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REFLEXÕES Nº 173 — 17/08/2025

Atualizado: 17 de ago. de 2025

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA ChatGPT

AUTOR LUIZ PRIMATI

IG: @luizprimati 

LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2025.

AMOR: ESSÊNCIA DA VIRTUDE OU ILUSÃO DO CORAÇÃO?


Na filosofia moderna, o amor é um conceito central, frequentemente ligado à virtude e à busca pela felicidade. Eu vejo o amor como uma força essencial, não apenas um sentimento passageiro, mas algo duradouro e inesgotável. Mesmo aqueles que, marcados por desilusões ou ausências, negam sua existência, não podem apagar sua presença universal. O amor persiste, esperando ser reconhecido, capaz de transformar vidas e superar barreiras.


Na perspectiva de filósofos modernos, o amor está intrinsecamente conectado à virtude. Ele inspira ações de compaixão e humildade, funcionando como um guia para decisões éticas que promovem o bem-estar. A felicidade, nesse sentido, não é apenas um estado individual, mas algo construído por meio de relações baseadas no cuidado mútuo. Poetas, com sua sensibilidade única, capturaram essa ideia de forma poderosa. Pablo Neruda explorava o amor como uma força transformadora, enquanto Rumi, o místico sufista, o via como uma conexão espiritual. Em um de seus poemas, Rumi escreve:

"Você é a Essência da Essência, A embriaguez do Amor. Anseio por cantar Seus Louvores, Mas permaneço mudo com a agonia do desejo em meu coração!"

Esse trecho do poema de Rumi reflete o amor como um impulso que une o humano ao divino, um sentimento que transcende as palavras.


Na modernidade, onde incertezas dominam, o amor permanece como um fundamento estável. Ele motiva atos de bondade e nos lembra que a felicidade depende de laços com os outros. Não é um destino solitário, mas um caminho compartilhado, moldado por gestos de generosidade e respeito.


O amor, em sua essência, é o núcleo da busca filosófica por uma vida plena, guiando a virtude e apontando para a felicidade. E você, já refletiu se o amor que sente é a chave para a felicidade que procura?

 

AUTORA STELLA_GASPAR

IG: @stella_maria_gaspar 

STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

UM DIA DE SOL BRILHANTE


Estudos comprovam que dias ensolarados influenciam o humor, aumentam os níveis de energia e estimulam a criatividade. A luz natural ativa hormônios relacionados ao bem-estar, como a serotonina, e favorece a sensação de disposição. Muitos relatam que, bastando abrir as janelas e deixar o sol entrar, a casa parece mais viva, os pensamentos mais claros e o trabalho mais fluido.


Tem um sol no horizonte, tingindo o céu de luz, em tons de alegrias, como são lindos os dias de sol. Mas, esse dia brilhante depende de nós, dos sentimentos que carregamos no coração e na alma, depende do tamanho de suas decisões.


Um dia brilhante, com amanheceres otimistas, amorosos, com ânsias e gostos de viver. É uma magia na gente, saudável, trazendo a realidade ajustada aos nossos olhos e expectativas.


Os brilhos das aprendizagens podem ser permanentes, todo acontecimento primeiro passa em nós, e prontos para os enfrentamentos, vamos esperançar, pois novas oportunidades e renovações nos esperam. O sol brilha, quando amanhece, esse é o grande espetáculo da vida, de todos os dias, esse brilho é teimoso, pois mesmo em céu nublado, lá está ele escondidinho, mas vibrante. Um brilho solene, que nos desperta e, ao entardecer, nos inspira. Em um dia brilhante, tudo parece possível. A luz não apenas ilumina objetos, cantos, mas também inspira ideias, desperta reflexões e renova intenções.


Num dia brilhante, o otimismo parece mais acessível, as pessoas sorriem com mais facilidade, e existe uma disposição em construir, criar e recomeçar, os projetos antes deixados de lado, as dificuldades são vistas sob uma nova perspectiva, e os encontros — até mesmo os casuais — têm um sabor especial de descoberta.


Importante é não perder tempo, a vida brilha a todo momento, é maravilhosa quando sabemos viver. Faça tudo intensamente e com amor, dance, pule, chore, sorria, abrace e sinta. Raios de sol nos esperam, convidando-nos a vivermos além das paredes, dos medos e silêncios escondidos.


