BECO DOS POETAS Nº 147 — 25/06/2026
- Luiz Primati
- há 3 horas
- 12 min de leitura
Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


AUTOR Luiz Primati
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.
O IDIOMA QUE MORRE COM OS AVÓS
Tem palavra que nasce e morre dentro de uma boca só. Ninguém anota. Ninguém ensina direito. É o jeito de chamar a panela, o apelido que só ele dava, o tempero que a mão sabia e a receita nunca soube. Quando a pessoa vai embora, esse idioma vai junto. Sem velório, sem missa de sétimo dia.
Meu avô era o Antônio. Italiano que desembarcou de navio no comecinho do século passado, ainda menino por dentro do homem, e que nunca aprendeu a falar baixo. Vivia parecendo bravo. Resmungava antes mesmo de ter motivo. Porca miséria, dizia, com o erre arranhando o céu da boca. Maledeto. E quando a coisa apertava de verdade, soltava um mannaggia que vinha lá do fundo, ou chamava a Madona pra testemunhar a desgraça de envelhecer cercado de tanta gente. Não era raiva, eu só fui entender depois. Era o sotaque do amor de quem aprendeu a gostar gritando.
Minha avó era a Brígida. Portuguesa de mãos de fada — e digo fada porque não acho palavra melhor pra mão que bordava, costurava, amassava o pão e ainda dava jeito na cabeça da gente com aquela voz mansa. Ó filho. Anda cá. Queres mais um bocadinho? Tudo nela vinha no diminutivo. Cafezinho, pãozinho, só mais um nada. O chão da casa dela brilhava de tão lavado, e a cozinha tinha cheiro de sabão misturado com coisa no fogo. Ela conversava com os santos enquanto mexia a panela. E os santos, pelo visto, ouviam.
Antônio e Brígida. O grito e o sussurro. A polenta e o pão.
A gente ia lá de tarde, eu e meus irmãos. Mas tinha protocolo. Não se chegava pedindo café — isso era feio, minha mãe não deixava. Então, perto das cinco, a gente aparecia na varanda do lado da porta da sala, fingindo brincar. Fingia mal, eu acho. Porque àquela hora os dois sentavam na cozinha pro café com leite, o pão fresquinho, a manteiga começando a escorrer. E eles sabiam. Sempre souberam. A porta se abria e vinha a voz dela, em português de lá: anda, ó meninos, vinde tomar o café. A gente entrava correndo, com uma fome fingida de quem na verdade só queria estar ali dentro.
Hoje eu cato as palavras que sobraram. Sei dizer porca miséria, mas não sei dizer do jeito que ele dizia. Sei que ela me chamava de ó filho, só que a voz eu já não imito direito. Ficou o eco. O som, não.
É isso que ninguém avisa sobre perder um avô: não é só a pessoa. É um dicionário inteiro que fecha de vez. Um jeito de nomear o mundo que morava ali, naquelas duas bocas, e que agora só existe quando eu lembro — e cada vez lembro um pouco menos.
Mas enquanto eu lembrar, a cozinha ainda cheira a pão. O Antônio ainda xinga sem ter por quê. A Brígida ainda chama da porta. E eu ainda tenho cinco anos, na varanda, com fome de mentira, esperando ser convidado pra dentro.

AUTOR Stella Gaspar
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
O HOMEM AMADO
Que homem lindo — você fecunda em mim infindas emoções,
ofuscando as imperfeições do mundo.
Beleza, amor e alegrias se entrelaçam
em elos de energias eternas que me atravessam.
Você desperta meus mundos adormecidos
em milhões de deleites puros,
límpidos como um cristal.
Somos fontes inesgotáveis de admiração e encantos.
Nosso céu poético vive nas palavras das estrelas,
nos versos dos planetas,
nas exclamações luminosas da lua.
Seu brilho contém o universo inteiro
e é constante em mim.
Você me traz luz na aurora que criamos juntos,
pintando cores, escrevendo poesias que me vestem de inspirações.
Você é…
Inesgotável, o amor que me nutre como o sol.
É potência vital para mim.
Te quero sempre; te amo nos tempos chamados de “sempre”.
Com meus olhos de águia, eu te alcanço.
Todos os acessos de amor me levam a você.
Eu te amo com um amor nietzschiano — vulcânico, indomável, criador —
e com um amor kantiano, seguro e agradável,
como férias num resort ou um passeio no fim da tarde.
E assim te amo: na força, na razão, no delírio,
na eternidade que inventamos juntos.
Toda a minha alma te abraça com intermináveis calmarias.
O amor resolveu ficar nas linhas de nossas mãos.

