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BECO DOS POETAS Nº 140 — 07/05/2026

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem do caderno Beco dos Poetas
Imagem criada com Chatgpt

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

O OUTONO QUE FICOU PARA TRÁS


O inverno logo chega. Ao menos, é o que ainda espero.

Nesses tempos em que o clima parece ter perdido o roteiro, confesso que nem senti o outono chegar de verdade — e já dizem que ele logo dará lugar ao frio. Mas teremos inverno? A pergunta, antes absurda, hoje me pesa como dúvida real.

O inverno sempre me trouxe memória. Não só sensação — memória. O tipo que mora no corpo antes de alcançar a mente.

O frio era cortante lá no interior. Mas havia algo na friagem que não feria: acolhia. As vidraças embaçadas desenhavam um mundo menor, mais íntimo, mais nosso. Mamãe na cozinha inventando algo para assar — às vezes chocolate quente, muitas vezes chá mate, sempre o que o dinheiro conseguia comprar. Mas sempre quentinho. Sempre com amor.

E eu, enrolado nas cobertas, olhando para a TV sem realmente assistir — porque lá fora havia um espetáculo melhor. O vento correndo entre as folhas das árvores como alguém que tinha algo urgente a dizer, um assovio inconfundível, uma mensagem que eu nunca decifrei, mas sempre ouvi. As árvores balançando em sintonia própria. O orvalho cobrindo o gramado como uma manta de vidro fino. E eu, com minhas luvas de lã — tecidas pelas mãos de minha mãe, Mercedes — jurando que podia tocar o vento.

Juro que podia.

Hoje vivo em outra cidade. O verde foi engolido pelo cinza do concreto, as árvores cederam lugar aos prédios, e o frio... o frio quase não existe mais. Amanhece com um leve arrepio e, antes do meio-dia, o sol aparece como quem invade privacidades. Trinta graus em pleno outono — ou seria inverno? Já não sei mais distinguir.. É isso, natureza? Estamos confusos, ou você também está?

Tempos modernos até para o clima.

Por mais que os anos passem, por mais que as novas gerações se acostumem com essa bagunça sazonal, eu não consigo. Sinto falta do tempo em que, a cada três meses, o mundo trocava de pele — como faz a borboleta, como fazem os rios na cheia, como faz a gente quando precisa recomeçar. Era um ciclo. Era esperança com data marcada.

Agora os dias se parecem. O inverno se parece com o outono, o outono com o verão. As estações viraram sugestão de um tempo remoto.

E eu aqui, aguardando o frio chegar, tentando viver esse outono com cara de verão — enquanto ainda lembro das luvas de lã, do chá mate, do assovio do vento entre as folhas e de uma criança que jurava conseguir tocar o invisível. Quem sabe o inverno ainda se faça presente — porque você, outono, foi sufocado antes de ser vivido.


AUTORA STELLA GASPAR


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros técnicos e didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

VIDA FELIZ


Não para de sorrir Embalada com músicas Apreciando as estrelas Que sensualmente brilham. Vida feliz Com paixão E amor de Contos de Fadas. Beijos e abraços Envolvidos em uma ternura poética.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

ECOS DA VIDA


A vida é um eco que segue em ritmo Constante que se repete diariamente, Viemos ao mundo sem nada, não somos Dono de nada, nascemos, crescemos, Vivemos dias de alegria e dias de tristeza, Amamos, envelhecemos e morremos. E, neste ciclo, nós nos deparamos com muitas Pedras no caminho e em dado momento Vamos precisar fazer uma escolha E, com isso, definimos o nosso destino, Mas a todo instante um eco do passado Bate a nossa porta e nós esquecemos De viver a vida no presente. A vida é um grande mistério que nós Não conseguimos entender, afinal Estamos aqui para viver o melhor Que ela tem para nos oferecer e Com intensidade e paixão, é isso Que devemos buscar mesmo Diante da alegria e da dor que Ecoa em ossos corações. Existem dois dias que nós não podemos Fazer nada pela gente, o ontem porque Já passou, e o amanhã que ainda está Por vir, por isso precisamos viver O presente, ciente de que em algum Momento na vida, nós vamos Viver entre a dor e a alegria. E, quando a gente se deparar com a dor, o O importante é não deixá-la fazer ninho Na nossa mente, porque na vida tudo é Aprendizado, às vezes nós buscamos Respostas que não vamos encontrar Por isso precisamos enfrentar de Cabeça erguida, os desafios do Presente sem olhar para o passado E para o futuro, para enfrentar essa jornada.


