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REFLEXÕES Nº 63 — 14/05/2023


Imagem gerada com IA MidJourney
 

AUTORA ALESSANDRA VALLE

IG: @alessandravalle_escritora


Alessandra Valle é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.
 

MÃE, A POESIA


Mãe, palavra pequena que guarda um mundo de amor.

Quem nos recebe no choro,

Nos acolhe no abraço,

E guia os passos.


É o colo que acalma a dor,

O exemplo que ensina o amor,

O sorriso que ilumina a vida,

A voz que conforta na despedida.


Mãe, que nos nutre além da gestação,

Que oferece sua luz com toda emoção,

Que nos alimenta de amor com carinho,

E nos protege do mundo com um abraço no ninho.


É a presença constante,

O amor incondicional e vibrante,

A força que nos impulsiona,

Que nos torna mais fortes a cada luta.


Mãe, que nos ensina a viver,

Mostrando o caminho a seguir,

Que nos inspira a ser melhores,

Que nos faz acreditar em nossos valores.


É o amor que nunca acaba,

A luz que nos guia na escuridão,

O porto seguro que nunca falha,

A inspiração para a nossa evolução.


Mãe, que é a poesia da vida,

A música que toca em nosso coração,

O anjo que nos protege a todo momento,

Quando eleva a Deus a nosso favor seu pensamento.


É o amor em forma de sentimento,

A fonte inesgotável de afeto e compreensão,

A beleza que não se vê com os olhos,

Mas que se sente no coração.

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books e retorna para o tema da infância com histórias para crianças de 3 a 6 anos e assim as mães terão novas histórias para ler para seus filhos.
 

SUSSURRO DO VENTO


Quão árduo é expressar o que sinto ao evocar-te, principalmente porque já se passaram 24 anos desde que partiste. Naquele momento, eu tinha 37 anos, e em breve o tempo sem ti será maior do que o tempo que vivemos juntos.


Recordar teu amor por mim e por meus irmãos é apenas uma das inúmeras lembranças que guardo em meu coração. Vejo-te preparando nossas refeições, mesmo quando o dinheiro não bastava. Lembro de teu empenho em confeccionar nossas roupas, dos abraços que nos aqueciam e dos beijos carinhosos em dias de frio.


Mesmo na vida adulta, quando meu coração se partia, encontravas palavras de conforto. Teu olhar terno e amoroso me fazia acreditar num futuro onde encontraria paz e um amor verdadeiro.


No entanto, não pudeste prever a tristeza que sentiria com a tua partida. Foi numa terça-feira cinzenta, em que os pássaros saíam em revoada assustados, as nuvens encobriam o céu em revolta e o vento sussurrava teu adeus entre as folhas secas.


No velório, em meio a lágrimas, carreguei teu caixão rumo à tua última morada terrena. Sei que um dia nos reencontraremos e espero estar preparado e digno de teu perdão por não ter declarado meu amor suficientemente.


Dizer que te amo parece tão simples, mas me envergonho de oferecer-te tão pouco diante da imensidão do que sinto.


 

AUTORA BETÂNIA PEREIRA


Betânia Pereira, historiadora/enfermeira, colunista na Revista The Bard. Participou de várias antologias poéticas. Escreve desde que aprendeu a escrever. Escreve poesias, prosas, textos de autoajuda, reflexões. Escreve sobre todas as pessoas que rondam as vidas que viveu e as que ainda viverá.

 

SER MÃE NÃO É INERENTE A TODA MULHER


SER MÃE não é inerente a toda mulher, não podemos absorver essa característica como inata. Ser mãe no pode ser obrigação imposta pela sociedade, cobrança de parceiro ou familiares. Não deve ser pressão interna. Ninguém é coitadinha por decidir a não gerar filhos. Ninguém precisa, por não ter filhos, receber rótulos ou títulos, tipo “também é mãe dos sobrinhos” etc.Não há necessidade de compensações, tia é tia.


