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REFLEXÕES Nº 47 — 20/11/2022

Leia, reflita, comente!

 

AUTORA JOANA PEREIRA


O meu nome é Joana Pereira e sou autora no blog "Tem juízo, Joana!". Nasci em Lisboa e segundo as estrelas, sou Leão - ascendente Touro. A minha identidade atravessa cores, ritmos, dança, música e palavras. Gosto de ler e de escrever, acreditando ser na escrita que me torno mais consciente. Numa voz firme e rebelde escrevo entre o certo e o errado, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…
 

O MAR EM MIM


Olho no fundo da retina destes olhos. “Quem és tu?”.


Um mar de vários oceanos, onde já desaguaram sobejos rios e continuam a respingar outros, advindos de toda a parte do mundo.


Doces, salgados, verdes, enlameados, pequenos ou grandes, rios que se juntam às mil e uma gotas deste meu oceano.

Sou um mar azul, de emoções fortes, por vezes revolto, outras, tranquilo.


Nas tempestades faço vórtices na intempérie da escuridão, enlouqueço na maré alta do meu sentir pesado.


Da mesma maneira que o mar, depois do temporal, também em mim se planta a calmaria, repleta de confiança no universo, nos astros, no amor, no cosmos, onde o coração bate ao compasso de uma maré baixa. Então, guardo comigo todas essas marés, uma coleção do que sou, aconchego-as com a maior humildade que acredito ter, para poder honrar o meu percurso e proteger-me das melancolias negras que um e quaisquer pensamentos são capazes de possuir.


Os meus olhos não são azuis. Não têm a cor do mar. Foram-lhe buscar as tempestades, a personalidade, o imprevisível de poder ser o que melhor servir nos diferentes momentos da vida.


Na íris mora o respeito, esse que emerge em cada ondulação do que me possa tornar, já que, na corrente da vida, somos seres de copiosos traços, falar de mim, implica caracterizar o que não pode ter fim. Tal como o mar.


Mas, os meus olhos não são azuis. E, não é por serem de outra cor, que não amam tudo o que abrange o seu olhar.


Acomodam-se neles o amor, um brilho especial pela vida. Julgo ser esse o grande pormenor que me faz amá-los na completude do seu reflexo espelhado.


Estimo-lhes a aprendizagem, empenhando-me para amar tudo o que já fui, pois, todas as marés que romperam em mim, deixaram memórias viscerais semeadas entre os folhos do meu ser.


Como disse: os meus olhos não são azuis, são da cor da terra, onde todo o mar faz baia. Sou raiz, consistência e robustez.


A generosidade também passeia por lá, talvez mais pelo meu sorriso, enorme e luminoso, com o propósito de acrescentar um tanto ao olhar e ao sorriso dos outros, porque, assim como o mar, estimo qualquer chão onde possa repousar.


 

AUTOR CARLOS PALMITO


Nasceu na cidade de Évora, Portugal. Aprendeu a ler e escrever antes de iniciar a escola, por força e dedicação da sua mãe. Trabalha na área de TI, apesar da sua verdadeira paixão se encontrar na escrita, sendo nela que despende grande parte da sua energia. O primeiro livro que leu, e um dos que mais o marcou foi “O Conde de Monte Cristo”, teria sete a oito anos na altura, mas desenganem-se se pensam que ele se fixou só por romances, pois ele lia de tudo, desde banda desenhada a livros de geografia. Durante o seu percurso na escola, foi convidado a ingressar no jornal escolar, odiou esta parte, aqui descobriu que adora escrever ficção, mas odeia escrever sobre realidades. Tem como autores favoritos Alexandre Dumas, Júlio Verne, e o que considera seu ídolo e inspiração, Stephen King. Considera-se um apaixonado por letras, filosofia, psicologia e arte em geral, este autor desde cedo que começou a rabiscar contos e poesia. A sua criação hoje em dia rasa a loucura e a lucidez, a harmonia e o caos. Autor no blog https://allinone.blogs.sapo.pt

 

SONHOS DA ETERNIDADE


Evitar, uma palavra com tanto ou tão pouco significado, evitar o quê? Por quê? Por quem?


