BECO DOS POETAS Nº 138 — 23/04/2026
- Luiz Primati
- há 4 horas
- 13 min de leitura
Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.
O PESO DA RESPONSABILIDADE
Ela chegou sem aviso, como chegam todas as coisas que mudam tudo — num bar qualquer, numa noite que parecia igual às outras, com um sorriso que tinha a crueldade involuntária de quem não sabe o estrago que faz. Os olhos dela eram do tipo que a gente leva para casa sem querer, que aparecem no teto quando a luz apaga, que grudam na memória como uma música que a gente jura que não gosta, mas não consegue parar de cantarolar.
As noites que se seguiram foram daquelas que não cabem em palavras decentes. Havia urgência, havia riso, havia o cheiro dela misturado com o da madrugada. Havia a sensação estranha e magnífica de que o mundo tinha encolhido para o tamanho de um quarto, e que isso era suficiente — era mais do que suficiente, era tudo.
E havia os momentos simples, que ninguém conta, mas que são os que ficam: café sem pressa num domingo preguiçoso, ela lendo com os pés no meu colo, a chuva batendo na janela como se o tempo tivesse concordado em parar por um instante. A gente ria das mesmas coisas e tinha raiva das mesmas pessoas. Era fácil. Era bom da maneira tranquila e sólida em que as coisas boas costumam ser.
Então, ela falou.
Palavras simples, ditas com aquela delicadeza firme que as mulheres têm e que os homens interpretam sempre tarde demais. Quero que a gente more junto. A frase pousou entre nós como um pássaro enorme, ocupando um espaço que eu não sabia que existia na sala.
Eu quis dizer sim. Quis de verdade, e isso era o que me assustava.
Porque querer ficar era verdade. Era uma verdade grande e inconveniente que eu carregava comigo. Mas com ela vinha a outra verdade, menor e mais envergonhada: o medo. Não dela — nunca dela. O medo era de mim mesmo, da versão de mim que teria horários, contas divididas, a necessidade de explicar para onde ia e a que horas voltava. O medo de acordar um dia e não me reconhecer no espelho, de ter virado alguém responsável sem ter sido avisado direito.
A liberdade que eu tinha era, convenhamos, medíocre. Eram noites sem compromisso que viravam manhãs vazias, eram planos que nunca saíam do papel exatamente porque não havia ninguém para cobrar. Mas era minha. Tinha o meu cheiro, o meu ritmo torto, a minha bagunça organizada de um jeito que só eu entendia.
Todo homem demora. É quase uma lei natural, uma falha de fábrica que a espécie masculina carrega com uma mistura estranha de orgulho e culpa. A gente demora para crescer, para parar de tratar a vida como rascunho, para entender que o amor não é um estado de exceção — é uma escolha que se faz todo dia, inclusive nos dias sem graça. A mulher parece nascer sabendo disso. Ela chegou com as malas arrumadas por dentro muito antes de eu terminar de decidir se queria abrir a porta.
Eu ainda estava nessa negociação interna, nesse jogo de empurra comigo mesmo, quando a vida decidiu tomar o assunto em suas próprias mãos.
Ela me ligou numa tarde de terça-feira. A voz estava quieta demais. Preciso te contar uma coisa.
E assim, num segundo ordinário de uma tarde ordinária, o rascunho acabou.
Não foi um susto apenas — foi um estalo, daqueles que a gente sente na nuca e que reorganizam tudo. Havia algo crescendo dentro dela que era metade meu, e isso tornava qualquer medo pequeno e infantil de uma hora para outra. A liberdade que eu protegia como um tesouro revelou de repente o que sempre foi: uma desculpa bonita para não me comprometer com nada que importasse de verdade.
Crescemos. Eu, de forma torta e forçada, tropeçando na própria resistência, aprendendo às pressas o que ela já sabia de cor. Ela, com aquela serenidade desconcertante de quem sempre esteve pronta para a vida a dois — como se o amor, para ela, nunca tivesse sido um salto no escuro, mas simplesmente o próximo passo natural de quem caminha com os olhos abertos.
E eu, que tanto temi perder a liberdade, descobri que havia ganhado algo que não tinha nome melhor do que lar.
Só demorei um pouco mais do que o necessário para perceber.

