REFLEXÕES Nº 175 — 31/08/2025
- Luiz Primati
- 30 de ago. de 2025
- 14 min de leitura

LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2025.
A MULHER DA CASA ABANDONADA
Em uma era de avanços tecnológicos e direitos humanos proclamados, é chocante constatar que situações análogas à escravidão ainda persistem, camufladas em relações de poder desiguais. O caso de Margarida Bonetti e Hilda Rosa dos Santos exemplifica isso de forma perturbadora. Margarida, uma herdeira brasileira que viveu reclusa em uma mansão decadente no bairro de Higienópolis, em São Paulo, foi acusada de manter Hilda, sua empregada doméstica, em condições de escravidão por duas décadas nos Estados Unidos. Hilda, uma mulher brasileira levada para os EUA nos anos 1980, teve seu passaporte confiscado, trabalhou sem remuneração, sofreu agressões físicas e viveu isolada, sob controle constante de Margarida e seu então marido, Renê Bonetti. Como sociedade, como podemos aceitar que, em pleno século XXI, relações assim sejam toleradas ou ignoradas, muitas vezes sob o véu de "emprego doméstico" ou "ajuda familiar"?
Eu morei em São Paulo por mais de dois anos, e minha filha trabalhou na mesma rua onde a chamada "Casa Abandonada" se localiza, uma mansão que se tornou símbolo dessa história trágica. Foi ela quem, intrigada com os rumores locais, me incentivou a ouvir os episódios do podcast "A Mulher da Casa Abandonada" no Spotify. Esse podcast, produzido pela Folha de São Paulo e lançado em 2022 pelo jornalista Chico Felitti, desvendou os detalhes dessa história. Em sete episódios principais, mais um extra, Felitti parte de lendas urbanas sobre a mansão em ruínas e mergulha em documentos do FBI, depoimentos de vizinhos e a fuga de Margarida dos EUA após as acusações. O resumo da narrativa é impactante: Margarida e Renê levaram Hilda do Brasil para Gaithersburg, Maryland, prometendo uma vida melhor, mas a transformaram em uma prisioneira doméstica. Hilda cozinhava, limpava e cuidava da casa sem salário, sofrendo humilhações e violência, até que uma vizinha a ajudou a escapar em 2000. Renê foi condenado e cumpriu pena, enquanto Margarida voltou ao Brasil, vivendo isolada. O podcast culmina com uma entrevista inédita de Margarida, que nega as acusações e alega uma conspiração, mas o foco está na revolta coletiva: como uma elite brasileira pôde perpetuar tal horror por tanto tempo sem intervenção? A série gerou indignação nacional, expondo não só o caso individual, mas o silêncio cúmplice da sociedade em relação à exploração de trabalhadoras domésticas, muitas delas mulheres negras e pobres, ecoando a herança escravocrata do Brasil.
Agora, três anos após o impacto do podcast, essa história transcendeu o áudio com o lançamento de uma série documental homônima, "A Mulher da Casa Abandonada", disponível na Prime Video desde agosto de 2025. A produção, com três episódios, traz depoimentos inéditos de Hilda, Renê e outros envolvidos, aprofundando as revelações do podcast e ampliando o debate global sobre escravidão moderna.
É essencial reconhecer que a escravidão não se limita ao passado histórico; ela se manifesta de diversas formas atualmente. Fisicamente, mediante agressões e confinamento, como as relatadas por Hilda. Psicologicamente, por meio de manipulação e dependência emocional, onde a vítima é isolada e convencida de que não tem saída. Mentalmente, com o desgaste constante que quebra a autoestima e a autonomia, perpetuando um ciclo de submissão. Esses padrões não são raros: ocorrem em lares, empresas e relações abusivas ao redor do mundo, muitas vezes invisíveis por falta de denúncias ou fiscalização.
Diante disso, como podemos, como indivíduos e sociedade, romper o silêncio e erradicar essas formas contemporâneas de escravidão antes que mais vidas sejam destruídas? Você conhece alguém que sofre privações de liberdade semelhantes? Já pensou em denunciar?