Quem julgas que és para instruíres tão volátil vocábulo no meu dicionário?


Que mal te fez o oceano?


O poema começa em evitar e termina na berma da estrada, gelado, sozinho, sem uma mão estendida ou um coração cheio, sem amor, nem ódio, nem seja qual for o sentimento, começa em evitar e termina na noite.


Que mal te fizeram as estrelas?


Se me dizem vamos, eu vou, não evito, e acreditem, percorro o alcatrão, a trilha, o areal, o musgo na floresta abandonada apenas para ver raiar o sol, e o que importa não é o sol, nem o raiar, é o percurso, és tu, sou eu, somos nós, vamos, dá-me a mão, não entendo o nosso relacionamento, apenas sei que não o devemos evitar.


Que mal te fizeram os lobos?


Existe uma biblioteca cheia de livros, doutrinas antigas e recalcamentos modernos, filosofias extintas e psicologias por germinar, existe um mundo plano e outro redondo, somos seres dos mares, um molusco, um golfinho, uma sereia, somos sentimentos que jamais se deveriam evitar.


Que mal te fez o sol?


Hoje seremos um Indiano a dançar nos templos de Kali, de Shiva, de Vixnu, seremos o batimento cardíaco da própria selva, hoje seremos o mundo um do outro sem o evitar.


No agora, no momento, seremos os sonhos da eternidade.


Que mal te fez a noite?


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


Lucélia Santos, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e mini contos infantis.
 

AMANHÃ PODE SER TARDE...


Há quem diz:

— Amanhã eu faço isto...

— Amanhã irei pedir perdão...

— Amanhã irei dar-lhe um abraço...

— Amanhã irei dizer que a amo...


Amanhã? Mas, por que amanhã?

Já parou para pensar que o amanhã pode não existir para você ou para a outra pessoa?

Nossa vida é como a bruma, que some de repente…

Se é muito importante, faça hoje!

O tempo é muito curto para desperdiçar…

Aquele abraço que não foi dado

O beijo que não foi dado

O perdão que não foi dado ou pedido…

As palavras que não foram ditas…

Amanhã pode já não dar mais tempo

Amanhã já pode ser tarde, muito tarde…

Tarde até para amar…

Tarde para recomeçar…

Tarde para se encontrar…

Vamos perdoar e nos perdoar…

Abraçar bem apertadinho

Beijar com muito carinho

Falar o que sentimos…

Porque o tempo passa voando…

O amanhã ainda não existe!

Porque só o hoje é definitivo!

Porque o amanhã, não nos cabe saber.


 

AUTORA ROBERTA PEREIRA


Roberta M F Pereira nasceu em 1986 e cresceu na cidade de Brumado, interior da Bahia. É Historiadora, Tradutora, Intérprete de Libras, Professora e Poetisa. Desde bem jovem já demonstrava seu amor e dedicação a escrita, especialmente poesias. Tem suas poesias publicadas em diversas coletâneas e no site Recanto das Letras com o pseudônimo, Betina. É autora do livro “Verdades de um Coração Ferido”.

 

VIVA UM DIA DE CADA VEZ


Viver um dia de cada vez, não é o mesmo que viver como se fosse o último dia. Ao invés de pensarmos que cada dia de vida, é um possível final da história humana, devemos contemplar cada dia, como se fosse um presente!


Quando recebemos um presente de alguém, não ficamos imaginando que logo aquele presente vai ficar velho e perder o valor, pelo contrário, ficamos felizes e nos esforçamos para cuidar bem dele.


Do mesmo modo, podemos nos esforçar para cuidar e dar valor as nossas vidas, a cada dia! Até os erros e os acertos, temos que ver como aprendizado, só assim seremos mais felizes, satisfeitos e gratos pela vida.


