REFLEXÕES Nº 202 — 08/03/2026
- Luiz Primati
- há 2 dias
- 14 min de leitura


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março, lançou seu livro de prosas poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em 2025.
O PARADOXO DO DIA 8 DE MARÇO
Existe uma crueldade silenciosa no modo como o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher. No dia 8 de março, flores desabrocham em arranjos cuidadosos, palavras de admiração circulam nas redes sociais com a velocidade de quem cumpre uma obrigação calendarizada, e o mundo parece, por algumas horas, lembrar-se de que as mulheres existem — e merecem ser reconhecidas. É bonito. É emocionante. E, em muitos casos, é profundamente hipócrita.
Porque o que separa o elogio do dia 8 do silêncio do dia 9 não é apenas o tempo. É a intenção. Ou a ausência dela.
A data nasce de uma luta histórica forjada em sacrifício, em sangue, em vozes que foram sufocadas antes de serem ouvidas. Mulheres morreram para que outras pudessem trabalhar, votar, escolher, existir com dignidade. O 8 de março não é um presente dado pela sociedade às mulheres — é uma conquista arrancada de uma estrutura que insistia, e ainda insiste, em diminuí-las.
E é exatamente por isso que a superficialidade da celebração dói tanto.
Enquanto buquês são entregues na porta de casa, dados globais nos lembram que, estatisticamente, a maior ameaça à vida de uma mulher não vem de um estranho na rua escura — vem de dentro de casa. Vem de quem dorme ao lado dela. De quem conhece seu nome favorito e também sabe onde ela mais sente dor.
A violência doméstica não tira o dia de folga no dia 8 de março.
O abuso psicológico não se comove com poesias. A desvalorização profissional não para para aplaudir. E o silêncio cúmplice de uma sociedade que prefere não ver continua operando, silencioso e letal, enquanto o mundo posta corações vermelhos e frases de empoderamento.
Há uma figura perturbadora nessa narrativa — e ela precisa ser nomeada com clareza.
É o homem que, em público, exalta a mulher com eloquência e ternura. Que compartilha frases sobre respeito e igualdade. Que entrega flores com um sorriso sincero diante de testemunhas. E que, na intimidade das paredes de casa, ergue a voz, controla, humilha, ameaça ou fere.
Esse não é um paradoxo raro. É uma realidade estatisticamente documentada e cotidianamente invisibilizada.
A homenagem que não se sustenta no comportamento diário não é homenagem — é performance. E performances, por mais convincentes que sejam, não constroem uma vida com dignidade. Não criam um lar seguro. Não ensinam os filhos a respeitar. Não mudam estruturas.
Uma homenagem verdadeira à mulher não cabe em um único dia — e precisamente por isso, não precisa de um dia específico para acontecer.
Ela se manifesta no homem que lava a louça sem que isso precise ser negociado. Na empresa que paga salários iguais sem precisar ser pressionada. No chefe que não interrompe a mulher na reunião. No pai que ensina ao filho que o corpo de uma mulher é dela. Na lei que de fato protege. No amigo que acredita quando ela conta. Na sociedade que para de perguntar "o que ela estava fazendo" quando o crime é contra ela.
Se as mulheres vivessem com a mesma segurança, liberdade e dignidade todos os dias do ano, o 8 de março não seria mais necessário como lembrete — seria apenas mais um dia bonito em um mundo que já aprendeu a tratá-las bem.
Mas esse mundo ainda não chegou. Por isso, a data importa. Por isso, a luta continua.
E já que falamos em valorizar de verdade quem está ao nosso lado — não apenas em datas marcadas, mas na textura comum de cada dia:
Você se lembrou de dizer "eu te amo" hoje? Não nas redes sociais. Não com uma foto bem editada. Mas de frente, nos olhos, com o peso real que essas palavras merecem carregar.
O amor que transforma não é o que aparece nos dias de celebração. É o que permanece nos dias difíceis, nos dias comuns, nos dias em que ninguém está olhando.
Esse é o único amor que honra.