AUTORA STELLA GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros técnicos e didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
COISAS DO AMOR
Quero apenas cinco coisas.
A primeira é o amor sem fim;
A segunda, ver o outono;
A terceira, sentir o grave inverno;
Em quarto lugar, o verão.
A quinta coisa são teus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos.
Se sou amado(a), quanto mais amado(a).
Mas correspondo ao amor. (Pablo Neruda)
Encontrei também minhas cinco coisas.
Primeiro, uma pessoa especial para amar; você.
Segundo o desejo crescente de amar intensamente.
Com as estrelas sorrindo nas constelações que criamos juntos.
A terceira é que somos — um destino
Fortalecido por nosso amor firme e forte;
A quarta é te amar como uma beleza eterna.
A quinta coisa: você, é a vida que eu amo viver.
Somos expressões do mesmo amor,
Tecendo fios que se encontram e não se desfazem.
Somos caminho — um caminho que se firma, que se reconhece, que se escolhe.
Você… é a perfeição além dos sóis.
É incrível como o tempo aperfeiçoa, desafia, lapida.
Um amor tão rico e abençoado.
É incrível, todos os dias, sentir o gosto de te amar.
É formidável perceber nossos ritmos internos quando inauguramos um começo.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
VOZES DO SILÊNCIO
Na fuga da noite, ouço as vozes dos fanáticos.
E logo me deparo com os lunáticos
Que vivem entre os becos
Espalhando os seus ecos,
E nessa fria escuridão
A dor vem, coroe o meu coração
E lentamente venho amargando solidão.
E dentro desse silêncio perturbador
Na janela do meu quarto, eu vejo vultos,
E o meu alter ego revela ser os fantasmas
Ocultos que lentamente me deixam envoltos
Em uma cortina de fumaça que vem
Me levando a loucura,
E diante daquela bela figura
Vivo sob tortura,
Esperando pela minha cura
Enquanto isso, ouço vozes
Dentro em um silêncio ensurdecedor.

AUTORA ILZE MATOS
Ilze Maria de Almeida Matos nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
O SILÊNCIO DA FLOR
Saudade
suspensa no tempo, na
alma.
É tudo saudade…
que chega
com calma,
habita o coração,
em silêncio,
com doçura.
Sem dor,
só amor,
feito flor
que paira no ar.

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
A ESTRADA NOSTÁLGICA
Quantas pessoas passaram por mim
Cada uma deixando sua marca
Deixando sua história
Caminhando e conversando
Contando casos de viagem
Casos do dia a dia
Eu era iluminada pelos lampiões e lamparinas
Dava um ar de mistério e fantasia!
O tempo passou
O progresso chegou
Me mudaram
Ganhei asfalto e iluminação
Os carros aumentaram
As pessoas andando diminuíram.
Agora gemo de saudade
O passado ecoa em minha memória
Ah se eu pudesse
Contar como era feliz
Emprestando meus ouvidos
Aos transeuntes
Sendo testemunha de momentos vividos
Com tanto ajunte
Vendo as pessoas conversando animadamente.
Agora tudo é correria
É velocidade.
Só passam por mim
Não me contemplam
Não param para descansar
Não veem a beleza que há em minhas margens
Não veem as plantas crescerem livremente
Agora sou só utilidade
Sou só passagem
E não paisagem!

