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REFLEXÕES Nº 230 — 20/09/2026

há 5 minutos
15 min de leitura

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


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Imagem criada com IA

AUTOR Luiz R Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

A MEMÓRIA QUE NÃO É MAIS NOSSA


Você já assistiu àquela série Black Mirror? Confesso que sou extremamente apaixonado por ela e nunca perdi um episódio.


Tem um, em especial, que não sai da minha cabeça. Um homem chega em casa desconfiando que a mulher o está traindo. Na distopia em que vivem, cada ser humano tem um chip implantado atrás da orelha que grava tudo o que a pessoa vê — um repositório de imagens, como se fossem filmagens das 24 horas do dia, todos os dias. Para acessar essa memória, a pessoa projeta num telão e escolhe uma data e hora para reviver o que viu naquele instante. O marido desconfiado obriga a mulher a mostrar as memórias de um determinado dia. Ela se recusa. Ele insiste, e acaba comprovando a traição.


Se ficou curioso, assista e faça seu próprio julgamento.


Desde que vi aquele episódio, fico imaginando o que aconteceria se um assistente meu, pessoal, tivesse acesso a tudo o que eu já vivi — não só o que eu conto, mas o que eu escondo até de mim mesmo. Outro dia, sem querer, comentei com a Mônica:


— Acho que nunca estive naquele restaurante.


E imaginei, por um segundo de pavor, uma voz respondendo no lugar dela:


— Luiz, você esteve, sim, em novembro de 2017. Pediu peixe e reclamou que estava salgado.


Foi só imaginação. Mas bastou aquele segundo para eu sentir um arrepio de verdade.


Porque a pergunta que me persegue desde então não é sobre o restaurante. É sobre tudo o mais que eu talvez tenha esquecido de propósito, sem perceber que esqueci de propósito. Quem é o dono do meu passado, se um dia existir alguma coisa que se lembre dele melhor do que eu?


A vida inteira eu me defini pela minha própria memória: sou aquele que se lembra de ter vivido. Mas há coisas que prefiro não lembrar — não porque sejam graves, a maioria não é, mas porque esquecer é também um jeito de seguir em frente. Um mal-entendido antigo com um amigo, uma bobagem que falei e me arrependo até hoje, um momento de fraqueza que ninguém viu e que eu mesmo tratei de apagar da própria cabeça, com o tempo, de tanto não pensar nele. E se, um dia, existir prova de que aquilo aconteceu, guardada em algum lugar que eu não controlo?


No episódio da série, a mulher podia negar o que quisesse — as evidências, projetadas ali na tela, não davam margem a dúvida nenhuma. Fico pensando se, no meu caso, eu teria a mesma coragem dela de dizer "mostra" — ou se sairia correndo da sala antes que a memória errada aparecesse na tela.


Aplaudo a tecnologia, sempre aplaudi — sou da área, vivo cercado dela, ganho a vida com ela. Mas confesso que não tinha pensado, até este exato momento em que escrevo, nas consequências do que tanto desejo. Eu, que já escondi coisas até da Mônica, da minha própria família, de mim mesmo às vezes — o que aconteceria se, um dia, alguém ou alguma coisa soubesse tudo o que pensei, falei, fiz e nunca contei a ninguém?


Seria o fim da minha privacidade, mesmo comigo. É como ficar nu diante das pessoas num momento inesperado — como aquele sonho clássico, correndo atrás de um pano qualquer para cobrir as partes íntimas, enquanto todo mundo já viu.


Só que do sonho eu acordo e esqueço. Dessa memória artificial, se um dia ela existir de verdade, eu não vou conseguir acordar. Ela vai ficar ali, precisa, datada, disponível para qualquer consulta futura — minha ou de quem eu menos queira que veja. E talvez seja exatamente aí que mora o meu medo, mais do que em qualquer traição ou segredo específico: não é a máquina lembrar por mim. É que, no dia em que ela lembrar, eu vou perder o único direito que sempre tive sobre o meu próprio passado — o direito de deixá-lo, aos poucos, se apagar.


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

QUERER É PODER?


A expressão "querer é poder" significa que, quando alguém tem uma vontade forte e verdadeira de alcançar um objetivo, essa determinação é capaz de superar os obstáculos e transformar o desejo em realidade.


