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BECO DOS POETAS Nº 131 — 05/03/2026

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem criado com IA Midjourney
Imagem criado com IA Midjourney

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

SOBRE O SILÊNCIO QUE NÃO NOS MATOU


Chegamos ao mundo com os olhos ainda úmidos de susto e já trazíamos no colo um medo que não era nosso. Herdamos dívidas antigas, escritas em papéis que não lemos, assinadas por ausências que nunca entenderam nossas urgências. Fomos recebidos por um trio de vozes disfarçadas de destino — lar, altar, farda —, três colares apertados que nos ensinaram a engolir sem perguntar. Antes de falar, já sabíamos calar. Antes de crescer, já sabíamos diminuir.


Engolimos regras como se fossem bênçãos. Aprendemos a sorrir enquanto sangrava por dentro. O mundo exigiu de nós uma elegância que custava caro demais ao coração. E mesmo assim sorrimos, como quem pede desculpas por existir. Carregamos a raiva com discrição — um isqueiro sem tampa, escondido no fundo do peito. Nunca aceso demais, mas nunca apagado. Amamos a vida com os punhos cerrados nos bolsos e a alma em ponto de ebulição. Toda vez que olhamos para trás, não há trilha — há cinza. E o amor, que um dia foi promessa, virou combustível.


Ainda tentamos ser farol. Não aquele que desafia o nevoeiro com arrogância, mas o que permanece aceso mesmo sem plateia. Uma luz que resiste não por orgulho, mas por falta de alternativa. Tentamos ser vela na janela — frágil, sim, mas de pé. Um pavio magro, às vezes tremendo, às vezes cansado, mas ainda ali. O mundo tentou nos apagar aos poucos, como quem fecha cortinas uma por uma. Porque apagar é o que eles sabem fazer. Eles foram criados dentro da noite, e só nela sabem mandar.


E essa prosa, mesmo que doída, não é um lamento jogado ao vento. É uma lembrança: o silêncio que nos ensinaram a cultivar não nasceu de paz, nasceu de medo. Deram outro nome à desistência, embrulharam em papel bonito. Fizeram da obediência uma virtude. E nós, por amor à calma, esquecemos de viver com barulho. Fomos sumindo devagar, como quem dissolve a alma em água morna. Aprendemos que sofrer bonito era melhor do que viver feio. E aceitamos.


Hoje, assistimos o mundo se transformar em vitrine. Deus virou marca. Fé virou marketing. Bondade agora precisa de engajamento. A esperança depende de algoritmo. E nós seguimos aqui, fingindo que estamos escolhendo, quando só estamos concordando. Continuamos deixando que a vida nos conduza como figurantes da nossa própria história. Continuamos pagando para sentir, calando para caber, bebendo para esquecer o nome do que perdemos.


Aprendemos a dormir cedo para não pensar demais. A sorrir para evitar perguntas. A silenciar até dentro do peito. Mas há algo que insiste: uma lembrança da infância em que corríamos sem medo do próprio corpo. Em que ríamos sem pedir desculpas. Em que apontávamos flechas imaginárias para o céu, achando que ele ia responder. E mesmo que agora sejamos sombra do que fomos, há brasas que não se deixam soprar. Há qualquer coisa em nós que ainda arde — mesmo que seja só por costume.


Por isso, se ainda houver fogo, mantenha. Não o fogo de lareira bonita para a foto. Mas o outro — o que chia, o que treme, o que arde mesmo molhado. O que não quer aparecer, só continuar. Não apague. Porque a noite é longa, e há quem conte com o seu cansaço para dizer que ela venceu. Ainda há quem cante baixinho no escuro. Ainda há fósforos escondidos entre dedos trêmulos. Ainda há quem desafie o silêncio só para lembrar que está vivo.


Então queime. Queime mesmo triste. Queime com medo, se for o caso. Mas queime. Que sua luz, mesmo melancólica, ainda incomoda quem só sabe viver de apagamento. Que sua chama, mesmo solitária, ainda seja farol para quem não aprendeu a acender. Porque às vezes, resistir é apenas isso: não apagar.


Não se apague.

Nem por cansaço.

Nem por hábito.

Nem por ninguém.


AUTORA STELLA GASPAR


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros técnicos e didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

AMOR RAIZ


Em meio ao silêncio, meu desejo por você ultrapassa todas as fronteiras, indo além dos sóis. Ao encontrar o amor, eu só vi você. Em ti encontro a paz que o mundo me tira. Tuas raízes atravessam meu corpo, conectando-se aos fios do meu sangue. Ascendendo raios de vida no nosso amor raiz.


