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REFLEXÕES Nº 40 — 02/10/2022

Leia, reflita, comente!

 

AUTORA BETÂNIA PEREIRA


Maranhense. Historiadora/Enfermeira. Colunista da revista The Bard. Participou de várias antologias poéticas e de contos. Escreve de forma artística desde que foi alfabetizada. Escreve poesias, prosas, textos de autoajuda, reflexões. Busca descrever todas as pessoas que rondam as vidas já vividas e as que ainda iremos viver. A história do cotidiano de todos nós.
 

OUTUBRO ROSA, FLORINDO FLORES AZUIS


No mês de outubro em todo mundo se põe em prática a — Campanha outubro Rosa — de prevenção ao câncer de mama. Receber o diagnóstico de câncer é uma experiência extraordinária, fora da rotina e não ensaiado, não idealizado, mas que tem que ser enfrentado e vivenciado por muitos ao redor do planeta. O impacto é sentido pelos pacientes e familiares. Esse momento causa sofrimentos, gera desordem, comprometendo o estado emocional do paciente e da família, colocando todos em condição de fragilidade, metaforicamente as flores da primavera caem e em alguns casos, nascem novas. Atravessar esse caos é como estar numa ponte com leões para te devorar, sabendo-se que em algum momento isso ira acontecer, o famoso “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Poderia usar diversas analogias para descrever essa dor, e digo mais, narrar o pesar da derrota por perder alguém para a doença, mas cabe a mim, levar a fé, abrir espaços para a crença no impossível aos olhos humanos.


O caminhar até a cura ou não, é solitário para a família e doente, pois, a doença contém estigma. Estigma social de doença incurável e, nesse cenário, as perspectivas de vida dos familiares de seus portadores são abaladas e afetadas pelo sentimento de temor frente às experiências indesejadas que terão que viver. Essas experiências são sentidas e vividas em menor ou maior grau por todas as pessoas que já enfrentaram, ou perderam alguém para o câncer. Uma sensação de inutilidade, de que poderia ter evitado invade todos, mas infelizmente estamos a caminho e no percurso muitas vezes esquecemo-nos de nos observar, de ver os sinais, de sentir e buscar ajuda. Precisamos aprender a ouvir nosso corpo, sentir nossos odores, apalpar nossa pele, ver a nossa integridade física. Não ignorar sinais e sintomas.


E quanto ao psicológico: conhecer os sentimentos, identificar as emoções e como a família reagem a esse diagnóstico do câncer e como lidam com o tratamento, podem contribuir para um melhor acolhimento e intervenção; para uma superação do impacto inicial, dando assim suporte na perspectiva de uma assistência integral ao paciente na sua dor total. Aumentando hipóteses de cura, não permitindo que fatores psicológicos contribuam na queda da imunidade, piorando o estado geral do paciente.


É necessário um olhar ampliado dos profissionais de saúde e da sociedade, em geral, para a família e para as estratégias de enfrentamento utilizadas por eles, e assim compreender como estes familiares se ajustam a essa situação. E antes de tudo plantemos amor ao próximo para que possamos colher flores também no outono. Vamos? Avante!


 

AUTOR JOSÉ JUCA P SOUZA


José Juca P Souza, professor, ator, psicopedagogo, analista de sistema, ambos por formação acadêmica… Desde pequeno imbuído nas artes, com o desenho. Como profissional, agente administrativo no Ministério da Agricultura, técnico em edificações na Companhia Energética de Brasília. Assim segue, vendedor de tudo na infância (“triste realidade”), almoxarife, gerente lojista… Em seguida, veio o teatro, com poucas temporadas, lecionou artes na escola pública do DF, estando até hoje, trabalhando com informática, afastado de sala de aula… Embora escreva desde criança, com textos engavetados… Se reconhece poeta em um concurso para novos poetas, em 2019, classificado e publicado em uma determinada editora. Hoje providencia seu primeiro livro.

 

O VOTAR


Amanhã teremos o dia mais importante de nossas vidas… Se assim, posso refletir. Dos assuntos mais atraentes nesta vida, a política é dos principais. E fico chocado quando as pessoas dizem não gostar de política. Precisamos estudar e conhecer o assunto que gere nossa sociedade. Somos reflexo dela e temos nossas vidas geridas pela mesma. O voto é a gerência de nossa sociedade pelos próximos quatro anos, e temos na ignorância política, creio, nosso maior problema enquanto sociedade e consequências do desconhecimento político da maioria da população.