Acreditando nisso de forma literal, há pessoas que ficam paradas apenas pensando, desejando, querendo, mas não agem em direção à busca do que desejam. Ficam apenas buscando “pensamentos positivos” e não transformam esses pensamentos e desejos em ação. A verdade é que “se você não quiser, jamais poderá.” Assim, o primeiro passo para conquistar alguma coisa é realmente “querer”.


É preciso querer, mas não se pode esquecer que é preciso buscar, enfrentar caminhos retos e difíceis. Quando olhamos para o céu, tudo é livre e profundo. Mas, quando a nossa mente não está livre de pensamentos negativos, não podemos sentir a serena natureza celestial.


O grande poeta português, Fernando Pessoa, em uma matéria publicada na revista “Exame”, nos brinda com uma provocação filosófica sobre o desejo, a vontade e o poder: "Querer não é poder.


Quem pode, quis antes de poder, só após poder. Quem quer, nunca há de poder; porque se perde em querer." Essa frase carrega uma chave importante: a potência de uma vontade discreta, madura, que se faz presente no cotidiano. Um querer que não espera permissão, nem se perde em fantasia. É um querer com movimentos, falando com os tempos.


Quando nossa mente está quieta, livre de pensamentos inúteis, podemos descobrir forças indestrutíveis dentro de nós.


É preciso nutrir desejos e vontades, semeando futuros. 


Sejamos fortes, vamos construindo poderes necessários dentro de nós e, na conquista, chamemos de nossos os brios e louros alcançados!


AUTOR André Ferreira


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

CAMA DE PEDRA


Quem planta, colhe, porque o fel da verdade

sempre volta para cobrar o passado de

mentiras e as traições que vem à tona

cobrar essa conta que precisa ser paga,

e logo que a traição foi descoberta e os 

segredos foram revelados e o mundo

começou apontar o dedo, me acusando

de ter enganado eu mesmo e agora

as consequências são inevitáveis. 


A dor da decepção acabou apertando o gatilho

que disparou o cronômetro e o relógio começou

a correr dentro de mim, tentando despertar o velho 

homem e sua abstinência, logo o corpo foi em 

busca de saciar o seu vício, que agora é o meu

algoz e aos poucos começou a deturpar o meu 

caráter e como uma metamorfose; está me 

transformando em um farrapo humano.


E, como num déjà-vu, eu acabei retrocedendo ao

vício que me levou para o fim da linha, com isso

veio o abandono da minha família que me deixou 

ao léu, e a rua judia e maltrata, mas também ensina 

a realidade cruel dessa vida e isso me trouxe uma 

dor profunda na alma que está me esmagando 

lentamente e entre as escolhas que fiz dentro 

deste mundo existe a renúncia que eu não quis

por amar os prazeres desse mundo de ilusão.


AUTOR Kenia Pauli


Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

O QUE PERMANECE


Há pessoas que chegam à nossa vida e ocupam lugares que o parentesco, sozinho, não explica.


Uma tia pode ser colo. Uma avó pode ser casa. E alguém pode nos ensinar, por meio do cuidado, que a vida também pode ser um lugar seguro.


Algumas histórias atravessam gerações. Recebemos dores, afetos, silêncios e também amores. Mas aprender a honrar quem chegou primeiro  não significa repetir suas dores.


Amar quem parte não significa partir junto. É possível reconhecer a história, agradecer pelo amor recebido e continuar vivendo.


Porque a morte leva a presença, a voz e o abraço. Mas não leva aquilo que realmente recebemos.


Algumas pessoas permanecem naquilo que nos ensinaram a ser, na forma como amamos e no amor que passamos adiante.


E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de eternidade: continuar vivendo naquilo que o amor de alguém ajudou a construir em nós.


AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

CUIDAR DE VIDAS


Fala-se muito em cuidar da própria vida e deixar a vida dos outros. Só que a minha vida tem sido cuidar da vida dos outros. Tantas pessoas já passaram pela minha vida, pela minha casa, e dessas pessoas eu cuidei com todo amor e carinho. Quando casei, meu marido chegou com dois filhos e deles cuidei com todo carinho e respeito. Depois tivemos nossos dois filhos juntos e não houve problemas, pois eu tratava os quatro filhos com o mesmo amor, sem fazer diferença entre eles, que cresceram com o mesmo tipo de criação.


Teve uma época em que meu cunhado veio morar em nossa casa também. Era compromisso de uniforme, alimentação, roupa lavada e passada. Ficou conosco por um ano até organizar a sua vida.


