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REFLEXÕES Nº 53 — 12/03/2023

Atualizado: 18 de mar. de 2023


 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books e retorna para o tema da infância com histórias para crianças de 3 a 6 anos e assim as mães terão novas histórias para ler para seus filhos.
 

A HORA DA SUA MORTE


Você já parou para pensar na sua própria morte? Já imaginou como seria partir deste mundo, deixando tudo para trás? Sei que é um pensamento doloroso e difícil de lidar, mas é preciso encarar essa realidade de frente. Afinal, ninguém sabe quando a hora chegará.


Eu costumava me considerar preparado para tudo. Afinal, conheci a doutrina espírita logo na adolescência, onde aprendi desde cedo que a morte não é o fim, mas sim o começo de uma nova jornada. Acreditava que a nossa passagem por esta vida era apenas uma etapa do nosso aprendizado, e que a morte era apenas a libertação do nosso corpo físico.


Mas a vida é cheia de surpresas, e quando minha mãe foi diagnosticada com câncer, percebi que não estava tão preparado assim. A espera pela partida dela, foi a coisa mais dolorosa que já vivi. A cada dia que passava, sentia mais saudades. O reencontro, que antes parecia tão certo, agora parecia tão distante.


E o pior é que a morte não escolhe quem levará. Vi muitas pessoas partindo inesperadamente, amigos, conhecidos, pessoas que eu achava que seriam eternos. E mesmo sabendo que a alma é imortal, a dor da despedida ainda é muito grande.


Por mais que eu tenha tentado me conformar com os desígnios de Deus, a verdade é a morte ser algo que sempre me assustou. Sempre tive medo de partir, de deixar tudo para trás, de não saber o que me esperava do outro lado.


E você, acha que consegue encarar a realidade da partida inesperada, sem medo do que vem depois? Sei que é difícil pensar nisso, mas é importante se preparar.


Aprendi que a melhor forma de se preparar para a morte é viver cada dia como se fosse o último. Ajudar quem precisa, aproveitar cada momento como se fosse único. Afinal, não sabemos quando será o nosso último suspiro.


E não pense que o espiritismo é uma solução mágica para a dor da perda. Acreditar na imortalidade da alma é reconfortante, sim, mas a dor da saudade ainda é muito real. É preciso ter fé, é preciso aceitar os desígnios de Deus, mas também é preciso lidar com a dor de deixar alguém para trás.


Sei que nunca estarei completamente preparado para a morte, especialmente quando ela chegar inesperadamente. Mas quero viver cada dia da minha vida da melhor forma possível, sem arrependimentos. Quero aproveitar cada momento ao lado das pessoas que amo, para que quando a hora chegar, eu possa partir em paz, sabendo que fiz o meu melhor enquanto estive aqui.


E depois de tudo que falei, você já se acha preparado para o desencarne?


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

CARTA PARA MINHA FUTURA EU


Com certeza as pessoas que me conhecem ficarão intrigadas com o título. Afinal, o que dizer a alguém que tem mais passado do que futuro?


O que posso dizer a mim mesma, uma senhora de quase sessenta anos?


Pois saibam que ainda tenho muito para viver. É claro que não sei quanto tempo tenho, mas meus sonhos podem ser realizados e um ano apenas.


Se terei este ano, o futuro a Deus pertence, mas posso fazer meus planos.


Como pular de paraquedas, um sonho antigo, mas que se tudo correr bem na próxima semana estarei realizando este “pequeno” sonho.


Me sentir realizada hoje não significa que não tenho mais planos, afinal quem não tem planos cai no tédio, e tédio é uma palavra que não pretendo incluir em meu vocabulário de vida.


O meu sonho de escrever comecei tarde, mas sei que ainda terei muitas histórias para contar.

Portanto, o recado para minha futura eu, é: você está de parabéns por todas as conquistas que teve, por todos os sonhos que conseguiu realizar e por todos os sonhos que contribuiu para serem realizados.


Você foi fantástica, pois apesar dos erros cometidos, não se deixou abater e aprendeu com eles.


Você teve muitos sonhos, mas a vida sempre teve outros planos. E não foram planos ruins, já que você é uma pessoa realizada com a vida que teve.


Os sonhos que não conseguiu realizar, foram insignificantes a tudo o que você conquistou.


Uma família abençoada e amigos duradouros e fiéis. Você riu muito e se divertiu com a vida. Ajudou e teve sempre quem também te desse a mão.


A vida valeu a pena, você sorriu e colocou sorriso no rosto de quem amou.


Tenha certeza que você faria tudo de novo já que sua vida foi fantástica.


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

A ROSA


Nessa semana comemoramos o dia internacional da mulher e por tal razão me senti tocada a relembrar um momento especial que vivi nessa data. Não especificamente nesse último, mas, já há alguns anos...


Eu trabalhava como babá e me recordo do momento em que meu patrão chega e me presenteia com um botão de rosa. Foi a primeira vez que recebi um "mimo" nessa data e fiquei muito feliz. E ele, sendo um homem de muita seriedade, me emocionou pela forma como me entregou a rosa. Todo educado e com poucas palavras me disse: Feliz Dia da Mulher!


Já não lembro quantos anos se passaram...


Mas me marcou de tal forma que jamais esqueci.


Então, por ter sido presenteada com uma rosa, senti que ela, de fato, nos representa da melhor forma e por isso senti a necessidade de refletir sobre... Uma rosa.


O que ela pode significar e representar para nós, mulheres. Porque não também para alguns homens, porque tem os românticos de plantão né.


Uma rosa é fácil de ser podada, mas se não tiver cuidado com seus espinhos, pode te ferir sem piedade.


Sua cor é vibrante, forte.


O doce do seu perfume pode invadir tudo ao seu redor.


Uma rosa já encanta com sua ternura, quanto mais um campo repleto de várias.


Consegue transmitir mesmo de longe doçura e aquela vontade de estar perto, mesmo que seja só para continuar apreciando sua beleza...


Ah! Se comparada à mulher, acredito que tudo se encaixa. E não falo só por ser mulher, mas pelo que representa tudo o que vem desse ser sagrado. Uma mãe, uma avó, tia...


Que todos saibamos enxergar nossas mulheres como as rosas que enfeitam e nos trazem tanta alegria em nossas vidas!


 

AUTORA ALESSANDRA VALLE

IG: @alessandravalle_escritora


Alessandra Valle é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.
 

SOU DAQUELAS


Sou daquelas que adora uma crase porque o fenômeno gramatical é a fusão de duas vogais idênticas, mais precisamente a junção da preposição "a" com o artigo feminino "a".


Que sorri quando um substantivo cujo gênero muita gente erra é feminino, pois nem tudo é masculino, minha gente.


Que adora uma vírgula para dar uma pausa ligeira dentro de uma frase longa e encadeada, pois é preciso compreender o contexto dos assuntos que estamos falando.


Que ama a gramática, porque demonstra que uso corretamente a língua escrita ou falada.


Mas também sou daquelas que gosta de quebrar as regras e usar a língua para que o bem entender.


Sou daquelas que se orgulha por ser MULHER.


 



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