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CONTOS DE UM FUTURO DISTANTE Nº 20 — 28/06/2022

Alessandra Valle fala sobre o Dia da Paz Mundial. O que um feriado como esse pode ter de especial na sua rotina? Eu, Luiz Primati, trago a segunda parte de um conto de 2018, publicado inicialmente no Facebook em partes e depois entrou para o livro: "Velhas Histórias Urbanas" que foi baseado num fato. O nome do conto é "Sombra e Escuridão". Ricardo dos Reis nos traz mais um conto "A Morte do Relicário".


Esse caderno tem a intenção de divertir os nossos leitores que, sempre acabam tirando algum ensinamento para suas vidas.

Leia, Reflita, Comente!



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DIA DA PAZ


por Alessandra Valle


No calendário, marcava dia primeiro de janeiro, dia da Paz Mundial, único feriado universal. Pode parecer mentira, mas não é, eu nasci neste dia. Mas quem disse que eu gosto de comemorar esta data? Pensam todos que é um dia feliz no qual é possível dar uma festa, contudo, é o inverso.


Dia primeiro de janeiro é um dia em que todos acordam tarde, pois aproveitaram até a madrugada a festa de réveillon. Isso, por si só, é impeditivo para uma festa em comemoração ao meu aniversário.


A data rememora o falecimento de meu pai que se deu neste dia. Os familiares mais próximos, como eu, mãe e irmãos, tendenciamos à reflexão e não à festividade.


Sinceramente, não preciso de festa para comemorar meu aniversário, prefiro estar na companhia dos meus amores, seja como for.


Mas neste dia, estava de plantão na “Desaparecidos” e o atendimento ao público fora nulo, por isso, dediquei-me a ler e responder mensagens do correio eletrônico institucional.


Uma mensagem chamou minha atenção. Uma mulher afirmou morar em Portugal há três anos na companhia de marido e filho, solicitou buscas por duas irmãs por parte de pai, das quais ela tinha ciência de que existiam, mas jamais as conhecera pessoalmente.


Contou por mensagem, detalhes de sua infância e relatou que conviveu com o pai por pouco tempo, apenas nos dois primeiros anos de vida e que sua mãe descobriu que fora traída, tendo o pai se relacionado com outra mulher e, que dessa relação adveio uma filha.


O pai saiu de casa e a mãe, revoltada, rompeu forçosamente os laços afetivos entre pai e filha, tendo voltado a encontrar o pai muitos anos depois, na fase da sua adolescência.


Durante os poucos reencontros que teve com o pai, este afirmara haver se unido a uma terceira mulher e que com ela teve outra filha.


A remetente da mensagem disse ainda que o pai pouco falava sobre as outras filhas e não chegou a marcar um encontro para que as irmãs pudessem se conhecer.


Infelizmente, narrou que o genitor falecera em decorrência de complicações da COVID-19, que ninguém pode ir ao seu sepultamento, portanto, não pode se despedir dele.


Ao final da mensagem, a mulher se identificou, informou seus dados e contatos telefônicos, bem como transmitiu as poucas informações que tinha a respeito das irmãs.


Após a leitura, cliquei em responder e comecei a digitar o texto que estou acostumada a escrever quando o caso narrado versa sobre perda de contato familiar e não configura o desaparecimento de pessoa, logo, não se trata de um fato a ser investigado pela polícia.


Entretanto, refleti e parei de responder. Apaguei o que havia escrito e iniciei as buscas pelo paradeiro das irmãs. Ao pesquisar pelo nome do pai que havia sido informado, encontrei as duas irmãs das quais a mulher havia citado e constatei que uma dela havia registrado em sede policial um fato atípico.


No registro de ocorrência policial, a irmã informara o falecimento do pai, os bens que este havia deixado, bem como a existência de outras duas herdeiras, as quais seriam suas irmãs, porém, estas eram suas desconhecidas.


