top of page

REFLEXÕES Nº 218 — 28/06/2026

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem do caderno
Imagem criada com IA

AUTOR Luiz Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

O LIVRE-ARBÍTRIO SOB SUSPEITA


Sou espírita há quase quatro décadas. E uma das coisas que mais demorei para digerir foi a ideia de que cada vida que vivemos é uma continuação de algo que já fomos — mas sem memória nenhuma do que passou. É estranho, sim. Às vezes parece cruel. Mas dizem os espíritos que se lembrássemos de tudo, não suportaríamos existir. Então chegamos aqui como chegamos ao primeiro dia de escola: sem saber ao certo por que estamos ali, mas com algo dentro de nós que aponta uma direção.


E é aí que a coisa complica.


Se eu encarnei com um propósito que não consigo lembrar, mas que cumpro por instinto — ou guiado por um mentor que enxerga o que eu não consigo ver —, sou ainda assim genuíno? Ou estou apenas representando um papel que alguém já escreveu para mim antes de eu entrar em cena?


Essa pergunta não é só minha. Ela persegue a filosofia há séculos.


Aristóteles já desconfiava que nossas escolhas nascem de um caráter formado antes de termos consciência dele. Spinoza foi mais fundo: acreditava que nos iludimos ao pensar que decidimos livremente, porque ignoramos as causas que nos movem. E Schopenhauer, mais sombrio ainda, dizia que podemos fazer o que queremos — mas não podemos querer o que queremos. A vontade, para ele, é anterior ao homem.


A neurociência moderna chegou a conclusões parecidas por outro caminho. Experimentos mostram que o cérebro inicia uma ação alguns milissegundos antes de tomarmos consciência de tê-la decidido. O que chamamos de escolha pode ser, na prática, a percepção tardia de algo que já estava em curso.


Então escolhemos de fato alguma coisa?


No espiritismo, a resposta não é simples nem reconfortante. Antes de encarnar, dizem, traçamos um plano. Escolhemos os desafios, as pessoas, até as dores. Mas ao chegar aqui, esquecemos tudo. O livre-arbítrio não desaparece — ele continua presente em cada desvio que tomamos, em cada vez que resistimos ou cedemos. O plano é o mapa. O livre-arbítrio é o motorista. Mas um motorista que não sabe onde estava antes, nem ao certo para onde vai.


Fora do espiritismo, a filosofia contemporânea tenta um meio-termo. Compatibilistas como Daniel Dennett argumentam que o livre-arbítrio não precisa ser absoluto para ser real. Agir de acordo com nossos valores, nossos desejos mais profundos, nossa natureza — isso já seria uma forma legítima de liberdade. Não a liberdade de escapar de quem somos, mas a liberdade de sermos plenamente o que somos.


Talvez seja isso. Talvez a autenticidade não exija que tenhamos escolhido cada detalhe do caminho. Talvez seja suficiente percorrê-lo com verdade.


Mas a dúvida fica. E acho que deve ficar.


Porque um homem que não questiona se está sendo ele mesmo — provavelmente não está.


Se você cumpriu tudo o que prometeu antes de nascer, sem saber que prometeu — isso foi obrigação ou foi coragem?


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

COISAS QUE NÃO COMPRAMOS


Parece impossível pensar em algo que verdadeiramente não se pode comprar em um mundo de consumo irrefreável, em que tudo está à venda. Por outro lado, é um alento perceber que existe algo valioso, que não tem preço e não pode ser adquirido de jeito algum.


Todos querem ser felizes. A felicidade não é criação, e sim percepção, uma espera esperançada. É desfrutar da luz do sol, é ter uma visão de futuro.


Você gostaria de dançar sob as estrelas, caminhar com o vento e conversar com o sol e com a lua? Coisas assim não se compram.


