REFLEXÕES Nº 232 — 04/10/2026
Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


AUTOR Luiz Primati
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível até o final de 2026.
IDEIAS
São as ideias que moldam o mundo. Aprendi isso com o passar dos anos, e vejo que esse conceito não é universal — cada geração entende “ideia boa” de um jeito diferente, e é justamente aí que mora a confusão de todo mundo que acha que está certo sozinho.
Tantas pessoas vivem sem pensar no significado da própria vida, sem parar para considerar como suas ações afetam os outros. Podíamos nos tratar melhor. O mundo está doente, e a cura começa por cada um de nós — não por decreto, não por governo, por escolhas pequenas do dia a dia.
Teoria da conspiração, quantas já ouvi e, confesso, em algum momento cheguei até a acreditar. Hoje desconfio até da minha própria desconfiança.
Ontem foi meu aniversário. Recebi parabéns de todo lado — “Luiz, mais um ano, que Deus te abençoe” e variações do gênero. Já são 64 primaveras, e isso me deixa reflexivo. Será que tudo que fiz até aqui foi o mais correto? Fui justo com as pessoas? Nem sempre. O conceito de justiça para uma pessoa pode ser completamente diferente da visão da outra. Na minha cabeça, sei que fui justo. Mas sei também que nem todo mundo afetado pelas minhas decisões pensa da mesma forma.
Agradar a todos é impossível. Meu avô Antônio, por exemplo, sempre dividiu suas propriedades entre os filhos — meu pai Arthur e minha tia Ana. Mesmo assim, meu pai viveu convencido de que minha tia tinha levado a parte maior. Décadas de divisão cuidadosa, e ainda sobrou mágoa guardada num canto da memória de meu pai que repetia isso sempre dentro de casa.
Com minhas filhas não é diferente. Ana e Natasha, sempre procurei dar tudo que precisavam, dentro do que minhas condições permitiam. Será que elas acham que tratei as duas igual? A diferença de idade entre elas é de dez anos, e a mentalidade, mais ainda. Ana nasceu na Geração Z. Natasha, na Y. Duas percepções de vida diferentes, crescendo debaixo do mesmo teto.
Eu tive a sorte — ou o azar, dependendo do ângulo que se olha — de nascer Baby Boomer, nome tosco que não escolhi para me definir. Minha esposa é da Geração X. Numa família só, quatro gerações se cruzando, cada uma com seu jeito de entender o que é certo, o que é justo, o que vale a pena.
E hoje é dia de eleição presidencial no país. Tenho minhas preferências, como todo mundo tem, e não vou me alongar nelas aqui — não é o espaço nem é o momento. O que desejo, de verdade, é um país mais justo, com oportunidade de emprego de qualidade, dirigentes mais honestos, todos remando na mesma direção por uma vida melhor para quem vier depois.
Porque, no fim, é disso que se trata: ideias que movem o mundo, nascendo diferentes em cada geração, vestidas de roupas diferentes, discutindo entre si à mesa de domingo — mas todas, lá no fundo, querendo a mesma coisa. Foi assim com meu avô Antônio, que dividiu tudo tentando ser justo e nunca conseguiu fazer os filhos enxergarem a boa intenção. Será assim com os eleitores de hoje, cada um votando pelo que acredita ser melhor, sem conseguir fazer o lado oposto enxergar a mesma coisa. E será assim também dentro da minha própria casa, entre Boomer, X, Y e Z, cada geração jurando que enxerga mais longe que a anterior.
Talvez a diferença nunca esteja na intenção. Esteja só no jeito de cada um tentar chegar lá.

