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REFLEXÕES Nº 211 — 10/05/2026

  • há 1 dia
  • 18 min de leitura

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem do caderno Beco dos Poetas
Imagem criada com Chatgpt

AUTOR Luiz Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

QUANDO EU TIVER 64


Era 1980. Eu respirava a minha juventude como quem não sabe que ela vai embora.


Novas amizades, novas paixões, novas descobertas a cada esquina. Anos antes, eu havia abandonado a escola bem na 7.ª e 8.ª séries — talvez por descuido, talvez pela vida puxando para outro lado. Quando resolvi voltar, foi pelo supletivo: um regime em que cada ano cabia em seis meses. Não sei se ainda existe. Na época, era a segunda chance que muitos precisavam.


A minha meta era clara: terminar o ensino médio naquele ano.


Me matriculei. E encontrei professores que mudaram a forma como eu via o mundo.


A primeira foi a de redação — o nome sumiu da memória, mas o tema que ela propôs nunca mais saiu: "Só comigo mesmo." Ou algo assim. Aquela frase abriu uma porta. No dia da entrega, tive que ir à frente da classe e ler o que escrevi. Tremia. A respiração falhava. A voz mal saía. Mas saiu.


Depois veio o professor Chico, de matemática. Jovem, brincalhão, do tipo que desafia sem intimidar. Com ele, descobri que eu era bom com números — e talvez seja por isso que fui parar na carreira de analista de sistemas e programador. Mas a escrita sempre me puxou de volta. No fim, acabei adotando as duas profissões. A cabeça lógica e o coração que insiste em contar histórias.


Nesse supletivo também conheci Helena — mulher complicada, que se apaixonava por homens errados. Eu errei junto. E, por meio dela, conheci Kátia, amizade que veio para ficar.


No dia 9 de dezembro de 1980, Kátia apareceu na minha porta aos prantos.


— John Lennon foi assassinado.


Eu, confuso: — Aquele dos Beatles?


Ela confirmou. E aquilo doeu de um jeito que eu não esperava.


Corremos para as lojas de discos. Comprei tudo que encontrei — os álbuns solo, os discos dos Beatles. Sentamos e ouvimos. E choramos. Não por um estranho, mas por alguém que, sem nunca nos conhecer, tinha feito parte das nossas vidas.


O tempo passou. Em 1998, minha mãe descobriu um câncer. Em janeiro de 1999, ela se foi. Cinquenta e sete anos. Aprendi, naquele luto, que a vida é feita de perdas — e que a gente segue.


Em 2010, fui eu. Câncer também. E a primeira coisa que me veio à cabeça foi uma música dos Beatles: "When I'm Sixty-Four." Será que eu chegaria lá? Minha mãe não chegou. Teria eu o mesmo destino?


Tratamento. Perseverança. Cura.


Em 2017, o câncer voltou. Cinquenta e cinco anos. A conta era cruel: se eu repetisse o destino da minha mãe, teria dois anos. Tratei de novo. E, de novo, passei.


Câncer, aqui estou eu. Aos 64 — quase.


Completo 64 em outubro. E nesse Dia das Mães, penso na minha mãe, que não teve a mesma sorte que eu. Não tenho resposta para isso. Só tenho gratidão — por estar aqui, por poder escrever isso, por ainda ter a esperança de viver, pelo menos, mais 64.


Você que chegou até aqui: já pensou no seu futuro? Tem uma meta de vida? Conta aí.


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

AGRADÁVEL E DURADOURO SOSSEGO


Estamos quase sempre sedentos de um agradável e duradouro sossego. Há em nós uma busca silenciosa, abrigada no íntimo, pelo repouso de nossa alma. Sentimos o batimento   do coração em ritmo mais sereno.


Amamos a vida em calmarias, vivida com sabedoria, como quem aprende a ouvir o vento e a decifrar o canto discreto das horas.


No sossego, nosso riso fica reluzente, parece uma lua dourada que se acende no céu da nossa alma, na pupila de nossos olhos. É um brilho que ilumina por dentro, como se cada sorriso fosse um convite para celebrar a leveza e o bem-estar de nosso corpo em movimento, apreciando o silêncio.


Por meio das nuvens, o sol se põe, e parece que tudo se transforma em uma grande motivação. Há momentos em que o horizonte nos pergunta mais do que conseguimos responder, e ainda assim seguimos, confiando que a noite também guarda respostas em seu silêncio profundo quando relaxados dormimos.


