BECO DOS POETAS Nº 136 — 09/04/2026
- Luiz Primati
- há 2 dias
- 17 min de leitura
Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.
CONQUISTAS SEM LUTAS
Existe uma melancolia peculiar nas coisas que nos vêm fácil demais.
Quando ela chega como brisa morna, sedosa, já rendida antes mesmo do primeiro beijo — quando os olhos dela brilham de antecipação apenas porque nos veem — há algo que morre discretamente no peito do homem. Não é ingratidão, não é frivolidade vulgar. É a verdade crua e poética de que o coração humano foi forjado no desejo, não na certeza.
Conquistar sem lutas é como receber uma obra-prima já moldada, já pronta, sem nunca ter tocado na argila. Ela sorri rápido demais. Ela cede antes de resistir. Ela está lá, inteira, entregue — e é precisamente aí que começamos a procurar por outras. Porque o cérebro masculino, esse caçador ancestral, não foi programado para valorizar presas que não fogem.
Nossos neurônios acendem com a dificuldade. Com o desafio. Com aquela mulher que olha para nós com aquele sorriso que diz "talvez, se você lutar por mim". Aquela que guarda um segredo, que hesita, que nos faz sofrer um pouco — porque o sofrimento é a moeda que comprova que algo importa de verdade.
E qual é a tragédia romântica disso? Que amamos não a pessoa, mas a batalha. Que queremos ganhar, mais do que abraçar. Que a vitória nos excita mais que a paz ao lado de quem nos ama sem condições.
Aquela que se entregou fácil demais nos parece pequena demais. Seu amor não é profundo; é apenas óbvio. Sua beleza não nos impressiona; é apenas acessível. E assim, deixamos escapar entre os dedos a mão que estava estendida, procurando pela mão que continua fechada, pela mulher que ainda nos faz suplicar.
Essa é a condenação secreta do homem: não conseguir reconhecer o ouro quando ele já está em suas mãos. Apenas quando vira pó no chão.

AUTORA STELLA GASPAR
STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros técnicos e didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
SONHE COM QUEM TOCA O IMPOSSÍVEL
Há desejos que só despertam quando o coração arde sem medo.
Parecem uma tecelagem no útero se entrelaçando com o fio da vida.
Não tento conter o que nasce para incendiar minhas narrativas amorosas.
Na verdade, alguns ventos chegam como amantes.
— Varrem a alma, arrepiam a pele,
e deixam um rastro que nenhuma distância apaga.
Todo tempo é tempo de aumentar a história de nossos sintomas de paixão.
O amor verdadeiro não se esconde,
ele invade, atravessa mundos,
e nos encontra mesmo quando você tenta se proteger.
Sobre o nosso corpo, ele deixa memórias.
Posse a posse, somos inteiros.
Com tempestades de beijos perfeitos.

