REFLEXÕES Nº 207 — 12/04/2026
- Luiz Primati
- há 3 dias
- 22 min de leitura


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março, lançou seu livro de prosas poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em 2025.
REFLEXÕES SOBRE A FRUSTRAÇÃO
A frustração é uma das experiências mais silenciosamente violentas da existência. Ela não chega como um acontecimento extraordinário, mas como uma ruptura íntima entre aquilo que imaginávamos e aquilo que o mundo, indiferente, nos devolve. Surge quando a expectativa encontra seu limite, quando o desejo esbarra na resistência das coisas, quando o querer humano descobre, mais uma vez, que não governa plenamente a realidade. E é justamente por isso que a frustração não deve ser confundida com um simples desconforto passageiro. Ela se prolonga em nossos pensamentos, infiltra-se em nossos gestos e altera, sem alarde, a maneira como habitamos o dia.
O corpo, antes mesmo da razão, percebe sua presença. O peito se fecha, a respiração se encurta, os ombros se contraem, como se a alma, ao se decepcionar, obrigasse a matéria a carregar seu desencanto. Há um peso que não se vê, mas se sente. E talvez uma das maiores tragédias da vida cotidiana seja justamente esta: a de convivermos com tensões profundas sem sequer lhes dar nome. Muitas vezes seguimos adiante, cumprimos tarefas, respondemos ao mundo, enquanto por dentro permanecemos presos ao instante em que algo falhou.
A frustração também deforma o olhar. Ela não altera apenas o que sentimos, mas o modo como interpretamos tudo ao redor. O que antes parecia simples torna-se excessivo; o que era pequeno adquire proporções desmedidas. Não porque o mundo tenha mudado, mas porque a consciência, ferida, já não enxerga com clareza. Quando estamos frustrados, não sofremos apenas pelo que não aconteceu; sofremos também pela narrativa que construímos a partir dessa ausência. E então a mente, em vez de procurar saídas, passa a se ocupar da injustiça, da perda, da distância entre o ideal e o real.
No trabalho, isso se torna ainda mais evidente. A frustração compromete a lucidez, enfraquece a precisão, torna vacilante até mesmo aquilo que antes fazíamos com segurança. O profissional frustrado não erra apenas por falta de técnica, mas porque a alma desalinhada perturba o gesto. O pensamento perde fluidez, a atenção se fragmenta, a disciplina vacila. Algumas pessoas tornam-se apressadas, como se quisessem vencer a dor pela velocidade; outras tornam-se excessivamente cautelosas, como se qualquer novo passo já trouxesse em si a ameaça de outra queda. Em ambos os casos, o equilíbrio desaparece.
Há ainda algo mais sutil e perigoso: a frustração permanece raramente confinada ao interior de quem a sente. Ela se espalha. O silêncio muda de temperatura, a fala ganha aspereza, a convivência perde leveza. Um ambiente inteiro pode adoecer a partir da desordem íntima de alguns de seus membros. Não porque sejam maus, mas porque ninguém sofre sozinho sem, de algum modo, tocar o espaço que compartilha com os outros.
O maior risco, porém, está no fato de que a frustração tende a alimentar a si mesma. Uma expectativa frustrada enfraquece a ação; a ação enfraquecida produz resultados piores; os resultados piores renovam a sensação de fracasso. Assim se forma um círculo que aprisiona o indivíduo não apenas em seus limites, mas na interpretação repetida desses limites. E quanto mais a pessoa luta para negar o que sente, mais profundamente se enreda no que sente.
Mas a frustração não precisa ser apenas ruína. Ela pode ser linguagem. Pode ser aviso. Pode até ser uma forma de verdade. Pois, quando algo nos frustra, nem sempre é apenas o mundo que falha diante de nós; às vezes são nossas medidas que estavam erradas, nossas expectativas que estavam infladas, nossas exigências que ignoravam a condição imperfeita da vida. Reconhecer isso não é resignação: é maturidade.
Há uma dignidade rara em admitir: “eu esperava mais”, “eu não consegui”, “isso me doeu”. Quem reconhece a própria frustração já começa a se libertar dela, porque deixa de combatê-la como inimiga invisível e passa a escutá-la como um sinal. Nesse instante, ela perde parte de seu poder destrutivo. Já não é um abismo, mas uma indicação. Já não é apenas dor, mas também conhecimento.
Talvez a sabedoria consista justamente nisso: não em viver sem frustrações, o que seria impossível, mas em aprender a escutá-las sem se curvar a elas. A frustração pode nos mostrar que algo precisa ser revisto — a rota, o ritmo, a expectativa, o desejo. E, quando isso acontece, ela deixa de ser um peso inútil e se torna matéria de transformação. Pois nem toda queda é derrota; algumas são apenas o modo severo pelo qual a realidade nos obriga a crescer.
E você? Teve algum momento de frustração nesta semana? Comente em nosso blog.

