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BECO DOS POETAS Nº 132 — 12/03/2026

Atualizado: há 22 minutos

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem criado com IA Gemini
Imagem criado com IA Gemini

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

DE BRAÇOS DADOS COM A ILUSÃO


Quantas vezes nos vimos refletidos nos vidros das telas, observando amantes que sussurram promessas de eternidade enquanto a trilha sonora enche o ar de esperança? Lemos seus nomes nas páginas douradas dos romances, acompanhamos cada gesto, cada olhar carregado de promessa, e por um breve instante — tão breve quanto uma vela acesa — nos tornamos eles.


Naquele momento mágico, quando o livro repousa entre nossas mãos tremendo de expectativa, ou quando a câmera captura aquele beijo perfeito na grande tela iluminada, nós somos os protagonistas. Nós somos quem ama sem medo, quem se entrega sem restrições, quem acredita que o coração pode vencer toda adversidade. Os diálogos sussurrados tornam-se nossos sussurros; as mãos que se tocam são nossas mãos; a respiração acelerada é a nossa respiração.


Vivemos uma ilusão radiante e completa, construída com a arquitetura frágil dos sonhos. Naquele universo suspenso entre a realidade e a fantasia, somos invencíveis. Somos belos. Somos infinitos.


Mas então — ah, esse "mas então" que nos parte — o filme termina. As luzes da sala acendem, constrangedoras e frias. A música que elevava nossas almas desvanece como névoa ao sol matinal. As páginas do livro chegam ao fim, e fechamos a capa com a sensação de que fechamos também uma porta dentro de nós.


E a realidade retorna, pesada como chumbo, indiferente como sempre foi. O sofá volta a ser apenas um sofá. A sala escura volta a ser apenas uma sala. Nós voltamos a ser apenas nós — limitados, imperfeitos, terrenos. A paixão que nos transcendeu durante aquelas horas roubadas some como um espectro ao amanhecer, deixando apenas o eco melancólico de quem acordou de um sonho muito bonito.


Mas talvez, apenas talvez, essa seja a beleza irresistível das paixões que lemos e vemos: elas nos lembram que dentro de nós existe ainda a capacidade de sermos épicos, ainda que por breves instantes. E quando a ilusão se desfaz, algo permanece — uma lembrança de que um dia, em algum livro, em alguma tela, nós realmente vivemos.


AUTORA STELLA GASPAR


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros técnicos e didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

NÃO IMPORTA


Se é noite

Ou se é dia

Escuto as vozes dos poetas

Desde meus pensamentos oceânicos.


Fôlegos de vida

Mãos quentes e macias

Deixam alegrias

Em minha alma saudosa.


Não importa

Sinto-me como a imensidão

De um mar.


Não importa

Sou literalmente louca de amor

Vivo para amar

Mergulhada em teus encantos.

 

AUTOR ANDRÉ FERREIRA


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

DESEJO REPRIMIDO


Há um desejo lascivo que arde dentro de mim,

Um desejo fulminante que eu não consigo controlar

Um fogo que está me queimando por dentro,

Mas ninguém pode ver, sentir ou entender

Aquilo que anseio e que não consigo confessar.

 

O peso dessa repressão está me esmagando,

Uma dor profunda que está me engolindo

E lentamente está desfigurando o meu ser

Que sofre com esse desejo que é um fardo pesado

Que carrego comigo, dia e noite.

 

E dentro desse quarto frio, procuro por uma saída

Para evitar mais uma recaída e me desvencilhar

Desse desejo profano que arde em mim,

Uma luta constante entre carne e espírito, a moral

E a razão me diz para reprimir esse pecado.

 

Mas o desejo não some, não desaparece

E me consome, ardendo e queimando incessantemente

Por isso estou vivendo dias de batalhas

E preso nesse conflito, busco refúgio em Deus 

Para não revisitar o velho homem e os seus vícios.

 

Enfim, eu não tenho dúvidas de que em Deus

Vou encontrar a coragem necessária para me libertar 

Desse desejo leviano que faz de mim,

Um pecador que em Deus encontrou a paz divina

Que alimenta a alma e o espírito, calando a carne.


