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BECO DOS POETAS Nº 155 — 20/08/2026

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem do caderno Beco dos Poetas
Imagem criada com Chatgpt

AUTOR Luiz Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

O NÚMERO DE TELEFONE QUE AINDA NÃO APAGAMOS


O telefone do meu pai ainda está no meu celular. Nome, foto, tudo como sempre foi. Da minha mãe eu nem tenho esse problema — ela desencarnou antes dos smartphones virarem regra, então nunca chegou a existir contato salvo, só a lembrança de decorar o número de cor, coisa que ninguém mais faz hoje.


Outro dia resolvi limpar a agenda do celular, apagar contato velho, e fui encontrando gente: meu sogro, minha sogra, um tio da minha esposa. Foto sorrindo, número ativo na tela, como se bastasse apertar para tocar. Fui apagando um por um, e cada exclusão parecia um gesto pequeno maior do que devia ser — não é o mesmo que apagar telefone de dentista que mudou de plano de saúde.


Aliás, encontrei bastante telefone de empresa também, muitas que nem existem mais, fecharam na pandemia. Esses eu apaguei sem cerimônia nenhuma. Empresa não tem rosto guardado, não tem aniversário que a gente lembra sem querer.


Fico pensando por que a gente segura tanto esse tipo de coisa. Seria só comigo, ou é desapego mesmo, esse problema que todo mundo tem um pouco? Não é que eu ligue para o número do meu pai — sei perfeitamente que não vai atender. É que apagar parece uma segunda confirmação da ausência, e uma vez já foi difícil o bastante.


Esses números, hoje, quase certamente têm dono novo. Operadora recicla linha depois de um tempo — é procedimento, não é falta de respeito de ninguém, é só como o sistema funciona. Fico imaginando: se eu mandasse mensagem para o número do meu pai, na minha tela ainda apareceria o nome dele, do jeito que salvei há anos, como se nada tivesse mudado. Só que do outro lado, quem recebesse não veria nome nenhum — só um número desconhecido, de gente que nunca soube existir. Eu estaria, sozinho, conversando com um nome que só existe do meu lado da tela.


Isso quase aconteceu comigo, ao contrário. Outro dia liguei — quer dizer, mandei mensagem no WhatsApp — para um número antigo, achando que ainda era de um conhecido. Apareceu a foto de uma menina. Perguntei se era fulano quem estava falando. Ela respondeu, seca: "sou uma menina." Pedi desculpa na hora, expliquei que era engano de número velho na agenda. Ela perguntou se podia me bloquear. Eu disse que sim, claro, sem problema nenhum.


Fiquei rindo sozinho depois, aqui em Botucatu, pensando no que deve ter passado pela cabeça dela. Um homem desconhecido, da idade que sou, chamando ela por nome de homem, do nada. Não deve ter pensado "erro de agenda". Deve ter pensado no pior, e com toda razão — é exatamente assim que ela devia pensar, é a cautela certa para o mundo de hoje. Bloqueou, e fez bem.


Mas ficou martelando: aquele número, que hoje é dela, foi de outra pessoa antes. Alguém que eu conheci, que guardei ali por algum motivo que já nem lembro qual era. Será que essa pessoa sabe que perdeu o número? Será que trocou por escolha, ou parou de pagar a conta num mês ruim e a linha simplesmente sumiu, foi para outro leilão silencioso de números disponíveis? Nunca vou saber. E a menina, do outro lado, também não faz ideia de que carrega no bolso um número com história alheia dentro — a minha lembrança de alguém que ela nunca vai conhecer, grudada, sem querer, no aparelho dela.


É estranho pensar que os números não morrem com a gente. Ficam circulando, indo para mão de gente nova, levando um pedaço de memória embutido que só existe para quem ainda guardava aquele contato salvo. Para o resto do mundo, é só sequência de dígitos disponível de novo.


Acho que vou deixar o telefone do meu pai aí mais um tempo. Não sei explicar direito por quê. Só sei que enquanto ele estiver na minha agenda, ainda existe, ali, uma versão pequena da ideia de que ele não foi embora de vez.


