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REFLEXÕES Nº 178 — 21/09/2025

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA ChatGPT

AUTOR LUIZ PRIMATI

IG: @luizprimati 

LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2025.

NÃO PODEIS ESCULPIR EM MADEIRA PODRE


Em um mundo cada vez mais acelerado, onde as distrações parecem infinitas, é inevitável refletir sobre a fragilidade da base humana que sustenta nossa sociedade. Um antigo provérbio chinês nos alerta: "Não podeis esculpir em madeira podre". Essa sabedoria milenar nos lembra que, sem uma fundação sólida e íntegra, qualquer tentativa de construir algo duradouro está fadada ao fracasso. E é exatamente essa preocupação que ecoa em um texto clássico, que já na década de 1940 destacava os abusos e a indolência dos jovens como uma ameaça ao vigor individual e coletivo.


No artigo, o autor expressa uma profunda inquietação com a juventude e os adultos que priorizam o prazer imediato acima de tudo. Ele descreve uma vida marcada por "divertimento como ambição nacional" e "um momento de regalo como preocupação dominante", resumindo a existência ideal em "diversões, cinemas, programas de rádio, excessos sexuais ou alcoólicos". Esse "indolente e indisciplinado modo de viver", segundo o texto, solapa o vigor pessoal e põe em risco as estruturas democráticas, deixando a raça humana "lamentavelmente precisando de novas injeções de disciplina, moralidade e compreensão das cousas". O foco está na negligência em aplicar princípios científicos para desenvolver o potencial humano adormecido, em vez de se render a uma existência fácil e sem esforço.


Isso soa familiar para os dias de hoje? Em uma era dominada por redes sociais, streaming infinito e a busca incessante por likes e dopamina instantânea, parece que esses mesmos abusos se intensificaram. Jovens (e não só eles) enfrentam pressões semelhantes, trocando disciplina por scroll infinito, e o repouso prolongado por maratonas de séries ou jogos. Mas o que pode surpreender é que essa preocupação não é um produto exclusivo da modernidade digital – ela já era uma realidade na década de 1940.


Esse trecho vem do artigo "Renove Seu Próprio Eu", escrito pelo Dr. Alexis Carrel e publicado na revista Seleções do Reader's Digest, em março de 1942. Carrel, um renomado cirurgião e biólogo francês, Nobel de Medicina em 1912, usava sua expertise para alertar sobre a necessidade de renovação pessoal através da força de vontade e do desenvolvimento consciente. Comparando com os dias atuais, vemos paralelos impressionantes: se na época os perigos eram o rádio e o cinema, hoje são os algoritmos que nos mantêm viciados, promovendo uma cultura de consumo passivo e excesso. A pandemia recente e as crises sociais só amplificaram isso, mostrando como a falta de disciplina individual enfraquece a resiliência coletiva. No entanto, assim como Carrel sugeria, ainda há potencial adormecido em nós – tecidos e cérebros esperando por "uso adequado" para florescer.


E você, leitor? O que fará para acender essas "pequenas luzes sucessivas de força de vontade" e renovar não só seu próprio eu, mas a madeira da sociedade ao seu redor, antes que ela apodreça de vez?

 

AUTORA STELLA_GASPAR

IG: @stella_maria_gaspar 

STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

FAÇA O BEM: A VIDA TEM MEMÓRIA


A vida, ao longo do tempo, nos ensina que cada ação gera uma reação, cada escolha deixa uma marca. Momento a momento, uma “química” mistura-se aos sentimentos e belezas. Fazer o bem é semear no terreno fértil da existência aquilo que queremos colher. Afinal, a vida tem memória, harmonia e natureza.


O bem se abre completamente a qualquer hora, absorvendo experiências de amor, tolerância e compartilhamento.


Devemos aprender e vestir as nossas poesias que trazem maneiras de convidar o próximo para gestos de bondade duradoura, despertando em nós um sorriso sincero, um abraço afetuoso, uma palavra carinhosa — deixando nossas atitudes marcadas na memória da vida.


É com o nascer do sol que agradecemos o renascer, e com ele devemos plantar abundantes de gentilezas, benevolências, atenção. A memória da vida se expressa nos reencontros, nas oportunidades inesperadas e nas conexões que criamos.


Pense e reflita: Por que fazer o bem?


Reflita sobre o impacto das suas atitudes e busque melhorar sempre. Fazer o bem é, acima de tudo, um investimento no futuro — seu e do mundo. Na verdade, o bem possui muitos ingredientes encorajadores, destacando os olhares cautelosos, as afeições naturais, o cuidado consigo e com o outro.