Tornamo-nos consumidores mais conscientes quando conhecemos melhor a nós mesmos. É fácil manipular quem ainda não cresceu, e é justamente essa infantilização da sociedade que faz as pessoas correrem atrás de qualquer novidade inútil que a mídia e a internet divulgam como aquisições necessárias. É importante atenção: há belezas que seduzem, que atraem, e podem nos perder se não soubermos onde pisar.


Reflita: o hoje é tudo o que existe; o agora é o único instante em que você está, o único tempo em que você estará.


Mas a sociedade nos torna ambiciosos. Aprendemos que ser feliz depende de possuir bens, cartões de crédito, entre outras coisas.


No entanto, há coisas que são contínuas, que não compramos — conquistamos. A felicidade é outra questão. As árvores são felizes naturalmente; não fosse assim, teriam deixado de florescer. Elas florescem com a primavera, dançam com o vento, cantam com os pássaros.


Viver nas ambições muitas vezes substitui a vida real.


 O que não se compra é justamente o que nos sustenta: a clareza,

 a presença, a coragem de permanecer humanos.


AUTOR André Ferreira


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

ENTRE A MELANCOLIA E A DEPENDÊNCIA


Em cada trago que eu dava 

A dor consumia o meu ser 

E minha a vida afundava

E a droga desvirtuava o meu caráter

E sem cessar, ela me rondava

E eu não conseguia me conter.


Estou totalmente viciado

E não consigo enxergar

Que infelizmente estou sentenciado

E sem forças para sair deste lugar

Onde o vício me colocou, me distanciando 

Da minha família que está a ponto de me largar.


Mas a abstinência está me aniquilando

Sinto que já perdi o rumo

E que estou extrapolando

Todas as barreiras do consumo,

Sei que estou vacilando

Mas um dia eu sumo.


E deste mundo cruel só quero levar

As minhas memórias e os amores que despertei

E o sorriso daqueles que tentaram me salvar

E, embora eu não tenha demonstrado, eu tentei

Mas não consegui viver e provar

O melhor da vida que inventei.


E, apesar de muitos afirmarem que existe paz

E alegria longe das drogas, sei que isso exige sacrifício

E eu não fui forte o suficiente e nem capaz

De enfrentar os meus medos para sair deste suplício,

Com isso, perdi a minha família e fui incapaz

De entender que fui abandonado por conta do meu vício.



AUTOR Kenia Pauli


Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

NO VERÃO, VEMOS CAMINHOS E ANCESTRALIDADE


O verão aqui na Inglaterra tem um jeito curioso de iluminar, de abrilhantar as coisas. Não só as árvores, os campos, as ruas de pedra ou os jardins cheios de vida, mas eu vejo também aquilo que quase nunca se vê de imediato: a memória dos caminhos.


Quando saio para caminhar, eu penso, vejo muito disso. Em quantas pessoas passaram por aqui antes de mim? Quantos passos vieram antes dos meus? Quantas mãos ajudaram a construir estradas, pontes, casas, muros, vilas inteiras. E olha, aqui tem muitas vilas encantadoras, bem acolhedoras, charmosas.


Daí eu penso: quantas histórias ficaram escondidas debaixo da paisagem bonita que hoje eu admiro em silêncio.


A ancestralidade nem sempre aparece apenas no sangue ou no sobrenome. Ela também mora nos lugares. Mora no chão que sustenta a nossa vida corriqueira, nas trilhas que hoje parecem simples, mas que um dia foram abertas com esforço, coragem e necessidade. Cada caminho por onde passamos já foi novidade para alguém. Já foi travessia, luta, chegada ou despedida.


E eu acredito que o verão me faça lembrar que ninguém chega sozinho. Nenhum percurso começa na gente. Antes de cada passo que damos, houve outros. Antes de cada facilidade que hoje temos, houve trabalho. Antes de cada estrada estar pronta, houve alguém disposto a abrir espaço no mundo para que outros pudessem continuar.


Pensar assim muda o meu jeito de caminhar.


