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REFLEXÕES Nº 36 — 04/09/2022


Leia, reflita, comente!

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


Luiz Primati é escritor de vários gêneros literários, entre eles, romance, ficção, contos, infantil. É autor de mais de 10 livros, disponíveis atualmente na Amazon. A descoberta da escrita foi logo que aprendeu a escrever, mas, a chama foi definitivamente acesa em 1981, quando participou do grupo teatral TER (Teatro Estudantil Rosa). O próximo projeto que lançará é o livro de terror: "A MALDIÇÃO DO HOTEL PARADISIUM", em parceria com Vivian Duarte. Hoje é editor da Valleti Books, onde ajuda escritores amadores a realizar o sonho de publicar seus livros.
 

MINIMALISTAS


Vivemos num mundo cheio de opções. Cada vez mais tentam nos passar a ideia de que precisamos disso ou aquilo. Será mesmo verdade? Precisamos consumir tudo que os anúncios nos mostram? Assisti um documentário sobre o assunto. Está na Netflix. Num mundo minimalista aprendemos a viver igual, com menos.


Casas menores, menos roupas, menos equipamentos, menos desperdício. Consequentemente com menos conforto. Nem sempre. Nesse documentário mostram ser possível que vivamos num espaço bem minúsculo onde as coisas se transformam. Cama se retrai e vira uma mesa de jantar, uma parede se move e criamos outro ambiente e assim por diante.


Até consigo viver num espaço menor. Já morei em uma casa onde eu tinha 500 m para circular. Hoje moro num apartamento de 50 m, ou seja, 90% menor. Mas sinceramente não quero ter que morar em 10 m quadrados.


Aqui em casa somos 3 pessoas, cada uma com pouco mais de 16 m exclusivos. Acho suficiente. De tudo que vi e aprendi, uma coisa não se falou no documentário: do tempo. O tempo, para mim, é precioso. Ele passa rápido e todos os dias temos 24 horas para viver e honrar nossos compromissos. Por isso eu me irrito com pessoas que chegam atrasadas em reuniões e quando elas se arrastam por horas sem finalidade alguma.


Meu tempo é igual ao de todos e tento aproveitá-lo da melhor maneira. A ânsia que tenho de viver e realizar é grande e por isso não gosto de desperdiçar nem um minuto. Ficar parado numa cadeira por horas ouvindo alguém falar é algo que me provoca um estresse interno. A sensação de tempo se esvaindo pelos meus dedos sempre me veem à mente. Fico ali pensando em tudo que poderia estar produzindo de útil.


Sei que as reuniões são importantes e gostaria que elas fossem rápidas. Quando estou no controle delas, as faço acontecer no menor tempo possível. Isso pode ser considerado minimalista? Se a resposta é sim, então sou um minimalista na questão do tempo.


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
 

DE REPENTE...


Surpreendemo-nos com determinados comportamentos.


De repente a fruta cai no chão e se desmancha. Aparece o orgulho humano, “eu sou melhor, aqui você não tem vez, eu não fico atrás de você...” Como é defeituoso o comportamento humano prepotente.


Há sempre aqueles que necessitam de maior atenção, estes sedentos de amor são em alguns momentos egoístas, nos deixam mergulhados no inesperado e nada de campos floridos, pois a insatisfação é completa, nada é perfumado com essências de humildade, nada é perfumado também com os cheiros da simplicidade.


Tudo fica complicado, o café fica amargo e o prazer sem o perfume da naturalidade. O que esperamos se desfaz e a sede aumenta, buscando o diálogo que foi de certa forma destruído pelo soberbo poder.


Uma ânsia racional incontrolável domina a relação do eu você, com uma tendência de ser a verdade á sua maneira. Não é fácil ser encontro em tantos desencontros, é muito difícil o convencimento. Infelizmente confirmamos que os excessos em uma relação amigável, também existem.


O importante é desfrutarmos de momentos alegres, poéticos e em versos dar sentidos ao que nos satisfaz. O outro merece toda a nossa atenção e habilidade em tratar às diferenças.


De repente, confirmamos que há uma razão para determinados comportamentos, as palavras ditas esfriam a alma, mas depois a atenção, o envolvimento a generosidade, favorece o clima para sensibilidades e compreensões. E a lembrança do momento não bom, passa a ser desinteressante.


Assim, de repente as relações humanas acontecem e se constroem.