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
AGRADEÇO
É maravilhoso viver,
Abrir os olhos a cada amanhecer,
Com o peito feliz, agradecer.
O coração transborda de gratidão
Pela vida, casa, família e trabalho;
Sussurra de satisfação.
O coração medita,
Às vezes, sem perceber
No que a alma revela sem querer.
A vida passa rapidamente,
Às vezes desliza serenamente;
Como é bom agradecer
O milagre de estar presente.
Pelas frestas do pensamento,
No silêncio barulhento,
Agradeço a Deus cada momento,
Por ser meu amparo e sustento.

AUTOR WAGNER PLANAS
Wagner Planas nasceu em 28 de maio de 1972, na capital paulista, estado de São Paulo. Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suíça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
CADA SEGUNDO
Cada segundo,
Na ampulheta da vida,
É um grão de areia que passou,
Um segundo, que você deixou,
Nas lembranças, no passado.
Cada segundo,
Poderá ser eternizado,
Levando consigo,
À vontade,
A coragem,
De recomeçar,
De encontrar seu amado.
Cada segundo é único,
Como acordes em uma canção,
Que nos inspira,
Que toca o coração,
Enchendo-nos de amor e paz,
A cada estação.

AUTORA SIMONE GONÇALVES
Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
ENTREGA
O amor tem cores
Tem cheiro, perfumes
Misturas de jasmim com rosas
Se embriagam ao toque das mãos
Deixando, bambar o coração
No peito, as palavras vão se intercalando
Na espera do momento da entrega
Do total prazer em estar com o outro
Alguém que, pelo olhar, te beija
E nesse beijo entrega-se ao amor
Pela noite à fora
A lua testemunhando
Estrelas dançando sob o céu de outono
E nós dois juntos até o amanhecer...

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
A VIDA É UM PRESENTE
Todo dia é dia de celebrar a vida.
Agradecer cada conquista.
Louvar a Deus pelo dom de viver.
A vida é um presente que Ele nos deu.
Por isso, cuidemos de cada detalhe para não perdermos a nossa essência.
Todos os dias, Deus nos dá uma nova chance de viver melhor.

AUTOR SIDNEI CAPELLA
Sidnei Capella, natural e residente em São Caetano do Sul — São Paulo, Graduado em Administração. Escrevendo e publicando poesias e contos nos cadernos semanais da Editora Valleti Books. Participou da II Copa de Poesias da revista Cronópolis, em janeiro de 2022. Escreve textos poéticos, contos e mensagens, grande parte dos seus textos é publicada na página do Instagram que administra. Utiliza a frase criada por ele: “Inspiração me leva a escrever sobre tudo, a inspiração vem de Deus, escrevo para o meu próximo, de modo a despertar sentimentos e mexer com suas emoções.”
DEDO DO CRIADOR
Um novo amanhecer…
beleza do acordar,
a flor do girassol
na plenitude de amar.
O cantar do pássaro,
os olhos a brilhar,
a revoada das aves,
o pulmão a respirar.
O bule no fogo,
pulsa o coração;
no cheirinho do café,
um abraço de irmão.
O beijo do beija-flor,
o perfume do jasmim,
a mais linda flor
do mais belo jardim.
No ouvido, a canção
da poesia que diz amor,
a vontade de Deus
no dedo do Criador.
Versos que são ditos,
soam como filosofia:
pare, contemple e medite
no sopro da vida.

AUTORA GABRIELY BRANDÃO
GABRIELY BRANDÃO RAMOS, 28 anos, nascida em Itaguaí – Rio de Janeiro. Técnica em mecânica, poeta, participou da sétima e oitava edição da coletânea de jovens poetas na cidade de Itaguaí. Viu na escrita uma forma de expressão da arte e cultura. Escritora na antologia suspiros poéticos.
RETRATO DE UM ÀS VEZES
Hoje eu acordei com aquela vontade de falar o que precisa ser dito.
Só às vezes, eu queria deitar no colo de alguém e chorar até a dor passar.
Às vezes eu só queria esquecer todos os problemas, todas as dores.
Às vezes eu só queria não ter vivido por aquilo que eu passei.
Só às vezes eu queria ser como criança, onde a única preocupação era dar orgulho aos nossos pais.
Mas hoje eu entendo que às vezes é muito difícil ser eu!
Às vezes eu queria desacelerar, desfazer o nó da garganta, a dor que consome, a saudade daquilo que eu não tive.
E às vezes eu preciso chorar até o limite.
E lembrar que às vezes eu preciso tentar ser forte mais uma vez!
Só às vezes...

