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REFLEXÕES Nº 234 — 18/10/2026

há 5 minutos
12 min de leitura

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem do caderno
Imagem criada com IA

AUTOR Luiz Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível até o final de 2026.

A PRIMEIRA SEMANA NA CASA DOS OUTROS


A primeira coisa que aprendi na casa da Natasha foi onde não sentar. Sentei na cadeira da ponta, ao lado do meu neto Mateus, e o genro, com toda a educação do mundo, disse que podia ficar à vontade, que era só uma cadeira. Levantei para a do meio. Descobri depois que a da ponta é dele e que “só uma cadeira” era a maneira de ele me avisar sem avisar.


Hora de comer é sagrada. No primeiro dia me avisaram que o jantar estava pronto. Desci as escadas, sentei na cadeira do meio e comecei a comer. Acabei levando uma bronca, pois ali todos devem comer juntos. Meu rosto experimentou todo o arco-íris: ficou vermelho, depois roxo, passando para branco. Vergonha...


O café é às sete. Sempre tomei o meu às seis e meia, e não sei se é por isso que acordo às cinco e fico no computador, ouvindo a casa funcionar sem mim: a água na cano, uma porta, a cafeteira. Esperando a hora certa de aparecer, como quem não quer atrapalhar um ensaio.


A geladeira tem prateleira por pessoa, e a minha, me explicaram com muito carinho, é a de baixo. Gosto da de baixo. Só que o que fica nela some mais rápido do que eu compro, e já desconfio que tem mais gente morando aqui do que me contaram.


Aprendi também o barulho do porta principal, que emite um bip ao abrir. Antes escuto a senha sendo digitada e logo reconheci quando é a Natasha chegando, que é diferente do jeito de digitar a senha do meu genro. Ainda não tenho a minha própria senha. Uso a da Natasha por enquanto.


Na quarta, no jantar, me perguntaram se eu queria mais arroz e eu disse que não precisava. Quinze minutos depois, a minha esposa Mônica me olhou e disse baixinho que eu podia pegar mais. Era um arroz bom. Fiquei pensando por que é tão mais difícil aceitar o segundo prato do que o primeiro.


No sábado, achei que a cadeira do meio já era minha. Sentei sem pensar, e ninguém reparou, e achei que era isso mesmo: virar costume é quando ninguém repara. Mas o Mateus chegou, olhou, e sentou na do lado, deixando a de baixo vazia para mim, e eu não soube se era gentileza dele ou se a de baixo era a minha mesmo.


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

OLHANDO PARA O CÉU


O céu nos lembra que somos parte de algo muito maior. Ao olhar para ele, sou lembrado(a) de que estou conectado(a) a tudo o que existe. Há nessa experiência uma magia capaz de nos acalmar.


Diante da vastidão das estrelas, nossas angústias ganham novas proporções, e o mistério da vida se torna belo, não assustador. É no silêncio da contemplação do céu que encontro respostas para minhas perguntas mais profundas.


Em meio à imensidão cósmica, minha mente se liberta das amarras terrenas e se eleva a um estado de contemplação. Os sonhos ganham asas e se tornam possibilidades.


O céu é uma energia que abraça a nossa existência.


Abaixo dele estão as cidades intensas e ruidosas, onde convivem os contrários, os encantos e os desencantos. Entre elas, brilham os reflexos da natureza, do mar e dos caminhos percorridos.


Tão profundo é o céu que nossa imaginação passa a habitá-lo. É poderoso, libertador e incrivelmente belo. O céu é anestésico.


Ao olhar para o céu, nossa coragem sente o frio dos invernos, os beijos dos beija-flores e a terra coberta por folhas de cores outonais acariciando nossos pés. O céu nos ensina a importância da perspectiva. Assim como as nuvens se movem e mudam de forma, nossos desafios também são passageiros.


Olhar para o céu e agradecer nos lembra que tudo pode mudar. O céu nunca é o mesmo.


O céu e o sol, acima de nós, guardam os segredos do amor.


Como escreveu Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe, olhar para o céu à noite desperta um sentimento doce e profundo.


O céu aceita as nuvens pesadas da tempestade com a mesma dignidade com que recebe o primeiro raio de sol da manhã. Ensina-nos sobre a impermanência: tudo passa, as nuvens mudam de forma, a escuridão cede espaço à luz e o infinito permanece lá, firme e paciente.