AUTOR Stella Gaspar
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
A VIDA É FEITA DE CICLOS
A vida é feita de ciclos, e cada desafio traz a oportunidade de recomeçar e redescobrir a si mesmo. Encerrar um ciclo não é perder, mas abrir espaço para o novo respirar dentro da nossa história. É poder atravessar verões quentes e invernos frios.
Aprender com dores, perdoar, valorizar relacionamentos e ousar sonhar, transforma a rotina em experiências que fortalecem a alma e cultivam o perdão.
Refletir sobre essas lições ajuda a viver com mais intensidade, coragem e gratidão. Fique pronto para a vida, queira o possível, e não o impossível, como tomar sol na Antártida.
Viva inteiros e não pedaços.
Ah, aprender a amar, todos os dias nutrindo-se de encantamentos.
E a simplicidade? É o que nos mantém ricos e apaixonáveis. A vida é feita de tantas ideias; seja a sua melhor versão, deixe o tempo demorar em seus pensamentos. Vida e sorrisos, é como apreciar um simples e bom prato de feijão e sentir mil vezes gratidão.
Dias cheios de agora, de acolhimentos, de defeitos. Cada amanhecer e cada novo mês oferecem uma chance para refazer rotas, perdoar e seguir em frente com mais leveza.
Sim, a vida é cheia de ciclos, aproveite, viva!

AUTOR André Ferreira
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
RENÚNCIA
O evangelho de Jesus é um evangelho de renúncia,
mas poucos compreendem e conseguem dizer não
para as coisas do mundo, como o vício das drogas,
do álcool e da prostituição, vivemos uma batalha
entre a carne e o espírito, onde muitos não sabem
diferenciar o que é santo daquilo que é profano.
O evangelho de Jesus é um evangelho de renúncia,
mas está sendo esquecido e no seu lugar, as coisas
do mundo estão sendo introduzidas na igreja que
através dos seus líderes e falsos profetas que
vivem no ritmo do mundo e para atrair cada
vez mais multidões eles deixam Jesus de
lado para ovacionar e aplaudir o homem.
O evangelho de Jesus é um evangelho de renúncia,
mas poucos conseguem dizer não para o mundo
que é sutil e atrativo, e como nós pulamos etapas
e ao invés de esperar em Deus, buscamos coisas
e situações que o Senhor não quer para nós e
vivendo sob o jugo do mundo, entramos em
relacionamentos artificiais e descartáveis.
E, após abrir mão dos planos de Deus para sua
vida e seguir os seus planos, logo inevitavelmente
vem a decepção e muitos acabam buscando
refúgio nas drogas e nos desejos carnais e
se corrompe pelo pecado da prostituição
caindo na luxúria que vai te colocando
novamente sob o jugo da escravidão
e após isso é só ladeira abaixo e
maldição em cima de maldição.

AUTOR Kenia Pauli
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
O LUGAR ONDE A GENTE CABE
Em alguns momentos da vida, a gente percebe que pertencer não significa permanecer.
Podemos amar nossa história, honrar nossas origens, agradecer pelas pessoas que fizeram parte do caminho e, ainda assim, escolher a distância de alguns lugares que já não se encaixam mais para nós. Mas não por raiva, não por vingança. Somente porque descobrimos que paz também é uma forma de cuidado conosco mesmo.
E pensa numa tarefa desafiadora que é amadurecer, porque essa palavra forte nos ensina a entender que nem toda porta precisa permanecer aberta. Algumas precisam apenas ser fechadas com gratidão.
E outra coisa que também nos tira o peso é crescer, mas o crescer emocional, mental, evolutivo, que nos ensina que não precisamos acompanhar a vida de todo mundo.
As redes sociais nos mostram viagens, casas, encontros, conquistas e sorrisos, mas mostram raramente as noites difíceis, as dúvidas e os silêncios.
Comparar a nossa vida com aquilo que alguém escolheu mostrar é uma maneira silenciosa de abandonar a própria história.
Então, talvez seja hora de voltar.
Voltar para a nossa casa, para os nossos afetos, para aquilo que realmente importa. Voltar para a própria vida.
Porque existe um momento em que a gente deixa de perguntar: — Por que não consigo caber aqui?
E começa a perguntar:
— Onde eu consigo respirar?
Um verdadeiro encontro com a maturidade: descobrir que não precisamos caber em todos os lugares.
Só precisamos encontrar aqueles onde podemos ser nós mesmos e, finalmente, descansar.