AUTORA NAYARA SANTOS LOPES
Nayara Santos Lopes, natural de Feira de Santana, Bahia, é Técnica de Enfermagem, Tradutora e Intérprete de Libras e poetisa, cuja relação com a escrita nasceu ainda na adolescência e permanece viva como expressão de sua essência. Entre palavras e sentimentos, encontra na poesia um refúgio e uma forma de dar voz ao que pulsa em sua alma. Com sensibilidade e profundidade, tem seus versos publicados em antologias poéticas, onde compartilha fragmentos de emoção, vivências e amor pela arte de escrever.
DEPOIS DA DOR...
Depois da dor, o que vem?
Ainda se pode sorrir? Se pode amar?
Isso é tu quem decides, se vai parar ou continuar.
Há marcas que o tempo não soube omitir,
Cicatrizes que provam a nossa verdade.
Pois se viver é a arte de resistir,
Que seja com fé e total intensidade."
Contempla o sol no seu despertar
E o canto livre que o vento traz.
Se até a chuva sabe desaguar,
Contra a vida, nem a dor é capaz.

AUTOR WALTER BERG
Valter Alves da Silva, nasceu em São João do Sóter em 15 de setembro de 1976, adotou como pseudônimo literário (WALTER BERG), é o quinto filho de Francisco da Silva e Rosa Alves da Silva, Maranhense, natural de São João do Sóter, antes município de Caxias–MA, hoje cidade emancipada. Avô de Luís Augusto, pai de Anny Rose Lima da Silva, Antonia Mariely Almada da Silva, Juan Gabriel Almada da Silva, casado com a poetisa professora Marinalva da Silva Almada, com quem tece um poema romântico há 24 anos. É professor de Língua Portuguesa e Literatura e Língua Espanhola-SEDUC-MA, Gestor escolar adjunto da U.I.M. Raimundo Severo Magalhães, povoado Pedras, no município de São João do Sóter-MA. É Mestre em Educação, poeta contemporâneo com formação e Letras, Português e Literatura, é Superior Tecnólogo em Segurança do Trabalho pela Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, especialista em Educação do Campo-UEMA e Metodologia do Ensino de Língua Espanhola FCT-BAHIA, Administração, Supervisão, Inspeção e coordenação do Trabalho Pedagógico pela FAVENI e Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela FACULDADE CONEXÃO. Acadêmico de Enfermagem-Anhanguera. Tem textos publicados no site Recanto das Letras. Vencedor do prêmio NOVOS POETAS 2017 da Editora Vivara. Coautor em várias Antologias, “Essência Poética 2018, "Universo da Poesia e Poetas Seguidores", volume II, 1ª ed. da Editora: Compose Edições Literárias, 2019 e suas mais recentes publicações estão reunidas em um capítulo de "Um sonho de todos" Vol. V, antologia poética. Compose Edições Literárias, 2021.
DO TAMANHO DO SONHO
Um dia eu embrulhei meu sonho,
mas o papel não coube
ficaram pontas de desejo
escapando pelas dobras.
Corri depressa pela vida,
porque o tempo não me esperou;
ele passou por mim sem olhar,
como quem já sabe o caminho.
Tive paciência, estranha calma
mesmo com o peito inquieto,
um relógio batendo por dentro
sem nunca marcar descanso.
Guardei planos na gaveta,
perdi outros na estrada,
e aprendi que nem toda pressa
leva onde a gente pensava.
Hoje caminho mais lento,
não por falta de destino,
mas porque aprendi que a vida
também cabe no intervalo.






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