Finalizando: Que cada pessoa possa encontrar, em seus próprios caminhos, não apenas um dia brilhante, mas muitos!


AUTOR ANDRÉ FERREIRA

IG: @andréluis253

ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

INFÂNCIA PERDIDA


Já se passaram vinte anos

e eu não consigo ressignificar

essa dor que está esmagando

a minha alma ao me deparar

com o meu passado que

vive me assombrando,

trazendo de volta todos

dias os traumas que vivi

na minha época de infância.


Eu era menina inocente,

alegre, feliz e cheia de

sonhos ceifados do dia

para a noite, onde a minha

vida virou um pesadelo

constante, e eu passei a

viver e sofrer um tempo

de dor e de agonia, onde

eu gritava em silêncio.


O rito de abuso era o

mesmo todos os dias e

aquela que deveria me

proteger e zelar pela minha

integridade cometia atos de

pura maldade, fui torturada,

vilipendiada e abusada

e tive a minha inocência

dilacerada por quem

deveria cuidar de mim.


Os traumas da minha

infância deixaram marcas

profundas, feridas abertas

que não cicatrizam, dores

que nunca cessam, um

caminho difícil e doloroso

um processo longo e

sinuoso de cura.


Mas espero que a minha

infância perdida se

transforme em uma

memória e que eu

consiga seguir em

frente tentando superar

os meus traumas e que

assim eu possa encontrar

definitivamente a cura

para minha alma.

 

AUTORA KENIA PAULI

IG: @keniamariapaulimachado

Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clinica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

A ARTE DE SE AFASTAR SEM EXCLUIR


Há um momento na vida em que percebemos que nem toda presença é companhia e nem todo vínculo é saudável.


Chega um dia em que o silêncio fala mais alto que qualquer conversa, e a distância se torna um gesto de amor — primeiro por nós mesmos, depois pelo outro.


Aprendemos que não precisamos estar em todos os grupos, responder a todas as mensagens ou participar de todas as histórias. Descobrimos que o carinho não se mede pela frequência das visitas, mas pela autenticidade dos gestos.


Afastar-se não é excluir. É preservar a paz. Não é mágoa, é limite.


E, ao contrário do que muitos pensam, estabelecer limites não destrói relações — apenas separa o que é saudável do que é tóxico. Quem realmente se importa entende, respeita e permanece.


Laços verdadeiros não apertam, não sufocam, nem exigem explicações intermináveis. Eles acolhem, respeitam o espaço e se fortalecem com o tempo.


Às vezes, amar é justamente dar espaço para respirar.Às vezes, o cuidado está em não estar sempre presente.


E talvez essa seja uma das grandes lições da vida: aprender a partir sem abandonar, manter no coração quem já não faz parte da rotina e entender que amor e liberdade caminham lado a lado.


AUTORA ILZE MATOS

IG: @ilzepoesias

ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.


VENTOS DA FELICIDADE


Vivendo, vento ventando,

vem veloz, trazendo felicidade,

rimando, dançando,

onde a vida vai passando,

passeando levemente,

levando as brisas com belas rosas-vermelhas,

tirando proveito

e providenciando lavandas provinciais

para perfumar o caminho que virá.


Viver com verdade,

sem velocidade,

mas na certeza da vitória que virá,

valorizando a sua vida,

a nossa vida,

com amor e paz.

 

AUTOR WAGNER PLANAS

IG: @sitedasletras

WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

PAIXÃO EM GRITOS


Quem nunca gritou para o mundo?

Que seu coração explodia por dentro.

Que havia encontrado o amor.

Que agora não haverá mais sofrimentos.

Que você mergulharia fundo,

Viveria este sentimento, e seu calor.

E feito tempestade de verão,

O coração se calou.

O amor acabou.

Caiu em depressão.


Quem nunca passou isso na puberdade?

O amor eterno na flor da idade.

As dores do sofrimento,

Ah! Pobre coração…


Quantas vezes caio de joelhos,

Com os olhos rasos de lágrimas.

Sem entender cada situação,

Que machucava meu coração…


Eu sobrevivi, eu estou aqui…


Minhas dores e sofrimento,

Me forjou feito aço.

Virei a espada de minha vida.

O escudo que cura minhas feridas.

E o sentimento de dor, que tento aliviar.