AUTOR Célia Nunes
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
TEMPO
Sentada à beira da cama, imóvel diante do nada, percebo que o vazio não é ausência, é presença não compreendida. Há em mim um silêncio que não é de paz, mas de suspensão. Algo dentro de mim morreu. E quando algo morre dentro de nós, não há velório, não há vela, não há fósforo, não há luto público. Há apenas um apagamento íntimo, um blackout daquilo que sustentava o sentido.
A sensação de abandono não vem do outro.
Vem daquilo que deixa de existir em nós.
Dizem que o tempo cura.
Mas o que é curar?
Curar pressupõe restaurar ao estado anterior.
E o tempo jamais restaura, ele altera.
O tempo não recompõe. Ele substitui.
Não apaga a dor, apenas dilui sua intensidade até que ela se torne memória sem febre.
Ele age com a paciência das forças invisíveis, desgasta, desloca, redefine.
Transforma a presença em lembrança, a lembrança em ideia, a ideia em quase nada.
Se já não dói como antes, foi cura?
Ou apenas adaptação?
O tempo não elimina a matéria da dor, muda sua composição.
O que antes era ferida aberta torna-se cicatriz.
Mas cicatriz não é pele original, é sinal de que houve ruptura.
Então não, o tempo não cura.
Ele nos ensina a existir apesar de...
E, nesse aprender a continuar, chamamos sobrevivência de cura.

AUTOR Ilze Matos
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
SEM SABER…
Esses dias… Essas noites… Sonhos tão reais, dias claros e sol quente…
Caminhos com voltas, sem saber onde vão parar… Só vai.
A vida não tem mapa.