DISQUE 100
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
SABEDORIA DO CORAÇÃO
A sabedoria do coração é um conceito ancestral e, ao mesmo tempo, profundamente atual. Em tempos em que somos constantemente chamados à razão, ao cálculo e à objetividade, a sabedoria do coração se apresenta como uma voz suave, porém firme, que convida à escuta interior, à empatia e à compreensão mais profunda das pessoas e do mundo. Nós seres humanos, somos razões, mas também dotados de sentimentos e sabedorias do coração.
Ao longo da história, filósofos, poetas, líderes espirituais e pensadores de diferentes tradições buscaram definir e compreender o que seria a verdadeira sabedoria. Muitas vezes, a inteligência foi associada à mente racional, ao intelecto, à capacidade de análise lógica e à busca de respostas concretas para os enigmas da existência. No entanto, há um saber mais sutil, que não pode ser totalmente apreendido pelas fórmulas ou pelo raciocínio dedutivo: “trata-se da sabedoria do coração”. É necessário desejarmos viver em um estado racional e sensível, amoroso e poético. O saber do coração acolhe, ouve, inclui, reconhecendo qualidades humanas. Desse ponto de vista, parece claro o reconhecimento da amizade, do amor, da admiração.
A sabedoria, especialmente aquela que nasce do coração, dá-nos um sentido de direção, um entendimento sobre o valor da vida, das relações e dos sentimentos.
A conexão entre a razão e a sensibilidade favorece e satisfaz a autoestima, o reconhecimento e legitimidade do outro, a isso podemos chamar de “amor apreciativo”.
Escutar, sentir a sabedoria do coração é permitir-se ser tocado pela história e pela dor do próximo, é reconhecer que, por trás de cada palavra, existem emoções e experiências únicas, vivendo e aprendendo, em contextos sociais e culturais.
Indivíduos emocionalmente evoluídos conseguem converter conflitos em chances de aprendizado, manter a estabilidade em circunstâncias desfavoráveis e entendem que a vida é composta por encontros e desencontros, alegrias e tristezas, e que tudo isso é parte integrante da nossa experiência de vida em conhecimentos e emoções.
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
GRITO DE LIBERDADE
Um grito forte e claro,
um grito que ecoa pelo mundo,
um grito que ultrapassa as fronteiras,um grito de liberdade, um grito de justiça, um grito
de igualdade, um grito por
direitos que foram negados.
É o grito dos oprimidos,
é o grito daqueles que foram silenciados, é o grito daqueles
que foram sentenciados
e que ainda sofrem
e lutam buscando
e sonhando com um
mundo melhor
e mais justo.
O grito da liberdade é um grito
que gera esperança, resistência e uma luta que ecoa em cada canto da cidade que precisa acordar para realidade que vivemos
dentro dessa sociedade
que atualmente é
refém da maldade.
Mas esse não é um grito de ódio, não é um grito de vingança, na verdade, é um grito de justiça,
um grito de compaixão em
prol dos nossos irmãos,
um grito para unir, não
para dividir, um grito
para construir pontes,
não muros.
E em nome da liberdade, nós precisamos continuar gritando por justiça, então, vamos gritar, vamos fazer ouvir o nosso grito de liberdade, vamos brigar, vamos resistir, pela liberdade, vamos insistir e pela justiça, vamos lutar.
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clinica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
O PASSADO COMO PONTE, NÃO COMO PRISÃO
O ser humano, por natureza, guarda lembranças e se emociona ao revisitar o que viveu. Esse vínculo com o passado pode ser uma fonte valiosa de aprendizado e inspiração, mas, quando excessivo, transforma-se em um peso que limita a vivência plena do presente. Apegar-se demais às histórias antigas é, muitas vezes, renunciar às novas páginas que ainda podem ser escritas.
É inegável que as experiências moldam a identidade de cada pessoa. As vitórias trazem orgulho, e os erros oferecem lições valiosas. Contudo, insistir em reviver o que não pode ser mudado faz da memória não mais uma referência, mas um obstáculo. A saudade exagerada de tempos felizes ou a mágoa prolongada por momentos difíceis prendem o indivíduo em um ciclo que o impede de seguir em frente.
A vida, no entanto, é movimento. O presente exige atenção e abertura para o novo, mas essa oportunidade se perde quando a mente permanece ancorada no que já passou. Desapegar-se do passado não significa esquecê-lo, mas ressignificá-lo, reconhecendo seu papel como alicerce, e não como destino. Só assim é possível encontrar a leveza para abraçar a plenitude do agora e enxergar as possibilidades que ele oferece.