AUTORA STELLA GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
O SOL DO CONHECIMENTO
Há tanta coisa entre o céu e a terra. No fundo, estamos sempre sendo puxados para o alto — somos emoção, poesia e encantamento pela natureza. E, ainda assim, sabemos tão pouco. Aprendemos devagar, às vezes mal. Precisamos desse leve incômodo, dessa insatisfação que mexe com a gente, para desejar mais, para sentir fome de saber, para acreditar na nossa própria capacidade e olhar longe, sem superficialidades, sem olhares rasos.
É preciso lançar a rede ao mar. Não importa o tamanho da pesca — importa pescar. Importa tentar insistir, encontrar pérolas escondidas no fundo. Aprender sem vaidades: afinal, não somos pavões. A vaidade do pavão simboliza esplendor e ostentação. Ele representa beleza, mas também soberba — um arquétipo de autoestima que, às vezes, escorrega para a arrogância.
Vamos lá.
A ideia central deste texto é a imponência do conhecimento — um sol próprio, renascido, luminoso, artístico, brilhante em si e, ao mesmo tempo, compartilhado com todos.
O conhecimento é uma dinâmica da arte de viver.
O “Sol do Conhecimento” não pertence a ninguém. Ele cresce quando compartilhamos ideias, quando perguntamos, quando ouvimos, quando reconhecemos que sempre há algo novo a aprender. Quanto mais pessoas têm acesso à educação, mais forte e radiante esse sol se torna para toda a sociedade.
Esse sol surge livre, majestoso. Como na Alegoria da Caverna, de Platão, ele simboliza:
Na verdade, o conhecimento pleno.
A passagem da ignorância para a compreensão.
Na literatura, o sol do conhecimento também pode ser entendido como:
Iluminação interior.
Unidade do saber.
Despertar da consciência.
O conhecimento é um sol que nasce devagar no horizonte da vida. No começo, tudo é sombra: dúvidas, incertezas, perguntas sem resposta. Mas, à medida que aprendemos, esse sol se eleva e ilumina o que antes era obscuro.
Cultivar o conhecimento é cuidar desse sol interior: quanto mais o alimentamos com curiosidade, estudo e reflexão, mais ele ilumina nossa vida — e a vida de quem caminha ao nosso redor.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
FAÇA A SUA PARTE
Deus não trabalha com pressa!
Deus não trabalha no nosso tempo!
Deus é especialista em realizar aquilo
Que é impossível aos nossos olhos!
Deus é atemporal!
Deus é vida!
Deus é amor!
Deus é o caminho e a verdade!
Mas por muito tempo atrapalhei planos
Que Deus tinha para minha vida e continuei
Vivendo uma vida de ilusão e em meio a adicção
Caminhei pela estrada da perdição
Onde conheci a loucura e a destruição
Que me trouxe o vazio da solidão
Que me levou para o vício e para a escravidão.
E durante vinte e três anos fui um fraco,
Fui um louco, um santo, um manipulador
Daqueles que aterrorizavam a vizinhança
E a minha família que era refém dos
Meus vícios e afundavam junto
Comigo neste mundo sombrio
Que oferece o banquete do
Prazer nos morros, nos
Becos, nas esquinas,
E nas calçadas que
Estão lotadas de viciados.
Nas ruas e nas praças, a população sofre
Estagnada, viciada e decadente, muitos
Vivem como pedintes e sem recurso
Muitos se afogam num gole de pinga,
Muitos mergulham numa carreira
De pó, já outros preferem um trago
Da erva daninha que traz a ilusão
De curar a alma que se aquieta
Mas logo desperta feroz em
Busca do seu algoz que grita.
Por muitos anos eu vivi uma vida de prazer
Sem princípios, onde eu terceirizava toda
A minha responsabilidade e deixava o
Vício me controlar e lentamente e sem
Um pingo de piedade, isso estava me matando
e assim eu fui cidadão do mundo, um
Residente de um abismo chamado
Alcoolismo e o personagem
Principal de um filme de
Terror estilo The Walking Dead.
Mas Jesus me curou
E da poça de lama ele me resgatou
E, com a sua bondade, ele me amou,
E, com o seu poder, ele me capacitou
E me mostrou o caminho da arte
E me fez entender que a única
Coisa que ele não pode fazer
Por nós é a nossa parte.

