BECO DOS POETAS Nº 159 — 17/09/2026
Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


AUTOR Luiz Primati
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível até o final de 2026.
INVERSÃO DE VALORES
Sempre ouvi falar de inversão de valores, e na maioria das vezes era algo teórico, sem muito fundamento. Até imaginei que nunca veria algo concreto, grandioso, de inversão de valores em escala global. Estava enganado. Isso está ocorrendo bem debaixo do nariz de todos, não só do meu.
E sem mais rodeios já vou dizer do que falo: da fotografia. Sim, das fotografias.
Calma que já detalho.
Durante toda a minha vida, o que era mais confiável era uma imagem — inclusive a frase imortalizada: "uma imagem vale mais do que mil palavras". Víamos uma foto e ela era a prova irrefutável. Verdadeira, até que alguém provasse que era montagem ou coisa parecida.
Mas agora tudo mudou. Depois do surgimento da IA e com sua evolução, os valores se inverteram. Toda imagem passou a ser suspeita de ter sido criada por uma IA, inclusive as fotografias mais realistas. Antes, a foto provava. Agora, a pessoa é que tem que provar que a imagem é verdadeira.
Nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo, nunca mesmo.
Lembro de uma foto que tirei há uns dez anos, na sacada do apartamento, com a Mônica, num pôr do sol daqueles avermelhados, quase vermelho-sangue, de dar aperto no peito. Postei sem pensar duas vezes. Hoje, se eu postasse a mesma foto, aposto que apareceria alguém no comentário perguntando: "isso é real ou IA?" — e eu teria que ficar ali, feito réu, explicando que sim, foi tirada de verdade, com celular de verdade, num dia de verdade. Uma prova que antes não precisava existir agora é obrigatória. E o pior: mesmo jurando, ninguém garante que vão crer em mim.
O documento, esse então, é outra inversão que me assombra ainda mais. Assinatura em papel sempre foi prova de intenção — a pessoa pegou a caneta, moveu a mão, deixou a sua caligrafia ali. Hoje, um áudio da voz de alguém, uma foto de alguém sorrindo assinando algo, um vídeo de alguém prometendo alguma coisa — nada disso garante mais nada. Um filho pode receber vídeo do próprio pai pedindo dinheiro urgente, e o pai nem saber que aquele vídeo existe. A voz é do pai. O rosto é do pai. E o pai nunca disse aquilo.
Isso muda uma coisa que era "certeza absoluta" desde a existência da fotografia: a ideia de que ver é crer. Ver deixou de ser prova. Ver, hoje, é só o começo da desconfiança — o primeiro passo antes de perguntar "será que é real?", pergunta que meu pai Artur, minha mãe Mercedes, meu avô Otércio, nunca precisaram fazer diante de retrato nenhum.
Fico pensando no que isso faz com a memória de uma família. As fotografias antigas do meu pai, amareladas, de canto dobrado, essas eu nunca vou duvidar — não existia tecnologia, na época, para fabricar aquilo. Elas carregam uma espécie de inocência que as fotos de hoje, mesmo as mais verdadeiras, já não têm mais. É engraçado pensar que uma imagem velha, gasta, mal tirada, hoje vale mais como prova do que uma foto perfeita tirada ontem.
Não sei que rumo isso vai tomar. A Apple já anunciou um recurso chamado Apple Reference Image, nos novos iPhones 18 Pro: um novo sensor que registra dados assinados de cada pixel no momento da captura, criando o que a própria Apple chama de "negativo digital" — uma referência que depois permite provar que aquela foto saiu mesmo da câmera, sem edição, sem IA no meio. É a "certidão de realidade" que eu imaginava, só que já chegou antes de eu terminar de escrever esta crônica. Ou talvez simplesmente aprendamos a desconfiar de tudo, o tempo inteiro, até a desconfiança virar hábito tão automático quanto respirar.
O que sei é isto: a imagem que antes encerrava qualquer discussão — "olha, tem a prova em foto!" — hoje é só o começo de uma nova pergunta. E essa pergunta, há dez anos, seria absurda de se fazer sobre o pôr do sol vermelho-sangue da minha sacada. Hoje, é a primeira coisa que alguém pensaria — e pensaria desconfiando.

AUTOR Stella Gaspar
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
A VERDADE DO AMOR
A verdade do amor é libertadora, acolhe sonhos e desejos, traz paz sem estresse, rompe distâncias, e floresce na felicidade compartilhada.
É liberdade de escolha, um caminho que nos torna plenos, luz que cresce na espera, em horas imaginárias, como a lua cheia iluminando a emoção.
O amor é lindo por ser livre, forte contra o desgaste do tempo, renovando-se a cada amanhecer, do jeito que precisamos, com a delicadeza de quem cuida com ternura.
Amar é viver, é acordar sob um céu azul, é dormir sem desilusões, é ser amante da esperança, forte na nobreza do sentir.