AUTOR Marinalva Almada
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
QUE A PAZ SEJA A NOSSA MISSÃO
Que a paz seja o nosso principal objetivo. Mais do que uma palavra bonita, que ela seja uma escolha diária, uma atitude, um compromisso de vida.
Vivemos em um mundo que, tantas vezes, parece ter se esquecido de ouvir, compreender, perdoar e acolher. Há conflitos entre povos, guerras que destroem vidas, famílias divididas, relacionamentos marcados pela intolerância e corações cansados de carregar mágoas. E, diante de tudo isso, talvez seja necessário nos perguntarmos: que mundo estamos construindo quando deixamos de escolher a paz?
A Oração de São Francisco nos convida a olhar para dentro de nós mesmos e compreender que a paz começa onde estamos. Começa quando escolhemos levar amor onde existe ódio, perdão onde existe ofensa, união onde existe discórdia, esperança onde existe desânimo.
Mas a paz não pode permanecer apenas como uma oração pronunciada pelos nossos lábios. Ela precisa transformar nossas atitudes e nossas vidas.
A canção “Oração pela Paz”, de Padre Zezinho, também nos conduz a esse desejo de um mundo mais humano, mais fraterno e mais comprometido com a paz. É como se, por meio da oração e da música, nossas vozes se unissem em um único pedido: que a paz alcance todos os lugares, todos os povos e todos os corações.
Que a paz seja instaurada imediatamente no mundo.
Que nenhuma criança precise crescer conhecendo a guerra antes de conhecer a esperança. Que nenhuma família seja destruída pela violência. Que nenhum ser humano precise abandonar sua casa por causa dos conflitos. Que as diferenças não sejam motivos para o ódio, mas oportunidades para aprendermos a respeitar uns aos outros.
E que não esperemos que a paz comece somente nos grandes acontecimentos do mundo. Ela precisa começar dentro de nossas próprias casas.
Que haja paz nas famílias.
Paz entre pais e filhos. Paz entre irmãos. Paz entre amigos. Paz entre vizinhos. Paz nos relacionamentos. Paz nas escolas. Paz nos ambientes de trabalho. Paz entre aqueles que pensam diferente.
Porque não adianta desejarmos a paz para o mundo se não conseguimos construí-la dentro de nós mesmos.
Às vezes, esperamos que alguém dê o primeiro passo. Esperamos um pedido de desculpas, uma mudança de comportamento, uma palavra de carinho. Mas a paz também exige coragem para dar o primeiro passo. Exige humildade para reconhecer os próprios erros, sabedoria para saber quando silenciar e amor suficiente para não devolver uma ofensa com outra ofensa.
Ser instrumento da paz é escolher não alimentar aquilo que nos divide, mas o que nos une.
É compreender que nem toda discussão precisa terminar em vitória. Às vezes, a verdadeira vitória está em preservar o vínculo, respeitar o outro e não permitir que o orgulho destrua aquilo que o amor construiu.
Que possamos aprender a transformar nossas palavras em sementes de paz. Que nossas mãos estejam mais dispostas a ajudar do que a ferir. Que nossos olhos consigam enxergar a dor do outro. Que nossos ouvidos estejam abertos para escutar. E que nosso coração não se acostume com o sofrimento alheio.
Que a paz seja nossa missão.
Que cada um de nós possa ser um instrumento de paz.
Que tenhamos uma palavra para reconciliar. Que tenhamos um abraço para confortar. Que tenhamos um gesto de solidariedade para devolver esperança. Que tenhamos atitudes de respeito e perdão para interromper um ciclo de violência.
Que possamos fazer da nossa casa um lugar de paz. Da nossa família, um lugar de acolhimento. Dos nossos relacionamentos, um espaço de respeito. E da nossa presença no mundo, uma oportunidade de espalhar esperança.
Que a mensagem de São Francisco continue ecoando em nossas mentes e nos nossos corações.
Que a oração pela paz continue sendo cantada, não apenas com a voz, mas principalmente com nossas atitudes.
E que, quando alguém perguntar o que podemos fazer pela paz no mundo, possamos responder não apenas com palavras, mas com a própria vida.
Que sejamos paz. Que façamos paz. Que espalhemos paz. Que escolhamos a paz.
Pela paz no mundo. Pela paz entre os povos. Pela paz nas nossas casas. Pela paz nas nossas famílias. Pela paz nos nossos relacionamentos. Pela paz dentro de cada coração.
Que a paz deixe de ser apenas um desejo e se torne uma prática.
Que deixe de ser apenas uma oração e se transforme em atitude.
Que deixe de ser apenas uma canção e passe a conduzir nossas vidas.
Que a paz seja o nosso principal objetivo, a nossa escolha diária e a nossa missão.
E que todos possamos, todos os dias, ser instrumentos dessa paz tão urgente, tão necessária, e tão profundamente humana.

AUTOR Eduardo Grabovski
EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia – Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.
UM TEMPO VARIA DE TEMPO EM TEMPO.
Gosto de sentar na praça sob o sol, caminhar entre as árvores, sentir a brisa do mar e me banhar em cachoeiras. Contemplar a natureza me traz paz. Mas, ao ar livre, nem sempre o cenário colabora.
Em Curitiba, o céu é uma incógnita. Você sai de casa esperando um sol delicioso e, em poucos quilômetros, o horizonte tinge-se de cinza. Dizem que a capital paranaense vive as quatro estações em um único dia. Nunca se sabe se o guarda-chuva ou o casaco extra serão necessários na mochila.
Essa inconstância climática reflete o nosso humor. Há quem acorde ácido e termine a tarde leve, brindando com um chope e música ao vivo. Outros despertam radiantes, mas os sobressaltos do dia os mandam para casa emburrados, trancados no próprio silêncio.
Variações de humor, clima e temperatura ditam a minha rotina. Com mais de 30 anos de experiência na indústria química, prestes a me aposentar, ainda me deparo no laboratório com reações inesperadas. O que deveria dar um resultado, entrega outro.
Assim como na vida, a mágica do trabalho em uma fábrica de tintas habita no tacho de tingimento. Diante da instabilidade da matéria-prima, o produto final raramente sai perfeito de primeira. É aí que a engenhosidade humana faz a diferença. O ajuste fino não vem de um cálculo matemático frio, mas sim de um insight: aplica-se metade do previsto, observa-se a reação e dosa-se o restante para atingir o parâmetro exato.
É fascinante viver o contraste entre a exatidão da ciência e o imponderável. Nem as reações químicas, nem a previsão do tempo em Curitiba são infalíveis.
Alguns detestam essa montanha-russa; eu aprendi a decifrá-la. Agora, na iminência da aposentadoria, me pergunto: encontrarei novas variáveis incontroláveis para me adaptar ou buscarei uma calmaria inédita para o resto dos meus dias?
Fica a reflexão: devemos aproveitar ao máximo cada estadia e cada presença. Afinal, nunca sabemos por quanto tempo faremos parte do lote de produção da vida de alguém ou de uma instituição.
Universo do Tio Dudú