AUTORA KENIA PAULI
Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.
DAR E RECEBER
Às vezes, a vida nos entrega cenas que parecem fora de roteiro. Situações que, no instante em que acontecem, não cabem em explicação alguma, apenas pesam. Como peças soltas de um quebra-cabeça que ainda não sabemos montar.
A gente cresce ouvindo que “tudo o que vai, volta”. Uma frase simples, quase automática, dessas que se repetem tanto que arriscam perder o sentido. Mas, quando a gente desacelera e observa com mais profundidade, percebe que talvez não se trate de uma matemática exata, e sim de um movimento mais sutil: o da coerência interna.
Não é só sobre dar coisas boas e, como num espelho imediato, receber o mesmo de volta. É sobre aquilo que sustentamos em nós enquanto damos. Porque o que oferecemos ao mundo não é apenas ação, é intenção, é pensamento, é crença silenciosa.
No trabalho, isso se revela de forma quase pedagógica. Existe um acordo: damos nosso tempo, nossa energia, nossa habilidade; recebemos em troca o reconhecimento material, o salário, a continuidade. Uma troca justa, ao menos no papel. Mas, por trás desse contrato visível, existe outro, invisível, que poucos percebem: o contrato emocional.
Quando alguém trabalha com amor, com presença, com honestidade, algo muda. Não necessariamente no contracheque, nem sempre no reconhecimento imediato, mas na forma como o trabalho se instala na pessoa. Ele deixa de ser peso e é expressão. E isso não é pouco.
Por outro lado, quando nos comparamos constantemente, quando medimos nosso valor pela régua do outro, essa troca se distorce. Já não damos o que somos, mas o que achamos que deveríamos ser. E o retorno, inevitavelmente, vem confuso, porque parte de um lugar em nós também está confuso.
Nas relações e, aqui talvez ressoe muito com o olhar da constelação familiar, o ambiente de trabalho não é um espaço isolado. Ele é extensão. Levamos para ele nossas histórias, nossas lealdades invisíveis, nossas crenças sobre merecimento, esforço, reconhecimento. E, sem perceber, começamos a repetir ali dinâmicas antigas: querer provar valor, buscar aprovação, aceitar menos do que se merece ou exigir mais do que foi combinado.
Dar e receber, então, deixa de ser apenas uma troca externa e passa a ser um equilíbrio interno.
Dar, sem se anular.
Receber, sem culpa.
Cumprir o que foi acordado, sem abrir mão de si.
Talvez a grande virada esteja justamente aí: quando entendemos que não controlamos o que o outro devolve, mas somos profundamente responsáveis pela qualidade do que entregamos e pelo lugar de onde isso nasce.
Porque, no fim, a vida não responde apenas ao que fazemos. Ela responde ao que sustentamos enquanto fazemos.
E, curiosamente, quando isso se alinha, as peças, aquelas mesmas que antes pareciam soltas, começam, quase em silêncio, a se encaixar.