AUTORA MARINALVA ALMADA

IG: @marinalva.almada

Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

O AMOR PERDIDO


Em uma cidade grande e movimentada, as pessoas corriam de um lado para o outro, sem tempo para olhar para os lados. As ruas estavam cheias de sons de buzinas, gritos e sirenes de polícia. Mas em meio a todo esse caos, havia uma sensação de vazio. O amor parecia ter desaparecido.


As pessoas ouviam músicas românticas, assistiam a novelas que falavam de amor e paixão, mas não conseguiam sentir o mesmo amor em seus corações. As guerras e a violência estavam destruindo a humanidade, e ninguém parecia saber como parar.


As pessoas se perguntavam: Onde está o amor? Será que o amor é apenas uma ilusão, uma fantasia criada pelas mídias para vender produtos e entreter?


A falta de amor empobrece o mundo e causa muita dor.


Acredito que o amor não está perdido, apenas está escondido. Ele está nos pequenos gestos, nos olhares de compaixão, nas palavras de encorajamento. O amor é uma escolha, e cada um de nós tem o poder de espalhar o amor sem distinção.


AUTORA ARLÉTE CREAZZO

IG: @arletecreazzo 

ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

TENTATIVA E ERRO


Desde cedo aprendemos com nossos erros. Ao darmos os primeiros passos, caímos até conseguirmos nos manter de pé. Nas primeiras refeições, empunhando um garfo — ou uma colher no início — derramamos mais alimento do que levamos à boca. Tudo é tentativa e erro.


E isso se repetirá ao longo de nossos dias.


A vida não vem com manual, mas com expectativas e oportunidades para podermos aprender — errando ou não.


Só não erra quem não tenta, e o acerto de primeira não nos dá a oportunidade de questionar. Afinal, quantos erros cometeram os grandes inventores antes de deixarem obras que mudaram o mundo?


Aquele que erra continua na busca do acerto. O que não erra, estagna, declarando derrota sem ao menos tentar.


Muitos, por medo do fracasso, sequer tentam, privando-se de uma vida de aventuras. Acreditam que, se não for para ser perfeito, é melhor nem começar.


O erro machuca, mostra-nos que não somos capazes de algo — pelo menos naquele momento. O que não percebemos é que talvez ainda não seja a hora certa, mas quem sabe em breve. Só descobriremos se tentarmos.


Também não é necessário saber fazer de tudo, afinal cada pessoa tem talentos únicos, que podem ser muito úteis a outros igualmente talentosos.


A vida nunca nos pediu perfeição; ela nos pede coragem.


AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA

IG: @zeliamel25

ZÉLIA OLIVEIRA é natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

NÃO MENSURE, COMPREENDA


ENXAQUECA:

Muitos a encaram como “frescura”;

Para quem sente, é uma tortura.

Atrevem-se a dizer:

— É falta “disso”, “daquilo”...

Pare de rotular!

Não julgue o meu padecer,

Você não pode mensurar a dor alheia.

Que atitude feia!


Apenas a própria pessoa sabe

A intensidade da dor que sente.

Crises intensas, por vários dias,

Deixam a vida sombria,

Sugam suas energias.


Crises de enxaqueca não são drama;

Seu corpo pede cama.

Não é fingimento,

Você quer isolamento...


Em vez de julgar,

Seja empático,

Tenha discernimento!


AUTOR LUIZ FELIPE AMIL

IG: @luizz_felipe_escritor

Luiz Felipe de Lima mais conhecido por Luiz Felipe Amil nasceu no dia 22 de abril de 2005, é um escritor natural da cidade de Santarém no estado do Pará. No ano de 2022, Luiz Felipe participou de uma Antologia Poética de sua cidade chamada TERCEIRO ENCONTRO, daí Luiz passou a escrever seus próprios livros e à colocá-los pra fora da gaveta. Ele é o autor dos livros ÉBRIO DE TANTA POESIA (Kindle, 2023) e CHUVAS DE INSPIRAÇÃO (Kindle, 2023). Conhecido por escrever sonetos clássicos, contos, crônicas, seu estilo contemporâneo varia entre o clássico e o verso livre. É membro de duas academias literárias: Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira (ALCAAB) cadeira número 37 do patrono Olavo Bilac, e da Academia Internacional de Literatura Brasileira.