AUTOR ANDRÉ FERREIRA
ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.
PARA A LINDA E DOCE PRISCILA
Oh, minha Doce Priscila, Mulher virtuosa dona
De uma beleza majestosa, seus olhos negros
Brilham como jabuticabinhas, seu sorriso
Me encantou desde o princípio e fez o
Amor transbordar no meu peito que
Estou em êxtase de tanta emoção,
Ouço a sua voz que é música e
Toca profundamente a minha
Alma, seus lábios são como
O mel e nele eu quero adoçar
A minha boca, sua presença
Em minha vida, é um
Presente divino.
Linda e doce, você é uma pedra preciosa,
Mulher virtuosa, você é um tesouro é um
Raio de sol que veio para iluminar o meu
Caminho e preencher o amor que faltava
No meu coração, que agora é sua nova
Morada, quero te dizer, minha Doce
Priscila, você é um presente
Celestial é uma mulher com
Um coração de ouro, sua
Bondade ilumina todos
Que estão à sua volta,
Seu amor é um tesouro.
E com graça e dignidade, você segue caminhando
Deixando rastros de luz, de amor e de benignidade
Sua força é suave, sua voz é doce, sua presença
É um bálsamo para a minha alma e com mãos
Que cuidam, olhos que amam, você é o meu
Refúgio, é o meu porto seguro, admiro a sua
Fé na sua beleza interior que brilha em tua
Alma que é pura, minha Doce Priscila
Você é uma joia rara e é um tesouro
Precioso, uma bênção na vida de
Todos que a conhecem.
Você é um exemplo de amor, de compaixão
E de generosidade, por isso desejo que a
Sua luz continue brilhando, morena de
Olhos negros como as jabuticabinhas,
Morena de pele sedosa e suave,
Seus olhos brilham como as
Estrelas na noite profunda atraindo
Meu coração com seu doce fulgor,
Seu sorriso é um convite ao paraíso,
Seus lábios voluptuosos, sua pele
Lança um perfume de paixão,
Sua voz é uma melodia que
Me encanta seu toque,
Um carinho que acalma
A minha alma.
Enfim, sua beleza é rara, exótica e única,
Um tesouro da natureza, seus olhos negros,
Um mistério profundo, um abismo
De amor, onde se perde o tempo,
Morena, você é uma obra de arte,
Uma criação divina, um presente
Ao coração, seus olhos negros,
Um chamado ao amor, um
Convite à paixão, à vida e ao sonho.

AUTORA ILZE MATOS
Ilze Maria de Almeida Matos nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.
OURO DELICADO
A vida segue
com flores,
com lírios,
com noites serenas,
com lua mansa,
com poesias leves,
com canetas de conchas
bordando histórias,
desenhando versos
na areia que o mar
apaga devagar,
mas o coração
guarda com carinho
como ouro delicado.

AUTORA CÉLIA NUNES
Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.
LIBERDADE VIGIADA
Pensando na liberdade, como está sendo a nossa liberdade atualmente?
Nossa liberdade foi trocada pela busca por segurança, por cadeados, correntes, câmeras.
Assim estamos vivendo!
Mas ficamos a pensar: cadê o vento no rosto, na noite serena, andando tranquilamente pelo bairro, conversando?
Estamos cada vez mais enclausurados, presos dentro de casa, na busca por preservar essa tal liberdade, presos aos bens materiais! E, ao longo da vida, vamos observando as demais coisas ao nosso redor.
Os cães estão presos, sem correntes a seus donos, por pura fidelidade! Isso é bonito de se ver! Precisamos aprender com os animais! Assim como a galinha, que consegue reunir todos os seus pintinhos debaixo de suas asas, precisamos aprender a estar, por vontade própria, protegidos nas asas do Deus criador!
Mas a vida tem nos obrigado a viver presos em nossas próprias casas, com medo de sair à rua, apreensivos, vigilantes. Não podemos mais ficar sentados na frente da casa, no portão, conversando com os vizinhos! Quando não é por receio, estamos presos à tecnologia. E os perto se tornam ausentes, longes, distantes, quase não se vê, ao passo que as pessoas distantes, tanto fisicamente, quanto geograficamente, se tornam próximas pela tecnologia na palma da mão.
Antigamente, a alegria reinava no quintal, através das brincadeiras, e se estendia pela casa, com a criançada correndo. Hoje, as crianças não sabem mais brincar, não têm mais quintal, não têm mais uma boa coordenação motora e estão obesas. Hoje, todos, crianças e adultos, estão trancados nos quartos, na sua individualidade, em suas próprias companhias, vivendo egoisticamente, mexendo em seus celulares, presos pela ilusão de que tudo podem fazer, nem que seja pela ficção.

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA
Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.
O ABRAÇO
O abraço
Espanta a solidão,
Aquieta o coração.
O abraço
Traz aconchego,
Alivia o medo.
O abraço
Expulsa a nostalgia,
Compartilha alegrias.
O abraço de quem amamos
Infunde energia,
O coração saltita de alegria.
O abraço afetuoso
Tira-o do fundo do poço.
Ah, abraço é conforto.
É brisa suave, refrescante
Numa tarde escaldante.

