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REFLEXÕES Nº 172 — 10/08/2025

Atualizado: 13 de ago.

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA ChatGPT
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AUTOR LUIZ PRIMATI

IG: @luizprimati 

LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2025.

A PRESENÇA DA AUSÊNCIA


Será que, ao perdoarmos, estamos apenas libertando os outros,

ou também nos libertando de nossos próprios fardos?


Eu tive um pai que não sabia ser pai. Não era pela falta de vontade, mas talvez pela falta de preparo para um papel que, com o tempo, ele próprio parecia se distanciar. Eu o via, mas não o sentia. Ele estava ali, mas não estava. Cercado por todos os vícios, ocupado demais com suas batalhas internas, minha figura paterna se dissolvia nas sombras da sua ausência. Não, ele não era o herói da história que imaginei nas minhas fantasias infantis. Ele não era o protetor, o conselheiro, nem o braço forte que me levantaria ao menor tropeço.


No entanto, havia algo que ele fazia sem hesitar: prover. Sim, meu pai tinha a responsabilidade de garantir o sustento de sua família, e ele o fazia, mas como quem cumpre uma missão impessoal. Com a mesma facilidade com que gastava, ele fornecia. Às vezes mais generoso com os vícios do que com os filhos, ele parecia dispersar as bênçãos que dava. Mas, ainda assim, na sua maneira torta, ele era, ao menos, isso: provedor.


Mas houve tempos em que ele não foi provedor. Talvez as tempestades de sua vida o tivessem consumido por completo, e, naquele momento, a figura de meu pai foi substituída por outra: a de minha mãe. Ela se desdobrava em mil versões de si mesma, tentando ser a força que faltava. E como era difícil. Como era estranho para mim, criança, ver a mulher da casa, com suas forças e fraquezas, sendo a que se erguia diante da necessidade e da dor. Ela, que já dividia tantas lutas sozinha, também passou a ser, por um tempo, meu pai. Meu pai, que se tornava, então, uma ausência, preenchida por uma presença feminina que se multiplicava.


Na fase final de sua vida, quando a doença e a velhice tomaram conta de seu corpo, vi um homem cansado, resignado. O homem que havia sido ausente por tanto tempo agora parecia querer se arrepender, mas será que era tarde demais? Será que o tempo perdido poderia ser recuperado com palavras ditas no conforto de um sofá, com gestos tímidos de carinho? Será que as faltas poderiam ser cobertas por uma súbita vontade de reconectar-se?


Sim, eu entendo. Entendo a fragilidade humana que ele carregava. Entendo a complexidade de suas escolhas, e a incompletude das suas tentativas. Eu entendo que, mesmo sendo ausente, ele teve suas próprias batalhas, seus próprios erros e medos, que não o permitiram ser o pai ideal que talvez ele próprio imaginasse ser. Não o julgo mais, porque vejo que todos nós erramos. Ele, eu, nós todos. Talvez as tentativas de reparação tivessem vindo tarde, mas não importa, porque a compreensão que eu tenho hoje sobre ele transcende a simples falta.


E, no fim, tudo que consigo agora é perdoá-lo. Não porque ele tenha me pedido, não porque suas desculpas possam ter vindo de forma explicita. Mas, porque eu compreendi, e ao entender, encontrei em mim o mesmo espaço para o perdão que ele merecia. Porque a vida é, no fim, um grande labirinto de erros e acertos, onde às vezes a ausência é uma forma distorcida de presença. Perdoar não é esquecer; é apenas, finalmente, aceitar que somos humanos, e que também somos parte das falhas e da redenção que o tempo nos oferece.


Eu entendo, pai. Eu te perdoo. Porque, no fim, todos nós, de alguma forma, erramos. E eu errei também.

 

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AUTORA STELLA_GASPAR

IG: @stella_maria_gaspar 

STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

TUDO PASSA


Muitos de nós já sentimos que a nossa alma e coração choram. Sentimos uma tristeza em nós, onde os sons das lágrimas ficam em ritmos neuróticos.


— O que fazer? Fugir?


Resta recomeçar, acreditar que tudo passa, sem fugir de suas verdades, recomeçar com sentimentos de vitórias, afinal; amanhã é outro dia, com novos pensamentos e renovadas olhadas no espelho. Os amores nem sempre dão certo, as promessas não foram verdadeiras, e as amizades? Foram também verdadeiras? Erramos, sim; muitas vezes.