AUTORA ILZE MATOS
ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
DÚVIDAS E DIREÇÕES
E quando escolher?
Quando estamos diante de dois caminhos,
ficamos indecisos, sem saber
qual é a melhor decisão.
Refletimos… refletimos…
e, mesmo assim,
ainda restam incertezas —
e tantas outras mais.
E se errarmos ao decidir,
ainda dá tempo de recomeçar?
É difícil seguir
quando o coração
transborda questionamentos.
Então, depois de tantas reflexões,
decidimos continuar…
equilibrando a razão,
a intuição
e a emoção.

AUTOR WAGNER PLANAS
WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
COISAS SIMPLES
Gosto de coisas simples,
Pois a vida é simples,
O amor é simples,
Você é simples.
A simplicidade de seu ser,
Fez-me eu entender,
Que para estar com você,
Deus tinha que interceder...
Forças além de minha alma,
Foi uma lição para ambos,
E por mais que erremos, estamos aqui.
E assim sempre será,
Não existem barreiras,
Se você quiser me amar...

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
MEDITANDO NO JARDIM
Nesse momento, estou em um jardim calmo e colorido, com flores desabrochando, muitas mudas despontando.
Paira um cheiro de terra molhada e corre uma brisa suave.
Gosto de sentir o cheiro das flores bem de pertinho, para isso cheiro cada uma, inspiro e expiro. Isso me traz calma e me faz bem.
Gosto de apreciar suas texturas, ver as folhas brilhantes e felizes.
Gosto de tirar as ervas daninhas, limpar as eiras, dar mais liberdade para as plantas respirarem entre si, facilitar a entrada dos raios de sol da manhã e da tardinha.
Gosto de ver os beija-flores e as borboletas pousarem levemente. Também gosto de tocar as flores, acariciar e conversar com elas.
No meu jardim, não deixo elas ficarem secas, como se estivessem com sede, gosto de irrigá-las, ver a água lavar cada folhinha, vê-las balançando para lá e para cá.
Ao meditar no jardim, observo quando as flores e as folhas estão tristes. Daí, as mudo de lugar, com mais sol, menos sol, do lado de dentro ou do lado de fora. Espero uns dias, molhando-as, observando-as. Cuidar do meu jardim me deixa com uma espécie de encantamento e funciona como uma terapia.
O jardim me traz contemplação, renova minha energia.
Sinto a paz que há no jardim.
Faz um bem para a minha alma apreciar a beleza das flores!

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
O SER HUMANO ADOECE, SIM, POR FALTA DE VÍNCULO
Não é apenas o corpo que pede sustento, é a alma que suplica por presença.
Há homens que acreditam cumprir seu papel ao oferecer comida, roupa e abrigo,
sem perceber que deixam, sobre a mesa da vida, uma mulher faminta de afeto,
sedenta de amor, mendigando gestos simples que nunca chegam.
E assim, no silêncio dos dias iguais, ela aprende a sobreviver de migalhas,
um olhar distraído, uma palavra vazia, um toque que não permanece.
Ele pode até ser fiel no corpo,
mas é ausente no sentir e há ausências que traem mais do que qualquer erro visível.
Então, ela vai murchando por dentro.
Sorrindo menos, sonhando menos, sendo menos de si mesma.
E quando ousa dizer que dói, que falta, que pesa,
ainda é chamada de exagerada, de difícil, de insuportável.
Mas ninguém vê o que ela carrega, um cansaço de amar sozinha,
a dor de dividir a vida com alguém que já não está ali.
Com o tempo, ele deixa de ser parceiro
e se torna apenas um colega de quarto que paga boletos.
E ela, ainda viva, respira como uma viúva de um amor que não morreu,
apenas se ausentou.
E assim, lentamente, ela adoece. Perde o brilho, a leveza, o riso fácil…
perde partes de si que jamais deveriam ter sido deixadas para trás.
Porque presença, presença de verdade, não se compra, não se substitui, não se improvisa.
Ela se entrega.
Um olhar que acolhe,
um abraço que demora,
um silêncio que escuta,
valem mais do que qualquer riqueza.
No fim, o que cura não é o que se dá com as mãos,
mas o que se oferece inteiro com o coração.