AUTOR WAGNER PLANAS
Wagner Planas nasceu em 28 de maio de 1972, na capital paulista, estado de São Paulo. Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suíça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.
PALAVRAS A UM FILHO
Filho,
Sei que às vezes,
A distância,
As circunstâncias,
Acaba nos afastando.
Mas em minha vida,
Tu és como o sol,
Sei que,
A cada manhã,
Quando eu abro os olhos,
Ele estará lá fora a brilhar.
Você é como o ar,
Está presente dentro de mim,
E se eu preciso me acalmar,
Basta eu encher meus pulmões contigo,
E tudo irá apaziguar.
Filho,
Muitas vezes,
Posso parecer distante de ti,
Mas são nestas horas,
É que estou mais presente.
Como todo sistema solar,
Que orbita em torno do sol,
Eu sempre serei o planeta,
Que mesmo distante de ti,
Em sua órbita,
Nunca irá perder o contato contigo.
Você é a força que eu preciso para viver,
A luz que me guia,
A inspiração de meus dias,
E tudo que hoje faço,
É para que você tenha certeza,
De um dia,
Você se orgulhar de mim.
Sei que no seu universo,
Eu sempre serei uma estrela,
Talvez não tenha tanta intensidade,
Como eu desejaria ser,
Mas em meu universo,
Você sempre será,
Meu Sol,
Minha estrela guia.
Eu te amo

AUTORA LUCÉLIA SANTOS
LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista, contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escrever poemas e minicontos infantis.
MINHA DOR
Jamais iria a lugar algum sem ti
Perduraria na chuva contigo
Um para o outro, seríamos abrigo
Eu vi a morte ao vê-lo partir
Minha dor é pedra sombria
Noites e dias, eu grito e choro
Nesse mar de tristeza é onde moro
É assim, no decorrer dos dias
Minha dor é um martírio latejante
É emocional, é física e pulsa
Que a alegria de mim expulsa
E me lança ao chão em instantes
Fui algemada pela dor da saudade
A prisão é gélida, amarga e forte
E, após ver de perto a própria morte
Vejo a felicidade como vaidade...

AUTORA SIMONE GONÇALVES
Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
PERDIDA
Estrada de terra batida
Um barro seco, poeira no ar...
Caminho descalça
Deixando o chão queimar meus pés
Do sol ardente a me guiar
Estou indo, não sei para onde ainda
Perdida estou
Sem rumo certo
Procuro alguém que não vejo há tempos...
E pergunto a mim mesma: "Onde estou?"
Porque se fecho os olhos sinto o vazio
Desse louco lugar em que me encontro
Sem meu bem, meu doce bem
Que perdida me deixou
Naquele adeus
De tempos atrás...

AUTOR MAXIMILIAN SANTOS
MAXIMILIAN SANTOS, natural de Feira de Santana, Bahia, é escritor, poeta e técnico em computação. Escreve desde os 17 anos, quando descobriu na palavra um refúgio e uma forma profunda de expressão. Coautor de cinco antologias poéticas, encontra na escrita não apenas arte, mas libertação, um espaço onde a alma se aquieta e o coração encontra voz.
LIBERDADE
Eu sou livre para amar e ser amado, mesmo num mundo onde o amor é raro, onde não há espaço para carinho e gentileza, onde braços se cruzam à distância.
Há um silêncio frio nas rotinas, uma pressa que atropela o afeto, que engole o “oi”, que sufoca o “eu te amo”, que transforma despedidas em vazios.
As almas se perdem em ambiguidades e a correria avança.
Se prendem ao que já foi,
esquecem de viver o agora,
abandonam o que ainda pode ser, um futuro cheio de possibilidades...
E assim, caminham,
sem sal, sem cor, sem calor.
Uma vida amarga...
Mas eu não.
Eu escolhi a liberdade de sentir...
Sem amarras...
De tocar sem medo,
de abraçar com verdade,
de viver sem receio de errar.
Porque amar é um ato corajoso.
E o amor é a forma mais bonita de existir.
Por isso, sigo livre.
Livre para ser inteiro,
para ser entrega,
para ser presença.
Livre para amar,
e nunca duvidar
que nisso mora a vida.