Olhe para o céu e permita-se sonhar. 


AUTOR Kenia Pauli


Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

CADA COISA TEM SEU TEMPO


O outono está chegando aqui na Inglaterra, e com ele voltam aqueles dias nublados, em que o céu parece mais quieto e tudo fica um pouco mais cinzento. As folhas começam a mudar de cor, e a natureza vai mostrando, à sua maneira, que nem tudo permanece igual para sempre.


Tenho pensado em como a vida também é assim. Às vezes, fazemos parte de lugares e relações onde tentamos dar o nosso melhor, manter a harmonia, compreender as pessoas e fazer com que tudo fique bem. Mas nem sempre percebemos quando, nessa tentativa, começamos a deixar de lado aquilo que sentimos.


Talvez olhar para as coisas de forma mais sistêmica seja também entender que cada pessoa tem sua história, suas dores, suas responsabilidades e sua maneira de enxergar o mundo. Nem tudo está ao nosso alcance, por mais que a gente tente compreender ou consertar.


Penso que existe uma certa maturidade em perceber isso. Entender que podemos ser gratos pelo que vivemos, reconhecer o que aprendemos e, ainda assim, sentir que chegou a hora de mudar alguma coisa. Sem precisar apontar culpados, sem apagar o que foi bom e sem achar que toda mudança precisa terminar em mágoa.


Assim como as árvores deixam suas folhas caírem, talvez a gente também precise aprender a soltar algumas coisas. Não porque deixaram de ter valor, mas porque a vida continua se movimentando, e nós também precisamos acompanhar esse movimento.


Os dias cinzentos acabam passando, embora nem sempre saibamos quando o sol vai aparecer, pelo menos aqui na Inglaterra é assim. E talvez seja justamente aí que esteja o aprendizado: aceitar que não temos todas as respostas, respeitar o tempo de cada coisa e entender que nem sempre permanecer é a melhor maneira de demonstrar gratidão.


Às vezes, seguir em frente também é uma forma de respeitar tudo o que vivemos, inclusive a nós mesmos.


AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

TALVEZ…


Um dia,

quando a volta der volta e parar onde tem que ficar,

as coisas vão se acomodar e não incomodar mais.

Talvez o incerto ou o incentivo de continuar pelas estradas da vida seja o melhor caminho para encontrar uma grande resposta ou não…



AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

MINHA VIDA


Nessa minha vida, experimentei tantas emoções:

tristeza, medo, raiva, frustração…

Cheguei a pensar que era difícil demais suportar,

quase impossível viver presa a uma emoção só.

Tudo se tornava confuso,

a ponto de entorpecer minha mente

e me impedir de pensar com clareza.

A vida ficava de ponta-cabeça,

e eu precisava reunir forças de todos os lados.

Manter o foco era difícil.

Minhas feições se tornavam tensas, duras como cera.

Às vezes, eu pensava:

vou deixar a vida me levar,

seguir a correnteza.

Afinal, a vida é um grande ponto de interrogação.

Ninguém sabe o que virá.

Por isso, existe o hoje.

Viver nesse desconhecido

é uma escolha que tento fazer todos os dias.

Minha vida é uma tribulação

É como uma roda-gigante:

um dia em cima, tudo parece bem;

no outro, tudo parece péssimo.

Como é difícil viver.

Vejo que nem tudo depende de mim.

E, aos poucos, estou aprendendo

a deixar a vida fluir:

sem ansiedade,

sem expectativas excessivas,

confiando mais em Deus.

Com gratidão pelo dia vencido.

E vou vivendo assim:

um dia de cada vez.


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

PALAVRAS...


Amor,

Paixão,

Calor,

Tesão...


Beijo,

Desejo,

Cobiçar,

Atiçar...


Abraçar,

Cortejar,

Amanhecer...


Dizer-te,

Amar-te,

É meu viver.


AUTOR Marinalva Almada


Marinalva Almada é diplomada em Letras Português / Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA. Encontrei no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. Sou professora nas redes públicas municipal e estadual. Tenho como missão transformar vidas por meio da educação e da leitura literária. Deleito-me com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem em mim uma personalidade multifacetada. Escrevo regularmente no Recanto das Letras, participo com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023, realizei o sonho de publicar pela Valleti Books o livro "Versificando a vida", juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

CORAGEM


Quantas mensagens boas para serem lidas e compartilhadas.