Depois veio minha sogra; não foi um fardo, foi uma preferência dela por mim, pois dizia: “Você não é somente minha nora, mas também minha filha, e se um dia eu tiver que morar com alguém, será com você”. Fui a mais amada entre todas, então fui a que mais se doou também em prol dela e de tantos outros. Minha sogra morou comigo por longos quinze anos. Atravessamos doenças, convalescências, birras, confidências, companheirismo, cumplicidade e muito trabalho, mas tudo sem grandes reclamações ou aborrecimentos, comemorando cada aniversário com todos os familiares dela e meus. Com ela eu desenvolvi a paciência e a respeitar o ritmo de cada um.


Nesse intervalo, uma sobrinha do meu marido veio morar conosco, pois sua mãe estava internada com problemas mentais. Matriculei a menina no colégio e a acompanhei em seu processo de crescimento; tinha ela então doze anos. Ficou conosco por um ano, até que não deu mais devido às rebeldias da adolescência e ela foi morar com o pai. Daí sua mãe veio do hospital e quis ficar conosco. Cuidei dela como se fosse uma filha. Dava banho nela, penteava os cabelos, passava creme hidratante, alimentava, colocava para dormir, tudo como se fosse uma menina, sendo que ela tinha lá seus quarenta e poucos anos. Ficou conosco por quatro meses, até que o marido resolveu pegá-la e levar para casa, pois já tinha condições de ficar com ela.


Passado um tempo, um dos meus filhos se casou. A esposa ficou doente e eles vieram morar conosco para que eu cuidasse dela, pois não tinha pai nem mãe. Mesmo correndo riscos de contaminação, cuidei dela com o maior amor. Todos da casa tivemos que fazer exames, mas, graças a Deus, a doença não contagiou ninguém e com o tratamento adequado, ela ficou curada. Mais tarde, ela engravidou, teve uma linda filha, que eu ajudo a cuidar enquanto eles trabalham. A menina é o nosso xodó, a princesinha da casa.


Tenho mais 8 netos, dos quais sete são meninos e uma menina., que praticamente eu quem criei. Os demais netos, quando os pais precisam, pedem-me para ficar com eles. É uma festa, uma alegria cuidar, brincar, ver desenhos e filmes com eles. Tenho muitas fotografias desses momentos mágicos.


No meio disso tudo, acompanhei minha mãe no tratamento contra um câncer de mama por cinco anos. Minha mãe tratou, venceu e viveu até seus quase oitenta e nove anos com muita energia, muito trabalho no seu sítio, varrendo, plantando, regando, cuidando dos animais e de todos que chegavam.


Às vezes fico pensando: quem cuidará de mim na minha velhice? Todos os filhos já se casaram; estamos somente eu e meu marido, um cuidando do outro. Quando um faltar, como será?


Com tantas pessoas que ajudei a cuidar, parece até que não tenho tempo para mim. Mas tenho, sim. Eu trabalho e no trajeto da condução, leio sempre um livro ou estudo, pois fiz faculdade e pós-graduação e adoro conversar com os amigos que eu encontro pelo caminho.


Nos dias de folga, faço ginástica e caminhada. Visito amigos e parentes. Vou às festas, gosto de conviver e compartilhar conhecimentos e conservo o bom humor. Sou do tipo de bem com a vida!


Cuido da minha saúde de forma preventiva e há tempo para tudo, se formos organizados e estabelecermos prioridades em nossa vida.


Cuido também da minha vida espiritual, indo sempre à igreja e servindo ao Senhor e ao próximo.


Assim é a minha vida, cuidada por mim e por Deus. Tudo o que Ele coloca em minha vida para fazer, faço com amor. Esse é o segredo de tudo.


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

VELOCIDADE


A vida é veloz,

O leão é feroz,

Deus nos deu a voz,

Para orar, aqui estamos nós.


Anos passam rapidamente,

Lembranças ficam na mente,

No coração, paixões ardentes,

Às vezes, atitudes inconseqüentes.


Tudo o que imaginamos,

Tantas outras nós amamos,

E muitas não tocamos.


E, por mais que rápido passe o tempo,

Você ficará em todo momento,

Liderando meu coração


AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

REPENSAR


Tantas coisas para falar…


Mas primeiro é preciso pensar e não pesar a mão sobre esse papel de seda, porque, senão… ele amassaria.


