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REFLEXÕES Nº 34 — 21/08/2022


Leia, reflita, comente!

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, entre eles, romance, ficção, contos, infantil. É autor de mais de 10 livros, disponíveis atualmente na Amazon. A descoberta da escrita foi logo que aprendeu a escrever, mas, a chama foi definitivamente acesa em 1981, quando participou do grupo teatral TER (Teatro Estudantil Rosa). O próximo projeto que lançará é o livro de terror: "A MALDIÇÃO DO HOTEL PARADISIUM", em parceria com Vivian Duarte. Hoje é editor da Valleti Books, onde ajuda escritores amadores a realizar o sonho de publicar seus livros.
 

PESQUISAS PARA MELHORAR O SONO


Uma universidade do Canadá divulgou o resultado de uma pesquisa que, parceiros que dormiram cheirando a camiseta do ser amado tiveram uma melhora na qualidade do sono. Eu não tenho problema com o sono, mas conheço muita gente que tem e fui ler a matéria que falava do estudo. A experiência era simples: fazer o parceiro usar uma camiseta por 24 horas para impregnar seu cheiro: perfume, desodorante e até mesmo fluidos corporais. Deviam evitam cheiro de cigarro e outros mal odores. Então a pessoa dormiria com uma camiseta do parceiro sendo monitorada e outro dia faria a mesma coisa só que com outra camiseta (que não era do parceiro).


Quando acordassem deveriam escrever sobre a sua noite de sono. E com resultados positivos, resolveram divulgar o estudo. E vamos lá olhar as informações… A melhoria foi de 2% e a amostragem foi de 155 participantes. Como? Escutei direito? Você escutou direito? Dois por cento? Cento e cinquenta e cinco pessoas? É sério esse estudo? Só podem estar gozando com a nossa cara. Isso não me pareceu nada sério. Pareceu, sim, uma brincadeira de mal gosto.


Não é preciso de um estudo para saber que memórias afetivas nos fazem sentir melhor. Eu mesmo tenho lembrança de uma chupeta. Aos 7 anos, quando tive que começar a frequentar a primeira série do primário, minha mãe me fez largar da chupeta. Nessa idade eu não chupava mais a chupeta, mas dormia cheirando a mesma. No dia anterior ao início das aulas minha mãe fez eu jogar a chupeta no lixo. Assim eu fiz, na frente dela. Joguei no lixo do banheiro. Depois fui para o meu quarto e comecei a sentir falta da chupeta.


Sorrateiramente fui até o banheiro e resgatei-a do cesto de lixo. Corri ao meu quarto e passei a cheirá-la até adormecer. No dia seguinte a escondi em cima do guarda-roupa para que minha mãe não a encontrasse. Passei algumas semanas cheirando a chupeta escondido. Minha mãe fingia não saber que eu a tinha em meu poder, mas ela sabia. As mães sabem. Tomado por uma onda de vergonha, afinal já tinha mais de 7 anos, me libertei da chupeta de vez, a jogando na privada e puxando a descarga.


Fim das memórias afetivas da chupeta. E sobre essa pesquisa? O que vocês acharam?


 

AUTORA JOANA RITA CRUZ


Joana Rita Cruz nascida a 11 de março de 2002, é portuguesa e estudante de Engenharia Informática. Começou a escrever inicialmente no género de ficção com especial interesse em literatura fantástica, mas em 2015, escrever poesia tornou-se uma parte integrante da sua vida.

 

VIDA EM CONTOS DE FADA


Quando eramos crianças

eram os dragões,

criaturas místicas

mantendo em altas torres

nossos inocentes corações.


Hoje em dia,

são as responsabilidades,

as pressões sociais,

que nos prendem e impedem

de viver nossas reais idades.


Os pais abriam a porta,

daquelas de madeiras pesadas,

talvez houvesse um trol à espera

e um enigma com histórias,

de qualidade esmera.


Hoje em dia são os amigos,

por vezes as mais simples distrações

que nos salvam da rotina,

da ansiedade nada pequenina,

que nos salvam das dificuldades da vida.


