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BECO DOS POETAS Nº 50 — 04/04/2024

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem criado com IAMidjourney
 

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.

 

ECOS DIGITAIS, AFETOS PERDIDOS

Nesta era digital, onde o zumbido das notificações ecoa mais alto que sussurros humanos, testemunhamos uma transformação inegável. A tecnologia, em seu esplendor, desenha um novo horizonte para a existência humana, prometendo um amanhã construído em facilidades e maravilhas.

Contudo, num giro silencioso, territórios íntimos são delicadamente invadidos. Sem aviso, encontramo-nos em um labirinto onde as máquinas se tornam nossos mais próximos confidentes, e as almas, estranhamente, distantes.

Agora, navegamos em um oceano onde diálogos são substituídos por curtidas efêmeras, abraços por ícones sem calor, e gestos de carinho por imagens congeladas no tempo. Pergunto-me, então, sobre o destino das futuras gerações: estarão elas condenadas a uma existência solitária em um mundo onde o digital suplanta o toque, onde o humano se torna obsoleto?

Não sou o primeiro a levantar tal inquietação, nem serei o último. Entretanto, o medo me assombra: e se nos perdemos tanto em um labirinto de bytes e pixels a ponto de esquecermos como se dá um verdadeiro encontro? Imagino um futuro onde rituais de amor e comunhão se tornam memórias arcaicas, e onde o conceito de família se desvanece como névoa ao sol.

Sem a troca de toques, sem a partilha de afetos, sem a continuidade da vida, o que resta? Cidades fantasma habitadas por sombras do que um dia fomos, enquanto autômatos zelam pelo que restou de nossa civilização.

Questiono, então, a quem servirão os robôs quando não houver mais mãos humanas para construir, olhos humanos para sonhar, corações humanos para amar? Será possível um reinado de silício sobre um planeta onde o orgânico se tornou vestígio?

Talvez você, leitor, veja exagero em minhas palavras. Talvez nenhum de nós esteja aqui para testemunhar o desfecho dessa profecia. Mas resta-nos um caminho, uma escolha: o resgate do contato humano, o retorno aos abraços que nutrem, aos beijos que unem, às carícias que falam.

As máquinas podem ascender e remodelar o amanhã, mas há uma chama em nós que elas não podem extinguir. Desejo partir deste mundo nos braços do meu amor, sob o último brilho do sol, embalado pela certeza de um legado de humanidade.

 

AUTORA RIZZON RAMOS


RIZZON RAMOS, é alagoana da cidade de Penedo, atualmente mora em Itaguaí Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. Escritora em verso, prosa e contos, autora de Rosas no Varal, coautores de Antologias, poeta, compositora, e apaixonada por fotografias.

 

O PÃO DA VIDA


Não é um faz de conta

Não é coisa do passado

A cruz está vazia

Eu creio e espero

O Cristo Ressuscitado.

Nem só de pão viverá o homem.

E, por que cultivar algo

Que só te consome?

Se o fruto que colherá

Será aquilo que você plantar,

Se plantarem algo se bom,

Será como palavras que ressoam

E certamente tu colherás

"Só coisas boas"


 

AUTORA GABRIELY BRANDÃO


GABRIELY BRANDÃO RAMOS, 28 anos, nascida em Itaguaí – Rio de Janeiro. Técnica em mecânica, poeta, participou da sétima e oitava edição da coletânea de jovens poetas na cidade de Itaguaí. Viu na escrita uma forma de expressão da arte e cultura. Escritora na antologia suspiros poéticos.

 

DIA 7 DE ABRIL


Dia 7 abril

Foi o dia que Deus me deu o dom da vida.

O dia de alegria para meus pais.

Todos os anos nessa mesma data eu apenas agradeço a Deus.

Por me dar o dom de falar,me estressar, escrever

E a cada ano ele desperta em mim o dom natural de ser quem eu sou ,aquela amiga acessível.

Aquela pessoa com o coração gigante,sempre pronta a ajudar,aquela que ama as causas humanas, sociais e que ama os animais!

Já passei por tanta coisa nessa vida,vão se completar 29 anos de experiência aqui nesse lugar.

Agradeço a meus pais,avó e família por todo amor e por tudo que me fez chegar até aqui.

