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REFLEXÕES Nº 41 — 09/10/2022

Leia, reflita, comente!

 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
 

NADA É MAIS LINDO


Pode ser um outono dourado ou uma primavera encantada.


Nada é mais lindo, seja inverno ou o seu oposto, o verão.


Nada é mais lindo do que a calma da alma, recebendo a brisa do amor, continuado dia e noite, noite e dia, como uma dança com música ou sem música.


Nossos corações buscam sempre essas lindezas, na tentativa de encontrar um mundo bonito, colorido, de gente que sabe ser gente a cada minuto, de suas existências.


Às vezes vem uma angústia e exaustos ficamos procurando o atendimento das nossas expectativas.


As faltas são tão determinantes, queremos dizer sempre, que nada é mais lindo e nos perguntamos: do que os diálogos? Mas onde estão? Só os conheço em poucos e em muitos, só os sinto em sonhos nascentes em mim.


Um turbilhão de pensamentos em excessos chega de uma vez só, quanta revolução. Sinto que se não pudermos dizer que nada é mais lindo, o silêncio nos engole. E o que dizer das frustrações, elas estão nas palavras que escutamos, no tempo que não aproveitamos.


Mas, nada é mais lindo do que o apaixonar-se, sentir-se amado, receber afetos.

Uma felicidade da qual vale a pena viver na busca dos sorrisos, que nos faz sentir tudo à flor da pele.


Falta o elogio, um poema que fazem nossos olhos brilharem.

Viver e vestir nossas vontades, seguir nos microssegundos, buscar o aconchego que nos completa.


Nada é mais lindo, abrir os braços e abraçar.

Esperar e receber

Ter esperanças e assim permanecer!


 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.
 

DEVANEIOS DE UMA NOITE QUENTE


E enfim a sexta chega com ares de recesso prolongado, acompanhado com a matéria humana já maltratada pelo esgotamento físico, mental e emocional... onde tudo dói um pouco... e depois de um longo dia... desabo meu corpo na cama, na simples busca de relaxar e viajar... mesmo que em pensamento para algum lugar distante de tudo que me rodeia, me desconectando do que perturba...


Minha alma que cada dia anda mais exausta pelos afazeres domésticos e profissionais, travando minha mente e em outros momentos, me irritando facilmente... seja por cansaço ou desgaste emocional pelo momento eminente que vivencia nosso país... além dos dramas pessoais que assola a vida particular de cada um.


Então, na tentativa de apenas repousar, sonhar e imaginar ele… escuto vozes pelas paredes, pisadas no chão, gritos de criança, casais discutindo, caminhões buzinando na rodovia, motos barulhentas... um som em alto volume ao longe, móveis sendo arrastados, deixando assim... minha mente em pânico, em crise sensorial... Não conseguindo me perder em mim mesma na tentativa de me encontrar nos braços dele... mergulhada no sabor salgado dos teus lábios a beijar meus pés com seu carinho a marejar, tudo que anseio em mim, transbordar…


Sim, é ele que em sonhos tento vislumbrar a fragmentar-me em meio ao seu profundo azul a um dia novamente desaguar.

O mar sereno e intenso... quanta saudades de ti... Mas o que adiantas tentar sonhar, se até o barulho externo tenta abafar o desejo interno que latejar dentro de mim?


Triste como as pessoas cada dia andam menos empáticas achando que a buzina pessoal é direito a perturbar quem dela não solicitou. E da mesma forma que a música no alto tom é imposta para quem dela não se agrada...


E assim, o sono e os sonhos de outros são roubados. Como meu... genuíno desejo de apenas sonhar em me jogar no mar.


 

AUTORA ARLÉTE CREZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas, todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
 

DEIXE BOAS LEMBRANÇAS


Percebo a preocupação de muitos pais em relação aos bens que poderão deixar aos seus filhos.


Vejo pais preocupados com a briga que seus herdeiros terão após suas mortes.


Quem administrará meus negócios? Para quem ficarão meus bens? Como será que irão dividi-los?


Costumo dizer que para conhecer bem uma pessoa, basta colocar dinheiro na conversa.


Vejo famílias sendo desfeitas por causa de herança. Irmãos que passam a não mais se falar com brigas intermináveis na justiça.


Mesmo sendo deixado um testamento, haverá aquele que se sentirá prejudicado não concordando com a partilha.


E com brigas, os imóveis se deteriorarão com o tempo, antes mesmo de que algum herdeiro se mude ou venda. As joias correm o risco de se perderem, as ações poderão desvalorizar e tudo o que foi deixado como herança, perderá o seu valor.


Então pensei nos meus entes queridos que partiram, o que me deixaram.


Me lembrei dos momentos de culinária com minha avó paterna. Com a avó materna me lembrei da lata de bolachas e do dinheirinho que sempre me dava ao visitá-la.


De meu avô paterno me lembro pouco, faleceu cedo. Mas do avô materno, me lembro de sua eterna alegria, seu jeito de menino e o fato de que para ele os dias estavam todos “azul de bolinha cor de rosa”.


Meu pai sempre foi festeiro e me lembro dos famosos bailinhos em casa, quando ele forrava as lâmpadas com papel celofane para que o quarto parecesse uma discoteca.


Me lembro também dos passeios deliciosos à Pirapora onde parávamos na beira da estrada para fazermos piquenique.


Da minha mãe me lembro das roupas que fazia para que pudesse ir sempre arrumada nas festinhas, e do carinho que cuidava quando adoecia.


Lembranças são algo que ninguém tira de nós, serão eternas, e se forem boas, serão extremamente ricas.


Tudo o que é material poderá ter um fim, portanto se quiser deixar algo para as pessoas que ama e que nunca se acabará, deixa boas lembranças.


 

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