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REFLEXÕES Nº 70 — 02/07/2023


Imagem gerada com IA MidJourney
 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO



ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

FELICIDADE


Temos o direito de estarmos felizes quando alguém está triste?


Tenho me feito esta pergunta por toda a última semana.


Estou completando trinta e quatro anos de casamento (fora o tempo de namoro). Minha família está bem, somos unidos, meus filhos são pessoas do bem e tenho uma neta que me coloca um sorriso no rosto todos os dias.


Rimos muito em família, sempre nos apoiando mutuamente.


Me considerado extremamente abençoada pelo momento em que vivo.


Em contrapartida, me entristeço por me lembrar de um casal de amigos que acaba de perder sua segunda filha. Tinham três moças lindas e duas já partiram.


Por mais explicações que se possa procurar é realmente difícil aceitarmos tal situação.


Minha felicidade me parece egoísta neste momento, mas será que não temos o direito de nos sentirmos felizes, embora nem todos estejam partilhando de momentos de felicidade?


Percebo então que a felicidade que sinto não é egoísta, embora me entristeça por meus amigos.


Sei que terei meus momentos de tristeza, o que desejo que se tornem cada vez mais distantes.

A felicidade não é uma constante em nossa vida, por isso devemos aproveitar e agradecer todos os momentos em que ela nos acompanha.


Com certeza a felicidade que sinto hoje, é gratidão.


 

AUTORA BETÂNIA PEREIRA


Betânia Pereira, historiadora/enfermeira, colunista na Revista The Bard. Participou de várias antologias poéticas. Escreve desde que aprendeu a escrever. Escreve poesias, prosas, textos de autoajuda, reflexões. Escreve sobre todas as pessoas que rondam as vidas que viveu e as que ainda viverá.

 

AS REDES JÁ NÃO SÃO TÃO CONFORTÁVEIS


“Nunca me senti tão solitária por aqui quanto agora”.


Não por estar sozinha, mas talvez porque as redes se tornaram desconfortáveis e desconcertantes, afastando duplas e permanecendo os unos.


Você também se sente assim? A invisibilidade te assusta? Percebo que a invisibilidade me tornou mais anônima do que era antes, os amigos da rede desistiram, sumiram, cansaram não sei, o tal algoritmo os fizeram talvez, buscar camas confortáveis, cadeiras que balançam em outras direções.


Obrigando-me a usar todas as formas para ser vistas, pagando, comprando, implorando… até quando a arte necessitará implora para ser apoiada até por seus artífices. A arte grita e ouvidos se fazem surdos.


Que artifícios são esses que nos obrigam a usar para conquistarmos, sermos amados, lidos e apreciados? O artista murcha, a arte estremece, a competitividade consome, somos tragados e engolidos. Como agir? Como fugir do lobo mau do algoritmo, como vencer esse multiverso sem versos e continuar fazendo versos, como manter-se na página principal, como ser real para pessoas que me tratam de modo artificial? Há no artista, humanidade, na rede há camas macias e balanços confortáveis.


Se a massa não se unir, o bolo desanda. O feijão não for bom, o odor não exala. Carne ruim ninguém quer. Unir arroz, feijão e batata frita nunca foi tão necessário, apesar de diversos.


Porque cansamos do outro, de ler, de interagir? Se é isso que buscamos, se isso nos ajuda a crescer em todos os sentidos. Cansamos das telas? E os abraços, beijos próximos estamos praticando?


Vamos refletir? A arte não pode adormecer em redes e muito menos morrer. Eu existo, você existe! E essa reflexão é sobre justamente à arte e o poder que ela sustenta diante do mundo virtual. É para nos questionarmos sobre o apoio que temos dispensado aos artistas. Para que não esqueçamos que dom é dom, e deve ser aclamado por amor, não para se manter no topo de uma rede social.


 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books e retorna para o tema da infância com histórias para crianças de 3 a 6 anos e assim as mães terão novas histórias para ler para seus filhos.
 

FELIZ INVERNO NOVO


Em tua singela jornada de um quarto de século, viveste 25 invernos encantadores, como se dançasses num eterno baile das estações.


Comemoramos hoje esses 9.125 dias tecidos na tapeçaria do tempo, cada um deles uma pérola luminosa na cadeia da tua existência.


Desprezemos as fórmulas frias da matemática e deixemos que o coração fale. Que o quadro da tua vida, querida filha, seja preenchido com ricas experiências, profundas lições e inesquecíveis alegrias. Aqui, neste nosso lar divino, cada passo teu não é um passeio, mas uma dança de evolução.


Como uma pérola é formada pelo ostra, camada por camada, assim também a tua alma se aperfeiçoa em cada encarnação na Terra. Cada experiência, cada alegria, cada desafio são grãos de areia transformados em esplêndida pérola do teu ser.


Lembra-te sempre que estamos aqui para fortalecer laços de harmonia e amor, resolver enigmas do passado e acertar as arestas de vidas passadas. A cada década vivida, a sabedoria se aprofunda e a compreensão alarga. A cada dia, cada mês, cada ano, tornas-te uma pérola mais perfeita.


Então, deixemos para lá a conversa séria e soltemos as amarras da alegria. Que a felicidade se encontre em cada passo teu, em cada sorriso teu, em cada batida do teu coração. Parabéns, minha filha, por esta celebração do teu quarto de século! Brilhas com uma luz que ilumina o universo. Parabéns!


 

AUTORA ROBERTA PEREIRA


Roberta M F Pereira nasceu em 1986 e cresceu na cidade de Brumado, interior da Bahia. É Historiadora, Tradutora, Intérprete de Libras, Professora e Poetisa. Desde bem jovem já demonstrava seu amor e dedicação a escrita, especialmente poesias. Tem suas poesias publicadas em diversas coletâneas e no site Recanto das Letras com o pseudônimo, Betina. É autora do livro “Verdades de um Coração Ferido”.

 

EMOÇÕES COERENTE


Quando eu era criança, achava que a vida era uma longa estrada plana, onde poderíamos patinar sem medo.


Ao descobrir que essa longa estrada possuía montanhas e vales, essa criança se decepcionou.


Hoje, eu diria para aquela criança que ela fosse feliz o máximo que pudesse e que aprendesse que a alegria é uma emoção passageira e que outras emoções precisam existir, dentre elas a tristeza, o choro, a raiva, todas essas emoções são importantes.


Não existem emoções boas e emoções ruins, pois quando a emoção é coerente com o que estamos passando no momento, essa emoção é importante.


É uma utopia pensarmos que a única emoção boa é a alegria, pois imagine só, se a gente começasse a sentir alegria ao nos machucarmos, ou se a gente começasse a sorrir desesperadamente quando alguém morresse?!


Por isso, as emoções são importantes e a gente precisa passar por todas elas, isso não significa que não sentiremos desconforto quando precisamos sentir raiva, tristeza ou até mesmo chorar, lembre-se que apesar de ser desconfortável, essa é uma emoção coerente e não podemos fugir disso.


Então, que possamos aprender a sentir, que possamos aprender que entre as montanhas e os vales existe a planície e que entre as batidas do nosso coração existe vida, pois assim que o nosso coração parar de bater, assim que as batidas passarem a ser planas, deixaremos de existir.


 


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