top of page

REFLEXÕES Nº 42 — 16/10/2022

Leia, reflita, comente!

 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.
 

SOBREVIVENTES


Acordam de madrugada,

Engolem bolacha barata

E café ralo e amargo

Das desilusões

E consignados da vida...


Limpam as lágrimas no banheiro

E na sala de aula

Acolhem, em um abraço certeiro,

Corações amassados

De vidas embriagadas de escassez e dor.


Às vezes, seguem três rounds

Em um só dia,

Sem ao menos ter garantido

A marmita da família.


Varam finais de semana e

Feriados a elaborar

Ou corrigir atividades.

Algo que, para muitos,

Nem sempre tem valor,

Mas não se importam,

Fazem isso por amor.


Mesmo quando

Algum aluno levanta a voz

Ou fica a manhã dormindo na sala,

Eles, sem mágoa no coração,

Dão um toque no ombro

E pedem para lavar o rosto.


E quantas vezes durante o banho,

Enquanto a água caia sobre seus corpos,

Pensam naquelas vidas repletas de dor

E como resolver aquele clamor.


Então, tentam dormir,

Mas a insônia vem.

Apelam para o receituário

Que há tempos guardam na gaveta.

E o pânico, transtornos e síndromes

São inúmeros.

Depressão, cobranças, planilhas, doenças,

Restrições financeiras, reuniões online,

Pais que acusam,

Alunos que não colaboram...


Mas no meio de todo esse caos,

Ainda sim,

Existem alguns alunos que brilham

E fazem toda diferença.

E com essa pandemia,

O home Office surta suas mentes

E eles pensam

Que são incapazes

Ou que não irão conseguir

E, por isso,

Pensam em desistir.


Mas vamos dar conta sim,

Pois,

Somos nós

Que seguramos sempre as pontas.

Afinal, um país não vive sem educação,

Pois é ela que nos conduz e instiga

A sermos melhores

E a viver ou talvez,

Sobreviver em sociedade.


Então, sigamos teimando corajosos,

Pois cada criança ou adolescente

Que tocarmos o coração,

Será e fará a diferença no amanhã

Em que dias melhores

Ainda virão.


 

AUTORA ARLÉTE CREZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas, todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
 

É PRECISO PASSARINHAR


Passamos a vida correndo, sem saber para onde ou mesmo por quê.


Estamos sempre apressados, sem tempo para nada.


O dia passa, chega à noite e temos a sensação que não conseguimos fazer nem metade do que pretendíamos.


Vejo jovens infartando sem ao menos terem verdadeiramente vivido.


Mas o que é preciso fazer? Como mudar a situação estressante do dia a dia?


É preciso passarinhar.


Julgamos as pessoas que fazem as coisas com calma, tiram um tempo para si mesmas, sem percebermos que elas é que estão certas.


É claro que não estou dizendo para levarmos uma vida de vadios, mas que é muito bom termos um tempinho de vagabundagem, isto, sim, é fantástico.


Parar por alguns momentos simplesmente para não fazermos nada, ou apenas sentirmos a vida.


Prestar atenção aos pequenos detalhes que passam despercebidos na correria do dia a dia.


Sentir nosso coração bater, perceber o inflar de nossos pulmões, ouvir novos sons, ou seja, sentir a nossa vida e a vida que nos rodeia.


Percebermos que não somos uma ilha cercada de nada por todos os lados.


Dar-nos um tempo é essencial para recarregarmos nossas baterias.


O corre-corre nos cansa, mas sempre achamos que não temos tempo para descansar, sendo que é no descanso que encontramos forças para continuar.


É muito bom fazer nada de vez em quando, já que este tempo de nada, nos dará tempo para nos fortalecermos para tudo o que está por vir.


É preciso darmos um tempo nas responsabilidades.

É importante e necessário que façamos algo por nós mesmos de vez em quando.


É preciso passarinhar.


 

AUTORA JOANA PEREIRA


O meu nome é Joana Pereira e sou autora no blog "Tem juízo, Joana!". Nasci em Lisboa e segundo as estrelas, sou Leão - ascendente Touro. A minha identidade atravessa cores, ritmos, dança, música e palavras. Gosto de ler e de escrever, acreditando ser na escrita que me torno mais consciente. Numa voz firme e rebelde escrevo entre o certo e o errado, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…
 

A REFLEXÃO É DELE


Um homem sensato,

que gosta de se vestir de poesia.

Leva o abecedário em cada sapato

e, na língua, cortesia.


Escritor, amante e criativo,

Na Valletibooks faz tudo com amor

Inteligente, amigo e pró-activo

Por muito trabalho, nunca perde o bom humor.


O Luiz foi talhado para isto,

Sempre pronto a ajudar.

E quando um texto não é revisto,

Põe-se logo a consertar.


Deu a mão a tantos poetas e escritores

Com um espaço de divulgação,

Venham ler, meus amores!

Com alma e coração!


Tem um talento incrível,

Para poemas ou histórias.

Além de fazer tudo possível,

Tem qualidades notórias.


Impulsiona os sonhos de tantos por aí,

Mesmo quando começamos a esmorecer.

Pensas que não é suficiente, e daí?

Ele concretiza e faz acontecer!


Pela literatura,

Pelo gosto e bondade,

Também pela cultura,

Age com humildade.


A ti dedico este poema,

Uma reflexão sobre um incrível ser humano

Nutro por ti uma estima extrema,

Feliz aniversário, meu Hermano!


 

AUTORA BETÂNIA PEREIRA


Betânia Pereira, historiadora/enfermeira, colunista na Revista The Bard. Participou de várias antologias poéticas. Escreve desde que aprendeu a escrever. Escreve poesias, prosas, textos de autoajuda, reflexões. Escreve sobre todas as pessoas que rondam as vidas que viveu e as que ainda viverá.

 

A DOR DO PARTO


O parto e seus significados. Não tem como ouvir, pensar e refletir sobre o parto e não vir à mente tudo que ele é capaz de produzir em nós. Dos caminhos que percorremos até o parto e como parte, e o que nos traz o parto, as partidas. Como o ato de partir, de evadir provoca um turbilhão de sentimentos e mudanças na vida das pessoas.


O ser humano e o parto. O partir e o ser humano. O ser humano nasce do parto. Necessita vivenciar os partos para sentir-se humano. O parto, assim como o partir, tem dor, amor, saudades, medo e resiliência.


O parto e a dor, o parto e o amor, o parto e o morrer, o parto e o nascer, o parto e o padecer. Quando é parto, é dor grande, contrações rítmicas, involuntárias ou clinicamente induzidas, sentidas e não lembradas. Abre passagem e traz vida, desfaz a dor e traz alegria. Quando partes, és fuga, ansiedade, és saudade… bagunça, transformação. Tem capacidade de matar, dilacerar alma, corpo, espírito.


Quando parto (ao meio, em fatias), alimento: enche, cresce.


Quando parto, afasto de algo, me movo para outro lugar. Ninguém que nasce do parto vem para permanecer. Vive de partidas e nas partidas se encontra e encontra, aí está o sentido da existência humana.


 



15 visualizações2 comentários

Posts recentes

Ver tudo

2 comentarios


Betânia P
Betânia P
16 oct 2022

Lindas reflexões para esse dia ..


Parabéns a todos e a Luiz pela disponibilidade em levar a arte a todos.

Me gusta

Stella Gaspar
Stella Gaspar
16 oct 2022

Emocionantes textos poéticos e sensíveis! Parabéns, queridas😍😘

Me gusta
bottom of page