REFLEXÕES Nº 206 — 05/04/2026
- Luiz Primati
- há 3 dias
- 23 min de leitura


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março, lançou seu livro de prosas poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em 2025.
O FRIO QUE DESPERTA
Aquela manhã de outono estava tomada por um frio intenso, desses que não apenas tocam a pele, mas atravessam o corpo e alcançam lugares mais fundos, quase esquecidos dentro de nós. Não era só a temperatura. Havia naquele ar gelado uma espécie de verdade. Uma presença incômoda, porém necessária, como se o mundo, por algumas horas, tivesse decidido abandonar qualquer disfarce.
O frio tem esse poder. Ele nos arranca da anestesia dos dias comuns. Interrompe a rotina morna em que tantas vezes nos escondemos, vivendo sem realmente sentir, seguindo em frente por hábito, suportando mais do que vivendo. Há uma diferença profunda entre o frio e o adormecimento: o adormecimento embala, amacia, convence; o frio desperta. Ele incomoda, exige reação, obriga a consciência a abrir os olhos.
Quando aquele vento cortante tocou meu rosto, não havia mais como fingir equilíbrio onde existia cansaço, nem paz onde havia apenas costume. O corpo reagiu primeiro: o arrepio, os braços se fechando, a necessidade imediata de buscar calor. Mas, com isso, veio algo maior, como se aquele frio dissesse, em silêncio, que já não havia espaço para autoengano.
Penso muitas vezes na ideia de que admitir os próprios erros com rapidez nos coloca em prontidão para tentar novamente. E, de certo modo, o frio daquela manhã me pareceu isso: uma forma severa de honestidade. Ele não prometia conforto. Não dourava o incômodo. Não fingia ser leve. Apenas se impunha, inteiro, e por isso mesmo ensinava.
Talvez o que mais nos mantenha distantes de nós mesmos não seja a dor declarada, mas a mornidão prolongada. Esse estado em que nada parece grave o suficiente para nos mover, nem vivo o bastante para nos transformar. E é por isso que o frio que nos desperta pode ser um presente disfarçado. Ele nos lembra que ainda sentimos. Que ainda estremecemos. Que ainda existe vida sob as camadas de costume, cansaço e silêncio que acumulamos ao longo do tempo.
Naquela manhã, entendi que as coisas que mais nos perturbam, muitas vezes, são justamente as que mais precisam ser enfrentadas. Nem todo desconforto é inimigo. Alguns vêm para nos acordar. Alguns chegam como vento duro, como silêncio cortante, como uma presença que desfaz nossas desculpas e nos obriga a olhar para dentro.
O frio não tinha vindo para destruir. Tinha vindo para revelar. Para lembrar que não há transformação sem desconforto, nem verdade sem o abalo que a antecede.
Porque, quando a alma treme, já não há espaço para ilusões. E é nesse exato instante que o despertar começa.