Antes mesmo de responder ao e-mail da solicitante, efetuei uma ligação telefônica para aquela que havia deixado registrado na delegacia sua boa-fé.


— Eu fiz questão de relatar na delegacia que nosso pai deixou bens não só para mim, mas para nós três e que, na verdade, ele queria que fôssemos irmãs de fato e de direito. Agora, nosso pai deve estar em paz — disse a irmã enquanto me comovia.


Depois de um discurso emotivo e da manifestação alegre ao saber que uma das irmãs a estava procurando, apenas uma alternativa me restou: dar a oportunidade de promover o encontro entre as irmãs e trocar seus endereços eletrônicos para poderem conversar e buscar a melhor alternativa para se conhecerem.


O contato com a terceira irmã também fora realizado e esta chorou de emoção ao saber que suas duas irmãs tinham a intenção de conhecê-la.


Dias depois, uma foto foi enviada por correspondência eletrônica à Desaparecidos, nela continha a imagem de uma live na qual as três irmãs se comunicavam e se viam pela tela do computador.


No meu aniversário, não pude ter o encontro entre meus familiares e amores, mas a data me proporcionou viver na prática o dia da Paz Mundial.



SOMBRA E ESCURIDÃO

por Luiz Primati


CAPÍTULO II — PÂNICO


Às 6 horas da manhã John estava exageradamente armado. Com seu rifle da sorte, como dizia, iria dar um fim naqueles leões. Com Matilda, seu rifle, já abatera todo tipo de animal: onças, antílopes, guepardos, javalis, búfalos e uma dezena de outros animais. O único que faltava à sua lista era um leão. Melhor ainda se fossem dois.


Babu reuniu 10 de seus melhores homens. Alguns especialistas em sobrevivência na selva, outros com aptidão em seguir pegadas de animais, outros com a pontaria infalível para abater um animal há dezenas de metros. Todos a seus postos para a grande caçada.


— Babu, quero que traduza a seus homens o que vou dizer.


— Sim! Tenente — assentiu com a cabeça.


— Hoje é um dia importante para a nossa equipe — Babu falou na língua deles, um dialeto africano. John continuou. — Nossos trabalhadores estão ficando amedrontados com os ataques desses leões. Precisamos eliminá-los quanto antes. Por isso quero que vasculhem cada centímetro dessa mata até encontrarmos esses predadores. Não descansarei até conseguir a cabeça desses dois leões.


Depois de tudo repetido por Babu a seus homens, saíram à caça. O dia seria quente novamente por isso John quis sair pela manhã, antes que o sol escaldante os atingisse em cheio. Quanto mais calor, mais lentos ficavam os reflexos dos homens. Melhor aproveitar o frescor matinal.


Começaram pelo último local onde encontraram Yooku morto. Dali em diante um dos homens, Makori, com habilidade em rastrear animais, pegou o rastro como um cão perdigueiro e saiu apressado pela mata. Atrás dele homens armados com seus rifles. Andariam em grupo. Sabiam que dessa forma os leões se manteriam afastados.


Logo avançaram alguns km até chegarem às margens do Rio Tsavo. Ali Makori parou abruptamente. John quis saber o que acontecera.


— Babu, o que aconteceu com seu homem? Cansou? — questionou John.


Babu falou com Makori no dialeto dele. Makori gesticulou de volta falando naquela língua esquisita. John ficava com cara de paisagem tentando entender pelos gestos, mas foi vencido.


— O que ele falou Babu?


— Tenente, Makori disse que o rastro dos leões desaparece aqui na água. Não tem como prosseguir além desse ponto.


John pensou um pouco e logo ordenou.


— Babu, divida seus homens em 2 grupos. Um deles vai explorar as margens do rio pela esquerda e nós vamos pela direita. Em duas horas nos encontraremos nesse ponto.


Babu fez o que John ordenou. Um grupo foi em direção à ponte ferroviária margeando o rio enquanto John, Babu e outros 5 homens foram para o lado oposto.


