BECO DOS POETAS Nº 145 — 11/06/2026
- Luiz Primati
- há 10 horas
- 11 min de leitura
Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


AUTOR Luiz Primati
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.
A ROUPA DA ALMA
Dizem que o amor envelhece. Mas eu acredito que é apenas a pele que envelhece — e o amor fica apenas observando, sem pressa, sem julgamento, como quem conhece o segredo que a pele não revela.
A alma não tem rugas. A alma não perde o brilho com o passar dos anos. Ela permanece — intacta, inteira, impossível de ser atingida pelo tempo — enquanto a pele, essa roupa que nos foi dada no nascimento, vai cedendo com uma honestidade que nenhuma outra coisa no mundo tem. Ela não mente. Cada linha é um capítulo. Cada mancha, uma tarde que existiu de verdade.
E aqui está o mistério cruel e belo da vida: não podemos trocar essa roupa.
Não há armário para abrir, não há escolha mais nova esperando no cabide. A mesma pele que usamos na primeira vez que amamos é a mesma que usaremos na última. Ela vai afunilando, vai desbotando, vai perdendo o viço — mas é a única que temos. E dentro dela, intocada, segura, aquecida pelos mesmos anos que a envelheceram por fora, ainda vive a pessoa que reconhecemos num dia qualquer e dissemos, sem palavras: — é você.
Quando olho para quem amo e vejo o tempo na face, algo em mim não hesita. Porque aprendi — e isso só se aprende quando se ama de verdade — que nunca amei a roupa. Amei o que havia dentro. Amei a essência que falava antes mesmo de abrir a boca. Amei a alma que existia antes de mim e existirá depois.
Mas há uma pergunta que o mundo faz em voz baixa, às vezes dentro da gente mesmo, numa tarde de cansaço ou de solidão: por que não procurar uma roupa nova?
E a resposta não é moral. Não é obrigação. É simplesmente isso: uma roupa nova também envelhecerá. E mais rápido — porque não temos mais o tempo que tínhamos, e porque começaríamos do zero, sem os capítulos já escritos, sem as referências já construídas, sem o mapa que dois corpos aprendem um do outro ao longo dos anos. Seria tudo página em branco numa história que já sabe como começou.
A roupa nova seduz porque ainda não mostrou suas falhas. Mas toda roupa tem falhas. E toda roupa envelhece. A diferença é que numa já conhecemos cada costura — e aprendemos a amá-la exatamente por isso.
O amor na terceira idade não é resignação. É revelação.
É quando finalmente se descobre que nunca foi sobre a pele. Foi sempre sobre o que a pele guardou. E que a alma — essa coisa imortal que habita o que amamos — não precisa de beleza nova para ser bela. Ela já é. Ela sempre foi.
E quando chegar o dia em que essa roupa se desfizer por completo, o que ficará não será saudade de um corpo. Será a memória de uma presença. O rastro de uma alma que passou pela nossa e nos deixou diferentes — melhores, mais inteiros, mais verdadeiros.
Isso é o amor que dura.
Não o que brilha, mas o que permanece.

AUTOR Stella Gaspar
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
MUNDOS PROFUNDOS DE AMOR
Caminhemos pela noite.
Meus lábios te procuram, entre suspiros, sonhos e sorrisos.
Na profundíssima noite,
nossas almas despertam
com o ar puro dos nossos corações.
Ah, o amor não dorme.
A lua brilha, tece as nuvens,
e tuas mãos tecem a minha paixão.
Cai o orvalho — é a hora.
Digo-te que o nosso mundo virou um mar profundo.
Tuas pernas viram asas e me levam a alegrias sonoras,
com perfume de eternidades.
Nosso amor é mais profundo que a noite e o dia.
É também sol, herdeiro e intérprete dos nossos sonhos.
Mereces elogios — tua felicidade ilumina tanto a minha!