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
TALENTO
Cada pessoa carrega um talento. Um dom que só ela sabe usar do seu jeito.
Pode ser cantar, dançar, falar, cozinhar, ensinar, ouvir, criar, plantar, cuidar, escrever, poetizar...
Não existe talento pequeno quando ele muda a vida de alguém.
Você já parou para pensar qual é o seu?
Cada pessoa nasce com uma semente.
Em alguns, vira palavra que acalma.
Em outros, vira mão que afaga.
Nenhum talento é igual ao outro, e é isso que faz, no mundo, toda a diferença.
Qual é a semente que você carrega e cultiva?
Tem quem desenhe futuro com sonhos.
Tem quem cure com um abraço.
Tem quem ensina apenas com o exemplo.
Cada pessoa tem algo que faz bem a alguém, que faz com brilho no olhar, com força e determinação.
Às vezes está escondido na rotina: a paciência para ensinar, a serenidade para explicar, a força para recomeçar, a criatividade para sobreviver.
Quando a gente usa nosso dom, todo mundo ao redor floresce junto.
Você já descobriu qual é o seu dom?
E como você pode usá-lo hoje?

AUTORA SIMONE GONÇALVES
Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
CANÇÃO DO OUTONO
Uma manhã serena
Desperta um sol preguiçoso
É o outono trazendo a paz
Que tanto acalma meu coração
Num leve aroma de jasmim
Que percorre todo o meu quarto...
Sinto a brisa no meu rosto
Chegando devagar
Anunciando um novo dia
Manhã de outono é assim
Um despertar calmo que afaga a alma
Sempre com cheirinho de flores coloridas
Num zunir de abelhas espalhadas
Pelo quintal à fora
Posso assim criar melodias
Apenas no admirar da natureza
Fazendo meu coração ficar tranquilo
Nessa canção de outono