AUTORA ILZE MATOS


Ilze Maria de Almeida Matos nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

A POESIA CHEGA


As mãos procuram uma caneta, uma folha qualquer. O coração acelera. A mente floresce, os olhos ganham outro brilho, as mãos deslizam no papel como se fossem mel. Aos poucos, a poesia se desenha em delicadeza, e o peito se esvazia. Flores ao céu. Poesia na terra.

AUTORA CÉLIA NUNES


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

ABRAÇO


O abraço é... Conforto de uma bebida quente É repouso, é chegada É como loção emoliente Numa pele ressecada. É o coração batendo na mesma intensidade É união, é aconchego É irmandade! O abraço é completar A outra metade Que forma o inteiro É sentir paz nos braços do outro É sentir amor pelo mundo inteiro. Abraçar é sentir felicidade É ouvir outro coração É interação, é intimidade É celebração É envolver-se com vibração. Quanta coisa cabe em um abraço? Estender os braços É amplexo Independente de sexo!

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

FLORINDO


Sinto-me alvorecer, Resplandecer, Florescer, Com tua presença Constante em meu ser. Exalo esplendor. Com teu amor, A vida ganha cor. E, assim, florindo, Devagarinho, Envolta de ternura, Sinto-me forte e segura.


AUTOR WAGNER PLANAS


Wagner Planas nasceu em 28 de maio de 1972, na capital paulista, estado de São Paulo. Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suíça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

MENINA BORBOLETA


A menina, Tinha um sonho, Pelo seu voar, As borboletas, Ela queria acompanhar, No bailado do céu. Em suas orações, Ela buscava razões, Para que uma única vez, Deus se fizesse ouvir. Então, todas as noites, Antes de dormir, Ela rezava aos seus, Na esperança, De Deus lhe ouvir. E toda noite, Ela sobrevoava, As flores belas e encantadas, Com as borboletas, a ela se unir. Às vezes, Nossa felicidade, Não é palpável, Não podemos tatear, Mas em nossos sonhos, Podemos realizar.


AUTORA SIMONE GONÇALVES


Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

DESPEDIDA


Me despeço Definitivamente Para sempre! De tudo que sempre Me prendeu em você Nos teus braços... abraços Me tirando a visão da realidade Sem permitir enxergar que tudo era ilusão Tudo foi em vão... O caos da paixão bandida Aquela que acerta o coração Fazendo mergulhar nas ondas agitadas Que cobrem a alma Mas depois Na calma do mar Faz ver que tudo passou... foi embora E já não é nada mais Como era antes Nada volta como no começo Tudo se perde... se perdeu Agora É outro momento Outra rota, um novo horizonte E você? Eu deixei num outro lugar Fora do peito Tirei do coração Aliviei minha alma Na despedida definitiva Adeus!


AUTORA MARINALVA ALMADA


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.


COLO DE MÃE


Cheiro de mãe Que exala pela casa toda. Colo de mãe Que cabe todos os filhos e filhas, e ainda sobra espaço de tanto amor. Carinho de mãe Que cura qualquer dor. Conselho de mãe Que a gente ignora na hora e só entende muito tempo depois. Tempero de mãe É puro amor. Comida de mãe Que tem gosto de infância, de encontro de domingo, de volta para casa.


AUTOR SIDNEI CAPELLA


Sidnei Capella, natural e residente em São Caetano do Sul — São Paulo, Graduado em Administração. Escrevendo e publicando poesias e contos nos cadernos semanais da Editora Valleti Books. Participou da II Copa de Poesias da revista Cronópolis, em janeiro de 2022. Escreve textos poéticos, contos e mensagens, grande parte dos seus textos é publicada na página do Instagram que administra. Utiliza a frase criada por ele: “Inspiração me leva a escrever sobre tudo, a inspiração vem de Deus, escrevo para o meu próximo, de modo a despertar sentimentos e mexer com suas emoções.”

É SÓ QUERER E SER FELIZ


Poesia que toca a alma, e ao amor nos conduz; É chama que reacende na paz mansa que reluz. Energia que se espalha, onde a dor já não se faz; Versos leves que dissolvem toda sombra que desfaz. Reaparece o colorido, E, na canção, nasce a dança; a vida, então, se faz mais leve, E na poesia — esperança.

AUTORA GABRIELY BRANDÃO


GABRIELY BRANDÃO RAMOS, 28 anos, nascida em Itaguaí – Rio de Janeiro. Técnica em mecânica, poeta, participou da sétima e oitava edição da coletânea de jovens poetas na cidade de Itaguaí. Viu na escrita uma forma de expressão da arte e cultura. Escritora na antologia suspiros poéticos.

