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REFLEXÕES Nº 219 — 05/07/2026

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


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Imagem criada com IA

AUTOR Luiz Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

A EXISTÊNCIA PRECEDE A ESSÊNCIA


Há dias em que acordo antes do despertador e fico ali, no escuro, ouvindo o movimento da rua. E me pergunto: eu escolhi esta vida ou ela me escolheu? Ninguém me entregou um manual quando cheguei ao mundo. Não havia um bilhete dizendo: você será editor, escreverá romances, montará uma rádio, criará duas filhas. Nada. Vim em branco, como página antes do primeiro parágrafo.


E, no entanto, olho para trás e a página está escrita. Escrita por mim — mas será que só por mim?


Penso nisso quando estou diagramando um livro de outro autor. O texto chega bruto, cheio de arestas, e meu trabalho é revelar o que ele já é, sem alterar a voz de quem escreveu. Curioso: eu não invento a essência daquele livro. Ela está lá, esperando. Mas o livro só existe porque alguém, um dia, sem saber por quê, sentou e escreveu a primeira linha. A existência veio primeiro. A essência foi se descobrindo no caminho, palavra por palavra, revisão por revisão.


Com código é igual. Quantas vezes começo um sistema com uma ideia vaga e, no meio do processo, ele me diz o que quer ser? Eu planejo uma tela, e a tela pede outra. Eu escrevo uma função, e ela revela um problema que eu nem sabia que tinha. O propósito não estava no início — foi emergindo do fazer. Existir primeiro, entender depois. Talvez a vida funcione assim: um sistema em produção que nunca teve fase de planejamento.


Mas aí olho para minhas filhas. E a certeza se vai.


Porque quando elas nasceram, eu não senti que estava diante de uma página em branco. Senti que estava diante de alguém. Alguém que já era, antes de qualquer escolha, antes de qualquer história. Havia ali um jeito de olhar, uma teimosia, uma luz — coisas que ninguém instalou, que ninguém programou. Se a existência precede a essência, por que os filhos chegam tão prontos em sua incompletude? Por que parecem trazer um modo de ser que a vida inteira vai revelando devagar?


Os antigos apostavam que sim, que algo nos antecede. Platão dizia que a alma já conheceu a verdade antes de nascer, e que viver é lembrar — anamnesis, ele chamava. Aprender não seria adquirir, mas reconhecer. Aristóteles, mais pé no chão, falava em telos: cada ser carrega uma finalidade, como a semente carrega a árvore. O carvalho não decide ser carvalho. Ele apenas cumpre o que já germinava dentro dele. E os estoicos iam além: havia um logos, uma razão que atravessa o cosmos, e nossa tarefa era afinar a vida com essa música que já tocava antes de nós.


Depois veio Sartre e virou a mesa: l'existence précède l'essence. Não há semente, não há partitura, não há nada que nos anteceda. Somos jogados no mundo e condenados a inventar quem somos. A liberdade como sentença. Cada escolha, um tijolo na construção de um edifício sem planta. É vertiginoso — e há dias em que soa verdadeiro demais. Heidegger, antes dele, já falava desse ser "lançado" na existência, tendo que responder por ela sem ter pedido para vir. E hoje pensadores como Charles Taylor devolvem um pouco de chão: não nos inventamos do nada, dizem; nascemos dentro de histórias, línguas, afetos que nos precedem e nos moldam antes de qualquer escolha. Viktor Frankl, saindo do inferno dos campos de concentração, encontrou outra saída: o sentido não é dado nem inventado — é encontrado, como quem acha algo que estava escondido esperando justamente por nós. Byung-Chul Han, olhando nosso tempo exausto, suspeita que a obsessão por "construir a si mesmo" virou mais uma forma de cansaço: performamos essência em vez de vivê-la.


E eu fico no meio, como sempre. Entre o código que se revela no fazer e as filhas que já chegaram sendo. Entre a página em branco e aquilo que já veio escrito. Talvez a resposta não seja escolher um lado. Talvez existir seja isto: escrever um livro cujo enredo inventamos livremente — mas cuja voz, misteriosamente, já era nossa antes da primeira palavra.


Se nada nos antecede, por que certas coisas, quando acontecem, parecem tanto um reencontro?