AUTOR André Ferreira
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
DESILUSÃO
Naquela tarde em que te avistei
Eu descobri o amor e te amei
Mas hoje sei que em ti só encontrei
Amargura, dor e ingratidão
E isso me jogou no poço da escuridão
Onde só encontrei o vazio e solidão
Eu dormia nos seus braços numa profunda adoração Até que um dia acordei numa trama de traição
Que me fez perder toda aquela admiração
Quebrando uma regra e me levando a perdição
Me lançando para um vulcão em erupção
Onde senti o golpe e a dor da decepção.
E hoje vivo igual um vagão descompensado
Cheio de lembranças tristes e magoas do passado
E sofro de uma dor mal curada que tem se apossado
Do meu coração que está se alto destruído devagar
Mas reluta e segue insistindo em não apagar
Aquele amor que eu não consigo negar.

AUTOR Ilze Matos
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
O LÁ DO OUTRO LADO
O que se passa pelo lado de lá,
onde é esse lá que a gente inventa,
que não venta de lá,
e a doce brisa chega daqui,
de perto do mar.

AUTOR Célia Nunes
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
AMOR INTELIGENTE
De hoje em diante,
vou mandar em meu coração.
Vou calar o sentimento por você,
desaprender essa paixão.
Tudo o que nutri em silêncio,
vou, pouco a pouco, desnutrir.
Se foi amor que me feriu,
é amor-próprio que vai me conduzir.
Não vou mais te ver,
nem te ouvir.
Nem ser amigos nas redes sociais
não vou me iludir.
Tortura é vigiar o que já foi,
é cutucar a própria dor
Por isso começo hoje
uma dieta radical de amor.
Não vou te monitorar,
nem postar indireta
Não ouvirei nossa trilha sonora,
não vou lembrar para me machucar.
Nossas fotos vou arquivar
Presentes não usarei
Trancarei tudo numa pasta
e a chave fora jogarei.
Vou mudar meu rumo.
O que acabou, acabou
Não serei vítima de mim mesma,
alimentando a minha dor.
Não quero pena de ninguém
Siga sua vida — eu seguirei a minha
Sozinha, inteira, porém
de cabeça erguida pelo que acabou.
Isso não é frieza
É maturidade
O tempo da paixão passou!

AUTOR Wagner Planas
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
A ESPERA
A espera,
Sempre incerta,
Lutamos por sonhos,
Que às vezes,
Sempre serão sonhos.
A espera,
Às vezes é cruel,
O tempo passa,
Os corpos envelhecem,
E nada acontece
Às vezes,
Esperamos o milagre,
E na verdade,
O milagre somos nós.
A espera é incerta,
A conquista nem sempre é certa,
Mas a fé continua inabalável.

AUTOR Gabriely Ramos
GABRIELY BRANDÃO RAMOS é uma voz multifacetada vinda de Itaguaí, Rio de Janeiro. Aos 31 anos, equilibra a precisão da sua formação técnica em mecânica com a fluidez da poesia e da produção cultural. Graduanda em Serviço Social e educadora social, utiliza a escrita como ferramenta de transformação e registro. Com uma trajetória marcada pela participação em diversas coletâneas — como Suspiros Poéticos, Eternamente Teu/Tua e Memórias de um Tempo Dourado —, foi organizadora da antologia Um Olhar Sobre Itaguaí e marcou presença na Bienal do Livro do Rio com a obra Se tem um dom, seja. Sua escrita é o ponto de encontro entre a sensibilidade poética e o olhar social.
ENTRE A ESSÊNCIA E A APARÊNCIA
A mão que estende o toque e o calor,
Pode ocultar o brilho ou o desamor.
Enquanto o laço real é porto e cais,
O falso é neblina que não volta mais.
O bem se cultiva no solo do peito,
Ganha o espaço, semeia o respeito.
O mal se aproveita da ocasião,
Faz do carinho sua vil ferramenta de ação.
Ali, onde o silêncio era escuta e plano,
Surgiu, sob o afeto, o amargo desengano.
Pois a alma se mostra longe do altar:
É o que se sustenta sem ninguém para olhar.
Não há zona cinza onde mora a traição,
Pois sem o caráter, ruí a união.
Quem negocia o afeto e a confiança,
Afoga-se no gelo da própria ganância.
O tempo, com seu rigor de mestre antigo,
Separe o ouro do ferro inimigo.
O amigo resiste à geada e ao rigor,
O falso se esvai em seu próprio pavor.
Quem trilha o claro não foge do que é,
E entende que a perda sustenta a fé.
O corte que dói é o que nos ensina
A ver o lobo que na treva se inclina.
Não chores por tudo o que a mentira tomou,
O vento levou o que o tempo estragou.
O caráter traça o rumo e o suporte,
E quem vive de máscara já abraça a própria morte.

