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REFLEXÕES Nº 122 — 23/06/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjourney

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.

 

A TRISTEZA QUE ME INVADE


A tristeza é uma sombra inevitável que atravessa nossas vidas, como o olhar melancólico de um cão branco que reflete a dor silenciosa de todos os seres vivos. Assim como aquele cão, deitado no chão em busca de atenção, nós, humanos, também clamamos por carinho quando nos sentimos desamparados.


Um pet nos brinda com alegria, e em troca, devemos retribuir com afagos, recompensas e, principalmente, com amor e gratidão. Tal como oferecemos aos nossos animais de estimação, ansiamos por afeto quando nos encontramos rejeitados e excluídos, esperando uma palavra que nos faça sentir vivos novamente.


As amizades rompidas e as brigas familiares nos afastam do perdão e do amor fraternal. Por que não aprendemos a viver em harmonia? Por que nos recolhemos em nossa solidão, esperando que alguém venha nos afagar a cabeça?


Os sentimentos humanos são complexos e, quando agimos com o coração, sem ouvir a razão, frequentemente nos machucamos. Esperar compreensão quando emitimos pensamentos tão distintos é como querer que todos amem o azul e não o rosa.


Aceitar as diversidades sem nos chocarmos nos permitiria viver muito mais felizes. E, embora falar sobre isso pareça um ensinamento sábio, a verdade é que ainda estamos aprendendo. Sou um aprendiz neste vasto planeta. Todos estamos aqui para evoluir, aprender com nossos erros e tentar não repetir os mesmos tropeços. E é tão difícil...


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


SIMONE GONÇALVES, poetisa e escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

E O INVERNO CHEGOU...


Chegaste numa manhã gelada

Mesmo com o sol a brilhar

A névoa cobrindo a serra

Mas sem tirar a beleza dos Ipês-rosas.

Que bailam encantando as ruas

Um habitat perfeito para os pássaros

Eis que o inverno agora se faz presente

E tudo muda com maestria

Trazendo também dias acinzentados

Nas leves chuvas frias

A preguiça toma conta

Entre cobertores e um bom chocolate quente

Até a chegada da doce primavera

Por noites estreladas a nos encantar

Quadrilhas de São João vamos dançar

Assim vivemos a magia do inverno

Guardando cada momento na lembrança

De um cantinho do nosso coração


 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


ZÉLIA OLIVEIRA é natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

 

VISITA


Receber a visita de familiares e amigos queridos

Torna o nosso dia aconchegante e colorido.


Como a lua e as estrelas

Enfeitam e iluminam o céu,

Os amigos embelezam e enriquecem a vida.

São como um valioso troféu.


Amizade é um tesouro incalculável,

É dádiva que Deus oferece,

Que nos acolhe com amor

E nosso coração aquece.


Quando a visita vai embora

Já ficamos na saudade.

O coração se despede

Implorando outra oportunidade.


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

 

AMANHÃ PODE SER TARDE


O tempo passa, o outono vai embora, e com ele as muitas folhas que perdemos...


Há quem diga:

— Amanhã eu faço isto ou aquilo

— Amanhã irei pedir perdão

— Amanhã irei dar-lhe um abraço

— Amanhã irei dizer que amo


Amanhã? Mas, por que amanhã?

Já parou para pensar que o amanhã pode não existir para você ou para a outra pessoa?

Nossa vida é como a bruma, que some, desaparece...

Se é muito importante, faça hoje!

O tempo é muito curto para desperdiçar.

Aquela conversa...

Aquele abraço que não foi dado

O beijo que não foi dado

O perdão que não foi dado ou pedido...

As palavras que não foram ditas...

O amanhã pode já não existir

Amanhã já pode ser tarde, muito tarde…

Tarde até para amar…

Tarde para recomeçar…

Tarde para se encontrar…

Vamos perdoar e nos perdoar…

Abraçar bem apertadinho

Beijar com muito carinho

Falar o que sentimos…

Porque o tempo passa voando…

O amanhã ainda não existe!

Só o hoje é definitivo!

Porque o amanhã, não nos cabe saber.