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

O SOL E VOCÊ


Acordo pensando no sol

Ele é tão poderoso que me atrai para a contemplação de sua beleza

Meu sol, minha luz, meu olhar de saudade

Caminhando, te encontro

Sou chamada por uma flor e, ao me aproximar, incrédula, a contemplo

Nela vejo teu olhar

Um brilho amarelo me entusiasma e, como encantada, perto de ti me aquieto

Um sol forte, energético como um café da manhã

Nele, começo e recomeço nossos continuados momentos

Pedaços de luz me envias e eu me completo nessa esperança, para o meu dia.

Os dias passam correndo e nem sinto que tudo se movimenta

Estou em teus raios e em teu calor que não arde, não incomoda

Na paz de teu poder sobre meu pensamento, te sigo

E minha alma tem a cor do ouro, metal resiliente

Crio em ti as minhas asas e para ti voo o mais alto que posso

Nada me detém, nessa fantástica viagem

Te encontrarei e em teus raios nos transformaremos em um

Sou a fada e tu, meu encantador sonho-luz, na alegria de ver o sol

Sede saciada por teus beijos de paixão pelo viver.

Querido sol, em tua vida quero amorosamente ser

Sempre o teu amanhecer.


AUTOR André Ferreira


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

POSICIONAMENTO


A abstinência é uma dor que corrói as vísceras

E que tem sangrado minha alma, sinto uma dor

Daquelas de quebrar os ossos, a carne grita

E os pensamentos vêm, suor frio e febril,

Sei que é só atravessar a rua que do outro

Lado tenho o mundo aos meus pés.


Um ano se passou e hoje a minha natureza Pecaminosa está a mil por hora, nas mesas

Vejo os copos transbordando, sinto o cheiro

Da erva, não sei se esse pó branco é talco E vejo mulheres despidas dançando na

Minha frente, mas logo me dou conta

E volto para a realidade e digo para mim:

Esse banquete deve ser do diabo

Que quer despertar o velho homem.


Nessas horas, sinto que preciso entender que Deus Tem um propósito na minha vida e que aquela Jornada de um ano não foi em vão e que eu Não posso voltar para o final da fila, afinal, Eu não sei se Jesus vai me dar novamente

Uma nova chance na minha vida.


Por isso, se você quer alcançar o progresso,

Priorize Deus na sua vida e viva o seu processo  Enfrentando a dor e lutando contra a carne, siga

Em frente, adorando e glorificando o nome do

Senhor Jesus, e no mundo, muitos vão te Chamar de louco e de crente santarrão, Outros não vão entender o que você Está vivendo e o caminho que

Você escolheu para sua vida,

Mas Deus é contigo, meu

Irmão, continue posicionado.


Infelizmente, você vai se deparar com muita cara feia, Mas o que é a cara feia do mundo diante do sorriso

De Deus, siga firme nessa nova jornada e ainda Que alguém te ofereça um gole de cachaça, Um trago no cigarro de maconha, uma tragada

No cachimbo de crack ou uma cafungada

Numa carreira de pó, te dizendo que uma Só não vai fazer mal, não se engane Porque é sempre a primeira que faz mal.


E nessas horas o inimigo vai tentar de tudo para te cercar

Porque é assim que o diabo age, sempre com o intuito 

De te escravizar novamente, entenda se não acontecer

O primeiro gole não vai ter os outros, se não acontecer

O primeiro trago no cigarro de maconha não vai

Ter os outros se não acontecer a primeira tragada

No cachimbo de crack e não vai acontecer os outros,

Se não acontecer a primeira cafungada na carreira

De pó não vai ter os outros, então, entenda Que é sempre a primeira que vai te fazer mal.


E digo mais, aqui fora, meu irmão, não vai ser fácil,

Mas transforme a sua dor em fé e a poesia

Em música e sente-se a mesa, ela está

Preparada, basta você se posicionar, 

Mas não se esqueça de que o

Banquete do diabo, uma hora 

Ou outra vai vir te confrontar

Vestida de mini saia e de salto

Alto, ela vai tentar te seduzir

Com uma proposta indecente.


E se você cair nas garras dela,

Vai cair em um abismo que vai chamar

Outro abismo e após isso, vem o álcool,

O pó e o crack e, quando você perceber,

Já perdeu tudo que Jesus restaurou

Na sua vida e se tornou novamente

Um escravo, por isso, meu irmão,

Permaneça firme em Deus e siga

Em frente, sempre vigilante, não

Deixe de congregar e conscientize-se,

De que foi para a liberdade que

Cristo nos libertou, portanto,

Permaneçam firmes e não se

Deixem submeter novamente

Ao jugo da escravidão.