Faça o bem, produza grandes feitos, a nossa história de vida também tem memória!


AUTOR ANDRÉ FERREIRA

IG: @andréluis253

ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

VÍCIOS MODERNOS


A tela me seduz para o mundo

virtual, e em busca de comentários

e likes eu me perco e não me dou

conta de que o vício é real.


Um mundo de ilusão onde

a comparação é constante

e isso vai levando as

pessoas para uma

prisão.


A internet é um oceano de

informação onde buscamos

respostas, mas encontramos

dúvidas e nos tornamos

reféns do algoritmo

e da manipulação.


A rede social é um palco onde nós

nos apresentamos se expondo

e mostrando a nossa vida,

e escondemos o mundo

real e nos conectamos.


Sou um escravo da exposição

e prisioneiro da instantaneidade

vivo numa busca imediata

por gratificação, por isso,

a qualquer custo,

busco visibilidade.


Mas sei que posso me libertar

desse vício e encontrar

definitivamente a minha

felicidade deixando de

viver esse suplício

para ter de volta a

minha liberdade

para viver a vida real.

 

AUTORA KENIA PAULI

IG: @keniamariapaulimachado

Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clinica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

O INTERVALO NECESSÁRIO


Às vezes, sem perceber, tornamo-nos prisioneiros do nosso próprio cotidiano. Acordamos, cumprimos tarefas e nos entregamos a rotinas automáticas, como se a vida fosse apenas uma sequência de deveres. O tempo, que parece correr mais rápido do que gostaríamos, convence-nos de que não há espaço para pausas, para encontros ou para momentos de convívio que não estejam ligados a compromissos. Aos poucos, a solidão voluntária se confunde com proteção. Parece mais simples manter-se na bolha do previsível do que se arriscar na imprevisibilidade das conexões humanas.


No entanto, algo em nós clama por um intervalo. A mente, saturada de obrigações, anseia por respirar outros ares. O coração, pressionado por prazos e responsabilidades, deseja o simples gesto de compartilhar. O pensamento, tão focado no que é “necessário”, implora por um espaço para o que é “gratuito”: uma conversa inesperada, uma risada compartilhada, um olhar cúmplice que surge sem aviso. São nesses instantes que o ordinário se transforma em extraordinário.


Isolar-se por muito tempo pode parecer confortável, mas o isolamento prolongado rouba oportunidades. Não se trata apenas de perder festas, cafés ou encontros casuais; trata-se de perder as pequenas epifanias que nascem do convívio. A história que alguém nos conta pode abrir uma nova perspectiva. Um conselho pode evitar uma decisão precipitada. Um abraço pode resgatar um dia cinzento. Há beleza no encontro, pois ele nos lembra que não estamos sozinhos, mesmo quando acreditamos estar.


O extraordinário não se anuncia com alarde; ele se esconde nos detalhes. Pode estar em um amigo que aparece sem avisar, em um grupo que ri alto no meio da rua ou em uma conversa com alguém que acabamos de conhecer. Para percebê-lo, porém, é preciso permitir-se. É necessário sair da bolha da rotina, romper a armadura da pressa e, sobretudo, abrir espaço para o imprevisto.


A vida não é feita apenas de produtividade ou metas alcançadas. Ela se completa na partilha, no entrelaçar de histórias que se cruzam por alguns minutos ou por toda uma vida. Se o coração precisa sentir e a mente precisa pensar, ambos também precisam do outro – daquele que vem de fora e desperta o que, sozinhos, não conseguiríamos acessar.


No fim, aproveitar as oportunidades de convívio talvez seja um gesto de coragem. Coragem para pausar a rotina, para se expor ao inesperado e para admitir que precisamos do outro. Porque o extraordinário reside justamente ali: naquilo que não controlamos, mas que, ao acolhermos, nos transforma.


AUTORA ILZE MATOS

IG: @ilzepoesias

ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.


DEPOIS DA TEMPESTADE


Depois de uma

tempestade, sempre vem

algo muito bom.

Parece que Deus resolve

nos presentear

e nos lembrar o quanto

somos amadas.


É verdade — isso sempre

acontece comigo.

E com vocês também…

Prestem bem atenção, a

partir de hoje.


Sintam o amor de Deus.

Sintam o cheirinho de

alecrim ou jasmim perto

de vocês.


Confiem.

Confiem.

 

AUTOR WAGNER PLANAS

IG: @sitedasletras

WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

CONFIAR


É, eu confiei...