AUTOR André Ferreira
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
FRAGMENTOS DE UMA ESTRELA CADENTE
Éramos vizinhos de porta,
Crescemos no mesmo bairro
E brincávamos todos juntos
E dos meus tempos de criança
Na pacata cidade de Bragança
Guardo na minha memória a lembrança
Daquela linda menina de trança
Que naquele baile cedeu-me uma dança
Fazendo-me transbordar de tanta esperança.
Porém, mesmo deixando o amor
Transparecer, ela nunca acenou
Com seu sim para quem te amou
E rapidamente o tempo passou,
E a minha doce Gabriela se mudou,
E definitivamente sepultou
O sentimento que por ela eu sentia,
Em seguida, eu me mudei, carregando
Comigo, aquele amor dos meus tempos de criança.
Contudo, às vezes eu me pego
Pensando como aquela criança inocente
Sentiu pulsar aquele amor de adolescente
que se desfez como fragmentos de uma estrela cadente.

AUTOR Ilze Matos
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
DO NADA, O ENCONTRO
Há dias em que a vida chega de mansinho, e, sem aviso, acende luzes no coração.
Do nada, surge um sorriso, uma música ao longe, um cheiro de infância, ou uma vontade imensa de dançar.
São presentes inesperados, pequenos milagres do cotidiano, que nos lembram que a felicidade não faz alarde.
Ela apenas chega, sorri para nós e fica um pouquinho, como quem espalha encanto.

AUTOR Célia Nunes
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
APAIXONADA
Estar apaixonada é como estar sob um arco-íris
Com uma beleza indescritível envolvendo tudo.
O tempo parece nem passar.
Se eu pudesse nem olhava para o relógio
Mas o tique-tique denuncia o tempo a correr
Mostra no barulhinho do silêncio
Que tudo continua a se mover.
O tempo não vai parar
Porque estou em êxtase por esse amor.
Não adianta fechar os olhos para a realidade
A hora de acordar chega
O sonho acaba de fato
A realidade é nua e crua
Os problemas existem!
A mente está fascinada
Nessa ilusão cor de rosa
Onde as mágoas ficam à parte
E vê tudo azul como o céu celeste!
Ah amar!
Sentir o amor com todas as cores da primavera!
Ah se fosse sempre assim!
O fato é que me instalo inteira em seus braços
Em um mar de sentimentos
Com ondas turbulentas
Que não sei navegar
Mas me faz um bem me deixar ficar!

AUTOR Wagner Planas
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
VOCÊ ESCOLHE
Você escolhe,
A vida nos dá opções,
Seja por Terra,
Seja por mar,
Seja pelo ar,
O importante nesta vida,
Não é como chegar,
Mas a oportunidade,
De se entregar,
A chance da felicidade,
A chance de amar.
A vida nos dá opções,
Caminhos,
Direções,
Entre a ternura,
E as decepções,
Amar é uma escolha,
A outra,
Doces ilusões.
Mas faz parte da vida,
Aprender com os erros,
Viver nos acertos,
Mas, acima de tudo,
Ser feliz em tudo que fazemos.

AUTOR Marinalva Almada
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
A FESTA DO SABER
É bonito de ver o milho assando.
É bonito de ver a fogueira queimando.
É bonito de ver o verso rimando.
É bonito de ver o livro em festa.
É bonito de ver o livro na mão passando.
É bonito de ver o saber transformando vidas.
É bonito de ver a escola ensinando.
É bonito de ver todo mundo cantando anarriê.
É bonito de ver o mês de junho terminando e todo mundo feliz lendo, cantando e dançando.

AUTOR Gabriely Ramos
GABRIELY BRANDÃO RAMOS é uma voz multifacetada vinda de Itaguaí, Rio de Janeiro. Aos 31 anos, equilibra a precisão da sua formação técnica em mecânica com a fluidez da poesia e da produção cultural. Graduanda em Serviço Social e educadora social, utiliza a escrita como ferramenta de transformação e registro. Com uma trajetória marcada pela participação em diversas coletâneas — como Suspiros Poéticos, Eternamente Teu/Tua e Memórias de um Tempo Dourado —, foi organizadora da antologia Um Olhar Sobre Itaguaí e marcou presença na Bienal do Livro do Rio com a obra Se tem um dom, seja. Sua escrita é o ponto de encontro entre a sensibilidade poética e o olhar social.
O AMOR NOS DETALHES
Não é o eco de um telefone que toca,
Nem o espaço dividido no colchão,
O amor não se mede na fala que sufoca,
Nem nas vinte e quatro horas de plantão.
Romance não é pressa, nem vigília,
Não é a obrigação de estar presente;
É o laço invisível que concilia
O silêncio mais puro da mente.
Amar é reparar no tom da voz,
No jeito que o outro toma o café,
É o nó que se desata entre nós,
A calmaria que nos mantém de pé.
Está no olhar de quem cuida de longe,
No riso frouxo por bobeira qualquer,
No teto seguro que o peito esconde,
Seja você quem e como for, o que vier.
É saber que a distância não consome,
E que o sono é apenas um descanso,
Pois mesmo quando ninguém diz seu nome,
O amor te abraça em um cais manso.
Porque a vida se faz em pequenas frações,
E amar é somar o que quase ninguém vê:
A paz que reside em dois corações,
No detalhe bonito de eu e você.