AUTOR Kenia Pauli


Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

O PASSADO NÃO PEDE CONSERTO, PEDE UM LUGAR


Assistindo à terceira temporada de “Another Self”, Uma Nova Mulher, na Netflix, fiquei pensando em como todos nós, de alguma forma, estamos em busca de respostas. Algumas são conscientes. Outras nem tanto.


Há quem procure entender por que sente o que sente. Há quem queira descobrir a origem de uma dor, de um medo, de um padrão que insiste em se repetir. E, quando começamos a estudar sobre relações familiares, ancestralidade e as influências que recebemos da nossa história, é natural que a curiosidade aumente. Afinal, queremos compreender. Queremos fazer diferente.


As primeiras temporadas da série nos conduzem justamente por esse caminho. Elas apresentam personagens atravessados por perdas, doenças, conflitos e histórias que parecem ecoar de geração em geração. É um convite à reflexão sobre como nossas relações familiares podem nos marcar e sobre como olhar para essas histórias pode ampliar nossa compreensão de nós mesmos.


Mas foi a terceira temporada que me fez parar por alguns minutos depois que os créditos terminaram.


Ela parece lembrar que consciência não é sinônimo de controle.


Quanto mais aprendemos, mais percebemos que nem tudo precisa ser desvendado. Nem todo segredo precisa ser revelado. Nem toda história precisa ser recontada até encontrar um culpado. Existe uma armadilha silenciosa na ideia de que, se descobrirmos exatamente o que aconteceu lá atrás, um milagre acontecerá e, finalmente, todos os nossos problemas desaparecerão.


Nem sempre é assim.


Às vezes, a busca incessante pelo passado nos faz esquecer que a única vida sobre a qual realmente podemos escolher é a que estamos vivendo agora.


O passado pertence a quem o viveu.


Nós não precisamos resolver a vida dos nossos avós. Não precisamos corrigir as escolhas dos nossos pais. Não precisamos carregar a missão de reorganizar histórias que começaram muito antes de existirmos.


Talvez o maior presente que possamos oferecer à nossa família seja justamente interromper a necessidade de encontrar culpados.


Aceitar não significa concordar. Também não significa dizer que tudo foi justo ou fácil. Aceitar é reconhecer que aconteceu. Que aquelas pessoas fizeram o que conseguiram fazer com a consciência, os recursos e as dores que tinham naquele momento.


E nós?


Temos a oportunidade de fazer diferente.


Não porque consertamos o passado, mas porque escolhemos construir um presente mais consciente.


É curioso perceber que, quanto mais amadurecemos, menos sentimos necessidade de “futucar” tudo. Algumas portas não precisam ser abertas para a vida seguir seu curso. Algumas respostas chegam sem investigação. Outras talvez nunca venham. E tudo bem.


A verdadeira transformação não acontece quando encontramos todas as explicações. Ela acontece quando deixamos de esperar que o passado mude para começarmos a mudar a forma como vivemos o hoje.


Talvez seja essa a maior mensagem que ficou para mim depois dessa nova temporada.


Honrar a nossa história não é viver preso a ela.


É olhar para quem veio antes com respeito, deixar com eles o que pertence a eles e seguir em frente com leveza.


Porque a vida continua sempre na direção do presente. E é somente nele que podemos escolher um novo caminho.


AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

A MULHER RIXOSA


O que é ser uma mulher rixosa?


A Bíblia relata em Provérbios 21.9 que é "melhor morar num canto do eirado do que com a mulher rixosa numa casa ampla".


E, no mesmo capítulo, versículo 19, diz que " é melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda'.


E no versículo 27.15 diz que "o cotejar contínuo no dia de chuva e a mulher rixosa são semelhantes".


Meu Deus! Que tristeza!


Eu, como uma mulher dinâmica, não aguento ver uma torneira pingando, daria um jeito de consertar!


E quanto à chuva persistente, com gotejar constante? Eu nada poderia fazer para conter a chuva, mas daria um jeito nas goteiras!


Mas estamos falando de pessoas, não de coisas ou intempéries do tempo!


Um gotejar constante é algo irritante! Já pensou numa mulher assim, falando sem parar, reclamando dia e noite?


Contudo, a mulher costuma ser mais chorona, falar mais que o homem, isso não quer dizer que seja rixosa!


