top of page

REFLEXÕES Nº 99 — 14/01/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjournei



 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

A LINGUAGEM DOS SORRISOS!

Sorrisos azuis, positivos.

Sorrisos brancos e tranquilos, sorrisos meus e nossos, coloridos e em arco-íris olhando para nós e para o mundo.

Cada um de nós com um jeito de rir diferente, isso é fascinante, trazendo efeitos e harmonias, provocantes, provocando sensações na gente.

Mundo, conectado a diferentes energias e um particular sorriso o ajudando a girar.

O que encanta nos sorrisos é que não os vejo com negatividades, por isso sou fã deles, enriquecendo nossa alma, nossas emoções e nossa psique.

Os sorrisos nos dão um bem-estar especial, trazem inspirações para nossas vidas, produzem prosperidades emotivas. É por isso que eu me empolgo com as alegrias estampadas nas nossas carinhas, nossos lábios sorrindo são como rosas se abrindo para a beleza e o calor do sol, criando amorosidades, que podemos chamar de amor a vida. Cada um de nós tem luz própria, ficamos expostos a ela, é indescritível o círculo dos sorrisos, sorrir é encontrar-se, identificar-se, é nadar em ondas luminosas.

Portanto, ser de sorrisos, ser de sensibilidades nos faz enxergar milhões de possibilidades.

Vamos continuar com sorrisos?

Que tal, ter um verdadeiro caleidoscópio de belos sorrisos?

De que vale uma vida sem sorrisos? 

A linguagem dos sorrisos, depende de cada um a desenvolver com suas visões de mundo, de céu, do dia e da noite.

Na biologia de nossos sorrisos, encontramos maravilhas.


 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.

 

O RODOPIAR DE UM ANO NOVO

O início de um novo ano sempre trás a promessa em crenças de uma nova oportunidade de recomeço, na reescrita de uma nova história em um papel em branco. E talvez por esse motivo, depositamos tantas expectativas nos rituais de passagens de Ano Novo, envoltos em ceias fartas, roupas finas, pessoas queridas e lugares refinados ou não, porém, tendo como o mais importante, sempre estar acompanhados de outras pessoas que vibrem com a mesma frequência de um novo ano.

E assim, na contramão mais uma vez ela sai, recusando alguns convites para passar a virada do ano na casa de amigos e parentes de outros amigos... escolhendo passar a virada do ano consigo mesma, ao som de boa música, mas que no entanto estaria sozinha em meio à multidão.

E surpreendentemente foi o melhor escolha que fez, tentando se curtir a cada momento, valorizando cada etapa pela qual havia passado até chegar na coragem presente daquele dia, soltando seu corpo para lua e se entregando a sua energia cheia de si e plenitude tamanha, sem pudor e sem submeter as agruras e amarguras passadas.

Livre para si mesma, tentando reconectar com aquela do passado, que precisava fazer as pazes com alguém que muito havia se machucado ao longo de toda a caminhada com palavras, ações e crenças pessimistas... ferindo assim a autoestima que por tempos nunca havia se fortalecido.

Então, ao se permitir e se perdoar por todos os erros e enganos do passado, se assumiu livre, pois ao assumir sua parcela de responsabilidade com si mesma, aliviou sua carga de outrora, entendendo o peso de cada decisão por ela tomada até então.

E assim, um novo ano adentra com a canção “Sujeito de sorte”, abraçando um estanho e dançando a noite toda em volta de mulheres fortes que deixavam claro saberem o que exatamente queriam... e quando o dia clareia, uma tempestade vem para lavar o restinho de ano que findava e assim começar um novo ano a celebrar. Chegando em casa, já com o dia claro, dormindo o sono dos mortais sedentos para recuperação das forças já esvaídas...

Dias se passam, e nem tudo lhe apresenta como girassóis na beira da estrada... e assim, a vida para alguns mostra seu findar inesperado... e por ser parte de quem ela ama, lhe dói, como ferida na alma... então sua vista se põe a garoar e ela sai a caminhar com os pensamentos soltos e atordoados na imprevisibilidade da impermanência da vida e como ela pode nos surpreender de maneira dolorosa, deixando a folhagem verdejante escapar entre os dedos...

Mas toda essa reflexão lhe despertou para uma máxima indigesta nesta experiência preciosa: nela não temos garantias de nada mais, exceto de estarmos presente, de presente nesta aventura indescritível que é real “Divina comédia humana”. E por isso... assim, saiu mais uma vez a se arriscar em aventuras nunca antes vivenciadas... porque nesta vida, nada é de fato garantido.