ENTENDER O TEMPO


O tempo não há sequer uma rima

Não há palavras para esse senhor

Tão velho, sorri, engana e cura a dor

Só o tempo sempre está por cima.


De tudo quem busca respostas,

Nele um dia vai entender a proposta

Tem que correr contra esse tempo fugaz

Ele não para por nada, nem atrás.


Ele ri ali escondido de quem para

Pois não tem tempo para parar

Muito menos voltar para atrasar

Ele vai seguindo, ele só passa.


Não dar de dialogar com ele

É como o vento que não volta

Ele tem as suas batidas na porta

Tem as preciosidades só dele.


Ele deixa o branco amarelado,

O céu de um tom diferente

O clima, mudado, vertente

Anos vão, logo, tudo está mudado.


Entre tantos amargos desafios

Vamos com isso nos contentar

Com esse destino que tem para dar

O tempo, de paz e de desalinhos.


O tempo não devolver o que roubou

Leva consigo a joia como ladrão

Passa impune, cicatriza o coração

Ele machuca, mas cura o que furou.


AUTORA MIGUELA RABELO

IG: @miguelarabelo

MIGUELA RABELO escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.

MANIFESTO DE UMA SOLTEIRA


Poderia ser apenas mais um dia como outro qualquer... mas hoje, 15 de agosto, celebramos regionalmente, no Triângulo Mineiro, o feriado de Nossa Senhora da Abadia, padroeira da região, e, curiosamente, também o Dia dos Solteiros.


É inusitado que um feriado santo se cruze com o dia da liberdade — e, para alguns, talvez da libertinagem, embora isso não seja uma regra. Muitos solteiros estão em busca do tão sonhado "cobertor de orelha", enquanto outros se sentem plenamente satisfeitos com sua liberdade e solitude.


No entanto, está cada vez mais difícil encontrar alguém que corresponda às nossas expectativas ou que, pelo menos, esteja disposto a embarcar na construção de um relacionamento minimamente saudável. Vivemos em tempos de relações líquidas, como descrito por Zygmunt Bauman, e hoje experimentamos uma volatilidade ainda maior, sentida na pele pelos solteiros de plantão.


A questão central é: biologicamente, afetiva e socialmente, os seres humanos têm uma necessidade inerente de se conectar. Yuval Noah Harari, em Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, destaca a importância de nossos antepassados se agruparem para sobreviver às intempéries e adversidades, seja enfrentando animais maiores ou competindo com outras espécies. Essa luta não se limitava à sobrevivência física, mas também à perpetuação da espécie, que não se restringiu apenas aos Sapiens. Houve cruzamentos com outras espécies, como os Neandertais, resultando em seres humanos com traços de ambas, que carregam tanto o desejo de socializar quanto a dificuldade de fazê-lo, herança marcante dos Neandertais.


Para nossa espécie, portanto, é quase um castigo sentir o desejo de conexão e, ao mesmo tempo, enfrentar uma dificuldade genuína para socializar e se relacionar afetivamente. Isso torna a sobrevivência — e, consequentemente, a perpetuação da espécie — ainda mais desafiadora. Talvez seja essa uma das razões da resistência dos Sapiens "mutantes" em se relacionar com outras espécies.


Ao longo dos milênios, nossa espécie evoluiu não apenas em sua cognição, impulsionada pelo domínio do fogo e pelo cozimento dos alimentos, mas também nas relações e interações sociais, que se transformaram com o desenvolvimento da comunicação e dos signos. A independência feminina, por sua vez, trouxe liberdade financeira, afetiva e sexual, libertando muitas mulheres de casamentos tóxicos, agressivos e frequentemente arranjados, nos quais o amor não era uma moeda de troca e a escolha era inexistente.


Com o passar das décadas, o romantismo ganhou força, e os casais passaram a se unir por paixão ou amor, com a possibilidade de se divorciarem, se assim desejassem. Esse foi um divisor de águas na liberdade afetiva e sexual, rompendo com o decreto opressivo do “até que a morte os separe”.


Essa mudança de paradigma aumentou as separações e reduziu os casamentos, sinalizando uma descrença na instituição matrimonial, o que permitiu maior fluidez nas relações — não apenas em sua forma, mas também na experimentação de gêneros, ampliando as possibilidades. Décadas atrás, Alfred Kinsey já defendia a provável não binaridade do ser humano, ideia que hoje ressoa com força.