AUTORA ILZE MATOS


Ilze Maria de Almeida Matos nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

BRISA


O vento

traz, na sua leveza,

um brilho,

um pincel invisível

que chega colorindo


um sentimento

que habita no coração

e transforma um olhar,

um gesto,

uma vontade de voar com

os passarinhos,


ou correr na praia

e sentir o respingo do mar

no rosto,


como uma linda

decoração de amor

no interior da alma.

 

AUTORA CÉLIA NUNES


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

TODOS OS DIAS


Todos os dias, ao nos levantarmos da cama e nos vermos no espelho do banheiro, nos deparamos com pequenas diferenças.


Às vezes, são quase imperceptíveis aos olhos dos outros, mas nós as percebemos com nitidez, são sinais silenciosos do tempo que se revela em detalhes.


O espelho não mostra apenas o rosto. Mostra também o que pensamos sobre nós mesmos.


Somos aquilo que acreditamos ser ou aquilo que, ao longo da vida, nos fizeram acreditar?

Quase sempre não estamos plenamente satisfeitos conosco.


Apontamos defeitos que ninguém percebe, cobramos de nós mesmos mais do que cobraríamos de qualquer outra pessoa. Tornamo-nos nossos próprios juízes, muitas vezes severos demais.


No entanto, mudar não é simples.


A mudança dói.


Exige coragem, sacrifícios, renúncias e, às vezes, abrir mão de velhos hábitos que aprendemos a proteger.


Então resistimos e adiamos.


E a vida segue quase igual.


Porque a verdadeira mudança não começa fora.


Ela nasce no silêncio das decisões íntimas, naquele lugar secreto onde apenas nós e nossa consciência nos encontramos.


E é ali, dentro de nós, que todos os dias a vida nos convida a recomeçar e a mudar com a esperança de dias melhores.

 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

EMBATE INTERIOR


A inspiração escondeu-se,

Esperando a tormenta passar.

As palavras, em rebuliço,

Resolveram calar.


Extravasar × silenciar:

Embate doloroso.

Até quando suportar?!

O fardo, às vezes, é tamanho,

Difícil de carregar.


No meio do caos,

Mergulhada no mar da incompreensão,

Envolta no vendaval da exaustão,

A inércia quer me aprisionar.

Mas a alma reluta

Para se libertar.


AUTOR WAGNER PLANAS


Wagner Planas nasceu em 28 de maio de 1972, na capital paulista, estado de São Paulo. Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suíça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

IMORTALIDADE


Para quem busca a imortalidade,

A vida é um sofrimento,

Veremos os amores diante dos olhos passarem,

E nós mesmos não conseguiremos abraçar.

 

A minha imortalidade,

Ficara presa à terra,

Através de palavras,

Através de poesias.

 

A imortalidade de meu ser,

Passará pelo saber,

Se um dia, Deus assim compreender,

Eu estarei em paz, comigo mesmo.

 

Ainda acredito no milagre,

Quem sabe a salvação,

Que aqueça minha alma,

E proteja meu coração.

 

Mas a vida é assim,

E nisto eu me transformei,

Como a brisa da fornalha do inferno,

Que até no inverno,

Queima a alma,

Sem ao menos saber,

O que é o amor.


AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.

NO BECO DOS POETAS


Ao entrar no Beco dos Poetas,

Segui visitando todos os amantes da poesia,

Aqueles que escrevem com maestria,

De coração e portas abertas...


Encontrei rimas soltas nas frestas,

E versos bordados em cada calçada,

Onde a dor, de tanto ser cantada,

Virava um sol em plena luz do dia.


Ouvi o silêncio de quem não diz,

Mas grita no papel a sua verdade,

Vi que a alma não tem idade,

Quando a caneta a faz mais feliz.


Saí de lá com as mãos repletas,

De sonhos colhidos em cada esquina,

Pois quem o Beco dos Poetas ilumina,

Jamais caminha em rotas desertas.








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