Que tudo iria normalizar,

Que minha alma estava pronta para descansar,

Ledo engano


Novamente voltou ao prantos,

Isso não estava em meus planos,

Em Deus eu acreditei,

Não sirvo para te amar.


Temos que aprender a cada dia,

Que nem todos sorrisos são de alegria,

Que atrás dele, sempre alguém sofria.


Então, tenho que entender,

Que amar sem sofrer,

Eu sempre lamentarei.


AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA

IG: @zeliamel25

ZÉLIA OLIVEIRA é natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

CAOS NO TRÂNSITO


Motorista imprudente

É negligente,

Causa acidente

E evade covardemente.


É difícil dirigir

Com tantos loucos por aí;

Não obedecem às leis,

Muitos errados estão

E ainda partem para a agressão.


Na correria da vida,

Transformam avenidas em corrida,

Ignoram que em cada esquina

Há uma família que se arruína.


Se todos tivessem consciência

E agissem com mais paciência,

No trânsito haveria paz

E as pessoas viveriam mais.


AUTORA CÉLIA NUNES

IG: @escritora_celianunes

Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

SEGREDO


Nada há de tão oculto

Que nunca seja revelado

Parecia tudo muito escondido

Mas um dia a casa caiu

Como um castelo de areia ruiu

Não entendi

Não visualizei

Esse futuro tão próximo

Batendo à minha porta.

As consequências vieram

Como sofri!

Mas o importante é que emoções

Eu vivi

Venci o tabu

Uma porta para o novo se abriu.

Fui amada

Amei também

Da realidade fugi

E tudo ficou aberto no baú

Em um universo azul

Espalhado como o canto do uirapuru.


AUTORA MARINALVA ALMADA

IG: @marinalva.almada

Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

LADRÃO DE TEMPO


Nos dias atuais, percebemos como o nosso tempo pode ser "roubado" por distrações, como o uso excessivo do celular.


O nosso tempo é precioso, e quando o desperdiçamos em atividades não produtivas, perdemos a oportunidade de fazer coisas significativas e prazerosas.


Quando estamos constantemente distraídos, nossa produtividade e eficiência diminuem, e podemos sentir que não estamos alcançando nossos objetivos desejados e planejados.


É importante utilizarmos o nosso tempo de maneira adequada e fazermos escolhas conscientes para priorizarmos o que realmente importa para nós.


Precisamos encontrar um equilíbrio entre o uso do celular e outras atividades para que tenhamos uma vida mais saudável e produtiva, sem prejuízos para nossa vida, principalmente, nossa saúde mental.


O ladrão do tempo pode ser o celular, mas também pode ser a procrastinação, a falta de foco ou a falta de prioridades.


Quando nos damos conta de que o tempo está passando, é hora de refletirmos e analisarmos o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo.


Como você está usando o seu tempo?


Você já parou para pensar nisso?


AUTORA LILA LEITE


ELIANA ROCHA, da cidade de Brumado, interior da Bahia. Licenciada em Letras Vernáculas pela UNEB - Universidade do Estado da Bahia; Pós-graduada em Psicopedagogia, pela FACINTER -  Faculdade Internacional de Curitiba. Professora aposentada, atualmente Coordenadora da Escola Particular "O Pequeno Príncipe" - Brumado.

AMAR ALÉM DO NORMAL


A arte adorável de te amar mesmo sem te avistar é a parte que faz minha alma se acalmar.


Aperta o peito, mas afasta o trauma.


Me agrada acreditar que, em algum lugar, meu amor possa te alcançar.


Pois a vida sem você, é difícil de aceitar. Mas a vontade de te amar assim sempre será.


Porque amar além do normal

É amor sem nenhum mal.


AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

OPORTUNIDADES ASSUSTAM


Oportunidades costumam chegar envoltas em sentimentos contraditórios: de um lado, a alegria de caminhar em direção a algo novo, inesperado, que pode transformar nossa vida; de outro, o medo que nasce exatamente pelos mesmos motivos.


Tudo o que é novo assusta e, muitas vezes, nos afasta de experiências que não estavam em nossos planos. Temos receio de trocar o certo pelo incerto e, assim, deixamos passar chances que poderiam marcar nossa história de forma positiva.


É da natureza humana buscar o que parece seguro, mesmo que isso signifique permanecer em um lugar que já não faz sentido. O medo nos impede de alterar caminhos que se estagnaram, e assim passamos parte da vida na incerteza: será que fiz a escolha certa?


Se a dúvida é inevitável, por que não aproveitarmos as oportunidades? Afinal, e se não der certo? Mas, e se eu não mudar e continuar infeliz, onde estou? Essas perguntas rondam nossa mente como moscas em pote de mel.


