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REFLEXÕES Nº 221 — 19/07/2026

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem do caderno
Imagem criada com IA

AUTOR Luiz Primati


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março de 2023 lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em agosto de 2025.

A MORTE COMO HORIZONTE


Tem uma pergunta que eu evito e que de vez em quando me pega desprevenido, geralmente em hora boba — escovando os dentes, esperando o sinal abrir. Se eu soubesse o dia e a hora da minha morte, o que eu faria?


A primeira resposta que vem é a da propaganda: largaria tudo, viajaria, viveria cada segundo como se fosse o último. Bonito. Desconfio que é mentira. Viver cada dia como se fosse o último é receita de quem nunca pensou no assunto por mais de um minuto: se todo dia fosse o último, ninguém plantava, ninguém pagava boleto, ninguém escovava os dentes — e a civilização inteira acabava numa terça-feira. A gente vive é porque acha que tem amanhã. O amanhã é o motivo de tudo.


Mas a pergunta insiste. Sabendo a data, eu viraria outro? Sairia por aí desordenado, gastando o que não tenho, dizendo o que sempre engoli, já que no dia seguinte não estaria aqui para as consequências? Gosto de achar que sim, que tem um Luiz mais corajoso preso dentro deste, esperando só um prazo para se soltar. Mas conhecendo o morador, acho mais provável que eu passasse os últimos dias arrumando gaveta. Deixando senha anotada, papel assinado, as coisas em ordem para quem fica. Tem gente que se despede vivendo; eu, pelo jeito, me despediria organizando, trabalhando. Cada um ama do jeito que sabe.


E é aí que a pergunta muda de endereço. Porque pensar na minha morte, descobri, é rápido — dói menos do que dizem. O difícil é a segunda pergunta, a que vem logo atrás sem pedir licença: e a Mônica? O que ela faria sabendo? Choraria escondido no banheiro para eu não ver, que é o jeito dela de chorar? Fingiria normalidade até o fim, brigando comigo porque deixei a toalha molhada na cama, porque a vida tem que continuar parecendo vida? E as minhas filhas — a Natasha, a Ana? Eu teria tempo de ver os filhos delas se casando? Essa conta eu não faço. Tem calendário que me recuso a olhar.


Curioso: a minha morte eu penso de longe, como quem olha o mar do alto do morro. A dor dos meus, eu não consigo nem pensar. Talvez seja isso que a morte tem de mais pesado — a morte não acontece com quem morre. Acontece com quem fica e assiste.


Dizem que saber libertaria. Dizem que paralisaria. Acho que os dois, e depende da hora do dia. De manhã, com café e sol na janela, saber me faria ligar para gente que não ligo, escrever o que empurro com a barriga, sentar no chão para brincar com os netos sem olhar o relógio. De madrugada, às três horas, a mesma informação me pregaria na cama, olhando o teto, fazendo a conta de quantas tardes preguiçosas ainda teria de estoque. A morte é como o sol de que falava não sei quem — não dá para olhar fixo. Mas é ela que ilumina tudo o que a gente faz de dia.


No fim, a resposta honesta para "o que eu faria se soubesse" talvez seja: quase tudo igual, só que acordado. O mesmo café, prestando atenção no café. A mesma casa, ouvindo o barulho do trânsito da sacada. As mesmas pessoas, sem deixar de cumprimentar nenhuma.


Não sei a data. Ninguém sabe, e essa ignorância é o único luxo que Deus distribuiu por igual. Mas a pergunta, uma vez feita, não me deixa pensar como antes — e vou logo repassando ela para você, porque peso assim não se carrega sozinho.


E você que me lê, o que faria se soubesse?


AUTOR Stella Gaspar


STELLA GASPAR é natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros, encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

FAÇA DE SUA VIDA UMA SOMATIZAÇÃO DE LUZES


Tornamo-nos pessoas extraordinárias no instante em que aceitamos que raios de luz se espalhem em nós.


Ter iluminações é um caso de amor harmonioso conosco: algo que nos completa e penetra a profundidade da pele, alcançando o âmago essencial. Assim, afugentamos o fenômeno da escuridão — a ausência de luz.