AUTOR EDUARDO GRABOVSKI
EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia – Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.
UM FLORIDO CANTO DE AMOR PRÓPRIO
Neste final de semana, eu cheguei em casa e já vou me lembrando de como esta semana teve um peso interessante. Não falo sobre o peso do trabalho do dia a dia, nem da rotina, afinal, se a gente só focar nisso, acredite, teremos um problema para resolver, kkk, já basta os que nos defrontam corriqueiramente; sabe que, ao descer a ladeira da rua onde moro, ver na noite que começa a esfriar, anunciando o outono que vem chegando, e ao ver ao longe, na mesma rua, em cima da calçada da vizinhança, o frondoso ipê-amarelo, com suas folhas em tapeçaria, uma alcatifa estendida, com a beleza resplandecente da lua fazendo aquela bela imagem de se ter numa noite de sexta.
Olha só como a semana me trouxe uma sensação descrita como a de um homem apaixonado, sim, apaixonado pela minha vida, por mim, e olha que, se houvesse uma pessoa, animal ou coisa que inspirasse, até que poderia ser mais lúdico, mas até em estar com aquela paz interior rumo à plenitude, sempre acho que o equilíbrio é fundamental, mas, de vez em quando, a paixão pode ser muito boa se destinada ao alvo certo, e certo seria amar-se, olha, acho que estou apaixonado pelo cara do espelho, kkk.
Fiquei imaginando aqui, meu caro leitor, o que seria se a vida fosse de flores e já fui entrando no meu alto estado de devaneios rotineiros e saiu assim: não se esqueça de pesquisar sobre flores, você pode tirar muita inspiração da natureza, vamos lá.
Se o Antúrio simboliza hospitalidade e felicidade abundante, não seria épico se sentir apaziguador consigo mesmo e evitar a avareza? E olha que ele também simboliza paixão e longevidade, ah, como é bom viver e se dar bem com a gente mesmo, certo?
Se as orquídeas nos refletem em uma das formas de seu significado: admiração, requinte e cuidado, não seria legal sempre estar bem vestido, aquele banho maroto, sempre bem tomado e de encontro marcado consigo mesmo? Já fico nervoso imaginando como reagiria ao me encontrar e como buscaria palavras para evitar os lábios trêmulos, segurar a ansiedade e me admirar sem dar muito na cara.
Se a tulipa representa inícios sinceros e até afeição, daí a coisa fica boa, ser recebido com um antúrio, se ajeitar como uma orquídea e olhar para dentro de mim, como quem recebe uma tulipa, é um prêmio na forma daquele sinal florido do autoafeto que diz: você está no caminho certo, está crescendo, se reconhecendo, se aceitando e passou a se admirar, sem ligar para estigmas, afinal quem precisa de erva daninha na sua vida?
Se o autocuidado protagoniza essa autoanálise, por que não se autorrepresentar também pelo significado das rosas? E bora lá, rosas vermelhas: simbolizam paixão, desejo e romance, quem não quer um pouco de tempo para si, se cuidar e encontrar pouco a pouco os pontos exatos para se tocar e desencadear aquele fogo do bem-querer com ardência, essência e nenhuma frivolidade. (Confesso que fui buscar uma maçã na geladeira para continuar a escrita), vem comigo continuar:
Se a gente já está feliz com o que sente por dentro e o que vê no espelho, chegou a hora de se presentear com o simbolismo e significado de um jasmim ou uma angélica (angélia não é uma mulher, kkk). Falo sobre as flores que simbolizam o teor afrodisíaco das plantas, então: se alimentar, beber e até se medicar corretamente, por que não? Sabendo que a corrente sanguínea saudável faz o sangue circular corretamente, em meio à corrente de testosterona e hormônios equilibrados, traz a vasodilatação das ideias e bons ideais destinados a si próprio, forjando uma pessoa sadia, feliz e com imensa autossatisfação pessoal de relaxamento e prazer, fazendo assim você, no seu tempo, manter atividades físicas e criar uma rotina de satisfação adequada, não é o mesmo que um namoro bem idealizado, só que o alvo é você mesmo.
Se todas as flores fossem de uma só estação, até que seria muito bom, mas, como tudo, tem seu tempo próprio para acontecer, mas veja; lembrei do sol que aquece a terra, e nesta estação vai ficar um pouco mais afastado, abrindo espaço para o outono e logo, início da primavera; sendo assim voltei a lembrar do girassol, que além de carregar a grandeza do sol, traz em um de seus significados (bora lá, vamos transformar tudo isto numa forma bem lúdica de se ver as flores e estimular a boa imaginação); o girassol transmite: gratidão, energia positiva e otimismo, inclusive no amor que citei lá no início do relato. Você não precisa se prender a um romance hétero, homo ou de quaisquer outras vertentes de se amar o material, imaterial ou fantasioso, quem dera até o platônico entrar aqui, vai saber, se amar com zelo, se autoacariciar, se importar consigo mesmo acima de muitas coisas fúteis e firmar dentro de seu coração a boa ideia de se cuidar. Isso eu acho uma fonte de energia que pode reverberar de dentro para fora da gente, um alerta somente, a tal da nossa felicidade, vai afastar pessoas, mas faremos aqui alusão às ervas daninhas, já pensou que sua felicidade, não importando o motivo, vai fazê-las se autopodarem?
Construa-se, edifique-se e se realize, sabe, o sabiá, o periquito e o canarinho-belga, em fusão, eles orquestram a leveza de demarcar seu território, ensinar e por que não imitar-se a partir do melhor que você ressoa através de seu próprio assovio, assoviar pode ser uma boa forma de expelir boas vibrações ao ambiente, e inspirar boas imitações sonoras.
Por fim, nesse trecho até o portão da minha casa, já me encantei com a beleza em simbologia das flores e enchi-me de boas vibrações para o contínuo autocuidado, até resolvi batizar neste instante minha bicicleta companheira:
Minha eguinha de duas rodas, uma paixão que vive montada no selim da autofelicidade e quem sabe possa inspirar você a refletir com tudo aqui escrito, a partir para aquela melhor atividade física com objetivo e foco exclusivo no seu autoeu radiante de felicidade.
Universo do Tio Dudú

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
ESCOLHO VIVER
A cada amanhecer,
Escolhas a fazer:
Desistir, mudar, persistir...
Nessas inquietações, procuro refletir.
Se o cansaço decide me enlaçar,
Lembro-me de quão bom é viver.
Mesmo com lágrimas no olhar,
Procuro recomeçar.
Apesar dos açoites severos,
Tento escrever o desfecho que espero.
Assim, a cada manhã, ao florescer,
Entre as opções a escolher,
Expulso o medo que vem me prender
E escolho serenamente viver.