Após duas horas e sem nada encontrar, os grupos retornaram no ponto combinado. Já tendo alcançado a hora do almoço e sem sinal dos leões, John sugeriu que descansassem ali perto sob as árvores, comessem algo e depois continuassem. O sol estava bem quente. Já estava perto do meio-dia.


A comida que trouxeram era uma espécie de charco que no Quênia chamam de Biltong e Droewors. A primeira cortada em tiras e a segunda em formato de salsicha. Secas ao sol, depois são curadas com vinagre, sal, açúcar e especiarias. Geralmente é carne de avestruz ou javali.


Os homens se fartaram da carne e se refrescaram com água. Depois se acomodaram nos troncos das árvores. Dois homens mantinham os rifles engatilhados, prontos para tudo. Não era bom facilitar com os predadores por perto.


Após 40 minutos de intervalo, John mandou Babu reunir os homens novamente. Sairiam em outra direção à procura dos predadores. Iriam por uma trilha na mata mais fechada. Por isso formaram uma fila indiana. Todos atentos ao topo das árvores e com os ouvidos bem afinados. Se os leões estivessem por ali as aves e macacos se agitariam. Makori sabia como se portar ali e era o guia.


Caminharam por cerca de 1 hora quando um dos homens veio agitado até Babu.


— Babu, mmoja wa wanaume wetu amekwenda. Alikuwa mwishoni mwa mstari. Vile simba lazima iwe karibu. Tunatakiwa kuondoka hapa haraka. Sitaki kuwa chakula cha simba.


O tom da voz do homem era de desespero. John ficou apreensivo.


— O que foi que ele disse, Babu?


— Disse que um de nossos homens sumiu. Está com muito medo. Pensa que os leões estão por perto.


— Vamos voltar. Precisamos encontrar nosso homem e esses leões. Fiquem atentos — ordenou John.


Não foi preciso mais do que 15 minutos para encontrarem o corpo do homem que sumiu. Estava todo estraçalhado, desmembrado. Perna para um lado, braço para o outro. Mas não acharam a cabeça. A cena era terrível. Os homens ficaram horrorizados. Alguns gritavam em seus dialetos. John pediu para Babu acalmá-los.


Recolheram o que encontraram do pobre homem e John ordenou que voltassem ao acampamento. Mais um dia ruim. Outro funeral. A situação estava saindo do controle. Já era o terceiro homem que perdia. Tinha que pensar numa estratégia.


A noite foi triste entre os trabalhadores. Perderam mais um amigo. John, George e Elisabeth estavam no funeral mais uma vez para prestarem condolências. Ao final da cerimônia, um dos nativos começou a gritar em seu dialeto apontando o dedo para John. Muitos deles começaram a falar alto.


— George, o que está acontecendo? Por que esses nativos me olham dessa maneira? O que foi que eu fiz? Desrespeitei o cerimonial fúnebre deles? — John estava perdido.


— Eu não sei ao certo, mas suponho que estão te acusando de algo — disse Elisabeth.


— É isso que entendi também — confirmou George.


— Babu, venha cá — ordenou John.


— Pois não Tenente.


— O que esses homens estão dizendo? Por que me apontam o dedo dessa forma?


— Eles estão dizendo que os leões são espíritos malignos. Dizem que os espíritos não aprovam a construção da ferrovia.


— E o que eu tenho a ver com isso? — perguntou John.


— Eles dizem que você trouxe os leões para cá. Antes de você aparecer estava tudo bem.


Os nativos foram se inflamando e começaram a se aproximar de John. Um deles tentou puxá-lo pelo braço. John acertou o homem com a coronha de seu revólver. Outros homens se aproximaram e um tiro foi ouvido. Foi o suficiente para todos se afastarem. George disparara seu rifle para o alto.


— Escutem bem uma coisa — disse George. — Traduza-lhes, Babu. O Tenente Patterson não é o responsável pelos ataques. Se fosse não sairia com vocês pela mata arriscando a própria vida. Foi uma coincidência a chegada dele e o primeiro ataque dos leões. Quero que todos mantenham a calma. Nós vamos pegar esses leões a qualquer custo.