A somatização de luzes em nossa vida é uma forma de existência positiva e protetora. Repletos de iluminações, tornamo-nos mais conscientes, mais atentos e mais inteiros.


É uma satisfação imensa sentir felicidades movidas por energia psíquica. Portanto, vestir-nos de cores com a liberdade de enxergar caminhos que nos conduzem à emancipação.


Podemos perceber a luz mesmo quando ela está baixa; por isso é importante termos sua companhia até o fim do dia, buscando a luz suave do pôr do sol.


Abraçados pela luz do amor, seguimos estimulados e pacientes. Luzes, caminhos abertos e floridos... Esse é o caminho.


AUTOR André Ferreira


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

DESABAFO


E mesmo após treze anos, muitos ainda me julgam

Pelo meu passado, mas Jesus sempre está ao meu

Lado conduzindo o meu futuro, e com Ele eu sigo

Firme na fé e nela é que estou posicionado

Por isso, os erros que cometi no meu

Passado, vão me distanciar do Senhor

Jesus, a quem sou grato por ter me Resgatado e hoje não tenho dúvidas De que sou filho amado.


Mas sei que Jesus tem um propósito na minha

Vida, por isso Ele curou todas as minhas feridas 

E, em meio às tribulações, estou vivendo o meu

Processo matando a minha carne diariamente

Recusando os banquetes que o diabo vem me

Oferecer e sempre com o intuito de me fazer

Voltar a realizar as velhas práticas, o palhaço

Sempre vai querer revisitar o mau passado,

Mas Deus é o meu protetor e está comigo.


E tenho certeza de que neste processo Ele tem tido

Todo cuidado comigo e com o seu poder, Jesus

Segue derramando bênçãos sobre bênçãos na

Minha vida e com isso Ele vai desatando

Todas as amarras e todo nó que eu apertei

E, em meio às tempestades e embora não

Pareça Jesus está reconstruindo uma

Nova história na minha vida para sua gloria.


E lembre-se que quem escolhe o caminho

É você, toda escolha tem uma consequência

E em cada renúncia existe uma recompensa

Então, pega essa visão e pense bem antes de

Usar o seu livre-arbítrio porque o nosso Coração é enganoso e acredite que Jesus

Sempre vai estar de braços abertos para

Nós e se quiser, se sentar com a mesa

Com Jesus, Ele vai falar ao seu coração.


E quando você se entregar, Jesus vai te mostrar

Tudo aquilo que Ele pode fazer na sua vida Então não se desespere e não procure e

Entenda que passado vive em nós, mas

Nós não vivemos mais no seu passado,

Porque o velho homem morreu e as Velhas práticas foram sepultadas,

Tudo se fez novo em Cristo, que Nos trouxe boas novas e nos deu

Maturidade para entender que as Coisas que vivi não se comparam

Com aquilo que vivo atualmente E com aquelas que ainda vou Viver com Jesus Cristo Em minha vida.


AUTOR Kenia Pauli


Olá, eu sou a KENIA MARIA PAULI. Nasci em Colatina ES, mas já venho desbravando o mundo por duas décadas. Hoje, nesse atual momento moro na Inglaterra. E trabalho de forma que facilito e auxilio a conscientização nos sistemas. Sistemas esses, em que nós, de alguma forma nos relacionamos, quer seja de forma ativa ou passiva. Sou Conscientizadora Sistêmica. Escritora há dois anos com três co-autorias: "LEGADO - O VALOR DE UMA VIDA vol 3", "SEMENTES DE PAZ", "O PODER DA VOZ FEMININA NA LITERATURA". No final de 2024 lancei meu primeiro livro "INESQUECÍVEIS SÃO AS MARCAS QUE CARREGO EM MIM", pela editora Valleti Books; em março de 2025, mais dois lançamentos: "CRÔNICAS PARA MELHOR VIVER" e "CUIDANDO DE SI PARA CUIDAR DOS OUTROS", ambos pela editora Valleti Books. Também atuo como Consteladora Familiar, Palestrante Internacional, Hipnoterapeuta clínica, Coach sistêmica, título renomado como terapeuta internacional pela ABRATH (Associação Brasileira de Terapeutas). Sou graduada em Gestão Comercial e efetuei várias mentorias e cursos que me ajudaram nessa linda jornada.