Nessa ansiedade, resta continuar a caminhada no aprender, tirando as teias das culpas, das relações tóxicas, a poeira do descontentamento e se permitindo caminhar, buscando o importante para você. O tempo supera tudo, como a ausência de alguém, as lembranças do vivido, tudo faz parte dos novos ciclos.


Não vale ter medo, vale sonhar e revigorar nossas energias, sem pressa. Se encontre no seu sossego, nem todo dia faz sol, mas também os temporais não duram, a madrugada inteira.


Como dizia Chico Xavier: “Isso também passa.”


Vale ter algo a oferecer, estimular o desenvolvimento de sentimentos sólidos e nobres. Se você tiver disposição, for menos exigente: Tudo Passa!


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AUTOR ANDRÉ FERREIRA

IG: @andréluis253

ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

SOLIDÃO URBANA


Em meio à multidão,

sou invisível dentro dessa

sociedade que segue em

ritmo acelerado, e entre a

rua Direita e a rua Quinze de Novembro sigo em frente até findar na Ladeira Porto Geral que deságua no comércio itinerante na rua Vinte e Cinco de Março onde constatamos que o Centro de São Paulo é realmente um labirinto

com várias saídas.


E dentro dessa rotina estressante a solidão me acompanha mesmo cercado por todos, o trabalho na rua é puxado naturalmente somos hostilizados, somos mal vistos e maltratados e sem apoio somos

abandonados, muitos acham

que nós nos fazemos de coitados,

mas poucos sabem o que sentimos quando somos desprezados,

por isso muitos vivem alcoolizados.


O povo sofre nas ruas que

ensina diante da opressão

e da exclusão, e para

sobreviver dentro desse

caos é só continuar

invisível, não é fácil ganhar

o pão e comer todos os

dias é um luxo, enfim, ao

anoitecer, a fome é gritante

as lojas baixam suas

portas, as luzes se

apagam e as ruas

ganham cores sombrias

que traz a melancolia.


A solidão urbana

me cerca e eu me sento à

beira de uma fogueira na

Praça da Bandeira e com

os meus camaradas

bebemos um gole de

cachaça para não

deixar morrer a esperança

e sonhamos com um lugar

desconhecido distante

deste mundo cruel que

nos deixa cada vez mais

invisíveis a dor humana.


O fardo da solidão me esmaga e faz eu sentir pequeno diante dessa multidão, onde as pessoas se cruzam, mas não se encontram,

não se conectam e me enxergam

como inimigo público e quando procuro conexão só encontro indiferença e isso me traz um

vazio profundo e faz eu me

sentir um fantasma que

passa despercebido por

todos, um rosto anônimo

em uma multidão sem nome.

 

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AUTORA KENIA PAULI

IG: @keniamariapaulimachado

Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clinica, Coach sistêmica, Título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

QUANDO O VERÃO DEIXA DE SER VERÃO


O verão na Inglaterra tem um jeito curioso de nos ensinar sobre a vida. Em alguns dias, o céu se abre em um azul radiante, o sol aquece a pele e tudo parece estar no lugar certo. Em outros, o vento gélido corta como se o inverno tivesse se perdido no calendário e decidido fazer uma visita inesperada.


Nem sempre a estação entrega o que promete. E, de certa forma, nós também somos assim. Temos dias ensolarados, cheios de energia, em que tudo flui com leveza. Mas há momentos em que o frio das incertezas nos alcança, mesmo em fases que “deveriam” ser felizes.


A verdade é que a vida não segue um roteiro linear. O que importa não é exigir que todas as estações cumpram sua promessa, mas aprender a encontrar beleza no que elas trazem, ainda que seja uma brisa gelada no meio do verão.


No fim, cada variação de clima, assim como cada mudança de humor ou fase, carrega algo para nos ensinar: a abraçar o inesperado, a ajustar os planos e a perceber que o valor de cada dia não está na previsibilidade, mas na forma como escolhemos vivê-lo.


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AUTORA ILZE MATOS

IG: @ilzepoesias

ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.


O NÓ DE UMA ANGÚSTIA


Angústia na alma é dor,

é sentimento que se entende… ou não.

Parece que nada tem sentido — ou tem.