— Bwana, wao ni roho mbaya. Wanatenda katika kivuli na katika giza. Hatuwezi kupata roho. Njia hii ya reli lazima imesimamishwe.


— Babu, traduza — ordenou John.


— Os homens pensam que devemos parar a construção da ferrovia. Disseram que os leões agem na sombra e na escuridão.


— Escutem bem o que vou dizer — falou John bem alto e esperou Babu traduzir. — Vocês são livres para irem embora. Mas a ferrovia não vai parar. Assim que um de vocês sair, outro virá em seu lugar. Não vou me intimidar com dois animais e nem com a ameaça de vocês. Durmo com meu rifle ao lado e, se alguém de vocês resolver cometer alguma tolice, não hesitarei em colocar Matilda para funcionar.


Ouviam-se burburinhos, muita revolta e gradualmente os homens se acalmaram. George ordenou que voltassem para suas tendas e descansassem. No dia seguinte teriam muito trabalho.


— John, compreenda. Esses nativos são supersticiosos. Entenderam o recado — disse Elisabeth tentando serenar os ânimos.


— Por via das dúvidas vou me precaver.


— OK John. Faça como achar melhor — falou George.


John, como prometido, dormiu com Matilda ao seu lado. Nenhum incidente naquela noite.


* * *


No dia seguinte os trabalhadores voltaram para a construção da ferrovia. John comandava os homens com firmeza. O projeto avançava conforme o planejado.


A noite todos se recolheram para suas tendas. George e John tomavam um aperitivo na tenda de George. Tinha sido um dia difícil. John ficou tenso por todo o dia. Tinha receio de que algum nativo pudesse cometer alguma besteira. Mantinha um homem de confiança, armado, por perto. Não queria ser surpreendido.


— Eu te falei que os nativos iriam se acalmar? Foi a emoção do momento. Enterrar um amigo nem sempre é fácil — comentou George.


— Enterrar alguém nunca é fácil. Mas eu é que não vou pagar pelas mortes desses homens.


— Eu sei John. Tudo vai entrar nos eixos. Fique tranquilo.


Brindaram com um bom e velho uísque escocês. Depois se despediram e John foi para sua tenda. A noite parecia tranquila. Era lua cheia. Dava para enxergar sem a necessidade da luz da fogueira. Mesmo assim mantinham o plano das cercas de espinhos e das várias fogueiras espalhadas pelo acampamento. E homens armados, é claro.


Já passava das 3 da manhã quando se ouviu um grito. John acordou sobressaltado. Ouvidos atentos. Nenhum barulho mais se ouviu, mesmo assim resolveu investigar. Calçou suas botas, pegou seu rifle e saiu de sua tenda.


Observou os homens que vigiavam o acampamento. Perguntou se tinham ouvido algo. Todos negaram. John voltou para sua tenda.


Mais um grito fora ouvido. Dessa vez mais alto. John tinha certeza que ouvira certo. Saiu novamente da tenda.


Um nativo veio correndo e gritando. John não entendeu o que dizia, no entanto, sabia o que significava. Mais um ataque dos leões. Dessa vez, dois dos homens que vigiavam foram vítimas.


John gritava para os homens se acalmarem. Eles pareciam estar surdos. Estavam apavorados. Corriam como baratas tontas, em caminhos tortuosos. Não sabiam se ficavam ou se corriam. George também apareceu e gritava com os nativos. Ninguém dava ouvidos, até que surgiu Elizabeth, sabe-se lá de onde e deu vários tiros para o alto. Os nativos ficaram como que paralisados. Pararam para entender de onde vinham os gritos.


— Calem-se seus imbecis. Dessa maneira irão atrair a atenção de muitos outros animais. O que está feito não pode ser desfeito. Vamos manter a calma e resolver as coisas pela manhã.