Em síntese, o apego excessivo ao passado pode ser um inimigo silencioso da realização pessoal. Valorizar as experiências vividas é fundamental, mas é igualmente essencial compreender que a vida pulsa no instante presente. O desafio é transformar a memória em um ponto de partida, não em uma prisão, para construir uma existência mais consciente e plena.
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
A VIDA PEDE MAIS
Quando parece
que estamos
fora do rumo da vida,
corremos, corremos
para voltar
e nos alinhar
com esse trilho.
E nada…
Nada de entrar
nesse trilho,
porque queremos
que aconteça rapidamente,
e a ansiedade
toma conta da gente.
Então…
quando voltamos
para o nosso eu,
paramos, respiramos
e vamos devagar,
com o tempo
no seu tempo.
Descansamos, relaxamos,
voltamos a sorrir
e a caminhar
novamente.
De repente,
sem perceber,
você se dá conta:
entra no trilho
normalmente,
e tudo volta
a andar
no compasso
da sua adorável vida.
Tenha calma,
perseverança e esperança,
que tudo chega
no momento certo.
A vida te coloca no prumo,
e o trem da vida
segue o ritmo sereno
da batida do coração,
formando
uma bela canção.
Siga devagar
com a vida,
tenha muito amor
e docilidade,
a vida pede serenidade.
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
ODE DAS MIGALHAS
Muitas das vezes, a vida mostra para nós,
Que Deus nos dê asas para voar,
Mas isso não significa,
Que nascemos para ser pombos,
Viver de migalhas,
Que pobres almas descartam,
Nas praças da vida.
Que apesar de acharmos,
Que a presença delas em nossa vida,
É eternamente vital,
Pois elas nos alimentam,
E elas não estão nem aí para nós,
Para elas,
Nós somos apenas aquelas aves,
Que estão ali para serem tratadas,
Com o velho pedaço de pão duro,
Que estava no forno do fogão,
Que até havia perdido a coloração.
Não, eu não vou mendigar restos,
O amor não vive sobre protestos,
O amor é pleno, é real,
Para ser tratado com tão pouco sentimento,
Quem ama, sofre a todo momento...
Se Deus me deu asas para voar,
Um coração para te explicar,
A minha mente para trabalhar,
Então, não serei mais seu pombo,
Pois a vida já me deu muitos tombos,
Para carinho te implorar
Quem nasceu para ser harpia,
Tem que valorizar o que se cria,
Dentro da alma, dentro de meu ser,
Mendigar amor, deixar de viver,
Não é vida para ninguém,
Então, voarei para lugares distantes,
Onde minha presença seja constante,
Quem sabe, ter outro alguém.
Cansei de orbitar,
Em volta de quem não quer amar,
Então, minha vida devo continuar,
Minhas asas voltar a bater,
Voltar novamente a decolar,
São as últimas palavras que vou te escrever,
Vale mais o risco de voar e nada acontecer,
Que me engasgar com as migalhas da vida,
Que poderão lá na frente, se tornar feridas.
ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
FRASES E PALAVRAS INÚTEIS
Há momentos em que o silêncio vale mais do que uma palavra mal colocada. Quando alguém está no auge do nervosismo, prestes a explodir ou até partir para uma discussão, dizer "calma" pode ter o efeito oposto ao desejado.
Ao ouvir "calma" em um momento de irritação, a pessoa pode sentir ainda mais inquietação, em vez de se tranquilizar. Quando alguém está ansioso, nervoso, estressado ou dominado por qualquer emoção intensa, pedir calma muitas vezes se torna inútil ou até provoca uma reação contrária.
Outra frase que pode soar vazia é o clássico "você encontrará alguém melhor" após o término de um relacionamento. Quem acabou de ser "dispensado" não está, naquele momento, pensando em substitutos. Embora a intenção seja consolar, essa frase raramente é o que a pessoa precisa ouvir na dor do rompimento.
Nessas situações, um ombro amigo, um bom ouvinte ou simplesmente um silêncio respeitoso podem ser muito mais valiosos do que palavras inadequadas. É essencial respeitar os sentimentos alheios e ter sensibilidade para escolher a palavra certa ou, quando necessário, optar por uma atitude silenciosa.