Talvez a gente pense igual. Passa a olhar a paisagem com mais respeito. Passa a entender que viver também é reconhecer heranças invisíveis, que estão escondidas e, não digo só as que recebemos da família, mas também as que recebemos da história, das pessoas e dos lugares.


Lembrar da ancestralidade me traz a consciência de que a nossa vida não começa do zero, somos uma belíssima continuação. Somos parte de uma travessia muito mais antiga do que nós. E, enquanto seguimos pelos caminhos de hoje, já plantados, semeados, também vamos deixando marcas para quem vier depois.


AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

A AMANTE DO MEU MARIDO


Apesar de casada a muito tempo, tenho uma rival! É uma rival poderosíssima! A propaganda a coloca em alta conta! Ela alegra o ambiente, está presente nas festas, despedidas, início, meio e fim de tudo na vida!


Ela tem característica bem escultural, é linda, é loura, cheia de vida, refrescante, deixa o ambiente bem descontraído, proporciona toda sorte de iniciativas, tira a inibição, deixa a pessoa mais falante e alegre, deixa a pessoa mais propensa a galanteios, esfria e esquenta ao mesmo tempo, aquece os corações através de novas amizades, construídas ao redor dela.


O fato é que ela é altamente viciante e deixa as pessoas deslumbradas, que não abrem mão dela de jeito nenhum!


As pessoas deixam tudo e todos por ela! Perdem a hora do serviço, perdem até o emprego, deixam a namorada ou esposa por ela, moram na rua, chegam até a perder a dignidade!


A maior alegria deles é estarem num jogo recheado dela! A gargalhada corre solta, a vibração é gigantesca, os gritos explodem na garganta, os abraços correm frouxos!


Como eu vou competir com ela?


E o pior é que ela começa com a inicial do meu nome: letra C


Já sabem quem é ela?


É a cerveja!!!!


Eu não consigo competir com ela! Não sou loura, escultural, viciante, que espuma de tanto frescor, não tenho propaganda a meu favor, não propicio tanta algazarra, sou da alegria pequena, das coisas simples da vida e não prometo mundos e fundos!


Sou mulher pequena, dos elogios diminutivos, do perfume dos frascos pequenos!


E essa amante, tão feminina, tão linda, que as pessoas associam à figura masculina, foi descoberta por uma mulher alemã, a monja e teóloga Hildegar von Bingen!


Enquanto os homens iam caçar, as mulheres eram responsáveis pelos cereais. Como não era consumido tudo, o que sobrava acabava fermentando e produzindo o lúpulo, esse líquido que, hoje chamamos de cerveja.


E assim, surgiu a cerveja, a terceira bebida mais consumida do mundo, seguida pela água e pelo café nosso de cada dia!


Acredita-se que foi uma das primeiras bebidas alcoólicas criadas pelo ser humano e tem diferentes tipos de fermentação, diversos teores alcoólicos e ingredientes especiais como a cevada, malte, lúpulo, etc.


Documentos históricos mostram que, em 2100 a.C., os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais.


O que eu vou fazer? Sou uma mulher pequena, não sou nada escultural, não sou viciante, não tenho ninguém a meu favor, não tenho patrocínio da mídia, não sou associada a grandes festas, não participo de lindas propagandas!


E assim, tenho perdido a guerra para essa bebida!


Meu marido a ama demais! Não consegue ser um cristão por causa dela, não consegue ser um bom marido por causa dela.


Sai para beber de um jeito, quando volta está de outro jeito, seus olhos saltam das órbitas, sua voz fica alterada, seu comportamento muda, fala coisas que não falaria se estivesse sóbrio, etc.


Amante difícil de destronar é essa, pois não sou mais a rainha do lar, ela reina aqui em casa o dia todo e com muita música para acompanhar ainda por cima!


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

O CONDOR


Minha vida de condor,

Um total isolamento,

Minha vida solitária,

Este é o sentimento...