O QUE AS ESTRADAS ENSINAM


Há viagens que nos levam para longe de casa. Outras nos levam para mais perto de nós mesmos. A Costa Amalfitana foi uma dessas experiências.


Ao lado do meu marido, percorri Nápoles, Positano, Amalfi, Sorrento e Capri. Cinco cidades, cada uma com seu ritmo, sua beleza e sua forma de receber quem chega. Foi uma viagem extraordinária, dessas que ficam guardadas não apenas nas fotografias, mas também na memória e no coração.


A Costa Amalfitana parece ter sido pintada à mão. O azul do mar impressiona. As águas são tão cristalinas que permitem enxergar o fundo com facilidade. É impossível não parar por alguns minutos apenas para observar as ondas batendo nas pedras, num espetáculo silencioso que nos faz lembrar como a natureza é perfeita. Ali, as praias são de pedras, e em Positano algumas delas parecem ter sido suavizadas por pequenos fragmentos que lembram areia, tornando a paisagem ainda mais singular.


Julho presenteia a região com um sol intenso. O calor é forte, as ruas estão cheias de visitantes, e caminhar exige paciência. Afinal, quem consegue passar apressado por vitrines encantadoras, lojinhas de lembranças ou mirantes que parecem cartões-postais? Viajar também é aprender a desacelerar.


Cada cidade me despertou uma sensação diferente. Em Positano, tive a impressão de encontrar um ambiente marcado pelo luxo e por um ritmo de vida mais sofisticado, o que, em alguns momentos, fez as pessoas parecerem mais reservadas. Em Amalfi, senti uma simplicidade acolhedora. Foi ali que provei o famoso sorbet de limão servido no próprio limão-siciliano, uma experiência que transformou um sabor em lembrança.


Sorrento me lembrou um pouco Nápoles, mas de forma mais tranquila e organizada. Já Nápoles, com seu trânsito intenso e sua energia vibrante, conserva uma autenticidade difícil de explicar. Pode parecer caótica para alguns, mas também sabe acolher quem chega de coração aberto.


E então veio Capri. A ilha conquistou meu coração. Talvez pela serenidade, talvez pela forma carinhosa como fomos recebidos no hotel, ou simplesmente porque alguns lugares nos abraçam sem precisar dizer uma única palavra.


Como descendente de italianos e também cidadã italiana, caminhar por aquelas ruas despertou um sentimento especial. Era como se, em meio aos sotaques, aos sabores e aos costumes, eu encontrasse pequenos pedaços da minha própria história. A ancestralidade tem esse poder: ela nos lembra que pertencemos a uma história muito maior do que a nossa.


E como falar da Costa Amalfitana sem lembrar dos sabores? Experimentar a culinária local, brindar com um limoncello produzido ali, onde os limões parecem mais perfumados e o sabor ganha outra dimensão, faz parte da viagem. Há experiências que simplesmente não podem ser reproduzidas em outro lugar.


Voltei para casa com a certeza de que viajar é um dos principais investimentos que fazemos em nós mesmos. Não apenas pelos lugares que conhecemos, mas pelas pessoas, pelas culturas e pelas histórias que cruzam o nosso caminho. Cada destino amplia nosso olhar, fortalece nossas raízes e nos ensina que o mundo é feito de diferentes formas de viver: todas capazes de nos transformar um pouco.


Então, percebi que não trouxe apenas lembranças da Costa Amalfitana. Trouxe uma versão de mim mesma mais sensível, mais curiosa e ainda mais grata por descobrir que sempre vale a pena sair do lugar para voltar diferente.


