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REFLEXÕES Nº 103 — 11/02/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjournei

 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

O ABRAÇO

Entre dois corpos tinha um abraço, que naquele momento se ofertavam em uma bela recepção de afetos.

Existem abraços preferidos? Como é difícil responder a essa pergunta, porque o abraço sempre tem gosto de quero ficar, quero sentir, quero mais… é um puro prazer humano com posses e braços e corpos para se entregar nesse aconchegante conforto, sensorial, emocional e mental.

O abraço tem um duplo sentido, ele vai e ele vem, isso é demais de bom, de recíproco e emotivo.

Todos os seres humanos, em diferentes graus acadêmicos e gêneros, praticam essa cartografia dos abraços gratificantes, mapeando as possibilidades dos encontros.

Sou amante da significação do ato de abraçar, dependendo do abraço, há... que vontade de ficar completamente entregue a essa fantástica bússola. Sim, metaforicamente o abraço é uma bússola, que nos dirige para um horizonte desejante.

O abraço tem energias e magnetismos, que nos permite chegarmos as escutas dos corações acelerados, apaixonados ou desesperados.

Abraçar, a princípio, é uma forma de dar amostras de carinhos, afetos e amor, é uma forma de tornarmos inesquecíveis os momentos, legitimando o vigoroso ato de abraçar.

Eu quando abraço, procuro deixar as alegrias que tenho dentro de mim, transmitindo as lisuras de meus afetos, como deixo meu rosto lavado e limpo pela manhã.

Descubra e redescubra, o valor desse afeto, sinta a paixão do estar nos brilhos do coração de quem você, desejosamente, abraça!


 

AUTORA RIZZON RAMOS


Rizonete Ramos, natural de Penedo Alagoas, reside atualmente na cidade de Itaguaí no Estado do Rio de Janeiro, é escritora em verso e prosa, autora do livro “Rosas no Varal” com lançamento em 2021, pela Dowslley Editora. Coautora da Antologia 21 anos de Um Brinde à Poesia, e Foco na Poesia 2, pela mesma Editora. Assina seus versos como Rizzon Ramos, é apaixonada por fotografias da natureza.

 

FANTASIAS

O choro do Pierrô ainda é ouvido, em meio a festas, o grito!

Há uma explosão de alegria!

Alegorias, Fantasias é só isso.

Usamos máscaras para disfarçar uma alegria que dentro não há.

Usamos máscaras para esconder o que sem máscaras, não temos a coragem de ser.

Transcrevendo a história, sem apagar dela as memórias, trazendo o colorido, mesmo que ainda escondido, mas tá bonito de ver, o sorriso estampado no rosto, será a única imagem registrada, mesmo que as lágrimas insistam em borrar a sua maquiagem, chore!

E se preciso for, chore tudo de novo.


 

AUTOR AKIRA ORDINE


AKIRA ORDINE é um escritor, poeta e músico carioca. Desde cedo apaixonado pela literatura, utiliza a arte como espaço de luta e refúgio, colocando bastante de si em tudo o que escreve. Tem muitos livros, vários deles, verdadeiros amigos.

 

PROPÓSITO DE VIDA

"Vivemos pelos encontros e sorrisos"

Uns podem enxergar essa frase como um discurso motivacional vazio, mas eu tenho pensado bastante nela ao tê-la visto exposta na parede de um restaurante. Acho ela muito coerente no sentido de que, na prática, é só isso que no fim mais importa: encontros e sorrisos.

As pessoas vão e vêm, e no final de tudo, as memórias são as melhores coisas. Nada paga a gratidão de uma pessoa e o fato de você ser bem visto em algum lugar, tendo a presença sempre desejada. Esse sentimento passa por mim recentemente de forma constante, e só posso dizer que o ano começou, ao menos para mim, da melhor forma possível, em todos os sentidos.

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março estará lançando seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso".