Quantas ideias boas para serem aplicadas.

Quantos projetos planejados.

O mundo precisa de paz, respeito e união.

Todos em prol de um país melhor, mais justo e mais fraterno.

E nós, o que estamos fazendo?

Quantas mensagens deixamos guardadas na gaveta ou só no nosso coração?

Quantas ideias boas morrem por falta de coragem e fé?

Quantos projetos ficam só no papel?

Não basta só sonhar com um país melhor.

É preciso ser um pouco desse país, fazer algo todos os dias.

Uma palavra de conforto.

Um gesto de respeito.

Uma atitude de união.

O mundo muda quando a gente muda.

A paz começa em casa.

No nosso coração.

Na nossa rua.

Na nossa escola.

Vamos compartilhar só o bem sem olhar a quem.


AUTOR Eduardo Grabovski


EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia –  Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.

NOÇÃO D0 RISCO E A PAZ DE TENTAR


Inerente ao contexto religioso da “metáfora do lírio”, que diz “Olhai os lírios do campo”, resolvi focar na simbologia mais filosófica e me deparei com algumas contrariedades.


O sentido bíblico fala na multiplicação, no plantio e na colheita da fé, que deve crescer e se espalhar pela terra com todas as benesses da alma que crê e executa a fé, superando os obstáculos e espinhos e se mantendo firme.


Na mitologia e na simbologia filosófica, acho incríveis as relatividades e os contrastes que podem ser representados por uma flor de lírio. Olhe os significados de um lírio e no que ele influi como inspiração para nós, meros humanos.


Da mesma maneira que ele pode representar pureza e inocência, como uma criança representa, o lírio e seu perfume podem trazer a representação da dualidade, por meio de um aroma intenso que nos remete à fertilidade.


Faço alusão aqui às fases da vida em que a pureza das ideias de criança é transformada, ao longo do tempo, por nossa evolução e pelas fases normais de dilemas da adolescência até a maturidade. Mas imagine se pudéssemos ser crianças até hoje? Se pudéssemos ser felizes de verdade — e não, ironicamente, brincar de ser feliz —, mas aprender a olhar a vida com mais leveza mesmo, de dentro para fora?


Por hora, deixo a minha criança interior de hoje se conectar instintivamente com a criança interior de ontem. Acredito fundir a inspiração do aroma do lírio, que me traz ímpeto e vontade, unida à inocência de achar que estou no caminho certo, sem medo, como uma criança o faz. Assim, posso sublimar em meu coração a resiliência do sentido de olhar os lírios do campo, estimulando minha evolução de atitudes baseada na ideia e na crença de que, se eu não arriscar, não saberei o resultado.


Não arriscar uma mudança ou a execução de ideias pode fazer com que elas não germinem e não povoem em multiplicação de resultados. Se eu agir com muita volúpia e intensa paixão, talvez falhe, mas se usar a inocência da coragem de uma criança, pode ser que sim. Conseguirei, ao menos, ter a bela e boa paz interior de ter tentado.


Que tal tentarmos realizar algum objetivo há muito almejado que está guardado na gaveta? Vamos, leitor, experimentar, de pouco em pouco, o sabor da ação gradativamente positiva. Afinal, uma criança pode quebrar um brinquedo exagerando, mas se essa mesma criança, no futuro, usar o seu ímpeto na maturidade, poderá realizar e obter conquistas em quaisquer áreas da vida, com uma imensa multiplicação de satisfação pessoal.


Universo do Tio Dudú


AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

A VIDA É PRECIOSA


Muitos lutam pela vida,

Outros se expõem ao perigo.

A noite pede descanso,

Cada pessoa em seu abrigo.


A vida é tão preciosa,

Mas nem sempre valorizada.

Jovens chegando em casa

Às altas horas da madrugada.


Ignoram os riscos,

Vivem de olhos vendados,

Como se fossem imunes

Aos perigos por todo lado.


Os jovens se divertem,

As mães perdem o sono e a paz.

Vivem em pânico,

E a angústia só aumenta.


Os jovens precisam enxergar

Que a vida é preciosa,

Pois, enquanto ignoram o perigo,

Há mães que choram em silêncio.









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