AUTOR Zélia Oliveira
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
DIFERENTES E IGUAIS
As flores diferem no tamanho, na cor, fragrância, Mas todas têm sua beleza e importância.
Assim são as pessoas, diferentes na cor e na aparência. Muitas têm algum tipo de deficiência: Física, mental, sensorial ou intelectual.
Não importa o tipo de necessidade especial, Devemos combater o preconceito e a discriminação; Em vez de excluir, devemos dar as mãos. Afinal, todos são iguais. Temos o mesmo Pai, somos especiais. Vamos abrir as portas do nosso coração: Somos todos irmãos.
Para que tenham qualidade de vida, é necessário promover A inclusão social e profissional, Pois essas pessoas têm suas potencialidades, Que precisam ser valorizadas. Jamais devem ser marginalizadas!

AUTOR Arléte Creazzo
ARLÉTE CREAZZO (1965) nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80, fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
NÃO SOU EGOÍSTA POR PENSAR EM MIM
Fomos acostumados a colocar todo mundo na frente. Primeiro os pais, avós, irmãos, depois vêm marido, filhos, amigos, vizinho, papagaio, periquito... Quando percebemos, estamos no final da fila e com uma senha vencida.
Cuidar de todo mundo é muito bonito, mas não podemos nos esquecer de que também fazemos parte deste “todo mundo”.
Passamos a cuidar muito mais das necessidades alheias do que das nossas, mesmo que essas “alheias” sejam bem menos importantes.
Tendemos a ficar sempre alertas a qualquer aviso de que alguém precisa de nós, até mesmo antes de que o pedido chegue. Parece que passamos a adivinhar o que os outros desejam, de tanto que ficamos acostumados a ajudar.
E, no tempo do WhatsApp, ficou ainda pior. Muitas vezes estamos falando com três pessoas diferentes, nos pedindo três favores ao mesmo tempo e para a mesma hora.
E então fica a nossa dúvida: como dizer não a alguém?
Engraçado que, quando não dizemos não a ninguém, dizemos diversos nãos a nós mesmos. Deixamos, muitas vezes, de fazer o que queremos para fazer o que os outros querem.
É preciso aprender a ser egoísta. Não de uma forma ruim, mas de uma forma que ninguém saia prejudicado, inclusive nós.
Afinal, pensar em nós mesmos não significa amar menos os outros, e sim que aprendemos a dosar nosso tempo, para que ele também nos pertença.
Pensar em mim não é egoísmo, é entender que também estou aqui.
Afinal, passar a nos cuidarmos não significa que deixamos de cuidar do outro.
É simplesmente o fato de que passamos a cuidar de nós mesmos.

AUTOR Wagner Planas
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
MEUS ERROS
De tanto querer acertar,
Provoquei muitos erros,
Sempre tentei ajudar,
E falhei.
Sempre tentei levar carinho e atenção,
Mas em meu coração,
Ferviam as tormentas,
Escondia problemas para a tranquilidade passar.
Meu corpo veio se deteriorando,
E, com orações, fui me segurando,
Para ver você bem.
Acredite, Deus sempre vem,
Ele, sim, está sempre a nos amparar,
Quanto a este "anjo", nem asas tem.






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