AUTORA STELLA_GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
O ADORMECIDO EM NÓS — A NATUREZA INTERNA
Um universo inteiro mora em nós, por isso o corpo, a mente e as emoções adormecem e acordam. Como uma borboleta, como nos sapos que acordam sendo príncipes, como a natureza adormece as flores em tempos de inverno e neve, mas, de repente, tudo acorda com suas mil formas de beleza.
Somos feitos de palavras, somos muitos em um só, somos mundos invisíveis, somos estados de hibernação, como sonhos grávidos de possibilidades. Um infinito silencioso e gritante toca serenidades ou tempestades em nossos pontos emotivos, um processo mágico de acordar o adormecido em nós.
Somos repletos de poderes e isso é mágico e fascinante, somos metamorfoses em amor, criatividade e imaginações. Somos sempre e a cada momento inspirações.
Cada um de nós semeia caminhos, a fim de torná-los acordados para com nossos pés, tornar a nossa existência desejante por acordar em meio às transformações interiores.
Importa adormecer e acordar, para a realização do que desejamos.
Resta então repetir o verso de Paulo Leminski:
Ai daqueles que não morderam o sonho
e de cuja loucura,
nem mesmo a morte os redimirá.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
MEDIDAS EXTREMAS
É só uma briga de casal!
Ele disse que seria a última vez!
Deve ser coisa da minha cabeça!
Acho que estou exagerando, ele me ama!
Ele jamais teria coragem de fazer algo comigo!
É só um ciúme bobo, ele me ama!
Imagina, ele é um homem de bem!
Após a conquista e o objetivo alcançado,
O cordeiro revela a face de um lobo sedento
Que manipula e que tortura e, dessa forma,
Diariamente, mulheres são vilipendiadas
E tem a sua dignidade ferida
E estampada nos telejornais.
Diariamente, mulheres são espancadas!
Mulheres são estrupadas!
Mulheres são psicologicamente violentadas!
Mulheres são verbalmente agredidas!
Mulheres são esfaqueadas!
Mulheres são aprisionadas!
Mulheres são arrastadas!
Mulheres são assassinadas!
Até quando mães vão enterrar suas filhas!
Até quando filhos vão ficar órfãos!
Precisamos de algo maior que uma medida
Protetiva e que realmente nos proteja.
Enfim, o congresso se cala!
Diante dessa lei falha!
Enfim, hoje era para ser um dia de homenagens,
Mas, infelizmente, nos últimos anos as mulheres
Estão sendo perseguidas e caçadas pelos seus
Cônjuges e companheiros, o Brasil está cada
Vez mais perplexo com o aumento do feminicídio
Por isso, nós devemos continuar clamando
Para os nossos legisladores, descruzem os
Braços e façam algo para endurecer as
Nossas leis para salvar as mulheres das
Mãos inescrupulosas desses homens
Canalhas que são um bando de psicopatas.

AUTORA KENIA PAULI
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
HERANÇAS QUE NOS CONSTROEM
Hoje penso que existe uma fase da vida em que começamos a querer estar um passo à frente dos nossos pais.
Não é sobre competição.
É sobre evolução.
A gente cresce querendo fazer diferente. Quer conversar mais, acolher melhor, entender mais sobre emoções, ter respostas que talvez eles não tiveram. Queremos oferecer ao mundo e aos nossos filhos, quando os temos, algo que pareça mais inteiro.
Mas com o tempo fui entendendo uma coisa muito importante: nossos pais nos deram exatamente o que conseguiram nos entregar.
Nem mais. Nem menos.
Talvez, em alguns momentos, tenha parecido pouco. Talvez tenha faltado diálogo, compreensão, presença emocional. Mas eles viveram em um tempo em que as informações demoravam a chegar, em que sentimentos não eram pauta de conversa e em que sobreviver já era um grande desafio.
As perspectivas eram outras.
Os recursos eram outros.
As dores também eram outras.
Aprendi na minha jornada que o que sou hoje se encaixa exatamente naquilo que recebi. Inclusive nas ausências. Inclusive nas limitações. Porque foi a partir delas que comecei a buscar crescimento.
Olhar para trás com mais maturidade não significa ignorar o que doeu. Principalmente para quem não conseguiu desenvolver uma infância saudável ou feliz. Não é simples fechar os olhos para o que vivemos. E nem deve ser.
Mas existe uma diferença grande entre reconhecer a dor e viver permanentemente a partir dela.
Quando nos permitimos sair do papel de vítima, algo se transforma. Não apagamos o passado, mas deixamos de ser definidos apenas por ele. Passamos a escolher como queremos continuar a história.
E talvez seja isso que signifique estar um passo à frente:
Não é negar o que recebemos.
É transformar o que foi possível em algo ainda mais consciente.
No fim, somos resultado do amor que existiu. Mesmo que imperfeito. E também resultamos da coragem que desenvolvemos para fazer diferente.
E isso, para mim, já é evolução.