AUTOR Célia Nunes


Meu nome é CÉLIA, nasci em 8 de julho de 1961, em Sepetiba, Rio de Janeiro. Sou casada, tenho quatro filhos e oito netos. Sou aposentada como professora do Município de Itaguaí, formada em Letras (Português/Literatura) e pós-graduada em Educação de Jovens e Adultos. Trabalhei por muitos anos com projetos voltados para adultos no período noturno, em escolas infantis e bibliotecas. Foram anos que passaram como um sopro, pois fazia o que me trazia felicidade. Sou membro da Academia Itaguaiense de Letras, ocupando a cadeira número 2, cujo patrono é Machado de Assis. Publiquei os livros Retrato Poético, com poemas para adultos e crianças; Reflexões: 150 dias para mudar a sua vida, inspirado nos 150 salmos da Bíblia; e Quintal da Alma, uma coletânea de poemas e reflexões. Também participei de diversas antologias, coletâneas literárias, feiras literárias, festivais e concursos literários. Minha meta é disseminar a literatura, formar leitores e perpetuar minha escrita.

A SAGA DO TRANSPORTE PÚBLICO


A indignação pelo transporte público é notória por parte dos usuários e comigo não é diferente. Não aguento mais ficar no ponto do ônibus por mais de horas, ir em pé e voltar em pé. Estou desenvolvendo doenças, como tendinite por vir de braços para cima, já que não tem lugar para segurar embaixo; esporão de calcâneo por ficar com o meu peso concentrado num só lugar, já que eu e outros passageiros não podemos nos mexer; com dor na coluna, pois ficamos como árvores plantadas, só balançando para lá e para cá, nos entortando todas, para outros passageiros passarem, entrando ou saindo do ônibus!


O fato é que ficamos como roupas no varal, balançando sem sair do lugar, não pelo movimento do vento, mas pelas freadas, lombadas, empurrões. Muitas das vezes, saímos com o calcanhar esfolado!


Quantas vezes, já caímos sentados ao tentar nos levantar para descer no ponto? Quantas vezes, já passamos do ponto pretendido por não conseguir descer?


Só quem viaja, que sabe o que passa!


Quantas vezes descemos do ônibus com a roupa do corpo toda torta, toda amarrotada, e temos que nos arrumar, andando pela rua, para chegarmos ao trabalho?


Quantas vezes, perdemos nossos acessórios, como brinco, pulseira, por exemplo, dentro do ônibus?


Quantas vezes, as pessoas fingem que estão dormindo para não ceder lugar? Enquanto uns esquentam o banco do ônibus de tanto ficarem sentados, outros vêm em pé do serviço até em casa! Já levantei para dar lugar a outros, mas nem todos fazem isso, ou melhor, quase ninguém o faz! A solidariedade não existe mais! As pessoas fingem dormir quando veem um idoso, uma grávida ou uma pessoa com criança nos braços! A gentileza deu lugar a esperteza, ao corre-corre, ao fura-fila para ver quem senta primeiro! É a lei da cidade, cada um por si! Ainda bem que temos um Deus por todos!


Às vezes, viajei sentindo dor e a dor era tanta que sentia fisgada e as lágrimas desciam, parecia que eu ia ao céu e voltava de tanta dor, daí as pessoas me viam chorando e cediam lugar para sentar.


Quantas pessoas ficam com o corpo doendo de tanto ficar sentadas, podendo revezar com outra pessoa, que está cansada de tanto ficar de pé?


Tinha vezes, que a demora do ônibus era tanta, o tempo ia passando e via que ia chegar atrasada no trabalho. Daí, quando o ônibus chegava, já entrava chorando!


Às vezes, estava chovendo e ficávamos banhados de suor com as janelas fechadas! Era um alívio quando parava de chover para abrir as janelas! Se estava ruim para quem estava sentada, imagina para quem estava em pé?


Claro que tinha vezes, que dava para sentar, ler um pouco, conhecer novas pessoas, conversar com as pessoas de todos os dias, daí era bom!


Tinha vezes que, no meio da leitura, embalada pelo balançar do ônibus, cochilava e, com uma filosofia polianesca, visualizava uma condição melhor para o pobre! Assim ensinava a menina Poliana em seu livro, a transformar qualquer coisa, por pior que fosse, em algo positivo! Ela, com seu jogo do contente, nos passava otimismo nas situações adversas!


Às vezes, o motorista apagava a luz, a solução era guardar o que estivesse lendo e imaginar um final feliz, enquanto descansava os olhos!