AUTORA STELLA GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
A ESPERANÇA RENOVADA
Às vezes, a vida parece caminhar em silêncio, como se nada estivesse mudando. Mas, no fundo, existe sempre um movimento discreto acontecendo — em nós, ao nosso redor, no tempo que passa sem pedir licença. A Páscoa nos lembra disso: mesmo quando tudo parece imóvel, a transformação está a caminho. Um caminho repleto de perseverança e otimismo. O mundo que “Jesus” nos presenteia é lindo, é um presente do qual precisamos nos sentir dignos. A vida é uma dádiva, o nascimento renovado é uma dádiva, se soubermos apreciar com os olhos do coração e da alma.
A Páscoa é a celebração cristã mais importante, marcando a ressurreição de Jesus Cristo três dias após sua crucificação na Sexta-Feira Santa, simbolizando a vitória da vida sobre a morte e a esperança. Esperança renovada, com as bênçãos de podermos apreciar o pôr do sol, as nuvens, as árvores e flores, os cantos afinados dos passarinhos e as pessoas com suas diferenças e limitações.
A esperança não costuma chegar com barulho, ela é um estado de espírito que não tem fim, tornando-se a nossa estrela guia. Ela se aproxima devagar, quase tímida, como a primeira luz da manhã que toca a janela antes que a gente perceba. E, quando damos espaço, ela cresce. Cresce no gesto simples de respirar fundo, no perdão que parecia impossível, na coragem de tentar outra vez. E novamente uma corrente de alegria, paz e amor nos religa ao encontro do que precisamos.
Recomeçar com pensamentos mais leves, uma atitude mais gentil, uma palavra que cura em vez de ferir, olhar o outro como alguém que também é amado.
Entender que a vida não se resume ao que já aconteceu — ela também é feita do que ainda podemos construir. Construir com humildade, amor e quebra de paradigmas.
A Páscoa, com toda a sua simbologia, nos convida a isso: a acreditar que existe vida depois das perdas, que existe luz depois da escuridão, que existe sentido mesmo quando ainda não conseguimos enxergar.
Lembrando que a renovação não é um evento único, mas um processo contínuo. É preciso irradiar energias, deixando a poeira do desânimo para trás, tudo se transforma e passa, essa é a magia do viver insistindo na força da esperança renovada.
Que você encontre, neste tempo, um motivo para seguir, para olhar o mundo com mais ternura e reconhecer que, apesar de tudo, a esperança continua sendo uma das forças mais bonitas que temos.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
ENTRE O PODER E A VINGANÇA
No Brasil, nós estamos vivendo a era da inversão
De valores com inúmeros desvios de conduta
Por parte daqueles que deveriam dar exemplo
E governar o país em prol do cidadão de bem
Que já está cansado de tantas promessas feitas
Durante a sua campanha, mas que durante o
Mandatos não são cumpridos pelos nossos
Eleitos que já estão pensando na reeleição.
Infelizmente, aqui no Brasil, os valores estão sendo
Invertidos, basta ver que as ruas estão tomadas por
Bandidos de toda a espécie que estão a solta,
Alguns andam por aí de paletó e gravata
E se juntam com uma corja de abutres
E, em busca do poder, eles se reúnem
Em seus gabinetes e bebem o seu
Whisky antes de assinar um novo
Contrato com sua caneta Montblanc.
E diante de tantos inocentes presos desde
No dia VIII, nós estamos acompanhando
Inúmeros escândalos de corrupção e
Dentre eles, o do INSS que desviou
Milhões de aposentados
Que tanto lutaram em prol do país
E agora, na melhor idade, são
Roubados por essa corja de
Bandalho que só pensam em
Aumentar o seu numerário.
E atualmente, grande parte da população
Vem constatando que, após uma forte aliança
O governo entrou em campo fazendo a sua campanha
Trazendo ao povo brasileiro uma nova esperança
E não demorou muito para eles oferecerem a sua barganha
E, no estilo paz e amor, eles reconquistaram a nossa confiança
E vieram prometendo cerveja e churrasco com picanha
Mas com o poder na mão, eles revelaram a sua vingança
E seguem fazendo justiça para os seus inimigos.
Enquanto isso, o cidadão de bem segue preso
Dentro de casa, porque infelizmente as ruas
Foram tomadas pela violência desmedida,
Começando no assalto à mão armada até
A gangue da pedrada, seguida pelos
Arrastões que são programados nas
Rodovias onde segue o rito de insegurança
Com essas leis pífias que prevalecem diante
Do senso de impunidade que protege
Do maior ao menor de idade.