Uma energia vibrante me ilumina por completo, resplandecendo o nosso amor em dobro, intensificando tudo aquilo que sentimos, escutando a poesia que há em ti, capazes de me aproximar da serenidade, que calam as ansiedades, dos ecos sutis de minha alma.


Luzindo de amor duplicado, te amo, com ânsias vivas, com desejos sucessivos querendo o teu amor a todo instante. És o esplendor nascente da alvorada, da aurora ou do crepúsculo matutino. Nossas imaginações se juntam e sentem a íntima essência de um raio de sol no reino das flores.


Vivemos amor vivo, vivemos amor raiz. Com esse amor, abrimos portas e janelas celestiais e tocamos no teto da casa das estrelas. Em nós dois, tudo é interminável. Somos como a fidelidade de uma praia infinita.


Seguindo pela estrada de fazer o sonho acontecer, a tua ternura disputa apenas com a beleza mais recôndita encontrada na alma das flores, onde escutamos sons de cristais ritmando o coração poético, acariciando meus desejos incontentados.


Só amor!

 

AUTOR ANDRÉ FERREIRA


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

VAZIO


Meu coração bate forte em um ritmo que não para, um vazio

que pulsa e o meu sangue

corre pelas minhas veias,

nessas horas nós percebemos

que a vida é um mistério

a se viver e em cada

célula renovada,

o ritmo não cessa,

o coração pulsa forte

e a chama não se apaga

e o sangue ferve e corre

pelas veias bombeando

em um fluxo constante

que me leva a lugares desconhecidos.


O vazio que sinto é como um espaço que se abre num labirinto que me chama, e que constantemente eu me questiono, por isso, vivo tentando cessar essa dor no meu coração, mas sem sucesso percebo que isso

é um sinal da vida que vem

como um lembrete me

dizer que estou vivo

e que tenho mais

uma chance, mas

agora é preciso

levantar a cabeça

e lutar contra esse

vazio que pulsa.


E esse lembrete me faz

refletir sobre o que realmente importa nessa vida; talvez esse vazio chegou para me confundir ou para preencher um espaço cheio de mim, ou para me acordar para uma vida cheia amor, onde eu possa concretizar os meus sonhos e realizar tudo aquilo

que me faz feliz, com isso,

o meu coração, volta a pulsar

e a vida se torne um jardim repleto de flores e que o amanhecer

venha nos revelar que a vida

é um presente divino que

devemos aproveitar sem

esquecer do Criador Jesus.


AUTORA ILZE MATOS


Ilze Maria de Almeida Matos nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

SILÊNCIO AZUL


Se tivesse como

te levar na bolsa,

marzinho

te levaria


Levaria teu sal

teu silêncio azul,

tua calma

guardada em mim.


Voltarei

para escrever poesias

nas tuas areias fofas.


Tua leveza

e tua alegria

irão comigo

no coração

de uma poetisa.

 

AUTORA CÉLIA NUNES


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

65 JULHOS


Se Deus permitir, completarei 65 julhos.

Sessenta e cinco invernos atravessados.

Sessenta e cinco vezes em que o frio me ensinou a florescer por dentro.

Não são apenas anos. São ciclos.

São quedas que viraram força.

São lágrimas que amadureceram em silêncio.

São paixões que ensinaram limites.

São medos que se transformaram em proteção.

Hoje não carrego a pressa da juventude. Carrego a consciência.

Não tenho todas as respostas. Tenho paz.

Sessenta e cinco julhos não são peso, são colheita.

E quando julho chegar, celebrarei não apenas a idade,

Mas a mulher que resistiu, que recomeçou, que aprendeu.

Celebrarei mais um inverno, mais luz por dentro, mais eu.

 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

LINDO SORRISO


O dia passa lentamente,

A alma anseia a tua companhia.

Sonho acordado

Quero ficar ao teu lado.


A noite voa,

Trazendo flashes

Do teu lindo sorriso

E a paz

Que tanto preciso.


A noite escura

Ficou radiante

Com a linda lua, as estrelas

E aquele sorriso estonteante.


Anseio teu abraço,

Sinto a alma desfalecer.

Você aparece sorrindo,

Devaneio ou realidade?

Quero sobreviver.