Pessoas não gostam de política e não se preocupam com ela. Acho isso uma irresponsabilidade quando somos obrigados a votar. Um país com sérios problemas de saúde, saneamento básico, miséria, fome, educação, segurança… Não pode se dar ao luxo de gostar ou não. Embora, compreensível toda essa situação. Pertinente para uma sociedade que não investe adequadamente em educação.


A cerca de seis meses, em função das eleições, retomei minhas pesquisas políticas. Iniciando pelo espectro político. Assunto pelo qual, tenho certeza, poucos conhecem. E acho de extrema importância para o voto. Fala-se do espectro político, como sendo esquerda-direita, existe não existe… Porém, é minimizar muito o tema. Pensemos! Muita coisa deve-se estudar e estar atento. Não se trata de esquerda-direita, trata-se ainda de conhecer outros espectros… Extrema esquerda, social democracia, liberal democracia, neoliberalismo, conservadores liberais, extrema direita etc. E que isso vai fazer conosco. Ideologias, partidos, três poderes, constituição… Muitos assuntos a saber antes de votar.


Depois de conhecer partidos, seus espectros, ideologias, fui aos fatos históricos… Um pouco de literatura especializada. Cientistas políticos, filósofos, debates políticos, conhecer os personagens que fazem e fizeram a história deste país. Verdades, meias verdades, fake news, jornalismo sério e de credibilidade, meios de comunicação confiáveis, e isso aprendemos com o conhecimento, com a ciência, saindo do achismo, do bate boca inútil, do querer ter razão, quando nem se percebe o básico. O que é política e para que serve.


Enfim! Após muito pesquisar, chego ao dia antes do voto, triste ao perceber a preocupação de poucos, em realmente votar consciente da política, da sociologia, da filosofia, do ser cidadão e sua função, importância etc. Ver muitos votando por votar, não contribuindo em nada para mudanças qualitativas… Ver que a ignorância, a violências, a falta de diálogo, de respeito às diferenças, a opinião do outro, independente do viés político é o que impera. O medo, a desigualdade, a manipulação… Enfim, o negativismo pela ignorância do conhecimento.


 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.
 

IMAGEM E SEMELHANÇA


Deparo-me estática no meio da cozinha e me pergunto o que fui fazer ali... porém a resposta não vêm e isso me desperta aflição... Então retorno de onde vim e as vezes lembro o que tinha que fazer... outras vezes não... e assim também acontece com nomes de pessoas, locais ou teorias... tudo se perde em meio a caixa cinzenta que comanda todo restante do meu corpo. Cada função é comandada por ela.. e de repente num piscar de olhos, tudo se perde... porém, não de uma vez.. mas aos poucos que isso vai se esvaindo, sem termos uma consciência clara sobre esse fato, passando desapercebido muita das vezes....


Isso me fez recordar de um filme fantástico que assisti há alguns anos atrás que tratava exatamente disso... as funções que iam se perdendo em nosso corpo, até não restar mais a singela memória do simples e automático respirar... "Para sempre Alice", um drama comovente que muito me vejo....


E nesse drama pessoal me encontro... eu meu filho, me amendrontando com o futuro... no entanto, hoje em dia, estabeleci estratégias para não mais ficar na dúvida sobre se dei ou não uma medicação, já que são várias... por isso vou deixando as já ministradas em cima do

armário e assim, tenho o controle para não mais sofrer com a dúvida.


Então me lembro de uma palestra incrível da Ana Beatriz Barbosa sobre a máxima da criação do homem. " e Deus fez o homem sua imagem e semelhança"... e muitos questionamentos são levantados ao longo dos tempos: como o homem pode ser modelo de semelhança com Deus? No mínimo absurdo essa comparação. Porém sua resposta explica essa frase: em sua compreensão, o homem é semelhante a Deus na incrível capacidade cerebral na qual fomos dotados (independe de altas habilidades ou não) nosso cérebro tem uma potência absurda de criação, construção, produção e também de neuroplasticidade (capacidade de mudar comportamentos, condutas, hábitos).


Deus criou o mundo, a natureza e o homem. Mas este criou as sociedades, culturas, industrialização, tecnologia, teorias políticas, filosóficas, relações afetivas, profissionais, enfim uma infinidade de tantas outras elaborações.