Contudo, em um Brasil com aproximadamente 81 milhões de solteiros, com liberdade para ir e vir, experimentar e explorar tantas possibilidades, será que estamos realmente felizes e satisfeitos?


Schopenhauer descreveu esse desconforto como o “dilema do porco-espinho”: ao nos aproximarmos para nos aquecer, nos ferimos; ao nos afastarmos, sentimos frio. Para ele, a solução seria manter um contato mínimo e cordial. Mas será que isso realmente aquece nossos corações e corpos? Creio que não. Por isso, muitos de nós, solteiros, estamos vacinados e, ao mesmo tempo, vacilantes em nos relacionar — seja pelo medo de relações abusivas, seja pelo esforço árduo que exige construir uma relação sólida e saudável, algo que, hoje, parece um artigo de luxo: raro, escasso e, por vezes, inalcançável.


Nós, solteiros, seguimos orgulhosos por não nos submetermos a desmandos, abusos ou à escassez de afeto em relacionamentos que quase nos destruíram por meses ou anos. Ainda assim, carregamos uma saudade de algo que faz a alma pulsar e o coração sorrir. Segundo a teoria de Aristófanes, apresentada no Banquete de Platão, estamos destinados a buscar a metade que nos foi arrancada por desafiar os deuses do Olimpo. Mas, e se essa busca não for apenas para encontrar nossa metade perdida? E se, em vez disso, encontrarmos alguém inteiro — não para nos completar, mas para nos complementar com suas diferenças, permitindo o crescimento mútuo? Alguém que nos ajude a absorver o que faz sentido e a aprender com o que não nos pertence.


Quando saio acompanhada apenas da minha solitude para um show de jazz, causo espanto entre casais ou grupos de solteiros. Pareço estranha, talvez deslocada, como uma perfeita representação do cruzamento entre os sociáveis Sapiens e os introspectivos Neandertais. E está tudo bem. Sou inofensiva, como uma abelha desgarrada em busca de néctar, sem saber exatamente como encontrar um pouco de calor sem cair em relações rasas ou puramente lascivas.


AUTORA LILA LEITE

IG: @leite_lila

ELIANA ROCHA, da cidade de Brumado, interior da Bahia. Licenciada em Letras Vernáculas pela UNEB - Universidade do Estado da Bahia; Pós-graduada em Psicopedagogia, pela FACINTER - Faculdade Internacional de Curitiba. Professora aposentada, atualmente Coordenadora da Escola Particular "O Pequeno Príncipe" - Brumado.

ENTRE A DOR E A FÉ


Há treze anos, trago uma ferida na alma,

um silêncio que sangra dentro de mim.

Às vezes, a dor é tão intensa que meu coração chora sem voz.

É Deus que me ergue a cada manhã, quem sopra coragem ao meu peito e me ensina a dizer:

Eu vou conseguir! Eu preciso conseguir.

Mesmo na ausência dela, que habita em todos os meus instantes,

eu sigo sustentada pela fé e pelo amor que nunca morre.


AUTORA CÉLIA NUNES

IG: @escritora_celianunes

Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

FELICIDADE


A felicidade não está geograficamente localizada

Não depende do lugar

Ela é afetivamente construída

Ela é baseada em com quem você está

E não onde você está.

Não há lugares felizes sem pessoas

Há pessoas felizes nos lugares.

As pessoas que fazem a vida ser mais feliz

Não importa onde

Mas com quem!

A felicidade pode estar em um abraço

Na simples companhia

Em um lugar comum

Ou luxuoso.

Felicidade é calmaria

Feita de momentos felizes.

Não é vento impetuoso

Não é passageira como chuva de verão

É como chuva fininha e constante.

A felicidade deve ser construída

Todos os dias com satisfação

E se renovar a cada manhã

No coração!



1 comentário


Stella Gaspar
Stella Gaspar
17 de ago. de 2025

Um caderno especial neste domingo. Sentimentos profundos como o amor, o bem-estar, entre outras reflexões, me seduziram, me levaram para o entendimento de cada palavra, de um dia, da vida e tudo aquilo que somos capazes de valorizar. Felicidades, escritores, um colorido lindo para suas vidas. 🌈💖

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