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REFLEXÕES Nº 5 — 30/01/2022

Parece que o ano começou agorinha e 4 semanas já se foram. A quinta semana do ano de 2022 traz a reflexão sobre o "Mito da Caverna", de Platão, adaptada para os tempos atuais. Nossas poetisas e poetas abrem a alma, revelando o mais íntimo de seus pensamentos. Nesse domingo nada melhor do que ter momentos em família, com os relatos de Arléte Creazzo. Nosso corpo tem uma data de validade? Isso é o que nos questiona Joana Pereira. Rick também nos faz pensar no que esperarmos quando houver o desencarne. E na espiritualidade, Alessandra Valle fala da HUMILDADE. Leia, Reflita, Comente!


https://washingtonpamplona.com.br/mito-da-caverna/



INCONDICIONAL "EU"


por Regina Prado


Queria eu,

Colocar em palavras

Tudo o que se passa

No meu coração,

Em minh'alma!

Um misto de alegrias e tristezas

De força e fraqueza

Que me espantam,

Mas encorajam!

E assim, seguindo

Destemida, confiante

Num repente, num rompante

Defronto com minha verdade

Com meu incondicional “eu”

Que apesar de não ser perfeito,

Não deixa nada rarefeito,

Nessa trilha que se chama Vida!


THE MASKED SINGER BRASIL


por Arléte Creazzo


Confesso que não tenho TV aberta em minha casa. Cansei de assistir programas repetitivos, jornais sempre com as mesmas notícias, e geralmente cheias de sensacionalismo para beneficiar a emissora.


Mas há certos programas que me chamam a atenção.


“The Masked Singer Brasil”, que teve sua reestreia no último domingo, é um deles.


No ano passado assisti, não a todos os episódios, mas vários deles, e nunca no primeiro dia. Estava sempre assistindo às ‘reprises’ ou gravações na casa de minha irmã.


O que mais gosto destes programas, é o fato de ir à casa dela para conversarmos, petiscarmos e bebermos um bom vinho, enquanto o programa se desenrola.


É claro que tentamos adivinhar quem são os participantes, o que geralmente não acontece.

No ano passado, me chamou muito a atenção, as belíssimas fantasias dos candidatos.


Mas este ano a atenção foi contrária. Senti-me em um ‘show’ de horrores. É claro que estou exagerando, mas as fantasias deste ano não vieram com a mesma beleza das anteriores.


Pesquisando, vi que o idealizador das fantasias é o mesmo do ano passado, e que este ano resolveram homenagear o Brasil, o que acho maravilhoso. Mas que as fantasias poderiam ter sido melhores elaboradas, isto poderiam sim.


Independente das fantasias, a minha opinião é que este programa é feito para lançarem algum novo (ou nova) contratada da Globo.


No ano passado Rodrigo Lombardi passou o programa todo elogiando a belíssima voz de Priscilla Alcantara — uma das mais belas vozes do Brasil — segundo ele, e todo programa que o unicórnio cantava (fantasia de Priscilla) lá vinha ele com milhares de elogios.


Como não assisto à Globo, pesquisei e descobri que Priscilla já era contratada da Globo e teria sua estreia em 2022.


Bingo, já sabíamos com certeza quem era o unicórnio.


Este ano mais uma vez, a Globo mostra que a ideia do programa não é tanto divertir seus telespectadores, mas resgatar artistas afastados e enaltecer novos contratados.


Quando me referi a um ‘show’ de horrores, foi em questão de algumas fantasias, e, na verdade, a da rosa foi a que mais me incomodou. Sim, a palavra é “incomodou”, e tanto que torci muito para que ela fosse a primeira a sair.


Uma fantasia estranha, mas que até combinava com a voz vinda dela, já que não conseguia identificar se era homem ou mulher.


Para minha sorte, a rosa foi a primeira a sair e ao tirarem sua máscara, percebi ser realmente um ‘show’ de horrores, já que por baixo estava a pré-histórica Gretchen, a tal que é considerada a rainha do rebolado no Brasil.


Segundo ela, é conhecida como ser uma Diva, só não descobri o porquê.

A impressão que tenho deste programa, é que auxiliares ficam informando para o “júri”, nomes de possíveis candidatos, pois acho pouco provável conhecerem tanta gente assim.

Dizem nomes de pessoas de diversas profissões, e acho muito difícil conhecerem todos os nomes que dizem.


Eu da minha parte, se for do BBB não acertarei nenhum.