O VOO DA PERMANÊNCIA


​O casulo não é o fim, mas o silêncio necessário, Onde a lagarta tece, em fios de paciência, O mapa de um destino extraordinário, Honrando a alma e sua própria consciência. ​A dor da prensa é a casca que se rompe Não são traições ao que ela foi um dia; A transformação jamais interrompe A lealdade à sua própria biografia. ​Ser fiel ao ciclo é entender a hora De deixar o rastro e abraçar o vento, Pois quem se transforma não se vai embora, Apenas floresce no exato momento. ​As asas são leves, de cores vivas e raras, Mas carregam o peso da história vencida; Lealdade é bater as asas, por mais que sejam claras, Sem esquecer o chão que sustentou a vida.


AUTORA NAYARA SANTOS LOPES


Nayara Santos Lopes, natural de Feira de Santana, Bahia, é Técnica de Enfermagem, Tradutora e Intérprete de Libras e poetisa, cuja relação com a escrita nasceu ainda na adolescência e permanece viva como expressão de sua essência. Entre palavras e sentimentos, encontra na poesia um refúgio e uma forma de dar voz ao que pulsa em sua alma. Com sensibilidade e profundidade, tem seus versos publicados em antologias poéticas, onde compartilha fragmentos de emoção, vivências e amor pela arte de escrever.

TUA PRESENÇA


Em um momento, lá estava eu, A desfrutar de sua presença Sentindo o calor do teu abraço Sentimento único, alegria intensa. Aproveitando cada minuto Aflorando minha melhor versão Tropeçando em sorrisos Deixando quente o meu coração E você me sustentando Em dias comuns, em dias difíceis Suportando minha dor Tolerando minhas crises Quem sou eu pra desistir de ti Te escolheria milhões de vezes Teu amor, teu afeto e carinho Jamais deixaria de sentir.


AUTOR MAXIMILIAN SANTOS


MAXIMILIAN SANTOS, natural de Feira de Santana, Bahia, é escritor, poeta e técnico em computação. Escreve desde os 17 anos, quando descobriu na palavra um refúgio e uma forma profunda de expressão. Coautor de cinco antologias poéticas, encontra na escrita não apenas arte, mas libertação, um espaço onde a alma se aquieta e o coração encontra voz.

EXPECTATIVA


Um dia, tudo será alegria. Um dia, o amor virá, surgindo do fundo do mar, Como estrelas que nascem na noite de luar. A tristeza já não existirá, A alegria tomará seu lugar, E o amor reinará, sereno, Como flores que brotam na manhã tranquila. O sorriso que antes era distante hoje preenche os vazios, Afasta as decepções e silencia os antigos desafios. Minha felicidade, enfim, chega, como o sol que nasce no leste, sem pedir licença, Ilumina tudo o que veste. E ao ver a noite chegar, Já não sinto mais temor, o que antes me inquietava hoje se perde, leve, como cinzas ao vento. A madrugada, antes sombria, Ainda vem… mas já vai embora, Dissolvida na luz da alegria que aflora. Minha felicidade resplandece, brilha intensa, constante, Reluz como diamante, Preciosa como ouro raro. Um futuro brilhante me espera, sem reservas, sem hora marcada, pois tudo o que busco na vida Agora encontra morada.


AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.


REENCONTRO


Te amo no silêncio das horas, Naquele lugar secreto onde o tempo não alcança. Não são anos que me separam de ti, São décadas de saudade guardada como perfume antigo entre páginas esquecidas. Ainda assim, bastou tua presença para que tudo florescesse de novo. Arrancas de mim suspiros antigos, esses que eu pensava mortos, e me faz desejar fugir da rotina, romper as correntes dos dias iguais, Correr sem rumo até repousar em teus braços. És o amor proibido que entrou sem pedir licença e incendiou os quartos mais íntimos do meu coração. Desde então, carrego essa febre doce, Essa vertigem que me toma inteira, Fazendo-me delirar no desejo de ter-te comigo, de provar em teus lábios o gosto ardente de tudo que calamos. Os anos passaram como rios distantes, E aqui estamos nós: mais maduros, mais sós, mais livres diante da vida. Mas seremos livres diante do amor? Poderemos tocar o que sempre nos queimou? Deveremos abrir as portas daquilo que jamais deixou de existir? Teu olhar ainda acende brasas em minha pele, Tua voz percorre meu corpo como vento quente em noite fria, Despertando desejos adormecidos nas profundezas do meu ser. E eu, entre o medo e a entrega, Só sei que, ao te ver de novo meu coração reconheceu teu nome como quem encontra, enfim, A chama que nunca se apagou. Lucélia Santos








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