O importante é passar por esse jardim de amizade e sentir o seu oásis


 

AUTORA JOANA PEREIRA


O meu nome é Joana Pereira e sou autora no blog "Tem juízo, Joana!". Nasci em Lisboa e segundo as estrelas, sou Leão - ascendente Touro. A minha identidade atravessa cores, ritmos, dança, música e palavras. Gosto de ler e de escrever, acreditando ser na escrita que me torno mais consciente. Numa voz firme e rebelde escrevo entre o certo e o errado, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

 

O MEU SABER DANÇAR


Há ritmos que nos fazem contorcer o corpo. Há músicas que nos conseguem aquecer a alma e fazer gingar as ancas. Aquele swing no corpo, num corpo cheio de cadência e cores garridas. Sou desse tipo.


Descobri este jeito em miúda. Num grupo com as minhas amigas. Víamos o Michael Jackson em loop na tentativa de o conseguir imitar. Dançávamos bem, cheias de energia e sorrisos, as bochechas abanavam bastante cada vez que saltávamos. Chamavam-nos, em tom de ternura, a brigada Nestum com mel. Éramos rechonchudas, mas dançávamos com afinco e mel! Muito mel!


Ainda tomei a coisa mais séria e tornei-me parte de um grupo que ainda hoje trago no coração, com grandes amizades. A dança, realmente, tem esta sabedoria de aproximar pessoas pelos ritmos que atravessam os corpos.


Hoje, danço em casa, enquanto cozinho, enquanto estou nas lides da limpeza, no carro, mas sempre que oiço um bom ritmo lembro-me do quão gostaria de o partilhar, num bom momento de swing, com as minhas meninas. Num momento em que os nossos corpos se contorcem de tão prazeroso que o ritmo é, com os rostos franzidos de tanto sentir e um sorriso malandro, só pelo gozo que dá.


No que toca ao meu saber dançar, são elas as minhas cúmplices!


 

AUTORA MIGUELA RABELO


Miguela Rabelo escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.

 

À ESPERA DE UM MILAGRE


A segunda começou quente e na correria dos afazeres de sempre em meio ao cansaço que nos assalta, acabamos por às vezes nos dispersando com trivialidade... e quando percebemos, a bendita da hora já se foi…


Então saiu literalmente correndo e tropeçando nos meus próprios pés e pedindo no meio do caminho uma viagem pelo aplicativo. Assim que ele chega nos encaminhamos para a terapia. Enquanto ele entra alegre para o atendimento, tento ler algo enquanto o celular carrega, mas a mente acelerada não se aquieta.


Então a sessão dele termina e a terapeuta o elogia muito, finalizando com: -- "ele falou azul e amarelo". -- na hora não entendi e pensei ser para eu repetir isso para ele. Ela novamente reforça, "--- não, ele falou azul e amarelo. A fono ouviu." -- Eu incrédula... -- "Mas como assim?". Ela explicou, me contextualizando do fato. Então saímos de Uber rumo a escola, e eu atordoada com aquela informação que chacoalhava minha mente.


Quando deixei ele na escola, avisei do ocorrido e pedi para elas ficarem atentas a uma nova menção. Subo a pé para pegar pedidos médicos com a secretaria do psiquiatra dele e no meio do caminho me distraio rapidamente em um brechó a procura de uma peça rara. Mas nada encontrei e no consultório infelizmente os pedidos ainda não estavam disponíveis. Então vou atrás de atualizar contas vencidas para pagar e acabo recebendo uma ligação muito esperada: o aviso da medicação do meu filho que estava disponível para retirada.


Então corro na lotérica, pago as contas, peço um Uber, vou até a central de atendimento do plano de saúde e lá espero uns 40 minutos conectada a tomada, enquanto me desculpo com minha amiga por desmarcar com ela do nosso encontro.


E nessa espera, tento avisar na escola que iria me atrasar, mas tentativas frustradas vão se acumulando, até que alguém atende ao telefone e explico a situação. Logo depois me chamam e recebo a medicação, já pedindo em seguida outro carro. Aviso na escola que já estou chegando para me encontrarem na entrada. Quando chego, peço para o motorista aguardar a chegada do meu filho, o que pareceu demorar mais do que de fato foi, me causando mais crises de ansiedade nessa espera, enquanto também faço o motorista nos esperar(o que detesto)


Felizmente ele foi paciente e nos levou tranquilo para casa. Na escola, infelizmente ele nada falou, nem também em casa... acabou que essa ilusão me deixou frustrada… e agora essa sombra em forma de esperança fica a espreita. Mas antes de dormir, no meio do seu cantarolar em forma de vocalização, parei para observar e consegui ouvir um "azuu" que me espantou... Mas não sei se era azul dentro de um contexto na música que ele cantarola ou... se era apenas vocalização descontextualizada... no entanto, não era impossível e já vi milagres assim acontecendo em meus atendimentos. E então, mais uma vez a luz se acendeu em mim... talvez será um sinal para não Desistir desta espera… Ou será que sou eu ainda não estou preparada para o tão esperado… Entretanto, isso me brotou algumas ideias que podem ser desdobradas para serem aplicadas nele e também nos meus alunos.