A vida é como um conto de fadas

que se reinventou na realidade

tem inimigos, dragões,

habilidades adquiridas e inventadas,

tem quase impossíveis situações.


Mas com um simples toque de magia

pode ser bem bonita.


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

DOAÇÃO


A doação é uma palavra com o sentido de gratuidade. Ação de doar, de oferecer algo a alguém. Doação é o ato e resultado de doar: oferecer, ceder de maneira voluntária, transferir algo sem esperar nada em troca. O conceito vem da palavra latina “donatione”.


Chamou-me atenção as palavras lidas em versos e reflexões do cotidiano, do poeta Fabio Aiko quando escreveu. “Só podemos doar ao outro, o que possuímos em nós mesmos.” Isso para nós quer dizer: eu tenho afetos, ideias, saberes, mas nada é totalmente meu como também pode ser seu. Usamos as palavras, das nossas memórias, da nossa literatura. Mais o importante é saber doar tudo que universalmente recebemos e que após essa doação, estas começam a fazer parte de mim.


Nietzsche dizia: amar somente os livros que haviam sido escritos com sangue. Então, nossos escritos nascem de nossas ideias, ideias extraídas de outro que nos doa. As ideias são percepções, sonhos que veem do corpo.


Meus sonhos são as esperanças, os meus projetos de vida.


Mas a doação do mundo para esses sonhos, para essas ideias, adquirimos em um concreto mundo, onde nascem as admirações, os encantamentos. Citamos aqui: "O Beijo", de Rodin, as telas de Van Gogh e Monet, as músicas de Tom Jobim, os livros de Guimarães Rosa e de Saramago, enfim são belezas doadas.


São essas as reflexões que se formam em meus pensamentos para essa escrita. As sementes que planto no meu dia a dia, plantam as minhas vontades de estar perto, dar o meu melhor, poetizar com um prazer especial em deixar bons sentimentos para meus leitores.


Acredito que em nós mora um paraíso com uma capacidade ilimitada em florescer como os ipês na primavera da minha cidade, produzindo cores e flores. A natureza doando belezas aos nossos olhos. Daí nos vemos unidos em uma mesma sensação de poesia que anima nossas almas, tocadas pelas belas sementes que desenham a vida em seu natural, sendo essa doação constituída de agradáveis imagens.


A beleza natural sabe doar levezas sentimentais. Vinicius de Moraes se referia à sua “vontade de chorar diante da beleza.” Adélia Prado mostrou. O que é bonito enche os olhos de lágrimas.


A nossa intenção escrita nesse pequeno texto reflexivo, foi a de imaginar que a satisfação humana é sempre uma doação para o outro. Como as estrelas, que se doam para um mundo sem fim.


Esse é um desafio, a magia da doação sem nada desejar ou esperar nada em troca.


 

AUTORA BETÂNIA PEREIRA


Maranhense. Historiadora/Enfermeira. Colunista da revista The Bard. Participou de várias antologias poéticas e de contos. Escreve de forma artística desde que foi alfabetizada. Escreve poesias, prosas, textos de autoajuda, reflexões. Busca descrever todas as pessoas que rondam as vidas já vividas e as que ainda iremos viver. A história do cotidiano de todos nós.

 

CHEGA DE CEMITÉRIOS INTERNOS


Por que tenho medo de pensar? Digerir? Porque prefiro remoer sentimentos, situações, engolir em pedaços intragáveis, macerando meu esôfago, deixando marcas que serão dificilmente tiradas? O dialogo interno me assusta?


Ainda nessa travessia nos empanturramos ao êxtase, daquilo que nos faz mal e nada agregam, segregam. Deixamos o barco perfurar e ser invadido por micro-organismos; parasitas fincando as presas e deixando-nos sem oxigênio. O famoso “preciso me lembrar de esquecer certas coisas”, saber onde, como e quando devo permanecer. Sendo assim a felicidade míngua, foge, porque as oportunidades deixam de ser presença e viram falta, você não aprendeu o desapego, a deixar as páginas soltas irem, as cinzas se desfazerem.