AUTORA KENIA PAULI
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
VIVENDO DIAS DE LUTA E DIAS DE GLÓRIA
A vida e a forma como nós a vemos estão muito relacionadas ao que trazemos conosco.
Você já percebeu que, para algumas pessoas, o que vemos como desafio para outras pode ser algo natural?
Pois bem, somos pessoas meramente semelhantes e nos diferenciamos umas das outras em muitos quesitos.
Entre tantas dessas semelhanças, há algo como: a maneira como pensamos, agimos, de onde viemos, sim, pois todos surgimos de um sistema familiar. E entre tantas diferenças também estão essas mesmas semelhanças.
Pensamos diferente uns dos outros, tomamos decisões diversificadas e cada um vem de um sistema familiar completamente diferente um do outro.
E talvez seja justamente aí que mora a beleza e também o conflito da existência humana. Aquilo que para mim pesa, para o outro pode ser leve; aquilo que me falta, ao outro sobra; e o que me fortalece, talvez nunca tenha sido necessário para alguém mais.
Carregamos histórias invisíveis, marcas como trago no meu livro “Inesquecíveis são as marcas que carrego em mim”, que não se veem, aprendizados que nem sempre escolhemos, mas que moldam a forma como enfrentamos os tais dias de luta e celebramos os dias de glória. Nem sempre estamos na mesma página, nem no mesmo capítulo, e muito menos no mesmo livro.
Por isso, comparar trajetórias é, no mínimo, injusto. Cada passo dado carrega um contexto, uma dor, uma coragem particular. E entender isso talvez seja um dos principais exercícios de empatia que podemos praticar.
No fim, a vida não é apenas sobre vencer batalhas ou colecionar conquistas. É sobre compreender o caminho, respeitar o tempo e, acima de tudo, reconhecer que mesmo nos dias difíceis, ainda estamos em movimento.
E talvez seja isso que realmente importa: continuar. Mesmo quando parece pesado, mesmo quando parece lento. Porque entre a luta e a glória, existe algo ainda mais valioso: a construção de quem nos tornamos ao longo do caminho.

AUTORA ILZE MATOS
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
RECOMEÇO A DOIS
A casa vai ficando vazia.
A saudade se instala e faz morada.
Tudo silencia. Os meninos cresceram,
tornaram-se rapazes que seguiram seus sonhos —
e isso traz uma alegria imensa aos pais.
O vazio do ninho existe, profundo e silencioso,
uma mistura de saudade e felicidade,
uma sensação tranquila de que tudo foi realizado.
O ninho agora silencia, mas guarda a certeza de que ensinou o voo.
São apenas eles dois novamente,
prontos para mudar de rota,
planejar novas aventuras
e abraçar novas prioridades,
seguindo felizes, com a certeza
de que fizeram tudo certo na educação dos filhos.
E você, já sentiu o ninho vazio?
Já passou por isso ou está vivendo esse momento?

AUTOR WAGNER PLANAS
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
PAIXÕES
Não existem razões,
Desejos e paixões,
São para ser vividas,
Sejam amadas ou sofridas...
Paixões avassaladoras,
Paixões arrasadoras,
Eu e você,
Hoje e sempre...
A vida coloca as paixões,
Sem motivo ou razões,
Para vivenciar e sentir...
Talvez eu tente transmitir com palavras,
As paixões aromadas por Deus,
Para entender o que é o coração...
Então, estou aqui,
Hoje e sempre,
A cada momento,
Paixões sem razões...
Pode ser a pintura em um quadro,
Um encontro armado,
Ser teu namorado,
E não disto no momento seguinte...
Paixões podem ser inconseqüentes,
Os amores calientes,
Só não existem razões...
Quanto às paixões,
É fogo que queima dentro da gente,
E no momento seguinte, pode não existir...

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA
O que ficou da minha infância?
Ficou a lembrança do quintal, com todas as árvores, com suas frutas, seus galhos, onde eu subia juntamente com os meus irmãos para colher, se balançar e brincar. Ficou à sombra, onde deitávamos, conversando, confidenciando, sentindo a brisa fresca no rosto.
Ficou o farfalhar das folhas sendo pisadas, denunciando os passos que chegavam, para se juntarem a nós.
Ficou a lembrança do pé de jamelão que ficava lotado, tanto nos galhos, quanto no chão, colorindo nossas roupas e nossa língua com sua cor roxa.
Ficou a lembrança do cheiro do bolo com erva doce, acompanhado de café, com a exigência da Mamy querida, de todos irem lavar as mãos antes de comer.
Ficou o rego d’água onde pulávamos, de um lado para o outro, para brincar com as lavadeiras, como chamávamos as libélulas.
Ficou a lembrança da paquera, a música no parque, a contemplação da roda gigante e o cintilar das suas luzes.
Ficou o bichinho de estimação, o afago após as brincadeiras na rua, correndo descalça.
Ficou o balanço pendurado na árvore, arrastando os cabelos até o chão.
Ficou a lembrança da rede na varanda, voando alto e sonhando coisas impossíveis.
Na varanda, era também o lugar onde subia nas pilastras para brincar de cantora com um microfone improvisado e brincava também de desfilar, enrolada em lençóis e toalhas.
A varanda era o point da casa, era o local onde tudo acontecia, reuniões, namoros, histórias, piadas, conversas até altas horas. Depois todos se recolhiam, pedindo a bênção aos mais velhos, indo dormir felizes e amanhecendo renovados.
Todos esses fatos trazem lembranças de um tempo que passou e deixou muita saudade.
Agora há o vazio nos quintais e nas varandas, pois as crianças não brincam mais como outrora.