Como o papel de seda é delicado, é melhor repensar.



AUTOR Eduardo Grabovski


EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia –  Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.

OLHAR QUE CONTEMPLA E O VALOR DA REALIZAÇÃO


Olho para o horizonte e contemplo o céu à tarde, com suave verdejar que precede o início da noite;


Olho para as paredes e pinto nelas o quadro em imaginação que estampa as cores de minhas conquistas;


Olho as relvas e grama molhados que vislumbram lentamente o gotejar da chuva em estampido;


Olho a bruma de meus sonhos que, ao acordar e limpar meus olhos, me desperta com sabor à boca que impulsiona minha resiliência.


Encontro em momentos de soneto interior o calor que impulsiona meus sentimentos mais íntimos e reluto em desanimar frente à minha autoconfiança e vontade de trilhar arduamente o caminho que escolhi até findar minha sina.


Empunho no peito o símbolo incauto que traduz em ação o valor mais puro das minhas mazelas e deixo fluir no ato que relato a final do trabalho fortuito, recompensado pelo calor dos calos que premeiam minhas vividas sentenças.


Arqueio meu corpo somente para coletar cada pedra que surge em meus trilhos e as carrego para construir o imenso castelo que firmarei ao ver cair do luar e despertar pela manhã e, ao contemplar os primeiros raios de sol, sol aquecer-me-ei à beira da xícara de café passado fresquinho e, como o olhar do dono engorda a boiada, olharei com lágrimas e alegria e bradarei ao vento em relato do salutar desejo realizado, ao qual tomarei por íntimo e meu o sabor da conquista.


Sabe aquela sensação de que você pode conquistar o que quiser e realizar o que se dispuser, e, no final do dia, sobrará a sensação de dever cumprido?

É assim que termino um belo devaneio reflexivo e conecto o olhar poético sobre as realizações que devem ter a força e forma mental da realização que somente sua atenção pode te dar.


Digo isso baseado em uma construção ou reforma de um bem material tão batalhado e suado que, em fase final de conclusão, pode ser impulsionado pelo olho clínico do dono, que aguarda o momento de ser finalizada e entregue.


Sonhe você também com um carro, casa, viagem, passeio ou o que quer que seja que queira realizar e sinta a iminência de poder desfrutar desse bem quando finalmente a hora chegar. Mas mantenha-se presente e acompanhe passo a passo o andar de seus passos em direção ao seu objetivo.


Inspire-se em conquistas, pois elas alimentam o valor do trabalho.


Universo do Tio Dudú


AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

AMIZADE É ABNEGAÇÃO


A vida é maravilhosa,

Embora, às vezes, surjam situações dolorosas

Que tentam ofuscar a beleza do viver,

Tornando dura a jornada,

Deixando a alma sobrecarregada.


Bons amigos são essenciais:

Ajudam a lidar com os espinhos,

São apoio diante dos ais.


Muitas vezes, enfrentam

Problemas mais difíceis,

Por um instante deixam sua dor de lado

E ajudam com o nosso fardo.


Ter amigos verdadeiros

É possuir um tesouro inestimável;

É ser ajudado em qualquer situação,

Pois amizade é abnegação.


AUTOR Nayara Santos


NAYARA SANTOS LOPES, natural de Feira de Santana, Bahia, é Técnica de Enfermagem, Tradutora e Intérprete de Libras e poetisa, cuja relação com a escrita nasceu ainda na adolescência e permanece viva como expressão de sua essência. Entre palavras e sentimentos, encontra na poesia um refúgio e uma forma de dar voz ao que pulsa em sua alma. Com sensibilidade e profundidade, tem seus versos publicados em antologias poéticas, onde compartilha fragmentos de emoção, vivências e amor pela arte de escrever.

SEJA GRATO PELO QUE VOCÊ JA POSSUI


Veja como é engraçado

A gente tanto reclama da vida

Esquece de agradecer pelo que ja tem

Ta sempre querendo mais

Nunca está contente com o que tem

Imagine se tu acorda sem

Num Belo dia tem tudo e de repente fica sem nada

Então seja grato, dê valor aos detalhes, veja beleza nas coisas simples

Deixa pra lá as coisas bobas, as ofensas e mágoas.

Vai viver tua vida, amar e ser amado.











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