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

OS PRAZERES DA VIDA

É preciso reconhecer os pequenos e grandes prazeres na vida.

Um bom churrasco ao lado dos amigos, uma piscina em um dia quente, um copo de água geladinho quando a garganta está seca, uma taça de vinho perto de uma lareira...

Pequenos prazeres que nos dão grandes alegrias.

Comida na mesa e um teto em dia de chuva são grandes prazeres que ignoramos quando se tornam comuns em nosso dia a dia.

Mas para uma família que passa necessidade, que não tem alimento para dar a um filho, ter comida na mesa é um grande prazer.

Para aquele que não tem um teto para que não se molhe ao chover ou mesmo para se aquecer em uma noite fria, ter uma casinha simples acolhedora é outro grande prazer.

Mas não é destes prazeres a que me refiro. São os verdadeiros prazeres, atos tão comuns e pequenos que não nos damos conta que existam, a não ser quando os perdemos.

Se pensarmos bem, os principais prazeres que temos na vida se relacionam a saúde.

O fato de podermos respirar, sentir o gosto dos alimentos, andar com as próprias pernas, ou simplesmente o fato de podermos ir ao banheiro sem auxílio de alguém é um enorme prazer.

Coisas tão corriqueiras que não nos damos conta da importância que têm.

Atos diários que passam despercebidos por serem tão frequentes em nossas vidas.

Mas quando os perdemos passamos a valorizá-los.

Comece hoje a dar importância aos pequenos grandes prazeres.

Não apenas respire, mas inspire e expire e em cada movimento sinta o ar percorrendo seu corpo percebendo o enorme prazer que é o de ser capaz de fazer estes movimentos sozinho.

Ao se alimentar, saboreie cada pedaço da fruta, verdura ou doce que estiver comendo, afinal você consegue diferenciá-los.

Quando sair da cama, pouse seus pés no chão e sinta toda a energia que sobe pelo seu corpo impulsionando-o para cima e para frente, fazendo com que deslize sem ter que se apoiar.

A verdade é que na vida precisamos de pouco para sermos felizes. Não que não mereçamos mais do que temos, mas é preciso valorizar o que se tem para que possamos nos sentir realizados.


 

AUTORA ALESSANDRA VALLE

IG: @alessandravalle_escritora


Alessandra Valle é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.

 

TEMPO DE VIVER


O relógio da vida não vai parar,

Continuamente nos convida e experimentar,

Sentimentos, emoções em nós a despertar.


Em cada nascer do sol, esperança a crescer,

De que o hoje seja melhor do que ontem,

E o futuro a resplandecer.


Que não nos falte bateria, ânimo e alegria,

Pois é tempo de viver,

Ou simplesmente renascer.


Para ver a vida recomeçar,

E novas chances alcançar,

Prosseguir na mesma história,

Que a vida nos conta,

Para nossa ascensão e glória.


É tempo de viver,

E o mal que habita em nós reconhecer,

Buscar se melhorar,

E as virtudes despertar.


Não nos sobra tempo,

O agora nos convoca,

Intima a comparecer,

Na jornada do autoconhecimento,

Que é preciso proceder.


É tempo de viver.


 

AUTOR PAULO DE BRITO


Paulo de Brito, gaúcho de Caxias do Sul, se define como um leitor assíduo. Escritor e poeta, participou de algumas antologias. Tem a paixão pela escrita a anos. Sempre teve o sonho de ser escritor. Nas horas vagas escrevia textos sobre a sua experiência de vida e acontecimentos do dia a dia. Com o tempo, a paixão foi só aumentando por esse mundo da escrita. Hoje, dedica-se ao sonho de tornar-se um profissional.

 

FELIZ ANO NOVO?


No final de ano, desejo paz e felicidade,

Uma cortesia vazia na corrente da sociedade.

E muito em breve, o começo do próximo,

Apenas mais um ciclo, repetitivo e obnóxo.


Nesse teatro de existências efêmeras,

Onde sorrisos são máscaras, alegrias temporárias.

A felicidade é uma ilusão passageira,

Em um mundo onde a verdade se esconde por trás da fronteira.


Paz, uma palavra tão desgastada,

Em um universo onde a calma é constantemente desafiada.

Felicidade, um conceito tão relativo,

Num mundo onde o real significado está perdido.


Assim, seguimos neste jogo existencial,

Onde cada ano é apenas um capítulo adicional.

Neste ciclo de repetições sem fim,

Buscamos sentido onde não há, até o fim.


 

27 visualizações2 comentários

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page