Alguns dias se passaram e sua curiosidade em mexer nos livros da minha estante aumentaram, pois agora está aprendendo a folhear, diferente de outrora que apenas amassava ou rasgava. Então, hoje ele pegou um livro inédito até então para ele: "O livro de perguntas e respostas" e começou a folhear até que entre uma página e outra havia um recorte de revista dobrado, então o pego e abro... me surpreendendo com a notícia: "garoto de 10 anos começa a falar após cirurgia de retirada da metade do cérebro". Aquilo parecia um soco no meu estômago, me fazendo pensar em várias questões... No entanto, o que aquilo verdadeiramente significou? Um sinal... um caminho... uma resposta... ou simplesmente puro acaso? E assim mais caos se instala na minha alma tentando encaixar as peças deste quebra-cabeça cada dia mais confuso, porém fantástico, onde minha existência me foi presenteada.


 

AUTOR JOSÉ JUCA P SOUZA


José Juca P Souza, professor, ator, psicopedagogo, analista de sistema, ambos por formação acadêmica… Desde pequeno imbuído nas artes, com o desenho. Como profissional, agente administrativo no Ministério da Agricultura, técnico em edificações na Companhia Energética de Brasília. Assim segue, vendedor de tudo na infância (“triste realidade”), almoxarife, gerente lojista… Em seguida, veio o teatro, com poucas temporadas, lecionou artes na escola pública do DF, estando até hoje, trabalhando com informática, afastado de sala de aula… Embora escreva desde criança, com textos engavetados… Se reconhece poeta em um concurso para novos poetas, em 2019, classificado e publicado em uma determinada editora. Hoje providencia seu primeiro livro.

 

PERDIDO NO TEMPO


O nosso dia tem vinte quatro horas. Tempo para trabalhar, para o lazer, dormir ou descansar. Uma rotina, mais ou menos assim! Oito horas no trabalho, oito horas de sono, oito horas para outras questões de seu dia. A verdade é que não sobra tempo para mais nada. Precisamos de mais tempo para nosso dia. Isso mesmo? Ou falta de organização do tempo, prioridades, pode acarretar muitos problemas?


Precisamos de mais tempo para nosso dia? Observo que, não generalizando, a maioria das pessoas não tem prioridades no seu tempo, nem organização. Hoje em dia, são muitas as distrações: Desde redes sociais, os streamings com seus filmes, séries, novelas, jogos e toda espécie de conteúdo a atrair a atenção… E se não cuidamos, realmente, não sobra tempo para mais nada. E a atenção continua ali, muita das vezes em banalidades, roubando tempo de seu dia.


Pessoas sem foco e organização tem problemas no trabalho, foco nas mídias sociais, ou no celular, em momentos que deveriam estar exercendo atividades profissionais. Na educação, jovens passam noites em claro, não tendo concentração ou atenção para estudar. Com problemas de aprendizagem, disciplina, entre outros. Na saúde, excessos causando problemas de estresse, agressividade, irritabilidade, insônia etc.


O tempo precisa de foco, objetivo e metas, para não acarretar problemas. Comecemos pensando em metas, propósito com duração determinada auxilia no desenvolvimento de projetos. Objetivos, mais gerais, representam a finalidade a se alcançar. Planejamento, organização do tempo e disciplina. Sem estas diretrizes nos perderemos a cerca de um futuro tranquilo, promissor e certo.


 

AUTORA ARLÉTE CREZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas, todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

E QUANDO EU ME ESQUECER...


Ontem esqueci o caminho de casa. Parei e não sabia onde estava e para que lado ir.


Fiquei em pânico, não conseguia me mover.


Ao meu lado pessoas estranhas passavam sem se quer perceberem que eu estava lá, fazendo com que me sentisse mais sozinha.


Fiquei estática por um momento. Aos poucos as ideias clareavam e passei a visualizar meu caminho.


Passo a passo consegui chegar até onde acreditava ser minha casa, já que minhas certezas estavam abaladas.


Abri minha bolsa e encontrei uma chave, que por sorte era a da fechadura.