Ah, teu sorriso abraça-me

E abrasa meu viver


AUTOR WAGNER PLANAS


Wagner Planas nasceu em 28 de maio de 1972, na capital paulista, estado de São Paulo. Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suíça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

A ROSA E O POETA


A rosa,

Toda esplendorosa,

Molhada pelo orvalho,

Que caiu pela madrugada.

 

Serviu de inspiração,

Para aquele poeta,

Que queria encontrar mais que sua musa,

Mas a dona para seu coração.

 

A rosa ele recolheu,

E colocou ao portão,

Com uma cartinha,

Desenhado junto ao coração.

 

Sua musa tão sonhada,

Recebeu com satisfação,

A rosa colocada,

De manhã, no portão.

 

E assim,

Os dias foram sucedendo,

O poeta foi aprendendo,

Como cativar aquele coração.

 

Pequenos versos,

Transformaram em grandes poesias,

Que escrevia com alegria,

Para a mulher a quem ele quis entregar seu coração.


Mas, com o passar do tempo,

A roseira não produziu mais botão,

Então o poeta teve a sensação,

Perdi meu coração.

 

Então ele tomou a decisão,

Foi até o portão,

E tremulo e suando frio,

Seu orgulho engoliu,

E mesmo com calafrio,

Ele perguntou a você.

 

Quer me namorar?


AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.

SAUDADE


Saudade é terra gélida e nublada

Onde memórias são agasalhos

Lembranças seguem seus passos

Há sempre neblina em cada estrada


Corremos em busca de um pôr do sol

Para que seja um abraço que aqueça

Antes que o inverno permaneça

E não se ouça o canto do rouxinol


Saudade tem chão molhado, escorregadio

Onde na escuridão se vê bem o luar

Recordações fazem lágrimas derramar

É distante, sofrido e muito frio


Saudade é onde moram corações que amam

Carregam sorriso e dor

Lágrimas que brotam em silêncio e clamor

Como rios mansos que jamais se calam


É chama branda sob a cinza fria,

Que insiste em arder na solidão;

É eco suave dentro do coração,

Chamando um nome noite e dia.


Saudade é carta que o tempo não entrega,

É ponte suspensa sobre o passado;

É retrato antigo, amarelado,

Que a alma contempla e nunca renega.


Mas há na saudade um fio de esperança:

Entre o gelo, uma flor a nascer;

Entre sombras, um leve amanhecer

Que devolve ao peito a confiança.


Porque quem sente saudade, ainda sente amor,

E o amor, mesmo ausente, é presença viva;

Transforma a dor em chama ativa

E faz do inverno um ensaio de flor.


AUTOR RICK SOARES


Rick Soares, natural e residente em Recife/PE, tem 37 anos e descobriu sua paixão pela arte ainda na juventude, ao participar de peças teatrais amadoras em igrejas e escolas locais. Sua jornada no mundo literário ganhou destaque ao atuar como gerente técnico do quadro "RECITA-ME" na revista internacional The Bard, além de ter sido vice-presidente da revista digital Cronópolis Brasil e um dos organizadores da Copa Brasil de Poesia, promovida pela mesma publicação. Autodenominado aspirante a poeta, Rick começou a publicar seus poemas em 2014 no site Recanto das Letras, plataforma que o ajudou a descobrir e aprofundar seu apreço pela escrita. Atualmente, ele trabalha como assistente administrativo em um escritório de advocacia, equilibrando sua carreira profissional com a dedicação à literatura.

Entre suas participações em antologias, destacam-se:

  • "Quando a voz cala, a poesia fala", organizada por Fernando Raine;

  • "Taverna Poética - Entre o vinho Byroniano e o Ultrarromantismo Moderno", em homenagem ao poeta Álvares de Azevedo, pela Editora Versejar;

  • "Deixe-me Transbordar", pela Editora Valetti Books;

  • "1ª Edição da antologia Conto por Conto - Além do Túmulo", pela Valetti Books;

  • "Conto por Conto - Sentimento Maternal", pela Valetti Books.

Em janeiro de 2022, Rick lançou seu primeiro livro solo, "Só Ares Poéticos — ao vento", publicado pela Editora Valetti Books, marcando um marco significativo em sua trajetória criativa.


OLHOS NUMA ESQUINA


Numa esquina qualquer,

um garoto me pediu informação ⁠

com pressa,

sem tempo para existir.


Mas seus olhos…

tinham aquela melancolia antiga,

tão profunda

que parecia ter vivido

vidas demais

em anos de menos.


Apontei o caminho,

ele agradeceu e seguiu.