Apesar de conceberem a ideia que todas as mulheres têm (ou ao menos deveriam ter) o “dom” para a maternidade ou um instinto materno, o vínculo maternal “tradicionalmente descrito como ‘instintivo’ e ‘natural’, [é] um mito construído pelos discursos filosóficos, médico e político a partir do século XVII”. Em pleno século XXI ainda persistem e insistem tais mitos e sufocam muitas mulheres, por se considerarem incapazes por não terem seguidos a linha — do nascer, crescer, reproduzir.


Creio eu que apesar de nascermos anatomicamente preparadas para gestar, há necessidade de ter uma identidade. A identidade que nos trará a necessidade ou não de maternar. Precisamos nos identificar com o papel a ser exercido para exercê-lo, mas antes de tudo temos que ser livres de nossas escolhas. Boa parte da humanidade, e pasmem, dentre esta, jovens, ainda não compreenderam o quanto somos frutos de nossa escolhas, e que sexo não está necessariamente, atrelado a reprodução. Gerar filhos e não ter condições psicológicas para embalar (cuidar, educar) é bastante complicado. Identidade faz parte do amadurecimento também.


Muitas irão discordar, mas o fato que não pode ser negado é que julgar, ironizar, subestimando capacidade e aptidão de pessoas para gerar filhos não, deve mais existir no século XXI. A ESCOLHA é individual, antes de tudo. Não há necessidade também de modelos compensatórios, como precisássemos nos alimentar de inverdades para continuar. Precisamos entender o nosso papel e nossas escolhas. Não há explicações, há entendimento.


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

A MÃE INVISÍVEL


De todas as mães que existem no mundo há uma que certamente habita todas as outras: a mãe invisível.


E ela não é invisível porque ninguém a vê, mas porque não quer ser vista.


Mãe invisível é aquela que ao deixar seu filho no portão da escola, se esconde para que ele se sinta confiante em entrar sozinho. É aquela que espia pela janela do condomínio a cada cinco minutos, para certificar-se de que está tudo bem com seu herdeiro.


É aquela que abençoa todas as noites seu filho antes de dormir, e quando ele dorme fora de casa, vai até seu quarto e abençoa por sobre a cama como se ele estivesse lá.


É a qual, após ter dado uma bronca merecida em seu filho, se tranca no banheiro para chorar, para que ele não perceba esta sua fraqueza.

A mãe invisível deixa de fazer faculdade para pagar escola a um filho, dizendo que está velha demais para estudar. Ela deixa o último pedaço de torta na geladeira pensando que talvez ele o queira.


Se algum filho adoece, passa noites, acordada, ficando ao lado da cama caso ele precise e ao amanhecer ele nem saberá que havia um anjo ao seu lado.


Fica à espreita verificando o que ele assiste na TV, dando a liberdade que ele pensa ter.


A mãe invisível empurra seu filho para fora do ninho, para aprender a voar com as próprias asas, para conseguir o intercâmbio que tanto deseja ou o emprego fora do país, mas chora toda noite abraçada ao seu travesseiro.


Quando um filho se casa, reluta em desfazer do seu quarto, dizendo que ainda não teve tempo, mas passa um bom tempo nele lembrando-se dos momentos vividos por lá.


A mãe invisível sofre com seu filho por uma desilusão amorosa, mas não demonstrando, o incentiva a seguir em frente, já que com certeza ele encontrará um novo e melhor amor.


Quando ela dá de mamar ao seu bebê e o coloca no berço dormindo, mesmo cansada, fica por vários minutos olhando, simplesmente por olhar.


Os filhos crescem e já não precisam tanto da mãe por perto, da mãe que acalentou, que beijou o machucado para que sarasse mais rápido, da que passou a noite em claro costurando uma fantasia para que ele usasse no dia seguinte.


Não precisa mais da mãe que aprendeu a cozinhar rapidamente um prato, para que ele pudesse levar na escola como trabalho sobre receita de família.


A mãe invisível é aquela que com um sorriso no rosto se despede do filho dando-lhe um forte abraço, mas com o coração dizendo, estarei sempre aqui para você.


 
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