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
EU SEI...
Eu sei…
não me encaixo em padrões.
E talvez seja exatamente aí
que mora a minha verdade mais bonita.
Porque o mundo, com suas réguas rígidas e moldes estreitos, insiste em medir o que é infinito, a alma de uma mulher.
As cobranças chegam como ventos frios e as críticas, afiadas, cortam silenciosamente
como lâminas escondidas em palavras.
Há frases que não passam, elas ficam, ecoam, marcam.
São estocadas invisíveis,
daquelas que não sangram por fora, mas deixam cicatrizes profundas no território mais sensível, a autoestima.
E mesmo assim
ela continua.
Mesmo com os pedaços feridos,
ela se recolhe, se costura, se reinventa.
Porque dentro dela existe algo
que nenhuma voz externa consegue apagar, a sua essência.
Não se encaixar dói, eu sei.
Mas também liberta.
Liberta da prisão de ser o que esperam, para finalmente ser
o que se é.
E talvez, no meio de tantas exigências, o maior ato de coragem seja olhar para si mesma, com ternura,
e dizer em silêncio:
“Eu não fui feita para caber…
fui feita para transbordar.”

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
E AGORA?
E agora, mulher?
E agora, você que foi silenciada?
Está sem voz, está sem força.
O que poderá fazer?
Para onde correr?
Fizeram de você a culpada.
E agora, mulher?
Onde se esconder?
Quem irá te ouvir?
E agora, mulher?
E agora, você que foi maltratada?
Está sem rumo, mas não está sozinha.
Você é forte, você é capaz.
Erga-se, levante, lute, não se cale.
E agora, mulher?
Você é a sua própria salvação.
Lute, resista e não desista!
E agora, mulher?
Está sem destino, sem rumo, sem vez.
Fizeram de você vítima outra vez.
E agora, mulher?
Quem irá te proteger?
Quem irá te ouvir?
Quem irá te acolher?
E agora, mulher?
E agora, o que restará?
A fé, a luta, a resistência, a esperança e o desejo de uma vida de paz.

AUTORA SIMONE GONÇALVES
Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
ELE VOLTOU!
Brilho Divino!
Restauração...
Eis que surge entre montanhas,
O símbolo da vida perpétua.
O Senhor ressuscitou, glória a Deus!
Agradeço-vos por vosso amor.
Do sacrifício do seu corpo espancado à cruz,
No retorno da manhã de Páscoa
Levando esperança e felicidade
Aos homens de boa vontade.

