto no peito e chove em meu rosto toda tarde
Lembro-me de tua imagem ficando distante quando partiu
E aqui dentro uma ferida ardente se abriu
Nunca foi tão cruel e triste despedir-se do doce outono
Estação em que me apaixonei perdidamente pela primeira vez, como um sonho...
As folhas não caíam mais no meu quintal
Só despedaçou-me, nascendo em mim um amor puro e imortal.

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
LIVRO: UM OBJETO ESPECIAL
Um livro é feito por muitas mãos. Mas quantas e quais mãos são necessárias para produzir um livro? Desde o momento em que surge no imaginário do escritor, o livro passa por muitas fases: rascunhos, revisões, leituras, edição, diagramação, impressão...
Quantos rabiscos, quantos papéis amassados jogados no lixo? Quantas ideias descartadas, quantas selecionadas? Quantos dizem: "não vai dar certo" e quantos dizem: "vai dar certo sim!" Quantas leituras e quantas aventuras!
No final, o livro se torna especial para o escritor, útil e agradável para o leitor e uma aventura compartilhada por todos que apreciam uma boa viagem pelo mundo da leitura.




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