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REFLEXÕES Nº 92 — 26/11/2023


Imagem gerada com IA MidJourney


 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.

 

LUA EMBRIAGADA


Preciosa e mística clareia

Noites a fio coberta pela

Solidão que gela a carne trêmula

Que soa a revirar os lençóis vazios...

Na procura daquela saudade infinita

Embriaga nas lembrança

De um conto mal passado

Ou... de uma chamada nostálgica

Com trilha sonora risos,

Ou poderiam ser soluços,

Talvez...

Saudade do que se foi,

Com um álbum de fotografia

Esquecido no guarda-roupas abarrotado

De um perfume sem nome,

Mas apenas aquela sensação de aconchego...

Lá topo do céu ela ilumina

sonhos De uma sexta-feira

quente de primavera,

Com paladar de vinho amanhecido

No copo ja vazio...

E com de sede:

De que te quero

Por mais uma dose...

Porém o tempo nos carrega

com seus ponteiros a nos arrastar

Por caminhos tão dispersos

Que nem mesmo ela...

Lua minguante pode nos conceder

Um frame entre uma estação e outra a viver ou revivir...

O que os desejos da carne

e da alma nos secretam

ao pé do ouvido

Em voz mansa, baixa e quente

De um dejavú

temperados na pele

Embriagados na simbiose da alma

E perfumados no calor da vida

que Palpita entre texturas distintas...

Mesmo que em sonhos

nos alucina em mais uma dose...

É claro que eu tô afim,

A noite nunca termina baby,

Porque que a gente é assim?


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

MEUS PENSAMENTOS VOAM...

Sinto-me amada como um ninho de sol.

O amor me encontra a todo momento e me deixa como botões de rosas entreabertos.

Sinto renascimentos em meus pensamentos, me levando para ti, meu querido amado.

A vida em nós dois perpétuos, a natureza sadia és tu, e ser tua é como um leve verso de amor. Quero ser macia e mansa, acariciando cada pensamento em ti, quero ser rítmica em meus contatos de mãos em tua pele aveludada e dominadora.

Nossos pensamentos juntos voam e se distanciam do ódio, das mentiras e dos desenganos. Por você eu voo, com asas de mil imaginações, com asas musicais, com ideias sensacionais.

Palavras de amor, luzes para a orquestra, todas me convencem, me cativam.


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

LISTAS

Final de ano é uma época em que passamos a fazer listas de afazeres que não fizemos durante um ano inteiro.

Queremos fazer tudo que não foi feito em 300 dias em apenas dez por cento do tempo.

E com certeza iremos nos estressar, pois não conseguiremos.

Isso digo de carteirinha, já que nos últimos anos foi exatamente o que fiz.

Na verdade, passei a desistir das listas futuras e comecei a ver as listas passadas.

Listas futuras são aquelas que queremos fazer tudo o que não foi feito. Listas passadas são as que já fizemos.

Percebi que toda vez que fazia uma lista de tarefas, ao findar o dia não havia feito metade daquilo a que me propus e com isso me frustrava.

Então percebi que não conseguia terminar minhas listas, por ter feito muitas coisas que não estavam nelas.

Ao iniciar o dia aparecia um filho me pedindo para que o levasse ao médico ou lhe fizesse uma tarefa a qual não teria tempo para cumpri-la.

Minha mãe que me pedia para que fosse ao mercado para ela ou uma tia que telefonava simplesmente para conversar (por longos 45 minutos).

O marido sempre se lembrava de algo que precisava fazer e não conseguiria e lá ia eu para finalizar sua tarefa.

E isso tudo não é por não ter vida própria, mas sim por ter uma família que conta comigo.

Mas mesmo quando não temos família, temos listas passadas.

O sorriso que fizemos uma criança dar, a gentileza feita a um estranho, o fato de ajudarmos um cego atravessar a rua, o fato de pararmos nosso carro para ajudarmos a empurrar o carro de alguém que deu problema.

Todas essas tarefas já coloquei nas minhas listas passadas, e sinceramente, nenhuma considerei perda de tempo.

Listas são ótimas desde que não nos estressem mais do que ajudem.

Então para este final de ano fica minha sugestão: façam listas de tudo o que já fizeram de bom a alguém, por menor que o gesto tenha sido e perceberão que esta lista será muito maior do que a lista de coisas que nos faltam a serem feitas.


 

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