 

AUTOR JOSÉ JUCKA SOULZ


JOSÉ JUCA P SOUZA, professor, ator, psicopedagogo, analista de sistema, ambos por formação acadêmica… Desde pequeno imbuído nas artes, com o desenho. Como profissional, agente administrativo no Ministério da Agricultura, técnico em edificações na Companhia Energética de Brasília. Assim segue, vendedor de tudo na infância (“triste realidade”), almoxarife, gerente lojista… Em seguida, veio o teatro, com poucas temporadas, lecionou artes na escola pública do DF, estando até hoje, trabalhando com informática, afastado de sala de aula… Embora escreva desde criança, com textos engavetados… Se reconhece poeta em um concurso para novos poetas, em 2019, classificado e publicado em uma determinada editora. Hoje providencia seu primeiro livro.

 

Direitos DESFundamentais

“Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.”.

Art. 5, o que trata dos direitos DESfundamentais.

Da constituição que não constitui…

E me vejo a refletir…

É redundante, enfim! Discutir igualdade de gênero, quando temos uma “constituição promulgada”, onde direitos e deveres seriam para cumprir-se.

Não está lá?

“Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher”. E por que, o que mais vejo em noticiários são feminicídios? Parece-me que o estado não está cumprindo com sua obrigação de igualdade de gênero e proteção da mulher. Ou estou louco? Retardado, talvez! Não! Refletindo de forma equivocada. Ah! O que o noticiário faz é fake news! Não está havendo feminicídios.

O que percebo é o quanto há que se avançar, por exemplo, no que concerne à igualdade de gênero: Acabar com todas as formas de discriminação contra meninas e mulheres em toda a parte; Eliminar todas as formas de violência contra meninas e mulheres, em ambientes públicos e privados, combatendo tráfico de pessoas e exploração sexual; Eliminar todas as práticas prejudiciais para as mulheres e meninas, como casamento infantil ou forçado e mutilações genitais femininas; Reconhecer e valorizar o trabalho doméstico não remunerado – com a promoção da responsabilidade compartilhada dentro das casas, por exemplo; Garantir a participação e igualdade de oportunidades para mulheres em espaços de liderança e em todos os níveis de tomada de decisão na vida pública, política e econômica; Assegurar o acesso à saúde sexual e reprodutiva e aos direitos reprodutivos; Realizar reformas para possibilitar que as mulheres tenham direitos iguais aos recursos econômicos; Aumentar uso de tecnologias, principalmente de informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres; Criar e fortalecer políticas públicas e a legislação para promover a igualdade de gênero. Embora, alguns avanços teóricos, na prática… Velhas práticas, preconceito, discriminação e falta de fiscalização naquilo que, minimamente, ainda exista… Se é que exista.

Em minhas loucuras e devaneios, toda essa situação se traduz em violência contra a mulher, num país, ainda machista e de contínuo patriarcado… Com leis a colaborarem com a situação discriminatória. No mundo, muitas das vezes, em condições e situações piores. 


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

CURTA O MOMENTO

Ao levar seu filho para escola, converse com ele no caminho, mostre-lhe as árvores e os pássaros. Diga-lhe para que sinta o cheiro do mato, e faça o mesmo.

Quando entrar em uma padaria para comprar um simples pãozinho francês, olhe ao redor e veja todas as delícias que se encontram na vitrine e imagine o processo que os levou a ter aquela forma e sabor.

Ao chegar em seu trabalho olhe nos olhos de cada pessoa que passar por você e as cumprimente com um sorriso nos lábios. Com certeza isso mudará o dia de alguém.

Quando for dançar, sinta o chão embaixo de seus pés, o vento que se faz pelos movimentos da dança. Se estiver dançando com alguém, sinta o toque, o perfume, a presença do outro em sua frente.

Olhe ao redor e veja outros casais dançando e se envolvendo naquele momento único.

Esqueça os problemas que não poderão ser resolvidos naquele momento e não sofra por antecipação com questões que nem aconteceram.

Dê-se o direito de ter o pensamento livre para que possa apreciar o momento.

Sente-se com seu filho para assistir um desenho ou até mesmo fazer um.

Beije seu parceiro ou parceira de repente. Faça coisas que as pessoas não esperam.

Surpreenda aos que estão ao seu redor.

Um gesto simples de bondade, é melhor do que nenhum gesto.