AUTORA ARLÉTE CREAZZO
ARLÉTE CREAZZO (1965) nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80, fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
DO MERTIOLATE À SAÚDE MENTAL: AS MUDANÇAS DO RADICALISMO
Lembro-me de que, na minha infância, passávamos por diversos desafios. Vivíamos de forma tão radical que nem um litro de mertiolate daria conta das nossas aventuras.
Radical era andar de bicicleta — ou mesmo de skate, para os mais corajosos — sem capacete, luvas, joelheiras, tornozeleiras ou até mesmo “plástico bolha”, que hoje em dia muitas mães gostariam de usar para proteger seus filhos.
Éramos doidos varridos, como se dizia na época. Descíamos de papelão pelas escadas mais altas da vizinhança ou em terrenos baldios íngremes, com um leve gramado, só para ganhar velocidade. Às vezes, alguém mais velho aparecia com o carro do pai e amarrava uma corda no para-choque, para que pudéssemos subir mais rápido e recomeçar a brincadeira.
Tocar campainha na vizinhança era uma aventura — embora hoje não possamos mais fazer isso por conta das câmeras espalhadas pelas ruas. Ainda assim, seria, sem dúvida, bem mais radical.
Subíamos em árvores e muros para ver quem chegava mais alto ou simplesmente para espiar o quintal do vizinho. “Roubar” frutas dos galhos que se estendiam para fora das casas era outra aventura, que nos fazia correr desesperados para não sermos pegos.
Eram aventuras incríveis que não prejudicavam ninguém — a não ser nossos próprios cotovelos e joelhos, ralados nas quedas durante as fugas.
Tínhamos apelidos dos mais variados — e, muitas vezes, previsíveis: o gordo era chamado de gordo, a branca de branquela, a sardenta de pintadinha, o japonês de japa. Qualquer característica diferente virava motivo de brincadeira. Eu, por exemplo, sempre fui a “Arlete canivete, põe no fogo, não derrete...”.
Hoje, viver radical é sair de casa sem celular ou com a bateria quase zerada. É fazer compras pela internet e correr o risco de não receber o pacote. É dizer o que pensamos nas redes sociais, esperando algum tipo de retaliação.
Viver radical, hoje, é não permitir que destruam o nosso psicológico com palavras maldosas ou com opiniões contrárias — algo para o qual muitos jovens ainda não estão preparados.
Há também o radicalismo do corpo perfeito, em que vemos cada vez mais pessoas se esgotando em academias para se encaixar em padrões impostos — e ainda pagando por isso. Não sou contra academias, muito pelo contrário: elas são benéficas para diversas áreas da saúde.
Hoje, somos fisicamente protegidos dentro de casa, cercados por câmeras, mas nosso psicológico se torna mais frágil, pois está muito mais exposto.
Nos anos 80, sobreviver era uma aventura. Nos anos 2020, a verdadeira aventura é sermos honestos com nós mesmos.

AUTOR MAXIMILIAN SANTOS
MAXIMILIAN SANTOS, natural de Feira de Santana, Bahia, é escritor, poeta e técnico em computação. Escreve desde os 17 anos, quando descobriu na palavra um refúgio e uma forma profunda de expressão. Coautor de cinco antologias poéticas, encontra na escrita não apenas arte, mas libertação, um espaço onde a alma se aquieta e o coração encontra voz.
RECOMEÇOS
Entre chamas
O passado se desfaz
Promessas viram cinzas no ar.
O que um dia foi eterno
Se perde em brasas
Mas não impede o coração de recomeçar.
Do fogo nasce o silêncio necessário
Da dor, uma nova direção
Porque até o amor que se queima
Abre espaço para outra versão.







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