Ficar angustiado sempre tem uma causa,

mesmo que não saibamos;

mas, no interior,

sabemos o que nos causa tanta dor.


Aperta o coração,

dá vontade de dormir logo,

sair por aí, andando sem rumo,

para ver se a angústia nos deixa um pouco,

e ela teima em caminhar ao nosso lado,

como um nó apertado no peito.


Só que angústia é angustiante,

e é preciso ser forte para vencer,

procurar ajuda, para florescer novamente.


É vontade de partir… ou ficar,

de querer resolver,

arrumar a angústia para a partida

e dizer a ela:

“Saia do meu peito agora,

não quero ser triste

e nem inquieta.

Deixe minha alegria na porta,

que já vou buscá-la

para ser feliz novamente.”

 

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AUTOR WAGNER PLANAS

IG: @sitedasletras

WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

ADEUS EM SILÊNCIO


Na minha vida, funciono como uma represa, que acumula a dor diária.

Vou suportando dia após dia, em silêncio, sem emitir uma palavra.

Até que a barragem se desfaz, e tudo que resta é o adeus.

O desamor acumulado torna-se um riacho raso, e eu simplesmente tomo outro rumo na vida.

Meus escritos são reforços na barragem, parece até ser sacanagem jogar tudo no papel, ao invés de dizer as pessoas.

Mas o papel é compreensivo, e os sentimentos, muitas vezes, são corrosivos, inclusive causando danos na alma.

E o silêncio é a solução para contar a situação.

Seja na explosão da raiva ou no desamor da vida.

É no papel que meu silêncio cura as minhas feridas.

E, ao fechar meu livro dos sentimentos, coloco sob o braço e dou Adeus.


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AUTORA MARINALVA ALMADA

IG: @marinalva.almada

Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023 realizei o sonho de publicar pela Valleti Books, o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

PAI HERÓI


Pai, papi, papai!

Palavra repetida com o coração cheio de amor.

Paparicado pelos filhos, por que não?

Protetor por natureza, com um potencial de imensa beleza.

Pai herói, patriarca encantador,

Patente da alegria no lar, onde sempre floresce o amor.

Pai que prepara com carinho a mamadeira,

Pai que com um abraço acalma a choradeira.

Pai de menino, pai de menina, pai que ensina com paciência.

Pai provedor, pai merecedor de muito amor e gratidão.

Pai maravilhoso, pai amoroso, pai paciente,

Pai professor que incentiva e pai poeta que inspira, ilumina e aquece o coração.


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AUTORA ARLÉTE CREAZZO

IG: @arletecreazzo 

ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

A FALTA DE HONESTIDADE


Somos tão cobrados a saber de tudo que, infelizmente, passamos a acreditar que realmente sabemos.


Com isso, as pessoas começam a tentar adivinhar qual seria a melhor solução para um problema.


Se vou a um mecânico, ele tentará de qualquer jeito encontrar o defeito — e até aí, tudo bem. Mas, muitas vezes, ele não o encontra. E como dizer que não sabe o que está acontecendo? Poderia perder o cliente, então recorre a alguma gambiarra para mascarar o problema.


Pedimos uma informação a alguém na rua e, para não admitir que não sabe, essa pessoa pode nos mandar para uma direção completamente contrária à que precisamos seguir.


Médicos, por vezes, tentam adivinhar o diagnóstico e, no fim, o paciente recebe o famoso veredito: virose.


Se eu não sei, por que não encaminhar o problema para alguém que saiba?


Não é errado não entender algo; errado é não ser honesto em sua resposta — ou na falta dela.


É melhor termos a sinceridade de admitir que não sabemos do que fornecer uma informação equivocada.


O medo do julgamento nos aflige, levando-nos a querer entender de tudo e todos, mas isso é impossível.


Não precisamos ter as respostas para todas as perguntas, mas precisamos ser honestos conosco para podermos ser honestos com o próximo.


A melhor informação que podemos dar a alguém, quando não sabemos a resposta, é justamente dizer que não sabemos.


Com certeza, essa será uma informação valiosa, pois permitirá que a pessoa continue em busca da resposta correta.


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AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA

IG: @zeliamel25

ZÉLIA OLIVEIRA é natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

PORTO SEGURO OU DESEMPARO


Pai, porto seguro

Sinônimo de aconchego, amor,

De cuidado protetor.