Os homens podiam ser teimosos, mas nunca enfrentavam uma mulher armada. Elas eram imprevisíveis e perigosas — diziam os nativos.


Os homens se viram forçados a se calarem e a voltarem para suas barracas. Temiam pela vida e ficaram de posse de suas armas, com os olhos bem abertos.


Continua...



A MORTE DO RELICÁRIO

por Dos Reis

Seu Nelsinho não gostava de ler, mas lidava com números como ninguém por detrás do balcão de sua pequena loja de objetos antigos. Considerava-se velho, eu o considerava antiquado. Tal rigidez, no entanto, era difícil de encontrar. Seu rosto sisudo já lhe era característico, bem como o corpo franzino e o hábito de poucas falas. Fora isso, o que nos chamava a atenção era o seu tratamento com a família, o seu zelo.


Ao meio-dia, religiosamente, descia a porta do seu negócio para o almoço com a família, que lhe rodeava à mesa. Ali, ele mesmo, servia a todos com alegria contida, depois cheirava os filhos e lhe conferia as roupas. A esposa, dona Valquíria, não podia falhar neste ofício. Era um homem de ventos contrários, que não se julgava pelo tempo e que estava além do argumento.


Embora fosse grande a pessoa de Seu Nelsinho ele, muito precocemente, embarcou com Tânatos para uma viagem sem volta e deixou a família entregue à própria sorte. A família até que tentou se virar como pôde com os negócios. Mas depois de alguns meses as vendas caíram vertiginosamente e, ao cabo de oito meses, o pequeno negócio fechou as portas.


Mais preocupante ainda, Dona Valquíria entrou em profunda depressão e os filhos foram deixados ao Deus dará. Em pouquíssimo tempo passaram a andar aos trapos e, sem ninguém que lhes ditasse as ordens, abandonaram os hábitos de higiene mais comuns, a exemplo de escovar os dentes. Foi uma verdadeira deterioração do corpo, da alma e de toda a condição humana.


Penso que jamais passou pela cabeça do Seu Nelsinho que sua maior virtude fosse, na verdade, uma armadilha para sua família - que era incapaz de realizar qualquer coisa sem a sua presença, especialmente nas questões financeiras. Eles eram, inegavelmente, dependentes e carentes da figura paterna, o excesso de amor e atenção os tornou derrotados para o resto da vida.


FIM




NOSSOS COLUNISTAS


Luiz Primati, Alessandra Valle e Ricardo dos Reis.

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4 Comments


Stella Gaspar
Stella Gaspar
Jun 28, 2022

Alessandra , você recebeu o presente da felicidade fraterna entre as irmãs que iriam encontrar-se, ás vezes os presentes não são para nós, mas sim para oportunizarmos ganhos à pessoas que nunca vimos. Uma feliz paz!

Armas, leões, pânico, suspense. Um conto cheio de aventuras, Luiz!

Ricardo, seu conto traz um realidade muito presente nos dias atuais, a dependência financeira sobrecarregando um só. Que seu Nelsinho esteja em paz! 😍🕊️

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Luiz Primati
Luiz Primati
Jun 28, 2022

Bom dia! Escritores! Ótimas histórias. A Alessandra realmente aniversário no dia primeiro do ano. Ricardo tem uma voz de narrador, não acham? Queria ter a voz dele. rsss. Ainda estou aprendendo.

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sidneicapella
sidneicapella
Jun 28, 2022

Alessandra, No dia do seu aniversário, você que deu o presente, parabéns! Belo conto, baseado em fatos. Luiz, precisam capturarem os leões, se não… ótima a narração, as vozes, ficaram 10. Ricardo, o seu conto traz ensinamentos, o Sr. Nelsinho acostumou mal a família, cedendo tudo, ao ponto de acabar com ela.

Parabéns contistas!

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Luiz Primati
Luiz Primati
Jun 28, 2022
Replying to

Obrigado meu amigo!


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