AUTORA MARINALVA ALMADA
Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
A VISITA DA POESIA
Hoje, de manhãzinha, a poesia veio me visitar e dizer por onde anda.
A poesia está no sorriso vibrante e sincero das crianças.
Nas doces e belas lembranças que aquecem o meu coração.
No olhar feliz da mãe que acabou de dar à luz ao seu filho.
No perfume das flores que desabrocham no meu quintal.
A poesia está no silêncio da noite.
No canto dos pássaros ao amanhecer.
No abraço acolhedor de cada irmão.
E no amor que nos faz sentir vivos.
A poesia está em cada palavra proferida para o bem comum.

AUTOR SIDNEI CAPELLA
Sidnei Capella, natural e residente em São Caetano do Sul — São Paulo, Graduado em Administração. Escrevendo e publicando poesias e contos nos cadernos semanais da Editora Valleti Books. Participou da II Copa de Poesias da revista Cronópolis, em janeiro de 2022. Escreve textos poéticos, contos e mensagens, grande parte dos seus textos é publicada na página do Instagram que administra. Utiliza a frase criada por ele: “Inspiração me leva a escrever sobre tudo, a inspiração vem de Deus, escrevo para o meu próximo, de modo a despertar sentimentos e mexer com suas emoções.”
ANDO DEVAGAR
Ando devagar,
pois já tive pressa.
Hoje, meus passos lentos
me fazem enxergar as cores da vida,
tomar melhores decisões
e aceitar o ser como é.
Aprendi a controlar as pegadas,
aprendi a escutar a voz do anjo, dizendo:
— Calma… vá devagar.
Hoje, ainda com tanto a aprender,
levo um sorriso, um aperto de mão,
ofereço um ombro amigo
e faço do coração um abrigo.
Ando devagar,
pois já tive pressa.
Cada ser carrega o seu tempo,
como as flores:
têm espinhos e perfume.
Sigo em frente,
lapidando sentimentos,
aperfeiçoando atitudes,
sentindo a paz dos passos suaves
e criando laços de amizade.
Pois na vida cultivamos amigos,
não inimigos.

AUTORA EIDI SILVA
Eidi Silva Alencar, paulistana, casada, formada em Letras, Pós-Graduação em Liderança Positiva e Gestão de Sala de Aula e estudante de Psicanálise. Morei boa parte da minha infância e adolescência no bairro do Grajaú, zona sul. Desde cedo demonstrei interesse na literatura e comecei a escrever poesias aos 13 anos de idade. Atualmente, moro numa cidade do ABC Paulista. Sou professora de Língua Portuguesa. Leciono para alunos do Ensino Médio e Ensino Fundamental de uma escola estadual no Parque Andreense, divisa com Ribeirão Pires.
POEMAS
Cavalgar sobre os livros
Esse é o meu caminho
Poemas intuitivos
Palavras aos pedacinhos
Sinto a brisa em meu rosto
Numa liberdade que em mim anuncia
Nas palavras, sinto o gosto
E nos versos há poesia.
As sensações são vibrantes
Ao galopar todo dia
Sobre os livros, leitura avante
Elaborando versos diversos
E declamando com maestria.