Aqueles que vivem como se fossem a última vez, ficam tão preocupados com o final, que acabam se esquecendo de todo o processo, de cada esforço, cada gota de suor e lágrimas, que foram derramadas, no meio do caminho.


Então, ao invés de pensarmos que estamos perdendo mais um dia de nossas vidas, vamos imaginar que estamos ganhando mais um dia! Todos os dias são uma dádiva, e se a gente não viver a vida em sua total plenitude, estaremos apenas sobrevivendo e não vivendo!


Pois Sobreviver é sofrer, é guerrear a cada momento, em buscar de um sentimento. Mas se escolhermos viver, vamos encontrar a felicidade em cada cantinho do nosso coração, em cada estrada que caminharmos, em cada dificuldade que encontrarmos.

Mas, para se ter felicidade na vida, precisamos viver um dia de cada vez.


 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.
 

DESPERTAR


Diante de tantas decepções,

Já havia desistido.

Em meio a liquidez das relações

E descaso,

Deixou-se levar

Pela própria sorte.

E em uma noite quente,

Saiu como onça-pintada

A farejar a sua intuição

Em busca de qualquer emoção

Que fizesse palpitar seu coração

Que desenganado já estava.

Ao caminhar pelas vielas desertas,

Uma melodia peculiar a raptou

Conduzindo-a ao seu baú

De recordações.

Uma espécie de déjà vu,

Onde imersa mergulhou

Nas trilhas sonoras

Clássicas do cinema

Em tons, melodias, vibrações

E paisagens sonoras

Que a encantaram

E, ao mesmo tempo, anestesiaram

Sua alma que já estava exausta.

Então, imersa no deleite

Da sua solitude condensada,

Sente uma fisgada em seu pescoço

Como uma mordida invisível...

Se vira para reconhecer o vampiro

Que havia lhe tomado a vida,

Deparando-se, assim,

Com um rosto familiar

Que há anos já a espreitava.


Uma figura sombria

Que, apesar de lhe causar medo,

Também despertava desejo.

E foi assim que abandonou sua vida terrena

Abarrotada de sonhos, fantasias e planos

Para viver com aquele vampiro

Aparentemente jovial,

Mas com uma alma secular

Tão densa e descrente

Repleta de niilismo que ele vomitava

Madrugadas afora

Na tentativa de persuadir

E de sequestrar de vez todo e qualquer

Fragmento de vida que ainda restava nela.

Foi assim que a luz do teu sorriso

E o brilho dos teus olhos

Foram se apagando...

Eles se escondiam

No castelo com janelas cerradas

Onde passavam os dias,

Saindo apenas à noite

Em busca de emoções

Que ela acreditava

serem dela também.

Assim, ela se apaixonou pelos sentimentos

Que despertavam naquela criatura sombria

Que nada amava no mundo,

Exceto ela.

Se misturaram de tal maneira

Que ela não sabia mais quem era,

O que gostava,

Ou os sonhos que tinha.

Tudo era para ele e com ele.

Ela era para ele

A mãe perdida na infância

E a amante sonhada em séculos de solidão.


Mas que, no entanto,

Estava ele a sufocar

Com suas dores e lamentações

Acerca da vida e seus desencantos.

Esquecendo que aquela mortal

Também nutria desejos

Que eram seu combustível

Para continuar viva.

E ela, iludida

Por aquela fantasia de amor

Que tanto idealizou,

Foi se esquecendo dos planos

Que havia plantado

No jardim da sua existência.

E assim, ela mesma

Em seu dedo colocou

Um anel simbolizando

Que àquele conde ela pertencia...

O mesmo conde que seus devaneios de infância

Desmerecia.

Então, em um dia,

Sua caixa de Pandora ele abriu...

E ali dissecou todos seus segredos de outrora,

Antes mesmo de conhecê-lo.

Todos aqueles trapos ali expostos em leito conjugal

Nada diziam a respeito dele,

Mas foi assim que ele se muniu

E a aprisionou ainda mais

Em sua masmorra de ilusões.