Infelizmente, alguns pais

Tiram dos filhos a paz,

Causam muita dor,

São sinônimos de abandono,

Ne

gli

gên

cia

Na vida dos filhos NÃO são referência

Devido à sua ausência.



São pais mortos,

mesmo estando vivos.

É assim que os filhos os veem.


Tudo que os filhos almejaram

Foi carinho,

companheirismo,

atenção,

Mas receberam

A

BAN

DO

NO

Uma facada no coração.



O abandono paterno

Causa feridas profundas

Que o tempo, às vezes, não cura; é

SU

TU

RA

Que a alma oculta.



Filhos se erguem dos escombros,

Entre lágrimas e dor se reinventam,

Encontram no vazio determinação,

E, nas cicatrizes do desamparo,

Buscam superação.


É verdade, faltou amor paternal,

Mas encontraram na mãe

AMOR INCONDICIONAL.


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AUTOR LUIZ FELIPE AMIL

IG: @luizz_felipe_escritor

Luiz Felipe de Lima mais conhecido por Luiz Felipe Amil nasceu no dia 22 de abril de 2005, é um escritor natural da cidade de Santarém no estado do Pará. No ano de 2022, Luiz Felipe participou de uma Antologia Poética de sua cidade chamada TERCEIRO ENCONTRO, daí Luiz passou a escrever seus próprios livros e à colocá-los pra fora da gaveta. Ele é o autor dos livros ÉBRIO DE TANTA POESIA (Kindle, 2023) e CHUVAS DE INSPIRAÇÃO (Kindle, 2023). Conhecido por escrever sonetos clássicos, contos, crônicas, seu estilo contemporâneo varia entre o clássico e o verso livre. É membro de duas academias literárias: Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira (ALCAAB) cadeira número 37 do patrono Olavo Bilac, e da Academia Internacional de Literatura Brasileira.

UM PAI, UM QUEBRA-CABEÇA PARA A VIDA


CRÔNICA DIA DOS PAIS


Pai, palavra tão pequena mas que carrega um forte significado e deve ser respeitado sempre, mencionado com solenidade e respeito. Um filho sem um pai não consegue seguir a vida em frente, assim como uma mãe, sem um pai, ninguém é gerado, não recebe as bênçãos divina que é o segundo mandamento, honrar quem te gerou e te formou no ventre de tua mãe. Pai na terra é o sinônimo de Deus, o segundo mediador a qual deve ser honrado e respeitado, nem toda criança no Brasil tem a honra de crescer com um pai presente do lado desde o nascimento, às vezes os pais são os primeiros que morrem, uns vão embora, outros são avôs que o destino que Deus contabilizou leva. É nessas horas, no grande quebra-cabeça da vida e da sociedade brasileira tradicional que um pai ausente é a tristeza para muitos filhos, mas muitos que tem o privilégio de ter uma mãe como pai presente.

Eu, o escritor Luiz Felipe Amil, escrevo essa crônica em homenagem aos pais amadores de seus filhos, pais presentes, não importa quem sejam eles e a sua natureza, respeite os, pois o amor por seus filhos os salva, os liberta de toda transgressão machista, é esse amor que é capaz de tudo para cuidar de seu filho, ensiná-lo e livrá-lo dos maltratos da sociedade que fazem toda a diferença na vida de um pai verdadeiramente amador. Bendito sejam os pais e os seus frutos, sua descendência, por não abandonarem seus filhos. Pais que ensinam o caminho em que seus filhos, heranças da vida devem andar, pais que lutam debaixo da quentura do sol e do cotidiano para dar uma educação nobre e de luz para seus filhos, pais que acordam cedo para dar O seu melhor por quem está em casa, no ventre, na escola, e a noite estão presentes com seus filhos. Serão seus filhos que seguirão os seus exemplos e os seus legados deixados, plante bons frutos, não se acomode em inspirar seus filhos, vocês pais que são a única e linda inspiração deles, seus tesouros aqui na terra.