AUTORA ILZE MATOS
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
MULHER
Filha,
mãe,
guerreira,
doce,
sonhadora.
Se vira e revira,
luta de dia
e de noite.
Dança,
sorri,
brinca,
batalha muito
e se realiza.
Carrega no coração
uma rocha,
uma flor,
uma sensibilidade encantadora.
Ah!
São tantas qualidades
que acompanham
uma mulher.
Feliz Dia da Mulher! 🌷

AUTOR WAGNER PLANAS
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
NÃO ESTOU VALENDO NADA
Não estou valendo nada,
Não quero valer nada,
Não mereço ser nada,
Em sua vida...
Sou como a brisa,
Entrei em sua vida,
Para lhe indicar a direção,
Para encontrar a paz em seu coração...
Pássaro bom,
E aquele que canta em sua mão,
Sem prendê-lo em gaiola ou prisão...
Eu sou como a estação do ano,
Ficarei por pouco tempo,
Até você encontrar um guardião...
Mas não mereço nada,
Não quero valer nada,
E não estou valendo nada.

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
MULHER
Em Salmos 8, o salmista Davi diz que da boca dos pequeninos e crianças de peito, suscitaste força, por causa dos adversários, para os fazerem emudecer o inimigo e o vingador.
E quem dá à luz a esses pequeninos?
É a mulher que hospeda esse novo ser, alimenta-o com seu sangue, sente as dores e se rasga para trazê-lo ao mundo.
É a mulher que vive como se tivesse outro coração batendo fora do peito!
É a mulher que ama com todas as suas forças as suas crias.
Mulher, você é preciosa!
O seu valor ultrapassa o valor do rubi!
Mulher, vestida de esperança sempre!
Ela crê no Deus que tudo vê, no Deus que promete que seus filhos são herança dele!
Mulher, que apesar de se esticar durante nove meses, continua bela, porque é uma beleza que vem de dentro, vem do amor que a nutre e irradia em seus olhos.
Mulher, beleza que é louvada por Deus!
Quem tem uma mulher, tem um bem precioso!
Feliz é a pessoa que tem uma mulher para chamar de mãe, esposa, amiga, irmã, avó, prima, pois alcançou a benevolência de Deus, portanto valorize as mulheres de sua vida!
Filhos, amem a sua mãe!
Maridos, amem a sua mulher!
A mulher, por mais complexa que seja, merece amar e ser amada!
Não somos a Mulher Maravilha, mas Deus nos fez maravilhosas!
Viva a mulher!