Ser rixosa é ser briguenta, estar sempre em desacordo, em contenda, com hostilidade, rancorosa, invejosa, ciumenta, de cara feia e mal humor, nunca satisfeita com nada! Tem TPM para colaborar e levar a culpa e se você perguntar o que está havendo, ela pode desfiar um rosário de lamentações, puxar coisas do fundo do baú, como se fossem atuais, e prepare-se para sua ira! Antes não tivesse perguntado, porque quando uma mulher assim diz que não é nada, se prepare!


Parece muita coisa para uma pessoa só, mas é isso, tem mulher assim!


Talvez a Bíblia relate sobre essa mulher por ser mais uma característica feminina, mas e quando é o homem da casa que é assim? Homem rixoso, brigão, reclamador, nunca satisfeito, sempre criticando tudo, em disputa com a mulher, ciumento, invejoso, rivalizando a união, competindo com tudo?


Não vamos nos ater somente às mulheres, mas o fato é que a Bíblia menciona as mulheres como sendo rixosas.


Sabemos que ser uma boa esposa não é fácil!


Ser um bom marido também não!


Mas é possível!


Se a mulher trabalha fora, tem jornada dupla, então o marido deve ser um bom cooperador!


Isso deve melhorar o humor da mulher rixosa e briguenta! rs


A mulher é como se fosse um termostato no lar, se ela estiver feliz, toda a casa se sente feliz, porque ela é considerada a rainha do lar, por isso a mulher deve tentar proporcionar um ambiente alegre, dando um tom de paz, um clima feliz, estabilizando a atmosfera, desarmando os demais, trazendo o equilíbrio no lar. Todavia a harmonia da casa não depende só dela, mas de cada um! Assim depende também a harmonia que vem do marido e dos filhos. Todos devem colaborar para a paz na casa!


A mulher, como coluna no lar, deve afirmar a cada manhã: hoje eu escolho ser feliz de propósito, de novo e de novo!


E que tipo de mulher você quer ser?


A mulher virtuosa de Provérbios 31, que fala sobre a mulher que gosta do que faz, que não murmura, que não gasta o dinheiro com coisas vãs, não é desanimada, é generosa e que seu valor equivale ao rubi ou a mulher rixosa de Provérbios 21, descrita acima?


Eu, pela história da minha vida, me identifico com a mulher virtuosa! E não adianta eu falar isso, se meus atos não forem condizentes!


Procure se avaliar e responda para si mesma!


E, de acordo com sua avaliação, procure mudar! Ninguém, por si mesma, quer ser assim! Procure ajuda quanto à TPM, tratamento quanto ao gênio difícil, rever os motivos da reclamação constante, procure manter a organização da casa, procure conversar sobre o relacionamento com o marido e os filhos, etc.


É difícil, mas é possível!


O bom andamento da sua casa agradece!


E a paz prevalecerá!


Que seu lar seja um lugar onde todos queiram voltar!


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

DECEPÇÃO II


Senhor, eu estou decepcionado,

Por acreditar que no mundo poderia ser amado,

Por querer andar lado a lado,

E criou esta desilusão.


Senhor,

Talvez seja duro o aprendizado,

Posso estar magoado,

Mas acredito em sua bênção.


O que não mata nos ensina,

Espero que esta não seja minha sina,

Viver de desilusão.


O amor é sublime e universal,

E como tal,

Estou aqui para aprender, amar e viver.



AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

ENTRE O SILÊNCIO E A VERDADE


Às vezes, passamos um longo tempo achando que alguém saiu da nossa vida por achar que não éramos interessantes.

Começamos a acreditar que não éramos especiais, que erramos em algum momento.

O tempo passa.

Os anos se vão.

E aquele pensamento continua ali, dizendo, em silêncio, que talvez não fôssemos tão boas quanto imaginávamos.

Até que, um dia, você descobre que a verdade era outra.

Você era amada. Admirada. Inteligente. Especial.

No fim, não era você quem estava errada.

Talvez a resposta nunca tivesse estado em você.

E, agora, o que você faz com essa descoberta?

Segue em frente.

Repensa a própria trajetória.

Ou apenas continua se transformando…

Porque, às vezes, a maior resposta é deixar de carregar uma história que você nunca escreveu.


AUTOR Marinalva Almada


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

SOLIDARIEDADE E ESPERANÇA


As imagens que chegam a todo momento da Venezuela são difíceis de assistir. Prédios reduzidos a escombros, famílias desesperadas à espera de notícias, equipes de resgate trabalhando sem descanso e voluntários pedindo mais máquinas, mais equipamentos e mais condições para salvar quem ainda, por milagre, pode estar vivo.