Ao sair um candidato, enquanto sua identidade é revelada, fico imaginando alguém gritando no ponto de Ivete Sangalo o nome do participante, para que demonstre conhecer todos que estão ali. O mesmo acredito ser feito com o júri.


Já que é para resgatar artistas antigos, poderiam fazer o resgate de pessoas como Rita Lee, Ney Matrogrosso, Marina Lima, alguém com um pouco mais de conteúdo do que Gretchen.

Para este ano, estou aguardando a participação de Larissa Manoela, já que é a mais nova contratada da Globo.


Mesmo acreditando ser tudo montagem, tudo pré-programado, continuarei assistindo, já que a companhia é boa e o vinho também.



POESIA METAFÍSICA


por Odilon Azevedo Filho


Se com o nada eu pudesse

alguma coisa fazer,

o colocaria pelo avesso.


Assim:


Eu faria um pequeno ponto,

pois, esse ponto bastaria

para o nada deixar de nada ser.


Esse ponto serviria

para significar

a possibilidade da existência

mesmo nesse nada.


+


Que agora,

com um ponto,

com nada já não teria

mais nada a ver com nada.


E assim se tornaria,

do nada,

algo que seria,

talvez possível,

até tocar.


Se transformando,

apenas por um ponto,

em mais uma coisa a haver.

E a fazer parte de tudo o que existe.

Deixando de nada ser.




METÁFORAS


por Laíse Leão


Profunda como o universo e o oceano

A lâmina que corta o véu da inocência

Como um quadro ou foto

Paralisada num momento.


Em seus olhos consigo ver a aflição,

Em suas mãos vejo o suor.

Há quem sempre nos diz:

Prepare-se para o pior.


Seu rosto não esconde tal fúria.

Quanto ódio, quanta amargura.

Tens passado por muito,

E o muito por si só é pouco.


Com tamanha insanidade,

O mais são e sábio,

Burlando as leis da sociedade,

É pensador

É ideia

É matéria

É ela que emana

É ela a própria vida.




SEM A LUZ DO SOL

por Luiz Primati


Naquela casa viviam cerca de 50 pessoas. A maioria delas eram parentes, e alguns amigos se aproximaram com o tempo, e de repente ninguém tinha ideia de quantos anos passaram.


Na sala de estar da casa, havia confortáveis sofás e uma enorme TV que ocupava uma parede inteira. Todos passavam seus dias em frente àquela tela que despejava programas 24 horas.


Ninguém conseguia tirar os olhos dos filmes, das séries e dos noticiários.


Se alguém tentasse acender a luz era obrigado a deixar a sala do jeito que estava antes e depois de algum tempo ninguém mais pensava na luz que causava mal aos olhos de todos.


A programação da TV mostrava deliverys de comidas sempre que se aproximavam os horários de refeição e em conjunto, todos decidiam o que iam comer. Para servi-los existiam algumas pessoas que eram chamadas de guardiões, e eles eram os responsáveis em arrecadar o dinheiro de todos, pagar e pegar a comida entregue na porta de casa. Os guardiões eram muito solícitos, servindo a todos o que pediam, fosse uma água, um refrigerante, um petisco. O importante era que as pessoas ficassem confortáveis diante da TV. Os guardiões chamavam todos de Pecus e eles riam. Não sabiam o que queria dizer e o som que aquela palavra provocava era divertido. Quando alguém ia até o banheiro, levava um tablet com o que todos estavam vendo na TV para não perder nada da programação. Vez ou outra havia alguma confusão entre as pessoas e os guardiões, pois o troco da comida desaparecia e os culpados eram os entregadores que alegavam não ter troco. Mas o assunto era logo esquecido.


Ali era o paraíso e todos só tinham a agradecer pelas sombras projetadas pela TV e sua programação riquíssima. As pessoas não sabiam mais o que tinha do lado de fora da casa e nem se importavam em saber. Algumas até já tinham nascidas ali mesmo, pois não se lembravam de um dia estarem em outro ambiente.


Porém, uma daquelas pessoas começou a enjoar de tudo, ficou entediado com tanta felicidade e resolveu seguir um dos guardiões, Custos, até a porta durante a entrega de uma das refeições. O caminho era íngreme, uma escada enorme que contava mais de 80 degraus. Se esgueirando pelas sombras, Servus ia protegendo o rosto, pois quanto mais subia os degraus, mais luz recebia em seu rosto e seus olhos ardiam. Quando chegou no topo da escada e viu Custos pegando a comida, foi obrigado a se esconder até que a porta fosse fechada e tudo ali retornasse para as sombras. Ficou alguns minutos até recuperar a visão e ouviu Custos passando ao seu lado e descendo as escadas para junto das pessoas.