Em nossas memórias, guardamos o aroma do perfume que agita e alivia o coração. São fragrâncias que não se compram: vêm de lembranças, de encontros, de instantes que tocaram nossa pele e deixaram marcas invisíveis, nos acalmando. Esse aroma combina com a paz de um sossego desejado, como se cada nota perfumada fosse uma promessa de descanso. Não dê a ninguém o poder de adoecer seus dias; cada pedacinho de nossas vidas em sossegos felizes abre uma biografia incrível de nossas conquistas.


Ah, as cores são fiéis aos nossos momentos. O branco, por exemplo, é a fidelidade do nosso pacto com o sossego, é a lembrança pura da paz que nos visita em momentos celestiais. O azul nos recorda o infinito de uma linda esperança, o verde nos devolve a natureza que cura, e o dourado no amarelo nos lembra que até o silêncio tem o seu  brilho.


Precisamos olhar o mundo com doces desejos, permitindo que nossos olhos abram caminhos onde flores e jardins possam nascer e em ninhos abrigar passarinhos cantantes e alegres.


Cada gesto nosso pode ser uma semente, cada palavra um broto, cada sonho um campo inteiro pronto para florescer. Que sejamos admirados pelos céus de nossa vestimenta de uma sossegada paz.



AUTOR André Ferreira


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

ESCOLHAS E RENÚNCIAS


Com o poder de escolha nas mãos, Beber é bom e traz uma sensação de alivio,

Imediato, beber é buscar uma fuga na dor

Para sair dos problemas, beber é fugir de

Si mesmo para mergulhar em um mundo

De mentiras, de trevas e de perdição

Onde não ligamos mais para as nossas perdas.


Com o poder de escolha nas mãos,

O alcoolismo traz consequências gravíssimas

E uma vida de solidão, onde muitos mergulham

No fundo de um poço que se chama ilusão 

Pensando que está livre, mas na verdade

Você está vivendo dentro de uma prisão

Sem grades, sem paredes e mesmo rodeado

De amigos esse vazio nunca se enche.


Com o poder de escolha nas mãos,

Sabotamos a nossa mente e passamos

A viver uma vida mundana e provando as coisas

Do mundo, vivemos sob a perspectiva do mundo

Que inevitavelmente faz a gente se decepcionar

E não demora muito para a gente murmurar,

Com isso terceirizamos a nossa responsabilidade

E seguimos cometendo a iniquidade

Para viver o prazer momentâneo.


Com o poder de escolha nas mãos,

Certo dia alguém fala de Jesus para você,

Que começa a evitar o primeiro gole e ao fazer

Isso você sente o que é paz de verdade

E começa a se reconectar novamente

Com Deus e com aqueles que você Ama, até que o extraordinário

Acontece e você tem o verdadeiro

Encontro com o nosso Rei Jesus.


E agora, com o poder de escolha nas mãos,

Você começa a entender que toda escolha

Tem uma consequência, e cada renúncia

Tem uma recompensa, e que Deus tem

Um propósito na sua vida e o maior ato

De rebeldia que nós podemos cometer

Contra esse mundo embriagado é se

Manter sóbrios e firmados em Cristo.


AUTOR Kenia Pauli


Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

A ALMA ENTRE O QUE É MEU E O QUE É NOSSO.


A alma… ela não tem uma definição fechada, né? Parece que quanto mais a gente tenta explicar, mais ela escapa. Cada pessoa entende de um jeito, conforme a própria consciência, conforme o que vai vivendo ao longo do tempo.


Se a gente olha pelas constelações familiares, dá para perceber que na alma não é só individual. Ela carrega histórias, vínculos, coisas que vieram antes da gente. Às vezes a gente sente algo que nem sabe explicar:  um peso, uma tristeza, um padrão que se repete, e talvez isso também faça parte da alma. Como se ela fosse um campo maior, não só “minha”, mas também “nossa”.


E aí entra um pouco da psicossomática… porque o corpo muitas vezes fala o que a gente não conseguiu organizar por dentro. Aquela dor que aparece sem motivo claro, aquele cansaço… pode ser a alma tentando se expressar de algum jeito.


Portanto,  o que seria a alma?


Talvez não seja só o intelectual, nem só o espírito. Parece mais um espaço onde tudo se encontra. A gente pensa, sente, vive e carrega coisas sem perceber. É como uma ponte entre o que é visível e o que a gente não consegue explicar direito.


E ela sente, sim… mas não só como emoção simples. Às vezes é mais como um reconhecimento. Aquela sensação de “isso me tocou” sem saber exatamente por quê. 