Até agora, os números são devastadores: milhares de pessoas atingidas, centenas de famílias sem lar e um número crescente de vítimas. Mas, por trás das estatísticas, existem histórias interrompidas, sonhos soterrados e vidas que jamais voltarão a ser as mesmas.


Diante de uma tragédia como essa, algumas perguntas surgem: e se fosse em nosso país? Como seria? Quem nos ajudaria?


Estaríamos preparados para enfrentar uma catástrofe dessa dimensão? Teríamos equipes suficientes, equipamentos modernos e uma resposta rápida para socorrer a população?


Infelizmente, muitas vezes só percebemos a importância da prevenção quando a tragédia acontece. Investir em defesa civil, em planejamento, em infraestrutura e em equipes de emergência não é um gasto: é um compromisso com a vida.


A dor do povo venezuelano também nos convida a refletir sobre outro aspecto: a solidariedade. Em momentos assim, fronteiras deixam de existir. O sofrimento humano pertence a todos nós. Cada gesto de apoio, cada profissional que se dispõe a ajudar e cada pessoa que estende a mão reafirma que a esperança ainda pode sobreviver em meio ao caos.


Que essa tragédia não seja apenas mais uma notícia que logo será esquecida. Que ela desperte em nós a consciência de que a vida é frágil, de que ninguém está completamente imune aos desastres naturais e de que sociedades mais preparadas e mais solidárias conseguem enfrentar melhor os momentos de maior dor.


Hoje é a Venezuela. Amanhã, ninguém sabe onde será e com quem será. A pergunta que permanece é: estamos realmente preparados para quando a tragédia bater à nossa porta?


Sabemos que não, mas que tenhamos fé em Deus de que a solidariedade sempre existirá e muitas vidas possam ser resgatadas para o alívio das famílias. A esperança de dias melhores nunca morrerá.


AUTOR Eduardo Grabovski


EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia –  Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.

CONEXÃO ENTRE MALUQUEZ E LUCIDEZ


À medida que as relações e vínculos se desenvolvem, é impressionante notar o ritmo acelerado e a atividade de interação que permeia nosso ambiente. Às vezes, é fascinante escutar o ruído dos silêncios e a profundidade das empatias.


O contato entre as pessoas nem sempre se torna insuportável ou precisa de assistência médica. Às vezes, basta apenas aproveitar o momento e tranquilizar a mente. Mesmo lendo atualmente o livro emprestado de um colega de trabalho, onde me deparei com sintomas e observações do Dr. Augusto Cury com o título: "Como lidar com o mal do século", que contrapõe análises sobre a mente acelerada e a forma como reagimos mentalmente a situações que não estão diretamente ligadas à nossa realidade.


É real que o problema existe e, como também me descobri nestas condições e os efeitos da ansiedade afetam não somente o comportamento, mas também o corpo, penso que se você for diagnosticado com transtorno de personalidade, é uma coisa, se for diagnosticado por esquizofrenia ou transtornos similares, é outra coisa. Mas existem outras situações em que a atenção deve ser levada em consideração.


Expor de maneira irônica ou satírica sua forma de ser deve ser compassado, dosado e controlado. Quem está perto de mim, pode perceber as dificuldades de expressão e concisão ao falar, escrever ou se comportar, afinal, quando se é muito exagerado, acabamos, sem querer ou por inocência, atingindo pessoas que, no seu direito, não estão na mesma sintonia com sua maneira de lidar com as situações do dia a dia e podem se ofender com algo dito ou escrito, afinal, a vida é cheia de coincidências que só a psique pode dizer.


Refiro-me sim a brincadeiras e até comentários desferidos fora da hora, a fim de, na minha cabeça, fazer gerar conexão. Aí é que sou pego de surpresa e, em relato, observo o que pode se tornar um caos. Sabe por quê? Pois às vezes podemos afetar as pessoas por coincidências silenciosas, dores ocultas e descontentamentos equivocados em referências desconectadas.


A ansiedade a qual sou acometido não é mental, estou ansioso físico e até tratável, mas me pego na minha maluquice, observando mesmo sem querer ou fora dos padrões que vivemos numa conexão de mente coletiva tão grande que o que até eu escrevo, acaba pro afetar pessoas que se sentem ironizadas pela escrita, veja, escrevo reflexões na junção do observar sem julgamento do meu dia a dia e transcrevo de uma forma generalizada de comportamento a se observar da sociedade, inspirada em refletir sentimentos vivenciados ao longo do meu trajeto de vida, mas me surpreendo como o silencio da conexão das narrativas e reações de pessoas que se sentem realmente como o foco das colocações, sendo que nossa atitudes são sim replicáveis e duplicáveis, cheias de coincidências.