Servus estava numa dúvida: voltar para o conforto das outras pessoas ou descobrir o que havia lá fora? Não foi preciso muito tempo para que Servus encarasse a porta e a abrisse. Quando colocou seus pés para fora de casa foi tomado pelos raios do sol. Isso o encantou de tal forma que até olhou direto para ele, ficando quase cego com tanta luz. Prostrou-se ao solo, com os olhos cerrados, aguardando que tudo voltasse ao normal. Servus sentiu muito medo de nunca mais recuperar a visão. Foram minutos angustiantes para Servus e pouco a pouco foi abrindo seus olhos, num sibilar descontrolando de suas pálpebras, até que conseguiu firmar a visão. Evitou olhar direto para o sol novamente e dessa forma conseguiu visualizar o que havia à sua volta.


O espanto de Servus foi imediato. Havia tanta coisa acontecendo ali. Além da luz do sol, ele viu ruas limpas e arborizadas, um parque com uma fonte e flores, onde o cheiro entrava em suas vias aéreas, fazendo seu cérebro enlouquecer com novos cheiros. A grama verde exuberante emanava um cheiro de algo fresco. Havia realmente o paraíso. Servus caminhou à luz do sol para vários lugares perto de sua casa e decidiu que não voltaria mais para onde vivia. E assim foi durante todo o dia até o anoitecer.


Ao cair da noite, Servus lembrou-se de sua família e dos dias e noites em frente à TV. Tudo era bonito lá fora, mas ele se sentia muito solitário e decidiu voltar para sua casa. Quando abriu a porta e deu o primeiro passo, tropeçou e caiu alguns degraus abaixo, raspando o rosto na queda. Quando chegou à sala de estar com o rosto machucado, Custos o ajudou rapidamente, dizendo que ele precisava de curativos. Ele fez Servus lhe entregar algum dinheiro e foi em busca do necessário. Custos conseguiu álcool para limpar suas feridas, gaze e esparadrapo em uma sala cheia de coisas. Ele colocou um curativo em seu rosto, e tudo ficou bem.


Gradualmente as pessoas foram perguntando sobre o que ocorrera.


— Servus, o que é isso em seu rosto? — Perguntou um homem.


— Ah! Nada não. Eu fui lá em cima e saí de casa.


— Você é maluco? Por isso se machucou. Devia ter ficado aqui. — Falou uma mulher


— Todos sabemos que lá fora é perigoso. — Falou outra mulher.


— Não é nada disso. Lá fora é lindo, tem árvores, parques, flores…


— Igual à gente vê na TV? — Perguntou um senhor.


— Melhor do que na TV!


— Isso não existe. É apenas inventado para nos divertirmos. Você sabe disso, como pode falar tamanha besteira? — Continuou o senhor.


— Mas lá tudo é diferente. Existe o sol brilhando, seus raios aquecem nosso corpo e nossa alma, o céu é de um azul-celeste maravilhoso, os pássaros cantam. Vocês deveriam vir comigo.


— O que há de errado em ficar aqui conosco? — Questionou uma anciã.


— Nada de errado. Todavia também não há problema algum em conhecer o que há lá em cima.


— Eu penso que você deveria ficar aqui — disse Custos. — Aqui você tem tudo que precisam para viver. Servimos o que vocês necessitam, a TV diverte e informa a todos. Por que deixar o paraíso e se arriscarem lá fora?


— É verdade! — Disse uma mulher.


— Concordo com Custos — disse outra.


— Bem, vocês é quem sabem. Amanhã eu sairei daqui e não voltarei mais. Se alguém quiser me acompanhar, será um prazer. Há um mundo novo e inexplorado que precisam conhecer.

Todos ali ficaram a pensar sobre o que Servus dissera. Logo pela manhã, quando o relógio marcava 7 horas, Servus estava pronto para partir. Olhou à sua volta e se despediu mentalmente de seu lar. Quando deu o primeiro passo em direção à escada, ouviu uma voz:


— Espere por mim. — Era o senhor que o contestou no dia anterior. Servus pegou o senhor pelas mãos e logo ouviu uma mulher dizendo que também queria ir, depois outra, outro homem, um garoto. Servus liderou todos pela escada, quase infinita, o que quase fez alguns desistirem. No entanto, um incentivava que o outro continuasse. Quando chegaram próximo da porta, Servus avisou a todos sobre o efeito da luz do sol sobre seus olhos. Quando fossem inundados pela luz, ficaram cegos por alguns instantes. Então era prudente que todos fechassem os olhos e aguardassem até se acostumarem com a claridade.