Passando anos a acreditar

Que ele era o único que amaria

Aquela que ele tanto hostilizou.

Fazendo ela passar anos a se desculpar

Por algo que não havia feito a ele

E cedendo sempre às suas vontades.

E os poucos mortais que ainda a viam

Não reconheciam a estrela que ali habitava...

Foi seu brilho que o seduziu


Lhe dando mais vitalidade

A perdurar na vida que tanto renegava.

Porém,

Alguns lampejos de lucidez

Lhe estremeciam a alma

Fazendo-a se rebelar

Contra aquele confinamento

Onde o clima pesado ficava

E ela se questionava

Se a história construída

Era mais importante

Que o resto da sua vida.

Então, já exausta daquela prisão

E enxergando seu valor,

Se abasteceu da coragem

De todos os seus sonhos amordaçados

E sufocados na garganta

E dos choros que calou

Acreditando ser aquela tua sina

E o karma de sua vida.


Assim, passou

Sua última noite em claro,

Mais uma vez escutando

Teus discursos existencialistas

Sobre o vazio da vida.

E quando ele desmaiou,

Já dopado de cansaço

Com o dia a raiar,

Ela abriu a porta

Reunindo as forças, coragem

E o que restava de desejo

E fechou sua mala,

Encostando silenciosamente a porta

Arrastando toda aquela bagagem

Escada abaixo.

Pendurando tudo na sua bicicleta

E pedalando assim contra o vento

Com seus cabelos desgrenhados

Banhados pelo sol,

O que há muitos anos

Não se permitia.


 

AUTORA ARLÉTE CREZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas, todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
 

A INFELICIDADE DÁ IBOPE


Hoje amanheci sem ideias para minha crônica semanal, então resolvi buscar ideias no famoso Google.


Joguei o título “temas para textos” e dos primeiros sites que apareceram, houve um que me chamou a atenção – 52 possíveis temas de redação para arrasar no Enem 2022.


Passei então a ler calmamente os temas, mas com a leitura minha calma passou a ser indignação.


A maior parte dos temas falam sobre assuntos pesados, atuais, mas pesados. O mundo anda doente, muito doente.


Mas só agora você se deu conta de que o mundo está doente?


— Não. Não foi agora!


Afinal o mundo sempre esteve doente.


Desde que Adão comeu do fruto proibido, ficamos ferrados.


Mas acredito que hoje fiquei com a mesma vergonha de Adão e Eva ao morderem a maçã e perceberem que estavam nus.


Fiquei com vergonha de ser feliz.


Lendo os diversos temas para redações, senti que o mundo à minha volta é triste.


Mas o que mais me entristece, é que as pessoas gostam de enaltecer a tristeza.


Basta prestar atenção em uma conversa: se você conta um fato alegre, algo que tenha te deixado realmente feliz, você ouvirá de alguns algo do tipo — "Que bom para você" — e o assunto rapidamente acabará.


Mas se você começar a contar um fato que te deixou para baixo ou alguma desgraça alheia, os ouvidos virarão verdadeiras parabólicas.


Os jornais televisivos amam um sensacionalismo.


Há diversos programas feitos apenas para isso, mesmo que tudo seja mentira. Sabemos que as pessoas que participam deste tipo de programa são pagas, para contarem histórias tristes inventadas pelos redatores.


E é disso que o povo gosta, afinal infelicidade dá IBOPE.


Ultimamente a tristeza se tornou uma doença crônica, cujos remédios são bem caros.


Mas tenho fé de que o mundo ainda há de se curar dessa tristeza e perceberá que a felicidade é um remédio gratuito e ser feliz será um diagnóstico irreversível.


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
 

LIBERDADE: "A PALAVRA QUE DIZ MUITO"


Liberdade?

Desejos?

Poder?


O que nos leva a nos sentirmos livres, descomplicados, ver as coisas de forma mais simples?


Liberdade é poder pensar, e essa consciência da nossa existência ninguém nos pode tirar.