E o que alimenta a alma?Coisas simples, mas verdadeiras. Vínculos sinceros, momentos de presença, quando a gente está inteiro no que está vivendo. E até as dores… porque elas também trazem consciência, fazem a gente olhar para dentro e reorganizar algo.


Será que a alma é algo para definir? Ou para perceber?


Sabe, talvez nem uma coisa nem outra. Talvez o mais importante seja isso: como a gente está cuidando dela no meio de tudo que se vive.


AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

DELICADEZA


Mãe… uma palavra doce.

Mamãe… ainda mais cheia de ternura.

Ser filha, ser mãe, ser avó…

há uma doçura imensa nisso tudo.

Só elas parecem sentir, em silêncio,

quando um filho precisa de ajuda,

de carinho ou até de um remédio.

Quantas vezes vi minha mãe

colocando a testa sobre a nossa

só para saber se havia febre…

Tanto cuidado, tantos mimos,

um amor delicado que mora para sempre na memória.

Foram oito filhos.

E ela cuidou de todos incansavelmente,

com bondade e dedicação exclusiva.

Criou, ensinou, amparou e formou os oito filhos

com a força silenciosa de uma mãe amorosa.

Hoje, olha para cada um deles

com orgulho no coração

e a certeza de que todo amor valeu a pena.

Obrigada, mamãe!

Por tanto amor vivido em delicadeza.


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

AMOR NÃO CORRESPONDIDO


Um amor não correspondido,

Nos deixa envolvida,

Com a esperança,

De formar uma aliança.


Um amor correspondido,

Deixa-nos o coração ferido,

Ficamos derretidos,

Por quem não nos dá valor.


Nosso amor,

Sempre disposto a transpor barreira,

Uma coisa verdadeira.


Mas que certeira,

E que mudamos o mundo,

E neste amor vamos fundo. E nos machucamos.


AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

NA ESCRITA


Com a escrita, somos influenciadoras e protagonistas de novos tempos.


A escrita nos faz trilhar outros caminhos, ousamos nas palavras, expomos-nos para o mundo.


Saímos do anonimato imposto pelo machismo e patriarcalismo e somos muito mais que apenas mulheres prendadas, sem perdermos a formosura e sendo mulheres virtuosas em todas as áreas.


Escrevemos nossos segredos que nos constrangem ao falar, numa imersão que transcende,  refletindo nossa paixão pelas palavras.


A arte da escrita nos salva e nos transporta para além de nós mesmas. Representamos nas palavras o nosso viver, projetamos nossa libertação, atravessando o tempo, estabelecendo conexões, espalhando literatura, formando leitores, transformando mentes, olhares e corações.


Escrever é um ato de coragem e de entrega, com um tipo de escrita única, inspirações diferentes, amor ao ato de escrever, demonstrando que temos a literatura viva dentro de nós.

A literatura nos salva das agruras da vida, da rotina, transportando-nos para além do que os olhos podem ver.


AUTOR Lucélia Santos


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.

NEM SEMPRE É PERDA...


Às vezes, a parte mais difícil da vida não é ir embora… é aceitar que já não pertencemos mais a certos lugares, sentimentos ou pessoas.


Permanecer onde o coração já não encontra paz é como tentar respirar em um espaço cada vez menor. No início incomoda, depois machuca e, por fim, sufoca.


Nem todo afastamento é perda. Em muitos casos, é proteção. É a vida mostrando que algumas portas precisam se fechar para que a alma volte a florescer.


Há ambientes que apagam o brilho de quem sempre foi luz, e pessoas que se acostumam tanto com a sua presença que deixam de valorizá-la.


Você não nasceu para mendigar espaço, carinho ou reconhecimento. Quem realmente merece sua essência não fará você se sentir pequeno, insuficiente ou deslocado.


Às vezes, dói, mas permanecer em algo que destrói silenciosamente dói ainda mais.


Aprender a se retirar também é um ato de amor próprio. Porque escolher a própria paz nunca será egoísmo; será sobrevivência emocional.


AUTOR Marinalva Almada


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

PARA SEMPRE


Mãe deveria ser para sempre, como disse Carlos Drummond de Andrade.

Amor de mãe é incondicional.

O amor de mãe se aproxima do amor de Deus.

Mãe é sinônimo de luta, força e muita coragem.

Ser mãe não é fácil, mas é altamente gratificante.

Você que tem mãe: já disse “eu te amo” hoje?


AUTOR Eduardo Grabovski


EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia –  Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.