AUTOR Lucélia Santos
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
PRIMEIRO BEIJO
Nossos olhos se fecharam naquele entardecer
No instante em que seus lábios tocaram os meus
Meu coração, como nunca, se aqueceu
E o gosto do primeiro beijo fez-me conhecer
De repente, de um olhar, fez-se uma chama
E um abraço aquecedor tu me deu
Como rochas, nossa paixão se fortaleceu
Foi como um selo, confirmando que se ama
E, após a ventania, senti intensa calma
Como o mar após uma tempestade de verão
Meus pés não tocavam mais o chão
O frio na barriga fez-me tremer a alma
Sentimento puro e doce, provocou-me teu beijo
Poesia inesquecível, que queima o coração
Deixou marcas eternas, tirando-me a razão
Por teus lábios ansiava com incontrolável desejo.

AUTOR Eliana Rocha
ELIANA ROCHA, da cidade de Brumado, interior da Bahia. Licenciada em Letras Vernáculas pela UNEB - Universidade do Estado da Bahia; Pós-graduada em Psicopedagogia, pela FACINTER - Faculdade Internacional de Curitiba. Professora aposentada, atualmente Coordenadora da Escola Particular "O Pequeno Príncipe" - Brumado.
A VIDA E SEUS CICLOS
Cada ciclo da vida tem seu próprio papel.
Chegamos envolvidos pela graça da inocência. Nascemos sem nada compreender, mas, aos poucos, vamos crescendo, aprendendo e nos moldando entre descobertas, expectativas, desafios e conquistas. É o tempo da construção, dos nossos sonhos e das vitórias.
Mas há ciclos que se interrompem antes da hora. Caminhos que parecem pular etapas e chegam cedo demais ao seu desfecho, trazendo consigo a dor da despedida, a tristeza da ausência e a impotência diante daquilo que não podemos mudar.
Nesses momentos, nossos corações se veem divididos entre o sofrimento e a esperança, sem saber o que nos reservará a noite que chega, o amanhecer seguinte ou os dias que ainda virão.
É a própria vida nos ensinando que somos passageiros. Que cada um possui seu tempo e seu percurso. E que, por vezes, alguns precisam descer antes do ponto final da viagem.
A morte não é apenas um instante; muitas vezes, ela chega aos poucos, silenciosa, revelando a fragilidade da existência e lembrando-nos de que nada é permanente. Ainda assim, enquanto seguimos viagem, cabe a nós viver intensamente, amar profundamente e deixar marcas de bondade pelos caminhos por onde passamos.
Porque a duração da jornada não define sua grandeza. O que realmente importa é o amor que espalhamos e as lembranças que deixamos nos corações daqueles que permanecem.

AUTOR Marinalva Almada
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
DECLARAÇÃO DE AMOR
"Quando te encontrei, te juro, não pensei que iria me apaixonar." Mas me apaixonei.
"Ainda bem que você vive comigo, porque, senão, como seria esta vida?"
Não consigo imaginar meus dias sem o teu cheiro, sem ouvir a tua voz, sem o teu afago, sem o teu cuidado.
“Porque eu te amo e não consigo me ver sem ser o teu amor por muitos anos”. Não é acaso, não é ilusão, é simplesmente amor. Não existe engano no que sinto por você.
E tenho a certeza de que "meu amor não será passageiro; te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar."
Com todo o meu amor, neste dia tão especial e em todos os dias de nossas vidas.
Músicas inspiradoras:
Quando Te Encontrei — Raça Negra
Ainda Bem — Marisa Monte
Porque Eu Te Amo — Ana Vitória
De Janeiro a Janeiro — Roberta Campos e Nando Reis

AUTOR Zélia Oliveira
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
NO TEU ABRAÇO
Os corações
No mesmo compasso,
O corpo anseia teu abraço.
Sem embaraços,
Pensamentos se conectam.
No teu abraço,
Renasço,
Disfarço a dor,
Enlaço o medo.
Com teu afeto, me refaço
E fortaleço cada passo.






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