Agradeço todos os dias por vencer a depressão e poder compartilhar a minha experiência,ser luz na vida das pessoas .

E tenta a cada dia transformar vidas !

Pois é esse o meu propósito,e por isso Deus gerou o amor ao meu coração pelo próximo

E essa vontade de fazer a todos que passarem pelo meu caminho, sentirem essa sensação te uma alegria,uma luz e um esperança.

Gratidão por os dias 7 de abril!

sempre será um novo recomeço, um novo aprendizado e mais uma vitória!


 

AUTORA MARINALVA ALMADA


MARINALVA ALMADA é diplomada em Letras Português/Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrou no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. É professora nas redes públicas municipal e estadual. Tem como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleita-se com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem sua personalidade multifacetada. Escreve regularmente no Recanto das Letras, participa com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023 realizou o sonho de publicar pela Valleti Books, o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

 

POESIA


A poesia está no coração de quem ama.

Na tristeza ou na alegria,

ali está a poesia!

A poesia floresce na beleza da vida,

No prazer ou na dor,

No cheiro da flor.

A poesia vai comigo pelo caminho.

Está no voo dos passarinhos.

Não há lugar em que a poesia não esteja.

Ela está viva em cada gesto de carinho, mesmo que ninguém a veja.

No pranto a jorrar,

Na imensidão do mar.

No sol a brilhar,

No dom de encantar.

Onde mais a poesia está?

É só procurar, sentir e ver

que o encanto da poesia

Está em mim e em você.

 

 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

EU FICO ENCANTADA


Eu fico encantada

Quando você diz que seus sonhos

São os meus...

Olho para frente e para trás

E vejo que você deixa

Em todos os nossos caminhos

Significados do amor

Do nosso amor...

Eu fico encantada

Com tanta composição poética

Entre mim e você

Te amar é um bálsamo

Você faz-me tão feliz

Que caminho em chão de estrelas

Eu fico encantada

Com o nosso amor longevo

Com forças de mares, rios e oceanos

Nós dois...

Que beleza

Quanta beleza

Vivemos na memória dos deuses.


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

 

FLORILÉGIO DO AMOR


Grande amor que tem raízes profundas

Nem mesmo a tempestade o faz fenecer

Regado por lágrimas, o coração inunda

Tem cheiro de flor, é teu bem querer.


É tanta dor, angústia de quem ama

Ah! Se soubesses a medida da saudade

É como um vidro de perfume que derrama

Não é sentimentalismo, nem vaidade.


Se pedires, assim será concebido

Tens na mão um coração além do teu

Amar, jamais será tempo perdido

Há felicidade no olhar, de quem o recebeu.


É como flores que espalham sementes

Cai a chuva e o milagre acontece

Florilégio do amor tão fortemente

A força de uma paixão abastece.


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

TABU


Um amigo curioso

Novato no assunto era

Me perguntou de repente

Como saber da menina bela

Se ela ainda era donzela.


Eu em minha ingenuidade

Não sabia a resposta

Já que eu mesma era donzela

Pergunte a sua mãe sem maldade

Ela poderá lhe dizer a verdade

Explicar-lhe com cautela.


Impressionado ele ficou

Já que eu era mais velha

Como assim você não sabe,

Como se deixa de ser donzela?


Expliquei-lhe com carinho

Que embora mais velha fosse

Não comecei cedo

Como outros de minha linhagem

Já que vovô escravo

Conquistando a liberdade

Começou junto a vovó

Bem cedo a libertinagem.


Vovó grávida se casou

Igualmente suas filhas

Criança em minha família

Sempre nasceu de seis meses

Bem-criadas por sinal

Os pais casavam-se em agosto

E os filhos nasciam no carnaval.


Em casa virgindade

Nunca foi tabu de verdade

Mas tem mãe que é mais contida

Prefere esconder o fato

E se fingir de ofendida.


O amigo curioso

Foi para mãe perguntar

Como é que a gente sabe

Quem esconde a verdade

E mente sempre ao falar?


Meu amigo ao me encontrar

Pôs-se a história a narrar

Perguntei a minha mãe

Se virgem ela se casara.


E ela com grande espanto

Totalmente injuriada

Deu-me uma coça daquelas

Dando-me uma bofetada.


 

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