Seja intenso no olhar, no toque.

Esteja onde estiver, mas esteja no momento em que estiver.


 

AUTORA ROBERTA PEREIRA


ROBERTA M F PEREIRA nasceu em 1986 e cresceu na cidade de Brumado, interior da Bahia. É Historiadora, Tradutora, Intérprete de Libras, Professora e Poetisa. Desde bem jovem já demonstrava seu amor e dedicação a escrita, especialmente poesias. Tem suas poesias publicadas em diversas coletâneas e no site Recanto das Letras com o pseudônimo, Betina. É autora do livro “Verdades de um Coração Ferido”.

 

A IMPORTÂNCIA DAS EMOÇÕES


Às emoções são tão importantes quanto a nossa existência! Sim, nós seres humanos, somos feitos de sentimentos e sensações e são essas emoções que alimentam a nossa alma.


Amor, alegria, medo, tristeza, nojo, raiva e vergonha, essas são as emoções primárias e elas são tão necessárias que não podemos reprimi-las.


Quando uma emoção é coerente, significa que precisa ser sentida, expressada, colocada pra fora.


Porque estou falando tanto sobre as emoções? Porque vivemos em uma era onde as pessoas fingem sentir alegria o tempo todo e demoniza as outras emoções, como se apenas a alegria e o amor fossem importantes. A questão é que não existe emoção boa e ruim, todas as emoções são necessárias, a diferença é que algumas são desconfortáveis de se sentir e o ser humano quer evitar o desconfortável.


Imagine sentir dor e ter que fingir alegria o tempo todo? Perder alguém amado e fingir que está tudo bem? Sofrer uma situação de injustiça e não fazer nada? Percebe que outras emoções precisam surgir nesses momentos, como a tristeza e a raiva? Essas sensações são tão importantes que nos ajudam a regular.


Então, procure conhecer melhor as suas emoções e lembre-se: não se regula uma emoção coerente!


 

AUTOR WAGNER PLANAS


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do  Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

 

LINHA TÊNUE


Parte I

 

Vivemos na linha tenuê,

Como queria chamar, no fio da navalha,

Vivemos fazendo um auê,

As vezes santo, as vezes canalha.

 

Não canalha no pejorativo,

Mas do modo de se arriscar,

E do modo dispersivo,

Faz as coisas sem medo de errar.

 

Como são os cozinheiros

Na arte de fazer o arroz,

Deixa cozinhando, olha depois...

 

Somos assim na vida, donos da situação,

Arroz carreteiro nas mãos,

De janeiro a janeiro.

 

Parte II

 

E quando vamos ver,

O tempo passou,

E a meu ver,

O gás antes cheio, agora acabou.

 

A vitalidade desabou,

A consciência esvaiiriu,

A idade chegou,

E o tempo permitiu.

 

Nossa navalha não corta mais,

Nem trocando a lâmina de barbear,

Mas na alma, coleciona cicatrizes.

 

O tempo que achamos curto, para Deus foi demais,

O tempo  não vai retornar,

A linha tênue, assume as diretrizes.

 

J. L. Gomes

 

 

AUTOR ANDRÉ FERREIRA


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

 

QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Agora que as fantasias rasgaram

e que todas as máscaras caíram

deixando a maquiagem manchada

e com isso decretando o fim das batucadas

que calaram as arquibancadas

anunciando o fim da festa de pão e circo.


Agora vai...

Agora o Brasil começa a funcionar de verdade

depois de viver 3 dias mergulhado na promiscuidade

desfrutando de uma falsa felicidade.


E nessa orgia sem sentido o povo brasileiro

é visto no mundo inteiro

como um povo hospitaleiro

que é muito festeiro

mas que não tem dó do seu dinheiro.


E logo após a quarta-feira de cinza

povo brasileiro volta ser aquele povo sofrido

que na época da eleição tem o seu voto vendido

e por isso há anos é explorado por essa corja de bandido.


E agora depois de ter gastado

tudo no carnaval,

sem ticket refeição

e sem o vale alimentação

é hora de prestar contas ao faminto Leão....

 

 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

TUDO PODE SER ESPECIAL

A força que vem de dentro é tão terapêutica, sem efeitos colaterais.