AUTOR EDUARDO GRABOVSKI
EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia – Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.
COINCIDENTES VERTENTES PASCAIS
Estamos vivenciando em vida a oportunidade de comemorar a celebração cristã da Páscoa de número 1996, desde a morte de Jesus Cristo. Sempre celebrada a cada ano e, segundo a história, sempre cai no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono (no hemisfério sul) ou primavera (hemisfério norte).
Lua que traz o eterno romantismo, hoje também marcada pela missão espacial que partiu no final de março, rumo à lua, trazendo em nome a nave espacial chamada pelo nome da irmã da última nave enviada ao espaço que rendeu até filme, falo do filme *Apolo 13*... alguém lembra da frase: "Houston, we have a problem." (Tom Hanks interpretou: Jack Swigert)
Bem, na mitologia grega, Apolo era irmão gêmeo da deusa Ártemis. Bem, se foram 13 Apolos, por que não Ártemis 2... sem se fixar em contextos técnicos e sim em narrativas, Ártemis é a Deusa da caça, divindade olímpica protetora das mulheres, especialmente no parto, sendo uma Deusa virgem, é protetora da castidade e da vida selvagem, associada ao arco e flecha.
Refletindo conexões, vejo que a Deusa é associada à lua, taí um dos motivos que devem ter inspirado o nome da missão que irá tentar conseguir pousar na lua, diferente do filme citado e da história real, onde Apollo 13 (se referenciarmos, ele é Deus ligado à luz do sol, vai que perceberam associação errada em 1970 e resolveram e agora tentam uma associação mais adequada); Outra forma de relacionar fato e coincidências é que vão tentar novamente pousar na lua com tripulação, 30 anos depois, curiosas coincidências, é de que a Páscoa cristã ocorre 30 a 33 anos d.C., tudo aproximadamente.
Como coincidências, ainda temos a reflexão de que uma nave espacial tenta tocar o solo lunar, inspirada em seu nome pela Deusa Ártemis, associada à lua, numa lua cheia, reflito comigo que a inspiração é incrível, pois a Deusa protetora da selva, matas e mulheres no parto, traz uma alusão muito interessante, veja:
As matas e florestas, tão essenciais para nosso planeta, necessitam ser tratadas e protegidas, como a fragilidade de uma mulher grávida, à beira do parto, para assim trazer para seu filho a fartura não só de aleitamento materno, mas também ser a fonte de equilíbrio e amparo para crescer e se tornar um ser vivente, digno e justo, e saiba caminhar com responsabilidade, e ser fraterno com seus irmãos e ter a mais bela qualidade ensinada aos cristãos: (A Regra de Ouro — perdão, a empatia e a ação, tratar a todos como gostaria de ser tratado a si mesmo);
Lições exercidas e ensinadas na figura de Jesus Cristo, que agora, na celebração da 1996ª Páscoa Cristã, trazem novamente o momento para que todos se inspirem, silenciem, reflitam e olhem para si mesmos; você já parou para refletir sobre seus atos, seu autoperdão, sua empatia, ou prefere fazer de conta que não vê o sofrimento alheio de um semelhante, inclusive do nosso momento atual?
Existem muitas coincidências, que podem ser inspiração para você acordar em um domingo de Páscoa, com a família, e parar em um momento de reflexão íntima e renovar suas boas esperanças, perceber que Jesus Cristo, um ser da mais bela e pura luz, que reflete e ilumina até hoje a quem de boa fé o sentir, queria transmitir em sua passagem na terra, desde o nascimento até o Calvário e sua crucificação. Temos um céu brilhante que precisa respirar, uma mata que está sendo agredida pela desflorestação descontrolada, mães e mulheres, vítimas de atrocidades constantemente, e o ser humano tentando remarcar seu lugar na história, coincidindo não só com a importantíssima data cristã da Páscoa, mas com um evento que pode trazer avanços tecnológicos, queira Deus, realmente em prol da humanidade, que tudo seja agregador, que possamos aprender com o desconhecido e manter o ensinamento cristão do fazer o bem a todos, não contrastar com o nosso desejo próprio acima do de todos ao nosso redor.
Espero e reflito para que a Páscoa seja um marco e inspire a todos numa nova fase de discernimento e empatia real, que a inspiração em se doar não seja um marco comercial somente para poder comer doces e deixar a boca soltar amarguras; que nossa visão seja inspirada pela melhor coincidência que você puder e queira tirar de tudo o que esta data cristã representa, olha, doçuras e travessuras condizem com outra época, agora é hora de silenciar, respeitar, refletir e conectar com a fé inspirada na Regra de Ouro cristã.
Se não for suficiente para quem tem pouca fé, inspire-se no autorrespeito e transcenda do seu ser a vontade de ser útil, desejando a você mesmo o melhor, para assim o refletir e transmitir ao seu semelhante.
Melhor é desejar que na sala de sua casa, em meio à sua família, sua Páscoa seja o renascimento da paz interior e o iluminar do espírito e fé cristã, acima da falta de lampejo e escuridão do seu lado mais sombrio; afinal:
Estar-se sentindo insatisfeito e cheio pode mudar, se você olhar o brilho crescente da lua crescente, não inspirado pelo lado oculto da lua de péssimas e desencorajadoras ideias.
Que a Páscoa de número 1996 traga a renovação de sentimentos e empatia para todos que se mantêm na caça de seus melhores sentimentos.
Universo do Tio Dudú