Minha imaginação sobrevoa os Andes,

Para do alto observar,

Vejo amores errantes,

Estes, eu não quero encontrar.


Ainda espero o amor verdadeiro,

Com flechadas do cupido certeiro,

Para arrebatar meu coração


Estou cheio de ilusão,

Prefiro a solidão,

Que amores de carência.



AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

GRATIDÃO


A alegria de ser grata pelas pequenas coisas e agradecer a cada passo, até alcançar o objetivo maior.


O importante é manter a esperança, não desanimar nos primeiros momentos e ter a certeza de que algo maior está apenas esperando você chegar.


Então, a vida lhe dirá:


— Olhe, aqui está o seu prêmio por tanto esforço e determinação.


AUTOR Gabriely Ramos


GABRIELY BRANDÃO RAMOS é uma voz multifacetada vinda de Itaguaí, Rio de Janeiro. Aos 31 anos, equilibra a precisão da sua formação técnica em mecânica com a fluidez da poesia e da produção cultural. Graduanda em Serviço Social e educadora social, utiliza a escrita como ferramenta de transformação e registro. Com uma trajetória marcada pela participação em diversas coletâneas — como Suspiros Poéticos, Eternamente Teu/Tua e Memórias de um Tempo Dourado —, foi organizadora da antologia Um Olhar Sobre Itaguaí e marcou presença na Bienal do Livro do Rio com a obra Se tem um dom, seja. Sua escrita é o ponto de encontro entre a sensibilidade poética e o olhar social.

A ANATOMIA DO TEMPO E DO ENCONTRO


Passamos boa parte da vida correndo contra o relógio, colecionando urgências e adiando o que realmente importa sob o pretexto de que "amanhã haverá tempo". Criamos uma rotina onde o olhar é rápido, o toque é breve e a escuta é superficial. Mas a vida, em sua sabedoria silenciosa, costuma nos lembrar que a profundidade não combina com a pressa.


​Um encontro verdadeiro — seja com um amor, com um amigo ou com nós mesmos — exige uma desaceleração forçada. É preciso desarmar o cronômetro para perceber que os momentos mais bonitos da existência não deixam rastro no calendário, mas sim na memória da pele e da alma. São os minutos inúteis passados rindo de nada, o silêncio confortável no carro, a certeza silenciosa de que não há outro lugar no mundo onde se queira estar.


​"A pressa nos faz ver a paisagem, mas só a pausa nos permite fazer parte dela."

​Refletir sobre o viver é entender que não somos a soma dos dias que acumulamos, mas sim a qualidade dos instantes em que estivemos inteiros. O valor de um jardim não está na velocidade com que as flores crescem, mas no milagre invisível que acontece enquanto elas criam raízes. No fim, a maior sabedoria consiste em aprender a habitar o presente, aceitando que a vida é um sopro e que a única eternidade que nos cabe é aquela que cultivamos no peito de quem amamos.


AUTOR Marinalva Almada


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

O QUE ESTOU FAZENDO PELO MEIO AMBIENTE?


Vivenciamos, diariamente, inúmeras catástrofes naturais e sabemos que grande parte delas está relacionada às mudanças climáticas. Ainda assim, muitas vezes não repensamos nossas atitudes em relação ao consumismo excessivo e à produção desenfreada de tanto lixo.


Diante de tantos desafios e da possibilidade de desastres naturais cada vez mais frequentes e intensos nos próximos anos, é inevitável refletir: o que podemos fazer para mudar esta triste realidade?


Mais importante ainda: que planeta pretendemos deixar para os nossos descendentes?


É urgente e necessário que cada um de nós pare para refletir sobre essa situação e assuma sua responsabilidade na construção de um futuro mais sustentável. Pequenas mudanças em nossos hábitos podem fazer uma grande diferença para a preservação do meio ambiente e da vida.


AUTOR Eduardo Grabovski


EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia –  Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.