ZÉLIA OLIVEIRA é natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
EGO DOENTIO
O egoísta
Quer consumir tuas energias,
Deixar tuas forças exauridas;
Você pensa que não há saída.
A pessoa egocêntrica
Não vê o potencial do outro,
Só enxerga o próprio “umbigo”,
Tem delírios de ambição,
E transforma tudo em exibição.
Ego doentio
Nunca se satisfaz,
Tenta apagar o brilho alheio,
E nisso se compraz.
Não percebe
Que essa postura é doentia:
Rasga sonhos, destrói caminhos...
Não age com sabedoria.
E você, o que fazer?
Não se deixe entristecer,
Permita às suas forças renascer!
Que o amor sempre possa florescer,
Colorindo o teu viver.
Tire esse peso da alma:
O antídoto contra o egoísmo
É a empatia.
Seja calmaria,
Viva com alegria.
Luiz Felipe de Lima mais conhecido por Luiz Felipe Amil nasceu no dia 22 de abril de 2005, é um escritor natural da cidade de Santarém no estado do Pará. No ano de 2022, Luiz Felipe participou de uma Antologia Poética de sua cidade chamada TERCEIRO ENCONTRO, daí Luiz passou a escrever seus próprios livros e à colocá-los pra fora da gaveta. Ele é o autor dos livros ÉBRIO DE TANTA POESIA (Kindle, 2023) e CHUVAS DE INSPIRAÇÃO (Kindle, 2023). Conhecido por escrever sonetos clássicos, contos, crônicas, seu estilo contemporâneo varia entre o clássico e o verso livre. É membro de duas academias literárias: Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira (ALCAAB) cadeira número 37 do patrono Olavo Bilac, e da Academia Internacional de Literatura Brasileira.
UM MÁGICO VERANEIO
No espelho dourado incandescente
Era você a minha feição e autonomia
Onde tocou bem certeiro na monotonia
E fez meus olhos para si reluzente.
Através do espelho, mui além da agonia
Do tempo corriqueiro feito de corrente.
É como um sonho veraneio co'a mania
Sonho de uma noite de verão nitidamente.
Entre fadas, duendes e palavras doces
És tu bela ninfa na clareira do meu bosque.
Que compões a verde relva sem foices.
Eu que corro estradas e veredas por um toque
Pela floresta encantada sem peraltices,
Atrás da Júpiter parnasiana em seu ápice.
ELIANA ROCHA, da cidade de Brumado, interior da Bahia. Licenciada em Letras Vernáculas pela UNEB - Universidade do Estado da Bahia; Pós-graduada em Psicopedagogia, pela FACINTER - Faculdade Internacional de Curitiba. Professora aposentada, atualmente Coordenadora da Escola Particular "O Pequeno Príncipe" - Brumado.
ÚLTIMO PASSEIO AO MAR
Naquela tarde, o mar rugia em fúria.
Eu pedi lhe que não fosse, que esperasse as feridas da alma cicatrizarem e as águas ficarem mais calmas.
Mas você não esperou. Foi sozinho ao confronto com o mar e ao encontro da morte.
Eu lhe esperei ansiosa, até a noite, quando as estrelas já dançavam como pingos de luz e o vento gemia atrás de mim, arrepiando-me de frio e de desespero.
No fundo, eu já sabia: não haveria regresso. Aquele seria seu último passeio no mar.
Você partiu, deixando em mim uma dor tão profunda, quanto a revolta das ondas que te levaram.
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
DESABAFO
O choro não cai torrencialmente
É um choro contido
Lágrima silenciosa
Para não incomodar ninguém
Para não dar ao mundo
Sua tristeza, sua angústia.
Ela é forte
Ela é bonita
Ela sai para a vida
Ela sorri
Ela distribui bom dia, boa tarde, boa noite
Mas queima no peito
A sua rotina
A sua solidão
Ter que dar conta de tudo
Não deixar a peteca cair.
Sua emoção fica retida
Um nó preso na garganta
Mas ela sabe
Que a qualquer momento
Tudo pode ruir!
Nada se sustenta por muito tempo
E ela procura um jeito
Uma saída para a sua vida
Dividir a carga é preciso!
Todavia ela se sente sozinha
Caminhar junto seria a solução
Pois a vida fica mais bonita
Quando se divide afeto e atenção!















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