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

CORAÇÃO EM CALMARIA


Faz da minha vida uma somatização de luz,

com o nosso amor se expandindo.


Repousa na minha noite,

recebe um amanhecer de abraços entrelaçados.


Ama-me devagar, sentindo a voluptuosidade,

calorosa do meu corpo,

como o meu coração calmo,

como uma longa história de amor.


Você é um Éden de reciprocidade no amor.


AUTOR André Ferreira


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

A DOR QUE ME ENGOLE


Em silêncio, eu me perco um dia após O outro e sem deixar marcas, a vida passa 

Rapidamente e sem perceber o tempo,

Eu me encontro perdido, sem direção  E, sem propósito os sonhos se apagam,

As esperanças se esvaem e eu me Rendo ao cotidiano e sem lutar a

Dor me engole, calando a minha Voz e em ação e sem vida A monotonia é um peso Que carrego e que está

Me esmagando.


E nesse ciclo sem fim permaneço estagnado

Olhando a vida passar diante dos meus olhos

A vida que flui como um rio e sem remar

Estou ilhado, mas ainda há tempo de Acordar por isso, preciso lutar e me

Reencontrar para recomeçar e quem

Sabe um dia eu possa encontrar Alguém que saiba realmente O que é amar e com isso eu

Consiga silenciar essa dor Que não quer calar,

E que me engole.


AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

TALVEZ


Talvez…

Seja isso:

a poesia encontrando seu jeito de ser.


Diferente de tudo,

de repente, se enche de presentes.


Ou talvez…

sejam apenas canetas enfeitadas com estrelas-do-mar,

escrevendo o que o coração ainda não sabia dizer.


AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

CHORAR


Chorar nem sempre demonstra fragilidade

Às vezes, é reconhecimento da própria força

Chorar lava os olhos e a alma

Pelo tempo em que sustentou

Tudo por tanto tempo

E com perseverança e calma

Quase nunca parando

Para analisar e perceber

O quanto já andou

E superou.

É tempo de se abraçar

De olhar para o céu

E contemplar quem sempre te sustentou

E te diz: você está no caminho certo

Estou aqui segurando sua mão

Você é de uma geração forte

Que aprendeu desde cedo a ser resiliente

Que sofreu mudanças profundas

De costumes, tecnologia, evolução da mulher

E atravessou tudo isso com maestria

Sem perder a dignidade e a fé

Procurando se construir e atualizar

Enquanto o mundo mudava

Se fazendo ponte entre gerações

Florescendo sempre em todo lugar

Vivendo intensamente

Sempre comigo no coração.

Continue nessa sua força

E se chorar

Que seja de gratidão.


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

O AMOR E SUAS RAZÕES


O Amor,

São suas razões 

Marcam almas,

Alojam-se sem corações.


O Amor,

Não existem razões

São conciliações de almas,

Desejos e paixões.


O Amor

Simplesmente acontece

Cada dia cresce,

E sempre faz crescer.


O Amor,

É uma progressão,

Está acima de tudo,

Inclusive da razão.


O Amor,

É infinito,

Sagrado,

Bendito,

Vindo de Deus

Divulgado por Cristo.


AUTOR Marinalva Almada


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

ONDE HÁ LUTA, HÁ VITÓRIA


Há dias em que a caminhada é longa, e a rotina parece pesar; há sonhos que pedem coragem e exigem força para continuar.


Nem sempre o caminho é colorido, nem sempre há aplausos por onde passamos; às vezes, sofremos, vencemos em silêncio, guardando a esperança no peito e na mente.


Cada queda traz um ensinamento, cada lágrima ensina a crescer; cada batalha enfrentada nos prepara para vencer.


É preciso ter sempre força e determinação quando o medo chegar, acreditar na própria capacidade e, mesmo cansado/a, caminhar.


Grandes vitórias são feitas de pequenos passos, um dia após o outro; de coragem, fé e persistência, de esperança, força e ousadia.


Que nunca nos falte coragem para recomeçar sempre; pois quem luta com determinação já carrega a vitória dentro do coração.


AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

ACRÓSTICO SAUDADE


Sentimento que

Abraça o coração,

Uma viagem ao passado,

Dias felizes rememorados.

Amo essas doces lembranças,

Do tempo em que eram crianças,

E guardo no coração essa preciosa herança.


AUTOR Lucélia Santos


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.

AO AMANHECER


Ao amanhecer, o canto dos pássaros me acordou, aqueceu o silêncio do meu peito, enquanto a luz, tímida e dourada, escorria pelas frestas da janela.


Vesti meu casaco e saí para contemplar o nascer do sol. Fazia frio, mas havia dentro de mim uma vontade imensa de sentir calor.


Abri a câmera, para tentar aprisionar aquele instante, antes que ele desaparecesse. Caminhei devagar, perdida entre pensamentos que chegavam sem pedir licença, enquanto o universo parecia sussurrar o meu nome.


Então o sol me encontrou...


Abraçou-me com seus raios,beijou minhas mãos frias, e por um instante, as dores da vida pareceram menores.


Segui esperançosa, procurando entre tantos caminhos, um único lugar onde repousar o coração.


Eu te procurava, amor.


Tu, meu raio de sol fugidio, aquele que eu desejava encontrar para aquecer as partes de mim que a vida havia deixado em inverno.


E então te avistei.


Meu coração te reconheceu antes mesmo que meus olhos comprovassem a tua presença.


Foi como se uma claridade imensa atravessasse as frestas das árvores e rasgasse, de repente, a escuridão que havia em mim.


Tu vieste ao meu encontro...


E eu, que caminhava perdida, encontrei abrigo em tua voz. Tua mão encontrou a minha e, com o olhar de quem conhece as tempestades que não conto, pediste apenas: Calma...


E naquele instante, não precisei mais procurar.


Porque havia o sol, havia tua mão na minha, havia a manhã nascendo diante dos nossos olhos.


E compreendi que alguns amanheceres não acontecem somente no céu. Acontecem dentro da gente quando alguém chega e ilumina, com ternura, as frestas por onde a esperança ainda consegue entrar.


Naquela manhã, o sol nasceu no horizonte. Mas foi em ti que o meu coração encontrou a luz.


Em ti, amor.


AUTOR Walter Berg


WALTER BERG, pseudônimo de Valter Alves da Silva, poeta contemporâneo, professor de Língua Portuguesa, Licenciado em Letras Português e Literatura pela Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, especialista em Gestão, Supervisão e  Coordenação escolar pela FAVENI, tem participação em várias antologias nacionais.

NOITE E DIA


A noite acalma?

Não,a noite não acalma.

Acalenta, cala e murmura.

Ruge um breve silêncio.

A rã chama chuva,

O grilo faz cri, cri, cri ,cri...


O dia espanta?

Sim. Logo madrugadinha.

Ao despertar do relógio,

Ao borbulhar o café,

Ao som da descarga,

Ao cair da água no chuveiro,

E Nasce o barulho.


AUTOR Akira Ordine


AKIRA ORDINE é um escritor, poeta e músico carioca. Desde cedo apaixonado pela literatura, utiliza a arte como espaço de luta e refúgio, colocando bastante de si em tudo o que escreve. Tem muitos livros, vários deles, verdadeiros amigos.

NOSTALGIA


harmonizo a Lua com bombas atômicas

afino silêncios

e assisto da arquibancada as vozes dissonantes


tudo é fluxo

eu talvez também seja

questiono minhas certezas de ontem

afirmo novas hoje

rasgo meus contratos, minhas causas

minha realidade e permito-me sonhar

e o homem que dormiu

acorda novamente sendo um menino

deitado na rede da casa de sua avó

e esperando o almoço ficar pronto


fecho os olhos e quero morar nessa cena

um domingo à tarde qualquer

almoço de família, futebol na televisão

com sobremesa, com café, com lanche, com conversas

sem mortes, sem crises, sem notícias e sem cobranças

uma felicidade que transbordou e escorreu no vazio da vida


ainda agora pude ouvir fogos de artifício na minha rua









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