TENHA O HÁBITO DE ANIMAR


Sabe a doença do século em que vivemos hoje em dia, a tal ansiedade, depressão e transtorno de personalidade? Fico imaginando estar vestindo esta pele, sabe aquele filme de Pedro Almodóvar de título: (A pele que habito). Uma história de um trauma na vida de  Robert Ledgard, um médico cirurgião plástico que reage a situações traumáticas de sua vida. Ele perdeu a esposa que se suicidou após um acidente em que ela sofreu queimaduras no corpo todo. Seu suicídio foi presenciado pela sua filha, que acabou ficando traumatizada e desenvolvendo um quadro de doença psiquiátrica grave. Estando ela em uma festa, acabou tendo um surto e sofreu um suposto abuso sexual por parte de um jovem.


O jovem em questão foi sequestrado e submetido a cárcere privado pelo pai da menina e submetido a cirurgias de mudança de sexo, transformando o rapaz em mulher e o ensinando a se comportar como uma mulher de forma brutal, obsessiva e compulsiva para aliviar seu ódio e sede de vingança.


Concentrando-nos nas causas e respostas, estamos preparados para manter uma maneira sábia de lidar com nossos ódios, vinganças e distúrbios. Pare e reflita sobre suas palavras, não quando está tranquilo, mas quando algo te desafia e perturba seu estado de espírito e aquece seu coração.


Estaremos, de fato, proporcionando um tratamento adequado às pessoas que nos cercam? Será que não estamos expondo os piores sentimentos por pequenas vinganças cotidianas e exagerando em brincadeiras fora de hora?


Faço votos para que cada indivíduo aprenda a gerir seu humor de maneira que uma simples brincadeira não desperte um instinto de vingança que pode se assemelhar ao trauma do Dr. Ledgard. Seja um apelo, não uma tragédia. Evite pensamentos trágicos e promova o bem através de ações inspiradas em explosões de balões de festa inflados com um tom de bondade e sensatez. Reacenda o sorriso das pessoas com gargalhadas compartilhadas, espalhe o bem.


Mais um breve devaneio do:


Universo do Tio Dudú 


AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

SONHOS


Sonhos impulsionam a vida,

Resultado de batalhas, renúncias, perseverança e dedicação.

Quando concretizados,

Enchem a vida de emoção;

Se frustrados,

Deixam o espírito esmagado.


Mas é importante sonhar

E lutar.

Que graça teria a vida

Sem os sonhos?


Eles são o combustível

Que mantém acesa a chama da esperança,

E nos ajudam a prosseguir.


É importante continuar sonhando,

Jamais desistir!


AUTOR Nayara Santos


NAYARA SANTOS LOPES, natural de Feira de Santana, Bahia, é Técnica de Enfermagem, Tradutora e Intérprete de Libras e poetisa, cuja relação com a escrita nasceu ainda na adolescência e permanece viva como expressão de sua essência. Entre palavras e sentimentos, encontra na poesia um refúgio e uma forma de dar voz ao que pulsa em sua alma. Com sensibilidade e profundidade, tem seus versos publicados em antologias poéticas, onde compartilha fragmentos de emoção, vivências e amor pela arte de escrever.

QUE FIQUE EM PAZ...


Sempre que palavras e ações te afetarem.

Respira e lembre-se de que nem sempre precisamos reagir a tudo.

O silêncio é ouro e tua paz, mais ainda.

Foca teu tempo em relações leves, onde teu limite seja respeitado.

Seja leal a você, abrace seus sentimentos e não espere demais de ninguém.

E se o dia de repente ficar pesado demais, não se esqueça de que é normal ficar cansado.

Não faz mal chorar, falhar ou descansar.

Mas lembre-se de que você sempre pode escolher o que carrega no coração.









Comentários


VALLETI BOOKS

Rua Dr. Cardoso de Almeida, 2581 - Botucatu - SP

CEP: 18.602-130

valletibooks@gmail.com

© 2025 by VALLETI BOOKS.

bottom of page