Após cumprido o ritual inicial, todos se maravilharam com o que viram. Servus não mentira sobre nada e nenhuma daquelas pessoas se arrependeu de sair de casa. Porém, nem todos seguiram Servus. Muitas pessoas resolveram ficar no conforto de seus sofás, diante da TV, do que enfrentar o desconhecido. E é assim até hoje. Alguns agem como Servus, outros como Custos e outros se acomodam, como Pecus.




VALIDADE ALEATÓRIA


por Joana Pereira IG: @temjuizo_joana


Saborear o tempo é um luxo. Ser livre em tempo, de tempo em tempo, é afortunar o bizarro prazo que a vida tem. Sabemos lá quando expiramos… e, mesmo assim, corremos contra o tempo, como se fosse tangível de se atracar. Numa frenética cinesia, aceleramos o pulsar interno até ficarmos ofegantes. Ocupamo-nos de quotidiano, engordamos de hábitos e consagramo-nos num ofício por bom dinheiro, mas onde o tempo se tornou uma pechincha.


Ainda assim, não fugimos ao tradicional, é convidativo. Os bens tornaram-se sedutores, a abundância fez-se guarida, mesmo na escassez consciente de apreciar o que é viver, na carência de tempo em qualidade para gozar o que é ser.


Desgastamos o corpo, sugamos atrapalhadamente os segundos dos ponteiros traiçoeiros, sem dar conta de que são o único e mais valioso património que poderíamos ter. E, seguimos, porque é assim que nos ensinaram a existir, neste estado de insuficiência “temporo-corporal”, por excesso de estímulo externo e pouco interno.


Recordem de que somos de uma validade aleatória, incerta, de chãos movediços, tão vulnerável pela insanidade de ignorar o seu fim.




HUMILDADE, VIRTUDE QUE DESPERTA A CONSCIÊNCIA PARA NOSSAS PRÓPRIAS LIMITAÇÕES


por Alessandra Valle


Jesus seguia por um caminho com seus discípulos e várias pessoas o acompanhavam.

Entre elas estava um homem jovem que tinha muitas dúvidas e desejava fazer uma pergunta a Jesus.

Ele queria saber o que deveria fazer para ganhar a vida eterna.

Ao se aproximar de Jesus perguntou:

– Bom Mestre, o que preciso fazer para ter a vida eterna?

Jesus percebeu que ele precisava de atenção e o respondeu fazendo-lhe um questionamento:

— Por que falas que sou bom? Bom é meu Pai que está no Céu.

Jesus se coloca na posição de servo humilde de Deus, pois só o Criador é perfeito e bom, justo, soberano, inteligência suprema.

Prosseguindo com seu ensinamento, Jesus direciona o rapaz ao caminho para a vida eterna:

— Para obter vida eterna você deve conhecer e cumprir as Leis Divinas.

Continuando a orientação, Jesus o lembrou de cinco dos dez mandamentos: não adulterar, não matar, não roubar, não falar mentiras a respeito de outras pessoas e honrar pai e mãe.

Mas o homem, tomado pela certeza de que era cumpridor fiel dos mandamentos, respondeu prontamente:

— Sigo esses preceitos desde que era muito jovem.

Com olhar manso e compassivo, Jesus ponderou:

— Só lhe falta uma coisa: venda tudo o que tem, dá aos pobres e vem trabalhar junto comigo.

O rapaz que era muito rico, nada disse, ficou com aparência triste e foi embora.

Refletindo sobre esse ensinamento de Jesus, concluo que o Divino Amigo conhece o coração de todas as pessoas. Para o Mestre não importa o que temos ou que almejamos ter, mas sim o que somos e o queremos ser.

Jesus ensinou que não podemos amar as riquezas deste mundo mais do que a própria vida. É bom ter conforto, mas, o melhor de tudo é ter vida, poder viver em paz com nossos familiares, amando-os e respeitando o momento evolutivo de cada um.

Jesus compreendia que o rapaz ainda não estava pronto para seguir a vida abdicando dos bens materiais, pois não era esse seu propósito.

“A natureza não dá saltos”, constatou Darwin e como somos parte integrante desta natureza, não damos saltos evolutivos. Estamos inseridos no progresso regular e lento que resulta da força das coisas, conforme os espíritos de luz responderam a Kardec na pergunta 783 do Livro dos Espíritos.