Mas até hoje me pergunto

se alguém o ensinou

que certas almas

não deveriam carregar tanto

tão cedo.


AUTORA SIMONE GONÇALVES


Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

SEDUÇÃO E PRAZER


Basta me acomodar em teu peito

Escutar o teu coração

Perceber a sua respiração

Para me tranquilizar e acalmar

Permitindo que meu corpo se revele

Perante os encantos dos teus mistérios

Dentro de cada desejo

Em cada beijo que se dá…


O silêncio dos teus olhos

Deixando-me fascinada aos poucos

Faz-me sentir anestesiada

Tal qual efeito de absinto

Para poder me possuir

Ao menor toque de suas mãos

Sob meu corpo tão ansioso pela entrega do teu

Surpreendente prazer!


AUTORA ELOISE JANSEN


Sou ELOISE JANSEN, tenho 10 anos, gosto de dançar balé, estudar, brincar, fazer cálculos e escrever poesias. Tenho uma família linda, pais amorosos e dedicados e um irmãozinho maravilhoso, que é cavalheiro e me faz rir muito. Escrever poesias é uma terapia! Me faz sentir feliz e inspirada. Tenho o sonho de publicar meu livro de poesias.

A PROMESSA DO NOVO MUNDO

 

É triste ver o sofrimento

A morte e a dor sem parar.

Mas será que vai ser para sempre?

Veja a promessa de Jeová:

 

"E não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro

Nem dor." Isso na Bíblia está escrito,

Mas que texto consolador.

 

Saber que tudo será perfeito

Me dá esperança e aconchego.

Não vou ficar triste

E nem ficar com medo.

 

Jeová quer que todos

Tenham vida eterna.

Ele nos ama muito

E nos conforta com suas promessas.


AUTORA ROBERTA PEREIRA


Roberta M. F. Pereira nasceu em 1986 e cresceu na cidade de Brumado, interior da Bahia. É historiadora, tradutora, intérprete de Libras, professora e poetisa. Desde bem jovem, já demonstrava seu amor e dedicação à escrita, especialmente poesias. Tem suas poesias publicadas em diversas coletâneas e no site Recanto das Letras com o pseudônimo Betina. É autora do livro “Verdades de um Coração Ferido”.

ENXERGUE ALÉM DA IMAGINAÇÃO


Quando a vida é plena e o sorriso vem fácil,

esse aí é perfeito, não vê problema.


Triste do senhor perfeito que guarda no peito

o sofrimento que ninguém vê...


Aplausos para a moça bonita,

forte e guerreira que venceu na vida...


Mal sabendo que a beleza nada importa

quando seu coração está afogado em solidão...


É por isso que precisamos de empatia,

para enxergar todos os dias como as pessoas realmente são.


Dor, sofrimento, tristeza, até vontade de morrer! Isso não é brincadeira, é brincadeira para você?


Pois, quando seu mundo desaba em lágrimas, o coração se aperta e a garganta esmaga, onde está você?


Antes de julgar meus sentimentos, por favor, fique atento e olhe para dentro de si mesmo e se pergunte: estou realmente bem?


AUTOR MAXIMILIAN SANTOS


MAXIMILIAN SANTOS, natural de Feira de Santana, Bahia, é escritor, poeta e técnico em computação. Escreve desde os 17 anos, quando descobriu na palavra um refúgio e uma forma profunda de expressão. Coautor de cinco antologias poéticas, encontra na escrita não apenas arte, mas libertação, um espaço onde a alma se aquieta e o coração encontra voz.

MINHA AMADA


Dentre as preciosidades que a vida desenha, o coração aprende a filtrar o que o acalenta. E se me perguntarem onde mora o meu bem, a resposta é o teu rastro.


Faz-me bem o teu desenho, a tua gentileza que dança no cotidiano, o afago que desarmas com o olhar e a atenção que me ancora.


Em suma: você é o meu bem-querer absoluto.

Havia em mim uma chama esquecida, um resto de luz que o tempo insistia em soprar até o fim. Mas você chegou como o oxigênio necessário, transformando a brasa morna em labareda viva. Hoje, se eu brilhar, é reflexo da fogueira que você acendeu.


Faltam-me léxicos para traduzir este incêndio que me habita. Qualquer 'obrigado' soa mudo, qualquer gratidão parece pequena diante da imensidão do que você reconstruiu em mim.


Por enquanto, resta-me o silêncio preenchido pelo sentir, enquanto aguardo que o tempo invente as palavras certas para te dizer o que o meu peito já sabe."







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