Quando entrei tudo ficou claro, passei a me lembrar de tudo.


Quando meu marido e filhos chegaram, no final da tarde, ao me perguntarem sobre como foi meu dia, simplesmente respondi, bom.


Não quis preocupá-los, com certeza foi algo passageiro que não tornará a se repetir.


Na manhã seguinte, me levantei antes que todos, deixei o café pronto. Todos desceram, se aprontaram para sair, se despediram e cada um seguiu seu rumo.


Como sempre comecei a cuidar dos afazeres da casa. Tirei a mesa do café e subi ajeitar as camas.


Enquanto arrumava as camas, me lembrei que não havia dado comida e água ao cachorro. Desci e passei a procurar suas vasilhas. Para grande susto, me lembrei que não temos um cão.


Mas eu tive quando menina. Então percebo que há algo errado.


Conversei com minha família ao chegarem, e resolvemos que no dia seguinte iria ao médico.

No consultório, descubro que o diagnóstico não me é favorável. Perderei aos poucos minha memória.


Dia a dia o passado se confundirá com o presente. Filhos passarão a ser chamados por nomes de irmãos. Serei um perigo a mim mesma, já que posso deixar algo no fogo, ou mesmo me perder.


Procuro pensar em tudo que me é importante, tentando segurar cada lembrança ao máximo, como se fosse possível prendê-las.


Muitas vezes não sentirei nada ao ficar ao lado das pessoas, pois não saberei quem são.

A memória falhará a cada dia.


Sei que passarei a me esquecer de coisas que sempre foram importantes para mim; como a felicidade que senti no dia do meu casamento.


Meus filhos passarão a ser breves lembranças. O primeiro sorriso, o primeiro passo, aos poucos se dissiparão em minha mente.


Hoje sei que quero estar a cada minuto com as pessoas que amo, pois as lembranças em família são as melhores.


Sei que isso não durará para sempre, aos poucos não terei mais as memórias de dias felizes.


E quando eu me esquecer de tudo e de todos, quando nem ao menos saberei quem sou, só peço por favor, que não se esqueçam de mim.


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

MAR


Mar… ah! O mar

Como é fácil amá-lo

Amar sua imensidão

Sob ondas que transmitem

Toda sua força e energia

Onde renovam vidas

Ah! Amar o mar

Mares à fora

Espetáculos da natureza

Suas águas guardam segredos

Refletem luz do céu

Mesmo em dias cinzentos

Pois sua beleza se enaltece

De todas as maneiras

Basta te olhar

Admirar… deixar -se levar por seu encanto

Seus mistérios e magia

Amar o mar

Um amor-perfeito e concreto

Criação divina e que sempre terá

Algo para nos ensinar e oferecer

Amo amar o mar!


 

AUTOR GESCÉLIO COUTINHO


Nascido em Quixeramobim no Ceará, Professor especialista em História e Geografia, toca violão e canta, serviu por muitos anos na igreja, no momento se encaixa como Poeta: Escreve poesias, poemas e cordéis. Tem poemas publicados em Antologias como: Poesia Brasileira de 2021, Antologia Poética Toma Aí Um Poema, Cordéis lançados pela editora Aluá Cordéis, atualmente está com o poema "A Resiliência no Sertão" na Antologia Poética "1001 Poetas" e concorre a diversos concursos no ano de 2022. Atualmente produz poemas com temas diversos. Pseudônimo: "O Poeta do Sertão".

 

A SOLIDÃO


A Solidão...

A Solidão é como uma ferida que não sara.

A Solidão é a espera do quê e de quem nunca vai chegar.

A Solidão é como uma dor que arde sem saber onde dói.

A Solidão é a ausência de algo, ou de alguém que possa ou não existir.

Mais que não está por vir.

A Solidão às vezes, é simplesmente estar só.

A Solidão nem sei se é existir.


 


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3 תגובות


Stella Gaspar
Stella Gaspar
05 בספט׳ 2022

Bom dia, feliz novo mês, o meu mês de nova idade...09/09

Os nossos textos parecem que foram escritos lado a lado, belas sintonias.

Beijos nos corações lindos! 😘

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sidneicapella
sidneicapella
04 בספט׳ 2022

Parabéns a todos colunistas!

Parabéns para Valleti Books pelo trabalho.

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Alessandra Valle
Alessandra Valle
04 בספט׳ 2022

Escritores que me encantam e me fazem refletir sobre a vida, comportamentos e sentimentos. Agradeço-vos a oportunidade de engrandecimento de minha alma.

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