AUTOR André Ferreira
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
GRATIDÃO AO POETA
E, em busca do conhecimento,
conheci um professor
e um poeta fenomenal,
seu nome é Pedro Santos
um homem que no âmbito
da sua sensibilidade,
enxergou em mim
um talento que eu
mesmo não enxergava.
Ele me mostrou os caminhos da literatura
e da poesia e com maestria,
ele pontuou e me incentivou,
fazendo florescer em mim,
o poeta que hoje sou
e me ensinou a velha arte
de brincar com as palavras e poetizar.
Professor Pedro, um amigo, um guerreiro,
sincero, parceiro, ordeiro, certeiro e ligeiro,
um homem de fé que transbordou
o seu conhecimento na minha vida,
ele iluminou a minha caminhada
literária, me mostrando
que por meio da poesia,
eu poderia estar em lugares
que eu jamais poderia
imaginar em estar um dia.
Professor Pedro foi um lapidador de gemas
e hoje a poesia é parte importante na minha vida,
porque eu escrevo com sentimento
e com alegria trago um leve tom a vida cotidiana,
mas às vezes paro e penso quem diria
que um dia eu iria conhecer,
falar e escrever poesia.
Mas hoje vivo e respiro a poesia que me encanta
e que trouxe alegria, a poesia que dá voz ao calado,
que abraça o caído e que resgata o desabrigado
por isso, o meu coração transborda,
e tamanha é a minha gratidão
ao meu poeta preferido, Pedro Santos,
a quem quero deixar o meu muito obrigado
e dizer que você sempre será a minha inspiração
e o seu nome vou levar sempre no meu coração,
e se hoje sou conhecido por poeta, André Ferreira,
é porque um dia me chamaram
de Poeta pela primeira vez,
e esse alguém foi você, Pedro Santos.

AUTOR Ilze Matos
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
O ENCONTRO
O poeta.
O amor.
O mar.
O pôr do sol.
A poesia.
Há encontros
que somente a poesia
faz acontecer.

AUTOR Célia Nunes
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
COLETIVIDADE
Liderar uma equipe
Vai além da competência
Exige paciência
Saber escutar
Ter equilíbrio
Firmeza para decidir
Humildade para ajustar.
Trabalhar com o coletivo
É desafiador
São opiniões diferentes
Sensibilidades à risca
Egos aflorados
Várias expectativas
Cobranças e críticas.
É preciso ter harmonia
Maturidade emocional
Liderança e companhia
Construindo comunhão
E apesar das diferenças
Produzir sem divisão
Todos sendo um
Pelo bem comum.

AUTOR Wagner Planas
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
E O TEMPO
E o tempo, Passa tão rápido, Como o sopro do vento, Quando percebemos, Já não temos tempo, Para viver.
O tempo, É um piscar de olhos, O último sopro divino, O semblante de paz.
O tempo, Cura as dores, Ameniza o sofrimento, Leva embora nossos pensamentos.
O tempo, É o ser mais ingrato, Te carrega nos braços, E quando percebemos, Estamos no último ato de vida

AUTOR Marinalva Almada
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
UM POEMA PARA O MEU AMOR
Valter, poeta e escritor, que transforma sentimentos em palavras, que escreve o que a alma sente e faz da poesia um jeito de viver. Teus versos percorrem páginas, antologias e caminhos, levando um pouco de ti a cada coração que te lê.
És homem de estudo e de sonhos, de livros, projetos e desafios. Estudioso incansável, agora abraças o Mestrado, porque para ti aprender
é uma caminhada sem fim.
Professor por vocação, palestrante de excelência, homem que compartilha saberes e acredita no poder da educação. Tua agenda é sempre cheia, mas, mesmo entre tantos compromissos, encontras tempo para cuidar daquilo que realmente importa.
E quando o dia pede movimento, lá estás tu: na bicicleta, nos exercícios, buscando saúde e disposição. Cuida do corpo, da alimentação,
mas é a tua alegria de viver que verdadeiramente te mantém jovem.
E como não falar do teu jeito brincalhão? Do sorriso fácil, do bom humor, do otimismo que contagia, das selfies, das fotografias, desse prazer bonito de registrar a vida e guardar seus momentos.
Mas existe em ti uma dimensão ainda mais profunda: a tua fé.
Desde menino, aprendeste com tua mãe o valor das orações. E a fé cresceu contigo, amadureceu em teu coração e se transformou em serviço.
Hoje és ministro da Palavra e da Eucaristia, leitor assíduo da Bíblia, devoto de Nossa Senhora Aparecida, homem que procura caminhar sob a luz de Deus.
Nasceste no dia de Nossa Senhora das Dores, como se a vida já te lembrasse que a fé também nasce da força para atravessar as dores e seguir acreditando.
Amo também o homem que para e escuta os idosos, que gosta de suas histórias, que compartilha as próprias lembranças e encontra sabedoria na experiência de quem viveu mais.
Amo o homem que planta sementes e espera pacientemente pelos frutos.
No nosso quintal, crescem açaí, romã, ata e tantas outras plantas.
E talvez sem perceber, tu cultivas muito mais que árvores:
cultivas esperança, amizades, conhecimento, fé e amor.
Mas, entre todas as tuas conquistas, há uma que para mim é a mais bonita:
ser pai.
Pai amoroso, zeloso, presente e vigilante. com cuidado, proteção e amor.
E eu, tua esposa,
tenho o privilégio de caminhar contigo.
Sou testemunha do homem cativante, amoroso, cuidadoso e dedicado que és.
Sou testemunha dos teus sonhos, das tuas lutas, das tuas conquistas, das tuas preocupações e também das tuas alegrias.
E sei que amar-te é muito mais do que amar o homem que aparece nas fotografias.
É amar o homem por inteiro:
o professor, o escritor, o estudante permanente, o esportista, o amigo dos idosos, o filho dedicado, o pai amoroso, o esposo companheiro, o homem de fé.
É amar o homem que cuida dos seus pais com amor e paciência, que valoriza suas raízes e não esquece aqueles que fizeram parte de sua história.
E, mesmo quando a vida corre depressa, mesmo quando tua agenda está lotada, há sempre um lugar onde quero que chegues:
ao meu coração.
Porque, entre tantas palavras que já escreveste, existe uma que resuma tudo o que sinto:

AUTOR Walter Berg
WALTER BERG, pseudônimo de Valter Alves da Silva, poeta contemporâneo, professor de Língua Portuguesa, Licenciado em Letras Português e Literatura pela Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, especialista em Gestão, Supervisão e Coordenação escolar pela FAVENI, tem participação em várias antologias nacionais.
DÉCADAS DE MINHA VIDA
Nasci em 1976,
no final dos anos 70,
quando a vida ainda era simples
e o mundo parecia caber dentro de casa.
Nos anos 80,
vivi minha infância ao lado dos meus pais e irmãos.
Era uma vida simples,
mas cheia de momentos que ficaram guardados na memória.
Foi ali, entre a família e as coisas pequenas do cotidiano,
que comecei a aprender sobre a vida.
Nos anos 90,
destravei a vida.
Vieram as festas, os namoros, as amizades,
e também chegou o trabalho.
Foi uma década de descobertas,
de viver a juventude,
de errar, aprender e começar a descobrir
quem eu queria ser.
Nos anos 2000,
a vida tomou outro rumo.
Casei, vieram os filhos,
entrei na faculdade
e me tornei professor.
Vieram responsabilidades, desafios e conquistas,
mas também a certeza de que eu estava construindo
a minha própria história.
Na década de 2010
continuei minha caminhada.
Consolidei lutas, sonhos e esperanças.
Nem tudo foi fácil,
mas nunca deixei de acreditar
que ainda havia muito para conquistar.
E chegaram os anos 2020.
Vieram novos desafios e novas realizações.
Fiz meu mestrado em Educação
e me consolidei como escritor.
As palavras passaram a ser também
uma forma de contar aquilo que vivi,
aquilo que senti
e aquilo que ainda sonho.
Então chegou 2026.
Meus 50 anos chegaram.
Chegaram de surpresa.
Parece que foi ontem que eu era aquele menino,
e, de repente, meio século de vida.
Hoje, olho para trás
e vejo quantas coisas aconteceram.
Família, filhos, estudos, trabalho,
lutas, sonhos, conquistas e histórias.
Não sou mais um moço.
Moço fui.
Hoje sou um senhor.
Mas existe uma coisa que o tempo não mudou:
ainda sou aquele menino.
O menino que sonhava,
que queria descobrir o mundo,
que acreditava no amanhã
e que continua aqui dentro de mim.
Tenho 50 anos no calendário,
mas a alma ainda guarda
um menino cheio de sonhos.
O tempo passou.
Eu cresci.
A vida mudou.
Mas o menino ainda sou.

AUTOR Zélia Oliveira
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
DESEJO SINCERIDADE
Desejo que as pessoas revelem o que são,
Há muita encenação.
Infelizmente, muitas mostram
Apenas o que querem que vejamos,
Que nem sempre condiz com a realidade.
Existe uma discrepância entre palavras e ações.
Mascaram a verdade.
Quanta hipocrisia:
A pessoa dá um sorriso caloroso,
Abraça-lhe,
Minutos depois, na sua ausência,
Mete-lhe a “lenha”.
Representa o tempo todo,
Não é uma pessoa autêntica,
Finge ser prestativa, amiga,
Quer “ajudar”,
Mas maquina prejudicar.
Poderia abandonar a vestimenta da falsidade
E trajar-se de sinceridade.






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