AMENIDADES OU TEMPESTADES


Amenidade ou efeito comum, o clima pode nos trazer a mansidão da chuva que cai suave sobre o corpo, desperta em nós o desejo de correr e brincar nela como criança — ou como passarinho. Os pássaros são, talvez, o exemplo mais puro de um dia em tom amenizado.


Os pássaros e a chuva têm uma relação carregada de afinidades. Funcionam bem como parceiros. Quando vai chover, os pássaros já sentem o clima; tanto a garoa quanto a tempestade os fazem se preparar de antemão para o que virá. Veja: quem alguma vez viu pássaros voando em meio à chuva? Eles sempre se resguardam, respeitam o tempo que a chuva levará para cair no solo, limpar o ar, molhar as hortas — e, infelizmente, também para trazer alguma calamidade, na forma de tempestades severas ou grandes tormentas.


Aí está o incrível desta reflexão: o clima e a chuva interagem como uma orquestra tocando uma bela sonata da vida — nua, crua, com seus altos e baixos em tenor musical. Como se a chuva fosse a soprano e o clima, o barítono; orquestrando momentos de proximidade e afastamento.


Quando a chuva é leve e suave, vemos pássaros alegres e brincalhões, aguardando o momento de encontrar uma bela poça d'água em meio à relva para saciar a sede em todo esplendor do instante.


Quando o clima traz tempestade, os pássaros, simples e gentilmente, se recolhem em seu habitat ou esconderijo natural, a fim de não sofrer a fúria dos ventos e dos galhos quebrados pela forte imposição do tempo — tão contraditória à calmaria, nem sempre calma, dos pássaros.


Aí mora a boa reflexão: nossos momentos podem nos trazer uma saudável amenidade, a fim de que possamos delimitar o espaço pessoal de nossa personalidade. Não é necessário se abrir para todos, nem se encantar com quem pouco conhecemos — e muito menos entregar nossa paz e discernimento nas mãos de quem temos pouca interação. Acredito que assim criamos limites e aprendemos a conviver com eles.


Como pássaros que, pela profunda leitura do ambiente, conseguem se afastar no momento da tempestade — podemos evitar desavenças. E sabe por quê? Pássaros sabem sentir o momento e o tipo da tormenta, e se preparam adequadamente: comem mais para aguentar o período de chuvas fortes que os impeça de buscar alimento, cuidam das penas e do habitat, e com sua sensibilidade, cantam para avisar os semelhantes sobre que tormenta está por vir.


Pois bem: quando estamos em meio a outros semelhantes, seria muito bom cultivarmos essa relação — pássaro e chuva; amenidade e transtorno; calmaria e agitação. Poderíamos exercitar o hábito de recolher, de antemão, uma atitude que traria desconforto a alguém que, como a tempestade, está a exalar trovoadas e farpas de descontentamento. E assim não nos abater com os figurados tiros de festim desse desgosto exposto em ácidas opiniões — pois esse desgosto, quase sempre, não diz respeito a nós, e sim ao algoz do momento.


Quero mesmo dizer que podemos nos inspirar na amenidade de um dia de paz: como um pássaro, ter a sabedoria de refrear nossos ímpetos e, antes que a tempestade chegue, nos recolher em nosso tão confortável espaço interior. Ou seja: não emita comentários quando não for pertinente, especialmente quando a tempestade alheia já está a lançar trovões e raios de alarmante teor.


Afinal, se o pássaro e o clima tecem juntos uma sinfonia, por que nós não poderíamos orquestrar melhor a exposição de opiniões que possam trazer desrespeito?


Vivamos bem os climas contraditórios de nossos dias, e aprendamos a quem e como cantar — como sinal de alerta — tal qual o curió ou o chupim-do-brejo fazem: eles cantam para avisar, com seus sons, que tipo de chuva vem por aí.


Ouça com alegria a vivacidade de antever os sons do seu instinto interior e evite se desgastar nas tempestades alheias. Fica a dica.


Universo do Tio Dudú.


AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

OCEANO DE AMOR


Mãe é ternura,

É renúncia,

Entrega,

Doação,

Abnegação.

É vínculo perfeito de amor,

É cuidado protetor.

Ser mãe é ter um amor sublime,

Incondicional.

O cordão umbilical

É cortado ao nascer,

Mas o amor perdura

E tende a crescer.

Mãe é colo,

É brisa que refrigera.

É o lindo pôr do sol

Que deixa a vida mais bela.