Honro aqui nessa linda e sentimental crônica dois patriarcas que eu muito admiro e respeito para a vida inteira, meu avô João Galvão, meu segundo pai, minha figura paterna de todos os dias que com o seu suor, é o patriarca da nossa família, criou, educou e deu bons exemplos à seus filhos. É ele que me inspira a ter uma família, a vencer todos os dias no trabalho e nos estudos, mas acim de tudo, ser um pai diferenciado e presente na vida dos meus frutos gerados. Sou muito feliz e honrado em ter um amigo que já é pai, meu amigo Emerson Assis, que é mais velho que eu apenas doze anos, é um excelente pai que me inspira muito a vencer, ser pai um dia e seguir em frente, admiro o muito, ele com o seu amor pelo seu primogênito e único filho Emanuel que Deus lhe presenteou muito bem. Ele é um pai que faz tudo por seu filho, para vê-lo bem amado e cuidado. Sai cedo de casa e chega a noite para ver seu filho, é um pai presente que eu quero ser amigo a vida inteira, uma bela figura paterna para o pequeno Emanuel que eu admiro e respeito muito. Todo meu respeito e consideração por esses dois homens. Vovô que muito já viveu é um exemplo de pai presente até a geração dos seus netos. Emerson que muito aprendeu a ser um bom pai, mesmo sendo pai de primeira viagem é um homem, uma figura paterna admirável. Feliz Dia dos Pais meus admiráveis medalhões da sociedade.


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AUTORA MIGUELA RABELO

IG: @miguelarabelo

MIGUELA RABELO escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.

ODISSÉIA


O melhor companheiro,

Sócio e amigo de uma vida,

Me dando justamente ela,

E lutando pela permanência dela

Que estava por um fio...


Linha tênue que sobe e desce

E assim, seu olhar atento acompanhava vigiando cada movimento...

Enquanto seu coração se estilhaçava

Na passagem de um outro filho...


E mal pode secar as lágrimas,

Precisava ter forças para cuidar

De quem precisa dele...


Com o coração grande,

Sempre prestativo e disposto

A cuidar de quem tanto ama.


Mas esse pai protetor também

É teimoso e genioso e um

Torcedor apaixonado

Pelo seu time,

E que muitas histórias

Têm para contar e relembrar

Entre as lidas na roça e na cidade

De operário a patrão,

Soube os dissabores de cada função.


Um homem que perdeu

Ainda criança,

Seus pais e, por isso,

Teve sua infância abortada

E desde cedo amargou a lida

Dos dilemas da vida adulta

Na pele e coração...


Mas que nem por isso

Deixou de carregar na alma

E nos lábios um sorriso terno,

Confiante em Deus

De que ficará tudo bem...


E assim, sem perder

a fé no amor,

após muitos anos,

Encontrou seu porto seguro.


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AUTORA SIMONE GONÇALVES

IG: @apoetizar_se 

SIMONE GONÇALVES, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

PAI


Pai

Amigo e parceiro

Orgulho do seu caráter

Por natureza, bondoso.


Habilidoso nas conquistas

Possui tradição no sangue.

Entre aqueles que construíram histórias

Nas terras abençoadas da sua família.


Pai de pequena estatura

Contudo, um gigante em suas lutas.

De como cuidou.

Manteve a pressão nas adversidades.


Pai em todas as dimensões.

Pai avô!

Ainda encanta com suas ações.

Isso te fez pai.

A que vamos guardar para sempre.

Ao longo da vida, nos percursos da existência.


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AUTOR WALTER BERG

IG: valberg_7615

WALTER BERG, pseudônimo de Valter Alves da Silva, poeta contemporâneo, professor de Língua Portuguesa, Licenciado em Letras Português e Literatura pela Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, especialista em Gestão, Supervisão e  Coordenação escolar pela FAVENI, tem participação em várias antologias nacionais.

A VIDA E O TEMPO


Papai, papai, ensinaram ao bebê. E o bebê disse: "— Papapapapa."

Foi só crescer, disseram: " — Papai do céu briga!"

— Papai? Já sai com ar de zanga.

Papai! Papai! Era só alegria.

— Papai, me dar um dinheiro aí! E já virou pidão.

Era uma sintonia, uma dependência.

— Meu pai do céu, nan pai! Para de reclamar. E o filho cresceu, e tudo já era anormal.

— Ó pai do céu, dai-me paciência.

— Papai! Calma! Vou já aí.

— Pai, manda algo para mim!

E papai envelheceu. E tudo que aprendeu, ensinou.

Saiu e não deu mais a bênção ao pai. E o pai do céu ficou na boca do eterno pedinte.



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