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
A DÁDIVA DA FALA
A fala é um presente do Criador; ele se importa com a forma como usamos essa dádiva. Vivemos numa época em que é cada vez mais comum as pessoas usarem a língua de forma negativa: palavras maldosas, inverdades, calúnia e difamação.
Na realidade, as palavras revelam o que há no coração, conforme Jesus disse: “É da abundância do coração que a boca fala” (Mateus 12:34). Ou seja, o que a pessoa diz revela seus pensamentos e sentimentos mais profundos. De fato, nossas palavras mostram o que somos; são como um espelho do íntimo.
Cada pessoa tem seus desafios e lida com situações difíceis. Por que, aumentar o fardo delas, espalhando mentiras e especulando sobre suas vidas? Será desvio de comportamento, traço de personalidade ou pura maldade?
Quem tem muito tempo livre acaba tendo bastante tempo para xeretar a vida alheia. Sente obsessão em querer saber da vida dos outros, esquecendo-se da sua e nutrindo sentimentos de inveja.
Ah, pessoas invejosas demonstram grande falta de caráter; sentem prazer em criar e propagar mentiras descaradamente, destilando veneno com suas palavras. Assim, acabam afastando as pessoas de si e perdem credibilidade, mesmo quando falam a verdade.
As palavras são poderosas: podem ferir e também podem curar; tudo depende de como as usamos. Certamente não queremos causar dor e sofrimento aos outros. Por isso, que nossas conversas levem alívio em vez de peso, que tragam paz em vez de inquietação. Que nossas palavras deixem o ambiente mais leve e o coração dos outros mais sereno.
Portanto, vamos usar a fala de forma benéfica, animando os que estão tristes, elogiando, encorajando e sendo fonte de revigoramento. Que nossas palavras reflitam amor, bondade e empatia. Assim, mostraremos, por meio do que dizemos, que nosso coração está cheio de bons sentimentos e do desejo sincero de fazer o bem.

AUTOR DAVID RODRIGUES
Sou DAVID RODRIGUES, nascido em Anápolis, GO, filho mais velho de uma família humilde. Minha jornada foi marcada por perdas e descobertas, até encontrar meu verdadeiro propósito. Apaixonado por desenhar e fascinado por motos, hoje caminho com uma fé inabalável em Deus. Sei de onde vim, quem sou e para onde vou — e quero compartilhar essa jornada, inspirando e levando comigo o maior número de pessoas possível.
A DIVERSIDADE DOS CAMINHOS
A vida se manifesta em uma miríade de trajetórias, cada uma única e particular. Alguns são solteiros. Algumas são casadas e esperaram 10 anos para ter um filho, enquanto outras tiveram um filho após apenas um ano de casamento.
No âmbito profissional, as diferenças também são evidentes. Alguns se formaram aos 22 anos e esperaram cinco anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 anos e encontraram o emprego dos seus sonhos imediatamente.
A ascensão na carreira também não segue um padrão. Alguns se tornaram presidentes de grandes empresas aos 25 anos e morreram aos 50, enquanto outros chegaram à presidência aos 50 e viveram até os 90.
Cada indivíduo opera em seu próprio “fuso horário”. As pessoas enfrentam as situações e os desafios da vida de acordo com o seu próprio ritmo e tempo. Não existe um manual universal que dite quando e como as coisas devem acontecer em sua jornada.
Trabalhe no seu próprio tempo. É natural que seus colegas, amigos e conhecidos mais jovens pareçam estar “à sua frente”, e que outros pareçam estar “atrás”. No entanto, é crucial lembrar que cada um está em seu próprio tempo. Não os inveje nem zombe deles. Eles estão no tempo deles. E você está no seu!
Mantenha-se firme, seja forte e seja fiel a si mesmo. Confie no seu processo e no seu desenvolvimento. Tudo conspirará a seu favor. Você não está atrasado nem adiantado; você chega exatamente na hora certa!