AUTOR WALTER BERG
Valter Alves da Silva, nasceu em São João do Sóter em 15 de setembro de 1976, adotou como pseudônimo literário (WALTER BERG), é o quinto filho de Francisco da Silva e Rosa Alves da Silva, Maranhense, natural de São João do Sóter, antes município de Caxias–MA, hoje cidade emancipada. Avô de Luís Augusto, pai de Anny Rose Lima da Silva, Antonia Mariely Almada da Silva, Juan Gabriel Almada da Silva, casado com a poetisa professora Marinalva da Silva Almada, com quem tece um poema romântico há 24 anos. É professor de Língua Portuguesa e Literatura e Língua Espanhola-SEDUC-MA, Gestor escolar adjunto da U.I.M. Raimundo Severo Magalhães, povoado Pedras, no município de São João do Sóter-MA. É Mestre em Educação, poeta contemporâneo com formação e Letras, Português e Literatura, é Superior Tecnólogo em Segurança do Trabalho pela Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, especialista em Educação do Campo-UEMA e Metodologia do Ensino de Língua Espanhola FCT-BAHIA, Administração, Supervisão, Inspeção e coordenação do Trabalho Pedagógico pela FAVENI e Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela FACULDADE CONEXÃO. Acadêmico de Enfermagem-Anhanguera. Tem textos publicados no site Recanto das Letras. Vencedor do prêmio NOVOS POETAS 2017 da Editora Vivara. Coautor em várias Antologias, “Essência Poética 2018, "Universo da Poesia e Poetas Seguidores", volume II, 1ª ed. da Editora: Compose Edições Literárias, 2019 e suas mais recentes publicações estão reunidas em um capítulo de "Um sonho de todos" Vol. V, antologia poética. Compose Edições Literárias, 2021.
DEPOIS DO SILÊNCIO
O mundo parou por um instante,
como se o tempo prendesse a respiração.
Portas fechadas, ruas vazias,
e o medo caminhando em cada coração.
Vieram dias de distância e silêncio,
abraços guardados na lembrança,
olhares escondidos por máscaras
e uma saudade enorme de esperança.
Muitos partiram cedo demais,
como estrelas que caem sem aviso.
Deixaram no ar suas histórias,
ecos de riso, pedaços de paraíso.
Mas quando as portas se abriram outra vez,
algo nas pessoas havia mudado:
alguns aprenderam a cuidar mais,
outros voltaram mais apressados.
Há quem valorize o café em família,
o amigo, o encontro, a conversa ao luar.
Há quem ainda carregue no peito
um medo difícil de abandonar.
Depois da pandemia, o mundo segue,
entre cicatrizes e reconstrução.
Mais frágeis, talvez… mais humanos também,
com novas perguntas no coração.
E assim caminhamos, passo a passo,
entre perdas, memória e recomeço:
sabendo que a vida é um fio delicado
que se fortalece no afeto.

AUTORA ELANY MORAIS
Elany Morais nasceu em Caxias – MA. Estudou na Universidade Estadual do Maranhão, graduando-se em Letras/Literatura e pós-graduando-se em Literatura Brasileira. É membro da
Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, das Letras e das Artes e da Academia Caxiense de Letras e da AJEB/Ma. Profissionalmente, atua como professora de Língua Portuguesa na Rede Municipal e Estadual do Maranhão. Com relação à prática literária, escreve os mais variados gêneros literários, como poema, conto, crônica, memórias... É autora de 04 livros, sendo 03 de prosa e 01 de poemas.
PASSAGEM DO TEMPO
É um tempo que passa!
Hoje nada do que já foi será como era
E, certamente, jamais o será,
Mas se um dia o fosse,
Que garantia teria eu de ser como antes era?
Ontem fui o que não sou hoje,
E se eu fosse o que antes fui,
Eu não seria o que sou agora!
É, no tempo que vai, que deixo de ser
O que num tempo fui.
É, em cada momento, que vou sendo
O que não era antes.
E é assim que vou deixando de ser
Para ser o que eu não era.