O que fez com que aquele homem tomasse a decisão de não seguir Jesus? Não nos cabe essa resposta, pois que cada um teria um motivo diferente para não segui-Lo, se estivéssemos à frente com o Mestre.

O fato é que Jesus não impôs como condição ao rapaz que ele vivesse uma vida de pobreza para ter a vida eterna. O Mestre lhe propôs lucidez na caminhada evolutiva e humildade para interrogar sua própria consciência, se de fato poderia ser considerado evoluído suficientemente.

Quando nos cobramos mais do que podemos ser ou ter, a frustração, o desânimo e a ansiedade serão consequências inevitáveis. O processo evolutivo se tornará desgastante.

Por isso, a orientação do Mestre Jesus ao rapaz é a ponderação necessária ao nosso autoconhecimento neste texto.

Deixo de fazer os questionamentos para que cada um possa se transportar para diante do Divino Amigo que nos chama à lucidez e à humildade.

Sigamos conscientes de que a cada dia podemos ser melhores, nas pequenas atitudes com nossos mais próximos, no lar, no trabalho, nas relações afetivas.

O conhecimento de que necessitamos para nosso avanço moral, só depende de nós.

Estamos na jornada do autoconhecimento com Jesus à luz da Doutrina Espírita, na busca pela evolução moral.

Na semana que vem, aprenderemos com Jesus o RESPEITO.

Fontes de consulta:

Evangelho de Mateus 19:16-30, Marcos 10:17-31 e Lucas 18:18-30.

O Evangelho segundo o Espiritismo — Cap X, 11, 12 e 13. Cap XVII, Sede perfeitos.

Livro dos Espíritos — Questão 783.

Boa nova — Chico Xavier, pelo espírito de Humberto de Campos.



RIQUEZAS CELESTIAIS


por Rick Soares


Era cedo para uma conversa dessa. Umas 8 horas da manhã, enquanto preparávamos o café matinal, lá estavam minhas filhas: Letícia com 9 anos e Laura com 7, discutindo amigavelmente, acerca de como seria ou deveria ser o céu. Eu estava próximo à pia, lavando os pratos que haviam ficado da noite anterior, elas, à mesa cortando os pães para fazermos torrada.

— Pelo que vovó fala do céu, deve ser mesmo incrível! Só vai ter coisas boas lá! — disse Letícia.


— Então vai ter sorvete! Porque sorvete é muito bom! — deduziu Laura.


— Acho que vai ter… Vovó disse que lá pode ter ruas de ouro! — completou Letícia.


— Pra quê Deus quer rua de ouro, Letícia? — perguntou Laura.


— Ele é Deus, Laura! Pode ter o que ele quiser! — explicou Letícia.


— Mas pra ser feliz não precisa de riqueza! O sorvete já estava de bom tamanho!


Nessa hora não pude apenas ouvir, caí na gargalhada e tive que concordar com o pensamento da Laura. Ora! Se haverá apenas coisas boas, então deverá ter o que gostamos. Faz todo sentido! — disse Laura.


— E espero também que eu possa dormir bem muito, porque dormir também é muito bom! — concluiu Laura.


É incrível como o céu é leve aos olhos de uma criança!




QUADRINHOS

Quadrinho: MUTUM http://universomutum.blogspot.com




NOSSOS COLUNISTAS


Da esquerda para a direita: Arléte Creazzo, Alessandra Valle, Regina Prado. Depois Laíse Leão, Luiz Primati, Rick Soares. Nossos últimos colunistas: Odilon Azevedo Filho e Joana Pereira.

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2 Comments


Luiz Primati
Luiz Primati
Jan 30, 2022

A inocência das crianças me encanta. A ignorância e as fantasias são necessárias na tenra idade. Depois de adultos já terão muito à enfrentar. Melhor viver com a imaginação do que se preocupar com o futuro desde criança.

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Luiz Primati
Luiz Primati
Jan 30, 2022

É tão bom viver a vida sem saber o dia do desencarne. Se soubéssemos o dia exato de nossa morte, poderíamos viver sem razão, apenas esperando que ela chegasse. Ou então ligaríamos o botão do F**D*S* e faríamos tudo que passasse por nossas mentes, pois, com o fim próximo, não ligaríamos para a punição. Ainda prefiro não saber a data certa. Dessa forma vivo sem me preocupar com o dia que a morte virá me buscar.

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