Porém o homem (para além da demência que sequestra alguns), está cada dia usando menos sua capacidade intelectual ao absorver como uma esponja tudo que lhe é apresentado, seja um hit do momento onde os sujeitos são desmoralizados em seu caráter e moral ou em discursos que pregam o ódio por divergências em questões políticas, raciais, religiosas ou afetivas.


Então me pergunto, onde nos perdemos? Onde estão aqueles sujeitos que construíam, questionavam e faziam as sociedades evoluíram, não pela violência, mas pela inteligência em estratégias que faziam valer a pena não só de maneira individualizada, mas também coletiva?


Então vejo infelizmente o quanto a cultura, a conduta e moral estão degradadas, porém não nas escolhas, pois cada um tem livre arbítrio para faze-las. Mas sim nas atitudes imperativas que tem sido prática de parâmetro, deixando assim a reflexão, diálogo, resiliência cada dia a mais a margem de uma existência lamentavelmente rasa e vazia. 


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


Lucélia Santos, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e mini contos infantis.
 

SIGA EM FRENTE...


Nunca vi pessoas fortes não terem passado por momentos difÍceis...

Pensamos às vezes que não somos capazes de resistir a muitas coisas, até passar por elas e saímos mais fortes e maduros.


Nada de ruim dura para sempre. Não é fácil passar por provações de fogo, tristezas, decepções.. mas, tudo isso nos ensina a viver e nos prepara para situações futuras, e um dia ouviremos que somos fortes!


Então, poderemos até mesmo dar um conselho para alguém que amamos, e saberemos nos proteger e nos prevenir.


Não se paralise diante das mudanças, elas também servem para nos ensinar, portanto, o ideal é nos adaptar a cada uma delas, felizes, por estarmos respirando e por poder realizar o que desejamos.


Os desafios costumam nos mostrar o quanto somos capazes e corajosos. A coragem não é a ausência do medo, é a capacidade e seguirmos firmes mesmo sentindo medo.


Cada um de nós carrega uma história, a dádiva da vida e o dom de ser feliz.


Converse um pouco consigo mesmo, se dê força e incentivo, feche os olhos e se abrace.


Siga em frente...


 

AUTORA ARLÉTE CREZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas, todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
 

A TERRA DO APROVEITA


Quem não se lembra de um antigo comercial de cigarros onde o bordão era: “gosto de levar vantagem em tudo”.?


O mesmo estrelado pelo meio-campo Gerson de Oliveira Nunes, campão mundial em 1970, se tornou politicamente incorreto, já que a frase em destaque veio a se tornar pejorativa.


Gerson não se dizia atleta, afinal fumava, e por conta de seu vício nada discreto, recebeu o convite para o comercial.


Foi grande destaque dentro da seleção brasileira, mas segundo ele, nunca levou vantagem sobre ninguém da forma que a frase no comercial ficou destacada.


Independente do “ator” Gerson, a frase ficou bem conhecida e utilizada no Brasil, já que realmente vivemos em uma terra de aproveita.


Políticos aproveitam para difamar uns aos outros, puxar tapete, disputar quem é o pior e quem faria melhor no comando do país.


Fabricantes sobem os preços de produtos por qualquer motivo, seja até uma dor de barriga no presidente dos Estados Unidos ou da rainha da Inglaterra. Em contrapartida os comerciantes aproveitam e sobem mais ainda jogando a culpa nos fabricantes – não que a culpa não comece deles.


O brasileiro sabe aproveitar sim, todas as oportunidades que surgem, mas nem todos aproveitam de forma honesta.


Aproveitamos a vaga de idoso ou deficiente, apenas por um minutinho.


Aproveitamos a dificuldade de vendas para colocar o preço da sua mercadoria do vendedor lá embaixo.


Aproveitamos quem oferece serviço e pedimos um super desconto já que todos precisam trabalhar.


Infelizmente os de cima se aproveitam muito mais, por terem maior poder de fogo e de cinismo.


Mesmo os “políticos bonzinhos” aproveitam para fazerem propaganda de suas belas ações, e os “mauzinhos” aproveitam para fazerem o que sabem fazer de melhor.


Do coqueiro se aproveita a árvore toda, de algumas flores temos apenas o perfume.

Aproveitamos momentos de solidão para meditarmos.


Momentos de embriaguez para falarmos o que pensamos, mas a boca não se atreve a dizer.

Aproveitamos os amigos, mas nunca dos amigos.


Aproveitar é uma arte. Podemos aproveitar para o bem ou para o mal.


O maior problema do aproveita é que não há regras, tudo pode.