Ela modifica nossas escritas emocionais, aviva nossos desejos múltiplos, e pode ser forte sem barulhos.

Tudo é movido põe estímulos, por sensações que nos leva a escutar vozes, lindas, sonoras, cantantes, chegando até as profundezas de nossos corações.

Feche seus olhos, sinta o dia, reserve seus sonhos para uma bela noite, e na madrugada, sinta que não estás sozinho(a).

Nossas forças de dentro, ah ... nossas histórias de superações, são como ventos que sopram por todos os lados, não o tocamos, mas eles fazem uma adorável festa de emoções nas nossas peles.

É de uma inabalável presença, essa força, essa poesia de tudo que somos. Descobrimos que o amor sempre está com essa vestimenta, nos levando para a frente, deixando os mais pesados pensamentos, que um dia habitaram em nós, para trás, porque a vida pede urgências.

Urgências de viver, de querer, de estarmos entrelaçados nos verdadeiros amores, nos convites para tentarmos sempre ser o que somos, com a forte força da felicidade nos abraçando.


“A vida é amiga da arte

É a parte que o sol me ensinou

O sol que atravessa essa estrada

Que nunca passou

Por isso uma força me leva a cantar

Por isso essa força estranha no ar

Por isso é que eu canto, não posso parar

Por isso essa voz tamanha.”


Compositor: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso

Letra deL: Força estranha


 

AUTOR AKIRA ORDINE


AKIRA ORDINE é um escritor, poeta e músico carioca. Desde cedo apaixonado pela literatura, utiliza a arte como espaço de luta e refúgio, colocando bastante de si em tudo o que escreve. Tem muitos livros, vários deles, verdadeiros amigos.

 

OITENTA ANOS DE UM ÍDOLO


Tenho andado muito atarefado, e, por isso, ligeiramente sumido do caderno de reflexões, mas nesse domingo não poderia deixar de escrever esse texto, já que a última quarta-feira (19) foi um dia muito especial para mim e creio que para todo o Brasil, pois foi aniversário de 80 anos do gigantesco Francisco Buarque de Holanda, uma das minhas maiores inspirações como artista e ser pensante.


Creio que meu primeiro contato com a obra de Chico foi em algum momento da infância, ao assistir a peça "Os Saltimbancos", traduzida do italiano e musicada pelo cantor. Lembro do fascínio imediato com o espetáculo, mesmo que devido à curta idade, não entendesse nada do contexto daquela peça e muito menos soubesse quem era Chico Buarque.


Só sei que depois daquele momento, mesmo sem saber, Chico tornou-se cada vez mais presente na minha vida, seja por meio de clássicos seus como "A Banda" e "João e Maria" que já ouvia desde pequeno, seja por minha curiosidade na adolescência em conhecer a Música Popular Brasileira a fundo, área em que Chico é simplesmente um dos maiores nomes de todos os tempos.


Além disso, não posso deixar de lado os livros, os quais ainda não li todos, mas destaco "Anos de Chumbo e outros contos" como obra que li recentemente e que me colocou em um profundo estado de reflexão acerca de como alguém, mesmo há décadas fazendo isso de forma primorosa, ainda consegue retratar a realidade do nosso país como ninguém. Uma grande prova disso é que composições como "Construção", "Cálice", "O Meu Guri" e "Roda-Viva" se eternizaram na história do imaginário popular, tamanha a atemporalidade e genialidade do trabalho de Chico Buarque.


Em suma, acho redundância dizer, mas Chico Buarque de Holanda é um patrimônio da cultura nacional, e é uma honra viver na mesma época em que esse mestre, que tanto lutou e segue lutando pelo Brasil e pelo seu povo.


 

AUTORA MARINALVA ALMADA


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português/Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023 realizei o sonho de publicar pela Valleti Books, o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

 

TEMPO


É tempo de se unir em oração.

É tempo de se converter.

É tempo de refletir.

É tempo de perdoar.

É hora de rever algumas atitudes.

Sempre é tempo de fazer o bem.

Sempre é tempo de mudar para melhor.


 


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1 Comment


Tudo é sempre, tão bom!!!

A leitura desses textos, me elevam, me deixam em plenos estados de aprendizados. 😍

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