Mãe é oceano de amor

Que transborda no coração.

É fonte de carinho e alegria,

É a mais linda poesia.


AUTOR Maximilian Santos


MAXIMILIAN SANTOS, natural de Feira de Santana, Bahia, é escritor, poeta e técnico em computação. Escreve desde os 17 anos, quando descobriu na palavra um refúgio e uma forma profunda de expressão. Coautor de cinco antologias poéticas, encontra na escrita não apenas arte, mas libertação, um espaço onde a alma se aquieta e o coração encontra voz.

RENEGANDO


Parecia simples se apaixonar,

Parecia simples amar,

Parecia simples reconhecer que agora amo de verdade.

Mas amar não é fácil,

E nem todos estão preparados; sem a mesma intensidade, tudo destina-se ao fracasso.

Com a ausência do sucesso, somos derrotados, sem chance de defesa, rumo ao fracasso.

Agora tenho renegado tamanho amor, que antes era sublime, mas agora é só dor constante e intensa, sem regresso.

Tornou-se definitivo, mais uma vez desistindo, agora sem um ponto de volta, para ser impossível o retorno.

Renegando todas as possibilidades de fazer acontecer, agora retorno a ser, a ser um menino indefeso , abandonado, como se fosse por uma mãe que não te quer.

Agora, renegando-me a tudo e a todos, guardo-me novamente em meu baú, sem chance de ser aberto novamente, porque não há amor suficiente.

Por isso renego e tenho renegado a possibilidade de amar e ser amado, mundo mentiroso, falso, que finge amar para obter atenção.

Sem gestos de carinho,

Despeço-me com coração frio, distante e sem destino, para nunca mais voltar a isso.


AUTOR Simone Gonçalves


SIMONE GONÇALVES, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.


O CHEIRO BOM DE CAFÉ


Café fresco

Coado na hora

Da forma mais simples

Mas que tem um significado mágico...

Cheirinho de casa de mãe

Num fim de tarde

Daquelas tardes preguiçosas

Que carregam as horas num relógio

Pregado na parede há anos

E que parece ter congelado o tempo

Nas conversas entre uma xícara e outra

Entre uma fatia e outra do bolo de laranja

Ah... mamãe fez também pudim de pão!

Ela sabe que adoro esse pudim que ela faz

Preparou especialmente para o dia

Esse dia marcado e combinado

Para um encontro dos abraços quentinhos

Do colo aconchegante

Do olhar cheio de vida

E com tantas histórias para se contar ainda...

Vou continuar então

A imaginar daqui

Esse cheiro bom

Do café fresquinho

Da tarde preguiçosa

E da voz já cansada

Mas ainda com tanta esperança

Da mulher que Deus me agraciou

Dando-me de presente

Como minha mãe!


AUTOR Alessandra Valle


ALESSANDRA VALLE é escritora para a infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO —, o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas, visando o despertar de virtudes na consciência.


NEM TODAS AS MÃES MERECEM O CÉU, MAS MERECIAM UM FERIADO


Hoje, celebramos o Dia das Mães.


E sim, concordo que a maternidade merece um dia especial no calendário anual.


Mas fico pensando…


As mães, em número infinitamente maior e em causa muito mais ativa no cotidiano da humanidade, ainda permanecem em desvantagem quando comparadas a São Jorge, que recebeu um feriado inteiro, na cidade do Rio de Janeiro.


As mães seguem trabalhando no próprio domingo delas.


Continuam cozinhando, organizando, limpando, cuidando, acolhendo, ouvindo, socorrendo.

Muitas acordaram cedo para preparar o almoço que “farão para elas”.


Outras, sorrirão cansadas, fingindo não perceber a ausência de ajuda, de reconhecimento ou até de afeto.


Nem todas as mães merecem o céu.


Porque mães também erram, falham, ferem, desistem, adoecem emocionalmente e carregam suas imperfeições humanas.


Mas a maternidade, em si, merecia mais respeito social do que flores compradas às pressas ou mensagens copiadas e encaminhadas da internet.


Merecia descanso.


Merecia apoio.


Merecia presença.


Merecia divisão de tarefas.


Merecia saúde mental preservada.


Merecia não ser romantizada enquanto tantas mulheres se anulam silenciosamente dentro delas.


Talvez o verdadeiro presente para as mães não fosse um domingo de homenagens, mas uma vida inteira em que elas não precisassem ser heroínas para manter tudo funcionando.


Porque amor materno não deveria ser medido pela capacidade de suportar sobrecarga.









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