Então aos que não sabem o valor do bom aproveitamento, fica uma dica: Aproveita e sai de fininho.


 

AUTORA JOANA RITA CRUZ


Joana Rita Cruz nascida a 11 de março de 2002, é portuguesa e estudante de Engenharia Informática. Começou a escrever inicialmente no género de ficção com especial interesse em literatura fantástica, mas em 2015, escrever poesia tornou-se uma parte integrante da sua vida.
 

ROTINA DE ARTE


Gostava de fazer da arte

Uma rotina

Acordar todos os dias

E ler primeiro uma poesia.


Adorava fazer tocar

Alguma música de fundo

Nos momentos em que o drama

Deixa em meu ouvido um sussurro.


Ou até de percorrer estradas

Cujos prédios estão grafitados

Em que pela vida urbana

Os portões foram pintados.


Oh até a espuma do meu café

Podia ganhar alguma vida

A imaginação bate um pé

E qualquer coisa vira bonita.


Oh gostava de fazer da arte

Uma rotina.


 

AUTORA ROBERTA PEREIRA


Roberta M F Pereira nasceu em 1986 e cresceu na cidade de Brumado, interior da Bahia. É Historiadora, Tradutora, Intérprete de Libras, Professora e Poetisa. Desde bem jovem já demonstrava seu amor e dedicação a escrita, especialmente poesias. Tem suas poesias publicadas em diversas coletâneas e no site Recanto das Letras com o pseudônimo, Betina. É autora do livro “Verdades de um Coração Ferido”.

 

NÃO DEIXE DE SONHAR E DE VIVER


Algumas pessoas deixam de sonhar, de desejar e de voar alto...


Essas pessoas, perderam a esperança de que é possível conseguir realizar seus sonhos e por vezes ficam deslumbrando os sonhos dos outros, os sonhos daqueles que deram certos e os seus não.


Então, se você não conseguiu realizar seus sonhos, não desistam e se ainda assim, perceberem que não é possível realizar aquele sonho no momento, tente sonhar diferente, desejar coisas novas, alçar novos voos. Você perceberá que o sonhar afinal, é aquilo que não apenas queremos, mas o que conseguimos realizar e viver!


 

AUTOR GESCÉLIO COUTINHO


Nascido em Quixeramobim no Ceará, Professor especialista em História e Geografia, toca violão e canta, serviu por muitos anos na igreja, no momento se encaixa como Poeta: Escreve poesias, poemas e cordéis. Tem poemas publicados em Antologias como: Poesia Brasileira de 2021, Antologia Poética Toma Aí Um Poema, Cordéis lançados pela editora Aluá Cordéis, atualmente está com o poema "A Resiliência no Sertão" na Antologia Poética "1001 Poetas" e concorre a diversos concursos no ano de 2022. Atualmente produz poemas com temas diversos. Pseudônimo: "O Poeta do Sertão".

 

A INVEJA QUE CONSOME


Eu busco compreender

Qual o sentido da inveja

Por que as pessoas sentem

E dizem que mata e aleja

Não dá para a gente ver

Se ela mora em você

Como será o jeito dela?

Me dá logo um arrepio

Um sentimento tão frio

A cobiça anda com ela.


Como é que ela cresce?

Se ela só tenta diminuir

Não acrescenta na vida

Nem permite prosseguir

Te dá parabéns de mentira

Por dentro está cheia ira

Fica por fora do coração

É grande amiga da derrota

Com nada ela se importa

Destruir é a sua missão.


Eu ainda não entendi

A forma como ela se instala

Na cabeça das pessoas

De todo mundo ela fala

É preciso ser bem forte

Pra não ter a triste sorte

E ser pego de surpresa

Em ter alguém ao seu lado

Com dois olhos arregalados

Desejando a sua riqueza.


Então fui bisbilhotando

Para entender como se dá

Vi mesquinheza e maldade

Gente pronta pra fofocar

Seres de um coração duro

Que vivem no mundo obscuro

Sem ter nenhuma compaixão

Dando rasteira no nada

Adora a vida humilhada

Para qualquer cidadão.


Já que vencer é difícil

É necessário aprender

Lidar com tanta intriga

Que tramam contra você

Busque escolher os seus

Entregue nas mãos de Deus

Lute com fé e resistência

Esqueçam os invejosos

Pois eles vivem chorosos

Pra sujar a tua essência.


 

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Betânia P
Betânia P
02. Okt. 2022

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