AUTOR Zélia Oliveira
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
BECO DOS POETAS
Perdida nos labirintos da incompreensão,
Vagava nas vielas da solidão.
Encontro o Beco dos Poetas
E o coração fica em festa.
Nesse ambiente acolhedor,
Encontro empatia, encorajamento e amor.
Aprendo com cada escritor.
No incentivo à escrita,
A vida fica mais bonita.
A paisagem que era cinza
Agora fica colorida.
A alma respira leveza
E ressignifica florida.
Repleto de essências poéticas,
Este Beco é encantador.
Aqui eu quero ficar,
Com o aroma do amor
Visto em cada poetizar.
Entre versos e ternura,
Convidando o coração a se inspirar.

AUTOR Simone Gonçalves
SIMONE GONÇALVES, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
FAGULHAS DE UM AMOR
Meu amor
Quanto tempo...
Já não lembro mais
Do som da sua voz, por que será?
Será talvez porque consegui
Te afastar aos poucos da minha vida?
Ainda é amor
Mas não como antes
Sei lá, está tudo diferente
Tudo mudou
Já não sinto mais sua falta mais
Já não te espero no fim do dia
Nem ao anoitecer de outono
Inverno chegando e nada de sentir o frio
Da solidão sem você aqui
Primavera irá florir um novo jardim na minha vida
E você não estará mais no pensamento
Verão me acompanhará num novo caminho
Talvez, até lá
Você nem será mais meu amor...

AUTOR Simone Caetano
SIMONE CAETANO FARIAS, nasceu em Salvador (BA) e traz consigo a força de uma leonina. Desde a infância, foi inspirada pelas obras de Monteiro Lobato e pela coleção “Tesouro da Juventude”, pertencentes a seu pai, Almir de Abreu Farias — ex-combatente da Marinha do Brasil e escritor autodidata. É bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (Faculdade Social da Bahia, 2010), pós-graduada em Relações Públicas (Universidade do Estado da Bahia, 2002) e também bacharel em Química (Universidade Federal da Bahia, 1992). Atua como Perita Criminal Grafotécnica e Documentoscópica do Estado da Bahia. Publicou artigos, textos acadêmicos e reportagens, como “Major Cosme de Farias – Vida e Memória” e “O choro alegre de Salvador”, entre outros. É autora do livro-reportagem “A voz de Armandinho Macêdo” (Ed. Vento Leste, 2012 / Ed. Garimpo, 2024) e participou de onze coletâneas de contos e poesias com as editoras Neila Bruno (Canal 6 e Kibbutz) e Luiz Primati (Valleti Books), entre 2022 e 2024, com textos como “Reverso da Tristeza”, “Lar dos Pets”, “É Natal”, “Por Toda a Minha Vida”, “Mãe, Olhe para Mim” e “Vidas Entrelaçadas”. Em 2025, organizou “Versos e Universos de Meu Pai Almir de Abreu” (Valleti Books). Recentemente, concluiu o curso de Sommelier pela ABS-RS, unindo o jornalismo à paixão por vinhos, eventos e cultura. Viajante entusiasta, escreve sobre as cidades que visita — no Brasil e no exterior —, transformando suas experiências em crônicas e reflexões que revelam seu olhar sensível e poético. E-mail: simonecaetanofa@gmail.com
OLHOS DA COR DO MAR RASO
Mergulhei nos seus olhos verdes e mel, cores do mar calmo de águas rasas, não vi peixinhos, os senti
O mar eu vi, verde claro, reflexo cristalino do seu olhar,
Vibrei com meu corpo nu mergulhado em ti,
Eu, concha macia te senti forte e suave,
Beijos de mel me cobriram, derreti de amor no mar dos seus olhos, Afrodite eu sou
Vibramos juntos, mesma paixão, mergulhei com prazer no seu olhar verde mel do meu mar
Reencontrei-me mulher, estremeci de prazer, me encontrei em ti, seda, cedro em mim.






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