Porque enquanto os discursos forem da porta para fora, enquanto as cadeiras estiverem desocupadas do lado externo, continuaremos sendo massacradas da porta para dentro, cadeias feitas de teias criadas por questões não resolvidas, presos por pensamentos retrógrados, pré-conceitos.


Enquanto matamos, por fora somos destruídos por dentro. Deixemos ir sem acumular, sem matar, sem destruir, deixemos ir por que já não faz mais sentido reter. Porque não é necessário matar para se sentir vivo, mas manter vivo e contemplar a liberdade da vida para poder respirar!


 

AUTOR GESCÉLIO COUTINHO


Nascido em Quixeramobim no Ceará, Professor especialista em História e Geografia, toca violão e canta, serviu por muitos anos na igreja, no momento se encaixa como Poeta: Escreve poesias, poemas e cordéis. Tem poemas publicados em Antologias como: Poesia Brasileira de 2021, Antologia Poética Toma Aí Um Poema, Cordéis lançados pela editora Aluá Cordéis, atualmente está com o poema "A Resiliência no Sertão" na Antologia Poética "1001 Poetas" e concorre a diversos concursos no ano de 2022. Atualmente produz poemas com temas diversos. Pseudônimo: "O Poeta do Sertão".

 

MUNDO PANDÊMICO


Eu vejo o mundo isolado

Pessoas olhando de lado

Com olhos arregalados.


Eu sinto medo dos testes

O medo de contrair a peste.


Eu vi vidas sendo ceifadas

As pessoas todas assustadas

E muitas de mãos atadas.


Vivemos em quarentena

Dos pobres alguns tem pena

Outros os veem e saem de cena.


Conheço a dor pelo ente perdido

Vejo seus olhos desfalecidos

Será que é merecido?


Procuro uma forma descente

De não culpar muita gente

Se for apontar, causa enchente.


Por isso fico de lado

Buscando ter mais cuidado

Que posso ser sorteado.


Portanto, só dou louvor

Para Deus e o seu doutor

Que pela fé e a ciência, livrou.



 

AUTORA JOANA PEREIRA


O meu nome é Joana Pereira e sou autora no blog "Tem juízo, Joana!". Nasci em Lisboa e segundo as estrelas, sou Leão - ascendente Touro. A minha identidade atravessa cores, ritmos, dança, música e palavras. Gosto de ler e de escrever, acreditando ser na escrita que me torno mais consciente. Numa voz firme e rebelde escrevo entre o certo e o errado, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…
 

ERA UMA VEZ UMA FLOR...


Era uma flor instalada num caule cheio de espinhos. Era intuitiva, selvagem e carinhosa. Os espinhos, ela limava-os, com uma lima coberta de paciência, áspera pela censura que a própria se deixava infiltrar. Com afinco limava-os crente na absolvição, mesmo tendo, os espinhos, crescido nas mágoas, decepção e dor.


Era uma flor que de noite se encobria e de dia sorria. Porque os fantasmas saem para o escuro, amedrontam, e o sol abrilhanta as almas benfeitoras deste mundo.


Pousada num bonito jardim, cheio de espécies que lhe ofereciam, ora sombra, ora sorrisos, vivia para fazer parte da natureza, consciente dos ciclos vida-morte-vida.


Com o vento roçava as suas pétalas nos demais, sabendo que aquele contato era um momento de prazer. O vento era o responsável pela ternura, pelo companheirismo e aconchego daquela comunidade.


Era uma flor perfumada de boa-disposição e criatividade. Esse perfume que, inesperadamente, dava frutos suculentos e apetitosos, e que ela os distribuía, fiel de que o amor só assim se partilha… com frutos.


Quando não se frutificava, escondia-se, ciente da solidão necessária para a evolução da sua espécie. Escondia-se com medo que outros olhos a vissem naquele retiro, carente de reflexão.

Era uma flor, uma flor que não se arrancava do solo. Porque as flores só crescem na sua própria terra, que se quer fértil. Porque as flores só à sua terra pertencem, e, apesar de estarem ligadas a tantas outras raízes, não são posse de ninguém.


 


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