Nossas dúvidas podem funcionar como freios invisíveis, mas também como impulso para o novo. A vida é um risco. Posso permanecer onde estou — seja em um emprego, relacionamento ou cidade — e ainda assim a vida me obrigar a mudar. Posso perder o trabalho, encerrar uma relação ou ter de recomeçar em outro lugar, por qualquer motivo.


Como dizia minha mãe, a única certeza que temos é a morte. Então restam duas escolhas: esperar passivamente por ela ou viver intensamente cada momento antes que chegue.


Mudanças exigem coragem — e coragem não é ausência de medo, mas a decisão de que algo é mais importante do que o próprio medo.


O futuro pertence a Deus, mas cabe a nós dar-lhe uma mãozinha.


AUTORA LUCÉLIA SANTOS

IG: @poetisafalandodeamor 

LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

EM SILÊNCIO


Nas estradas do meu coração ferido

Repousam silêncio e angústia

E percorro na incessante busca

Por um mar, para derramar as lágrimas que preciso


Ela está cheia de buraquinhos

E dói cada vez que é pisoteada

Cicatrizes que foram eternizadas

Pedras, fogo e espinhos...


Respiro lentamente enquanto aperta o peito

Em silêncio eu sigo com um nó na garganta

Prestes a chorar como uma criança

Para amenizar o intenso sofrimento...


AUTOR LUIZ FELIPE AMIL

IG: @luizz_felipe_escritor

Luiz Felipe de Lima mais conhecido por Luiz Felipe Amil nasceu no dia 22 de abril de 2005, é um escritor natural da cidade de Santarém no estado do Pará. No ano de 2022, Luiz Felipe participou de uma Antologia Poética de sua cidade chamada TERCEIRO ENCONTRO, daí Luiz passou a escrever seus próprios livros e à colocá-los pra fora da gaveta. Ele é o autor dos livros ÉBRIO DE TANTA POESIA (Kindle, 2023) e CHUVAS DE INSPIRAÇÃO (Kindle, 2023). Conhecido por escrever sonetos clássicos, contos, crônicas, seu estilo contemporâneo varia entre o clássico e o verso livre. É membro de duas academias literárias: Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira (ALCAAB) cadeira número 37 do patrono Olavo Bilac, e da Academia Internacional de Literatura Brasileira.

CRÔNICA DA JANELA DO ÔNIBUS


Saio cedo de casa, entro no ônibus e vou rumo ao meu trabalho. Dentro do ônibus, às vezes tenho a sorte de ir sentado, outras vezes vou em pé, passo um perfume, penteio meus cabelos, é o tempo de sobra que eu tenho. A coisa boa dessa viagem é levar algo para se entreter, seja um livro, um fone de ouvido para ouvir uma suave música enquanto corre o ônibus, se lotando pela estrada e suas curvas.


Todos os dias, as mesmas pessoas no ônibus, cada uma com seus afazeres e compromissos, aos distintos destinos: estudantes e trabalhadores, duas classes dependentes desse veículo. No final do dia, volta lotado o mesmo ônibus, quando saio da faculdade, tenho a sorte de voltar sentado, pego o ônibus mais longe, o último ônibus das dez da noite, tenho o privilégio de vir conversando, dialogando e desabafando com o motorista, meu amigo Emerson, as coisas boas estão na simplicidade da vida, não importa quem seja, o que importa é a amizade, seja ela, pura e verdadeira, saudável. Emerson é um cara brilhante, dono do ônibus que eu costumo viajar, ele é atencioso e cuidadoso com o bem-estar de seus clientes.


Na janela desse ônibus, eu vou sentado, vendo as paisagens do lado de fora, os carros e as motos se porfiarem, vendo o tempo passar, o dia clarear. Deus nos guiando à frente, todos os dias, até No destino chegar. Os mesmos olhares se cruzam todos os dias, olhares de trabalho e suor por cima da cadeira, olhar do universitário pelo retrovisor com o motorista, do trabalhador caprichoso cansado, da criança chorando no colo da mãe e sorrindo por ser prioridade no assento. Todos os dias, os mesmos papos e sorrisos com os mesmos colegas, camaradagem no fundão do ônibus, rindo e conversando, ouvindo as músicas do motorista animado. Em meio a uma rotina exaustante, porém muito experiente e primorosa, um aprendizado que aprendemos diariamente em busca de nossos objetivos. Pessoas gentis, pessoas mais reclusas e pessoas que levaremos para o coração, para a vida, nesse corre-corre diário, nessa ciranda de compromissos.


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