AUTORA GABRIELY BRANDÃO
GABRIELY BRANDÃO RAMOS, 28 anos, nascida em Itaguaí – Rio de Janeiro. Técnica em mecânica, poeta, participou da sétima e oitava edição da coletânea de jovens poetas na cidade de Itaguaí. Viu na escrita uma forma de expressão da arte e cultura. Escritora na antologia suspiros poéticos.
CARTA ABERTA PARA QUEM AINDA MORA EM MIM
Essa é uma carta aberta porque não cabe mais só no meu peito.
E não é um pedido, nem um drama, nem uma tentativa desesperada de retorno.
É só a verdade, crua, sem edição — do jeito que ela existe em mim.
A gente terminou.
E dizer isso ainda soa estranho, como se fosse uma frase mal escrita,
como se faltasse sentido no ponto final.
Porque, mesmo seguindo em frente, eu ainda sinto.
E sentir não é regredir.
É reconhecer que o que foi vivido deixou marca.
Os últimos poemas que escrevi foram pra você.
Não por insistência, mas por fidelidade ao que senti.
Os poemas, os textos, cada palavra que eu te entreguei
era a minha forma de dizer: eu estive aqui por inteiro.
Mesmo quando tudo já estava se despedindo.
Eu tentei ser forte.
Tentei ser maduro.
Tentei aceitar que nem todo amor fica.
Mas também aprendi que seguir em frente
não significa apagar o que ainda pulsa.
Eu sigo, sim.
Mas sigo carregando.
Ainda penso em você em detalhes pequenos:
em músicas que não pedem licença,
em coisas que eu vejo e penso “ela gostaria disso”,
em dias comuns que de repente ficam silenciosos demais.
E não, isso não me impede de viver.
Só me lembra que amei de verdade.
Se eu pudesse desejar algo,
não seria simplesmente a sua volta.
Seria a *volta da nossa história*,
com mais calma, mais cuidado, mais escuta.
Com menos medo de perder e mais coragem de ficar.
Uma versão nossa que aprendeu com o que quebrou
e decidiu tentar de novo, diferente, melhor.
Talvez isso nunca aconteça.
E eu sei.
Eu respeito o tempo, as escolhas, os caminhos que não se cruzam mais.
Mas negar esse desejo seria mentir pra mim mesmo.
E eu não quero fechar esse capítulo fingindo indiferença.
Eu ainda sinto.
Não como ferida aberta,
mas como algo que não virou passado por completo.
E tudo bem se em você isso já acabou.
O que a gente sente não precisa acontecer ao mesmo tempo
pra ter sido real.
Se algum dia você voltar,
que seja porque quis, não porque eu esperei.
E se não voltar,
que essa carta fique como prova
de que você foi amada de um jeito inteiro,
sem jogos, sem metade, sem economia de sentimento.
Eu sigo.
Mas não finjo que não existiu.
E se existir ainda em mim for um erro, então foi o erro mais honesto que já cometi.
Carta aberta de quem ainda sente, mesmo andando pra frente.

AUTORA NAYARA SANTOS LOPES
Nayara Santos Lopes, natural de Feira de Santana, Bahia, é Técnica de Enfermagem, Tradutora e Intérprete de Libras e poetisa, cuja relação com a escrita nasceu ainda na adolescência e permanece viva como expressão de sua essência. Entre palavras e sentimentos, encontra na poesia um refúgio e uma forma de dar voz ao que pulsa em sua alma. Com sensibilidade e profundidade, tem seus versos publicados em antologias poéticas, onde compartilha fragmentos de emoção, vivências e amor pela arte de escrever.
LIBERTE-SE DA CULPA
Liberte-se da culpa
por não ter sido,
por não ter feito,
por tudo aquilo que ficou guardado
no silêncio do tempo.
Acolha quem você é agora,
essa nova versão que nasce
mesmo entre dúvidas e recomeços.
Permita-se sentir,
pensar,
falar…
sem medo de existir por inteiro.
A vida segue em frente,
como um rio que não volta,
e o tempo, ah, o tempo, ele
não espera por ninguém.
Então, compartilhe sorrisos,
abrace o instante,
perdoe o que pesa
e ame…
ame sem demora, sem medida.
E se, por acaso,
a tristeza bater à porta,
se as incertezas nublarem o céu
ou o medo sussurrar baixinho,
lembre-se:
tudo passa.
Até a noite mais longa
cede lugar ao amanhecer.
Então, liberte-se!







A poesia é forma, vida e amor, é desejos concentrados em paixões. Estou encantada com seus escritos, caros poetas e caras poetisas. 😍