Sim, quantas vezes queremos olhar para fora da gente e sair em busca de nosso destino. Mas, a liberdade vai até um destino que nos cega. E recuamos porque, estamos em relação com o mundo de outros também, não podemos nos exceder, ver tudo com nossos olhos e desejar tudo com o poder da nossa vontade.


Podemos sonhar, dormir e acordar, ter nossos segredos e nossos medos. Tudo isso pode ser maravilhoso e jubiloso, mas é preciso respeito, por nossas escolhas e as dos demais.


Os pássaros e as flores, o céu, são liberdades eternas, afinal a vida humana é tão magnífica, feita de surpreendentes momentos.


Penso ser necessário viver com sabedoria, e essa sabedoria consiste em esperar.

Esperar que nos eduquemos a ter, usufruir desta liberdade com limites. Participando mais do coletivo sem excessos, descobrindo que a música em qualquer ritmo pode chegar aos nossos corações.


Liberdade e tolerância podem e caminham juntas, ambas têm legitimidades. É preciso compreendê-las, ser sensível aos ganhos e perdas, deixar fluir como uma primavera.


Ah! Devemos aprender: a desenvolver a nossa consciência serena, a superar e nos controlar.


A liberdade tem pernas, ela pode ir longe ou parar, mas é preciso ser fortalecida, se você quiser um mundo mais belo e fraterno.


 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books e retorna para o tema da infância com histórias para crianças de 3 a 6 anos e assim as mães terão novas histórias para ler para seus filhos.
 

VIVENDO EM SOCIEDADE


Estamos preparados para viver em sociedade? Colocamos em prática tudo que pregamos ou apenas jogamos palavras ao vento?


Refletindo sobre essa questão, concluo que poucos de nós, realmente, faz o que diz e, acreditem, falamos demais e agimos de menos.


Defendemos movimentos mundiais que protegem a natureza, brigamos por ideologias incutidas em nossas mentes por países estrangeiros, no entanto, jogamos a latinha de refrigerante pela janela do carro, na autoestrada.


Criticamos aquele que não separa seu lixo corretamente e, quando ninguém olha, acomodamos no fundo do saco de lixo orgânico, vidros e alumínios.


Torcemos o nariz para quem fuma em público, e pelas bitucas de cigarro espalhadas pelas ruas, enquanto nossas janelas acumulam também bitucas de cigarros fumados na noite vazia. "Uma hora eu limpo".


Defendemos a liberdade com unhas e dentes, chegamos a perder amigos por causa disso. Quando nosso companheiro(a) diz que sairá sozinho(a), queremos detalhes para onde irá, com quem e quanto tempo ficará fora. É essa a liberdade que defendemos? A que impedimos nos outros?


Opiniões divergentes é o que mais pregamos, desde que ela concorde com a nossa.


A religião do outro deve ser respeitada, desde que ela reconheça que os dogmas da que escolhi são os corretos.


Racismo não existe para nós. Comemoramos o Dia Mundial da Consciência Negra e quando alguém faz algo errado, a rotulamos dizendo: só poderia ser _ _ _ mesmo! (Complete da forma que melhor lhe convier).


E os exemplos não acabam. Poderia ficar horas comparando o que falamos e como agimos.


Evoluir é preciso e somente atitudes nos levará nessa direção.


Reflita sobre essa questão e decida: faça o que prega ou então pare de falar sobre o que não faz.


 

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3 Comments


Carlos Palmito
Carlos Palmito
Nov 20, 2022

Bom dia!

Mais um capítulo das cria... Oh, espera... Hoje são reflexões, e eu, estou a reflectir que nem a água no oceano.

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Alessandra Valle
Alessandra Valle
Nov 20, 2022

Que time incrível de escritores!!! Estou adorando!!!

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Stella Gaspar
Stella Gaspar
Nov 20, 2022

Adoráveis todos, como vocês autoras e autor... feliz domingo!!! 😊😉😍

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