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REFLEXÕES Nº 88 — 29/10/2023


Imagem gerada com IA MidJourney


 

AUTORA ALESSANDRA VALLE

IG: @alessandravalle_escritora


Alessandra Valle é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.

 

QUEM SOU?


Quem sou? Resposta que requer autoconhecimento, pensei sentindo cansaço só de imaginar minha trajetória da fase adulta até a velhice para alcançar essa resposta.

Será que posso responder a está pergunta com um toque especial de ilusão e romantismo?

Recentemente, a inteligência artificial está proporcionando essa sensação nas pessoas e muitas já criaram seus personagens através de imagens em posts no estilo Disney.

No meu caso, tive um pouco mais de trabalho, pois sou muitas em uma só. Mãe, policial, escritora e evangelizadora espírita infantil.

A descrição utilizada no campo para as características físicas foi a mesma em todas as propostas, mas as personagens foram geradas diferentes umas das outras.

Daí o primeiro questionamento adveio:

— Será que sou diferente ao atuar em cada uma das missões desta vida?

Continuei observando, na tentativa de buscar identificação, afinal de contas, essas imagens me representam de acordo coma inteligência artificial.

Depois de certo tempo, já frustrada por não estar me reconhecendo naquelas mulheres lindas, de pele brilhante, de cabelos escovados e semblantes descansados, percebi que a identificação não deveria estar na aparência física, mas sim no campo energético que as imagens emanam.

Fui até o espelho e me fitei por alguns minutos, proporcionando-me uma autoanálise, momento olhos nos olhos comigo mesma.

Foi então que percebi que o olhar da Alessandra é o mesmo, esteja ela desempenhando qualquer missão em sua vida.

Olhar idealizador e repleto de anseios pela transformação moral e evolução intelectual de si e daqueles que a rodeiam.

Este brilho no olhar que me é peculiar foi captado pela inteligência artificial e me proporcionou incentivo para continuar a viver na realidade.

Quanto à resposta da pergunta inicial, precisarei de mais tempo e experiências na vida para respondê-la.


 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books e retorna para o tema da infância com histórias para crianças de 3 a 6 anos e assim as mães terão novas histórias para ler para seus filhos.

 

NA VASTIDÃO DAS SOMBRAS


Na vastidão indistinta entre o fio tênue da existência e o abismo eterno da não-existência, vagueamos, perdidos e desorientados. Onde termina o sopro da vida e onde começa o silêncio da morte é um enigma impenetrável que nos perturba, um enigma cujo cerne parece intangível até para a mente mais astuta.


Somos atraídos, como mariposas, para uma chama abissal, para a beira do precipício vertiginoso. Um enjoo insidioso se apodera de nós; uma tontura que não é apenas física, mas espiritual, amalgama-se com nosso horror até que se torne um sentimento grotesco e inominável. Nossas almas instintivamente desejam recuar do limiar da aniquilação, mas um magnetismo nefasto nos puxa adiante.


Ah, a aniquilação! Esse conceito, que conjura visões tão atrozes e repugnantes em nossas mentes febris, se torna, por essa mesma repugnância, algo irresistivelmente desejável. A morte, essa sombra espectral que outrora nos assombrava em nossas horas mais sombrias, agora assume a forma de um amante. Ela nos acolhe em seus braços gelados, prometendo o alívio de um sono sem fim. A luz solar, antes um toque de calor na epiderme, agora é suplantada por uma bruma glacial que permeia até nossos ossos, fazendo nossos dentes se chocarem em um lamento silencioso.


A sepultura, esse monumento à nossa finitude, que sempre atraiu nosso olhar com uma mistura de curiosidade e temor, agora se torna nosso leito final. É ali que nosso corpo descansará, imóvel sob a terra fria e compacta. E enquanto a matéria se dissolve, a mente — essa entidade caprichosa e inquietante — ainda divaga, indagando-se sobre os mistérios não resolvidos e as possibilidades inexploradas do que jaz além do véu do conhecimento humano.


No limiar dessa metamorfose, descobrimos que o pavor verdadeiro não repousa na sombra da morte, mas na névoa de incerteza que a circunda — uma névoa que se adensa até formar uma cortina impenetrável, nos deixando com a realização aterradora de que, no final, talvez continuemos ignorantes quanto ao abismo que nos engolirá no vasto e incompreensível desconhecido. 


 

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1 comentario


Stella Gaspar
Stella Gaspar
29 oct 2023

Maravilhosos escritores, muito obrigada por tão belos escritos! 😍😍

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