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
UM VERDADEIRO AMIGO
Às vezes, a vida pesa de um jeito silencioso. O coração se cansa, os pensamentos se embaralham e a esperança parece querer se esconder em algum canto da alma.
Nesses momentos de aflição, quando tudo parece grande demais para se suportar sozinho, é que a presença de um amigo verdadeiro se revela como uma espécie de cura.
Um amigo de verdade não precisa ter todas as respostas. Ele não chega com fórmulas prontas para resolver as dores da vida. Mas ele chega com algo ainda mais precioso:
Sua presença.
Quando suas forças falham e você sussurra, quase sem acreditar, “eu desisto”, ele segura sua mão com palavras simples e sinceras: "Pode contar comigo".
E, de repente, aquilo que parecia impossível de carregar sozinho se torna mais leve. Não porque o problema desapareceu, mas porque agora existe um coração caminhando ao seu lado.
A amizade verdadeira tem esse poder silencioso de restaurar pedaços da alma, de reacender pequenas luzes quando tudo parece escuro.
Por isso, valorize quem permanece quando o mundo se afasta. Quem escuta quando você só consegue chorar. Quem acredita em você quando até você mesmo já deixou de acreditar.
Porque um amigo verdadeiro não apenas caminha ao seu lado nos dias felizes — ele também se torna abrigo nos dias de tempestade.
E, muitas vezes, é justamente esse abrigo que nos dá forças para continuar.

AUTORA ARLÉTE CREAZZO
ARLÉTE CREAZZO (1965) nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80, fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
NÃO TENHO TEMPO
Vivemos repetindo a frase “não tenho tempo” quase automaticamente, como se desejássemos espantar qualquer outra atividade que não nos seja agradável. Não tenho tempo para ir ao cinema, não tenho tempo para uma conversa formal, não tenho tempo para sair com amigos. Mas acredito que minha falta de tempo seja excesso de prioridades.
Não é que não tenha tempo para um cinema, apenas quero selecionar melhor os filmes que assisto. Quanto a conversa formal, prefiro deixá-la de lado, para um longo papo com amigos e pessoas a quem tenho grande estima. Sair com os amigos será sempre prazeroso se forem os amigos certos, aqueles que me colocam um sorriso no rosto, me lembrando de momentos felizes.
Minha falta de tempo é grande para ver vídeos e notícias na internet, os quais não me acrescentam absolutamente nada - nem mesmo distração. Estou sem tempo para remoer coisas passadas, pois tenho um presente para viver. Não tenho tempo para jantares de negócios, pois preciso utilizar meu tempo com um cafezinho quente e um bom bate papo.
Descobri que estou sem tempo para certas formalidades desnecessárias. Aquela reunião que poderia ser resolvida com duas frases; o garçom que deseja explicar-lhe todo o cardápio, embora eu já tenha me decidido qual prato irei degustar.
Sou contra desperdícios, e o tempo é algo que, quando perdemos, não recuperamos mais. Com o passar dos anos, aprendemos a valorizar aquilo que nos faz bem, e que não precisamos abraçar o mundo. Precisamos escolher.
Escolher onde quero “perder” meu tempo, onde quero gastar minha energia e principalmente a companhia que desejo ter.
Afinal, a falta de tempo pode não ser um problema, mas sim uma escolha. Às vezes, pode ser um sinal de que aprendemos a valorizar aquilo que realmente merece ser valorizado.

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
A LUTA CONTINUA
Hoje minha mensagem é dedicada a todos os familiares que perderam filhas, sobrinhas, primas, irmãs e tantas outras mulheres vítimas de diferentes formas de violência. Muitas delas lutaram até o fim, mas infelizmente não conseguiram sobreviver diante de tanta brutalidade, incompreensão e desrespeito apenas por serem mulheres.
Essa é uma luta travada todos os dias por mais dignidade, respeito e valorização da vida das mulheres. Uma luta que precisa ser lembrada, discutida e enfrentada por toda a sociedade.
Diante dessa realidade dolorosa, somos levados a nos perguntar todos os dias:
– Quando essa violência vai parar?
– O que está sendo feito para conter essa triste situação?
– O que está acontecendo com homens que praticam esse tipo de violência?
Que essas perguntas não fiquem sem respostas e que se transformem em ações capazes de construir uma sociedade mais justa, segura e respeitosa para todas as mulheres deste mundo ainda tão desigual.