O silêncio reflete sobre o pensar das narrativas e conecta meu pensar generalizado e como ele pode inocentemente afetar pessoas. Digo que sim, ouvi muitas situações em meu dia a dia e as refleti, incutindo experiências com pessoas, mas não quer dizer que as pessoas em que me inspirei para refletir são as pessoas que têm sintomas ou agem da forma em que exponho em meus relatos, e sim exercito a minha escrita, colocando claramente o que penso e como pode ser intensificado sentimentos.


Quando me tratei, percebi que até minha respiração precisava de cuidados, e não era ansiedade mental, era física devido a um desvio de septo. Dessa forma, passei a me observar mais e ter uma visão de que as pessoas podem estar me vendo como transtornado, mas no fundo a conexão mais provável está ligada à ideia de ser um maluco beleza, afinal Raul Seixas era conhecido por ter uma loucura controlada, tipo passar a ideia de ser visto como louco, mas conservar sua essência.


Neste momento é que me conecto com a figura de Raul Seixas nas conexões de não aceitar seguir o pensamento e a rotina da sociedade e seu efeito manada, até porque eu concordo em viver através das intuições, mas ao contrário dele não me importo em viver em meio à sociedade, porém concordo em me manter como sou, um maluco controlado porém sem necessidade de camisa de força.


Sendo assim, digo que em nosso ambiente, é necessário não confundir a realidade com a fantasia, como descreve o Dr. Augusto Cury, e passar a perceber que até nossas fantasias intencionais podem ser conexões de experiências alheias que podem confundir experiência real com fantasia patológica. Fulminado na criação de um caos desnecessário, afinal a experiência de cada um, mesmo sendo única, pode estar sendo vivida por outra pessoa com similaridades, mas não afinidades.


Resumindo, escrevo inspirado em Raul Seixas, com minha maluquice misturada com minha lucidez, e em hipótese alguma intencionalmente para atingir ou afetar de forma irônica ou satírica a vida de ninguém. Somente reflito sobre a reatividade de sintomas de ansiedade que vivem as pessoas no dia a dia, não sei se iremos absorver o que escrevemos, mas é alerta de se observar o quanto a mente comum e o senso de manada fazem a ansiedade se transformar em um transtorno igual a um vício, igual ao vício em café que tenho, às vezes as pessoas estão viciadas em pertencer, e isso faz com que elas absorvam tudo como indireta, e indireta não é o caminho, e nem todo louco patológico é realmente louco. Saibamos observar a essência das pessoas, inspirados em Raul Seixas, que não fazia mal a ninguém, e o escritor funde ideias, não cria indiretas.


Não permita que a ansiedade faça você sentir que todo mundo quer te fazer mal, use silenciosamente a essência de se conectar com as pessoas em essência e não se permita criar gatilhos de dor para quem escuta ou lê você. 


Universo do Tio Dudú 



AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

CONTENTAMENTO


Embebida em lágrimas, Reflito sobre o passado, Rememorando os obstáculos superados, Hoje, objetivos alcançados.


A dor que no peito se instalou, Enfim, a esperança expulsou, Secando cada lágrima derramada, Que serviu de trampolim Para uma bela jornada.


Recordo-me de que éramos bem simples. Tínhamos pouco... Às vezes, passávamos sufoco. Porém, tínhamos contentamento, Pois a alegria habitava Na simplicidade daqueles momentos.


O pouco era bem dividido, Havia união. Cada gesto de carinho Alegrava o coração.


Um ambiente amoroso é superior À abundância de pratos refinados. Onde existe afeto e amor, Supera-se a dor; Há paz e alegria, O lar reflete calmaria.


A verdadeira felicidade Não advém de bens materiais; Qualquer pessoa é capaz De usufruí-la. Apenas um coração grato, Que não foca no que lhe falta, Mas agradece o que tem, Sente contentamento.


Aprendi a valorizar A companhia de quem amo, O carinho da família Nas refeições e no lazer.


Os encontros com os amigos: São riquezas que a vida oferece, Que dão prazer.


Quem aprende a valorizar o simples Descobre o verdadeiro contentamento.









1 comentário


Stella Gaspar
Stella Gaspar
há 5 horas

Admiro muito os talentosos textos.

É uma honra para mim estar com vocês nesse caminho encantador. 😍🥰🩷

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