 

A BUSCA INFINITA POR ELA

Cinzas, meros vestígios de uma paixão incandescente, jamais reacendem. Como discernir a existência de um ser além deste plano? Talvez, o estrangeiro neste mundo seja você, adormecido num sono profundo. Para aqueles em cujos espíritos estas palavras ecoarem, um novo destino será forjado. Assim, inicio meu adeus, uma despedida de minha própria essência.

Cada alma que cruzou meu caminho, cada semblante que encontrei, habita agora o santuário de minhas memórias. Escrevo para abandonar o passado, rumo a um novo começo, na esperança de que minhas experiências sejam testemunhadas. Aquele que se debruçar sobre estas linhas entenderá que as coincidências de minha trajetória foram orquestradas por uma única força.

ELA, cujo nome jamais me atrevi a questionar, tornou-se a bússola de minha existência errante. Parece que todas as vias me conduzem de volta a ELA, cuja ferocidade e paz enigmática me cativaram de formas inimagináveis. A tatuagem em seu pulso esquerdo simboliza o ciclo da vida; a silhueta de uma flor adornando seu tornozelo, um lembrete da beleza efêmera.

Por que, então, meus pensamentos insistem em orbitar ELA? Teria eu perdido a razão, sucumbindo à loucura? A existência transformou-se em um enigma sem solução, encapsulado na memória de seu sorriso, um refúgio no caos. Deus é testemunha do esforço hercúleo em minha busca incessante por ELA, embora eu tema que apenas em outras existências nossos caminhos possam se entrelaçar novamente.

Perdi-me na contagem dos dias, como se nossas trajetórias fossem linhas paralelas destinadas a portas contrárias, cada qual adentrando um universo distinto. ELA, onde quer que esteja, em algum recôndito deste vasto cosmos, conservo a esperança de que nossas almas se reencontrarão.

Este é o suspiro de um coração que, embora resigne-se a desistir da busca, jamais desiste de amar.

E você que acabou de ler essa reflexão, tem alguém para lembrar?


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

POSSO TE ESTRESSAR?

Hoje temos toda a facilidade de serviços através das máquinas.

Depositamos e sacamos dinheiro através de caixas eletrônicos.

Passamos nossas compras em caixas automáticos onde são identificadas através de códigos de barra e conferidas através de bandejas com sensores de peso.

Multas são aplicadas através de câmeras que fotografam a placa e muitas vezes também o motorista.

Reclamações e auxílios telefônicos são feitos por mensagens automáticas onde a única coisa que podemos fazer é digitar números e quando conseguimos escrever uma pergunta temos a resposta: não entendi sua pergunta, por favor, digite com mais clareza.

Saudades do tempo em que os serviços eram feitos por pessoas.

Entrávamos nos locais e havia sempre alguém com uma camiseta contendo os dizeres: Posso te ajudar?

Sabíamos que poderíamos nos dirigir a essas pessoas para tentarmos solucionar nossos problemas, mesmo que a função dessas pessoas fosse apenas nos encaminhar ao setor responsável.

Hoje, quando tentamos ir direto aonde achamos ser o local certo, somos impedidos.

Existem agências bancárias onde há funcionários específicos para te impedir de entrar na agência.

Você chega e diz que vai ao caixa e ele te pergunta o que vai fazer.

Ao responder que fará um depósito, recebe a resposta que pode utilizar o caixa eletrônico.

Você responde que sabe, mas prefere o caixa dentro da agência.

O atendente novamente tenta persuadi-lo a não entrar na agência dizendo que poderá te ajudar a fazer no eletrônico.

Você diz que sabe fazer, mas prefere o caixa dentro.

A criatura novamente ameaça a te impedir, quando sua paciência já se extinguiu e com total falta de paciência você responde:

— Quero entrar e vou, ou você vai me impedir?

A atendente te acusa de estar sem paciência e você explica que estava até 20 minutos atrás.

Então chegamos a conclusão que hoje em dia a antiga camiseta do: Posso te ajudar? Poderia perfeitamente ser substituída por uma: Posso te estressar?



 

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