AUTORA ARLÉTE CREAZZO
ARLÉTE CREAZZO (1965) nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80, fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
ALÇAR VOOS
Hoje não é sobre aplausos – embora eles ecoem bonitos quando os recebemos. Também não é sobre troféus, medalhas ou qualquer resultado que possamos colocar em uma prateleira. Hoje é sobre a coragem de tentarmos.
Em qualquer competição – seja teatral, esportiva, musical ou qualquer outra – existe um momento que não aparece ao público: aquele em que a pessoa se prepara, escolhe sair do seu lugar de conforto e se colocar à prova. E isso já é um ato de vitória.
Somos como borboletas.
Não aquelas perfeitas, parecendo uma pintura. Mas as que estão em transformação, mudando conforme a vida lhe mostre caminhos e desafios. Cada tentativa de acertarmos, nos fará alçar voos mais altos e dará mais cores às nossas asas.
No casulo, estamos em silêncio, recolhimento, com várias dúvidas para quando sairmos dele. Mas é preciso romper este casulo, nos arriscarmos para ocorrer a transformação. Então chega o momento de romper, arriscar e voar – mesmo sem garantias de que o céu nos estará favorável.
Nem sempre alcançaremos o destino desejado com nosso trajeto. Mas mesmo assim, é preciso fazer com que o voo aconteça.
E é exatamente com este voo, que veremos a nossa vitória.
Vencer não é alcançar o primeiro lugar, ou conquistar a melhor nota. Vencer é ter tentado. É enfrentarmos o nosso medo, nossa insegurança, o julgamento. É termos escolhido fazer, viver o momento, ao invés de ficarmos na dúvida.
Mais importante do que qualquer prêmio, são os pontos que conseguimos ganhar por nós mesmos – aqueles que ninguém vê, mas que se acumulam no decorrer de nossas vidas, em forma de conhecimento e vivência.
Ao final, não nos tornamos vencedores pelos resultados, mas pelas tentativas. Pela vontade de alcançarmos voos cada vez mais altos, sem saber exatamente onde chegar.
É preciso alçar voos, porque tentar já é uma forma de vencer.

AUTORA ALESSANDRA VALLE
Alessandra Valle é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.
GUERRAS LÚCIDAS
Já contou quantas vezes, em um único dia, travou batalha com a sua consciência?
Talvez você nunca tenha contado, mas pode apostar comigo: foram muitas.
Somos constantemente convocados a escolher entre o “diabinho” e o “anjinho” que sopram em nossos ouvidos e, de repente, lá está a consciência, pronta para nos mostrar o caminho do bem.
Nem sempre estamos prontos para abdicar do egoísmo e do orgulho, chagas ainda tão difíceis de curar em nós mesmos.
Já ouviu que “tudo passa”, que “amanhã vai ser melhor” ou que “o tempo cura tudo”? Em matéria de consciência em ação, esses ditados não funcionam, porque ela não nos deixa esquecer que há um dever a ser cumprido — que nos conhecemos o suficiente para tomar o rumo certo.
Infelizmente, aqueles que acessam níveis mais elevados de consciência são, muitas vezes, interpretados como loucos. Mas isso acontece porque a maioria ainda não conseguiu alcançar esse despertar.
Aquele que trava a batalha consigo mesmo e opta pelo bem se torna um espelho no qual aqueles que persistem no erro não gostam de se ver refletidos, pois se comparam e começam a dar voz às suas próprias guerras lúcidas.
E é justamente nesse instante que nasce a verdadeira transformação. Não na ausência de conflitos, mas na coragem de enfrentá-los com honestidade. As guerras lúcidas não são sinais de fraqueza, mas de despertar — são o anúncio de que a alma já não se satisfaz com ilusões.
Vencer a si mesmo é um processo silencioso, diário e, muitas vezes, solitário. Exige vigilância, humildade e, sobretudo, amor — amor para reconhecer os próprios erros e disposição para corrigi-los.
Que não temamos essas batalhas internas. Que possamos acolhê-las como oportunidades benditas de crescimento. Porque, no fim, é na consciência desperta que encontramos a verdadeira paz — aquela que não depende do mundo ao redor, mas da escolha firme de fazer o bem, mesmo quando ninguém está olhando.







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