O fato é que, chegar ao destino são e salvo é uma bênção tremenda, nesse movimento de ir e vir na condução, onde tudo pode acontecer, desde assalto, acidente e toda sorte de intempérie, com todos os percalços de uma condução coletiva, onde têm pessoas de toda natureza.


Segundo a Lei de Newton, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Isso é porque ele nunca enfrentou um ônibus lotado! Ficamos literalmente iguais a sardinhas em lata, uns sobre os outros, caindo e empurrando, para se acomodar no espaço retangular do ônibus.


Já telefonei várias vezes para as empresas reclamando, mas uma andorinha só não faz verão, diz o ditado popular.


É lamentável como, nos dias de hoje, com tanto progresso, ainda sofremos tanto com condução! E parece que tem lugares em que o progresso demora mais para chegar, daí o povo sofre mais!


Que Deus continue nos abençoando!


AUTOR Wagner Planas


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

ECLIPSE DO AMOR


A que pontos elevamos o amor,

Até. A rotação dos astros,

Vejo o amor entre o Sol e a Lua,

Toda vez aos abraços.


Vejo a lua,

O sol esconder,

Uma noite no meio do dia,

Um momento magnífico para não esquecer.


Neste momento do eclipse,

Até parecem esquisitices o que vou falar,

Vejo a lua correndo para o sol ir amar.


Talvez eu seja um ser,

Que apenas quer entender,

Como é. Belo amar.


AUTOR Ilze Matos


ILZE MARIA DE ALMEIDA MATOS nasceu em Caxias, Maranhão, terra de Gonçalves Dias, e é engenheira agrônoma, ex-bancária e poeta. Atualmente, mora em São Luís do Maranhão. Sempre teve na alma e no coração poesia, música e muitos sonhos. Acredita no amor e nas pessoas, convicta de que tudo pode mudar e de que o amor de Deus transforma vidas. É casada e mãe de três filhos. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, no Parque Guinle, onde, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao seu redor, começou a rabiscar no caderno tudo o que via. Ela é apaixonada pelo mar, pela lua, pelas estrelas, pelas montanhas, pela música e pela dança. Esses elementos são fontes de inspiração constante para sua poesia, e a cada um deles dedica uma admiração profunda. A poesia surge para ela de diversas formas: em conversas, risos e nos momentos do convívio diário, transformando o simples cotidiano em poesia. Gosta de escutar as pessoas e está sempre pronta para oferecer um conselho ou um aconchego a quem se aproxima dela. A escrita é uma forma de expressar os sentimentos guardados em seu coração, e ela vibra quando suas palavras tocam o coração de alguém. Escreve simplesmente para tocar corações. Sempre procurou algo a mais, algo que a tocasse profundamente, e a poesia é o que faz seu coração transbordar de lindos sentimentos, de maneira que todos possam compreender.

ALEGRIA SERENA


Às vezes, o silêncio chega apenas para lembrar que não é preciso viver na agitação o tempo todo.


A correria do dia a dia, muitas vezes, não nos deixa enxergar o essencial da vida.


E… o coração necessita de uma alegria serena de vez em quando.


AUTOR Eduardo Grabovski


EDUARDO GRABOVSKI é natural de São Paulo, nascido no Butantã e criado entre Osasco e Cotia –  Eduardo Celestino Silva Grabovski, filho de humildes: pai catarinense e mãe baiana, leitor na infância e adolescência de: revistas em quadrinhos, revistas de conhecimentos gerais e desde cedo se interessava por todas as formas de artes; teatro, cinema, música e tv e literatura técnica. Colorista formado em Técnico químico, trabalha em fábrica de tintas; utiliza a química, música e leitura, tal como o contato com as pessoas e cotidiano como a inspiração para desenvolver uma escrita própria e original. Na pandemia (2020-2022), descobriu-se como escritor e leitor apaixonado por poesias e reflexões, onde, à sua maneira, escreve e coloca seu ponto de vista inserido em seus textos. Participou de antologias ligadas às editoras: Brunsmarck, Invitro, Valleti Books; com textos publicados na revista internacional: The Bard. Aos 12 anos, iniciou um livro de terror chamado "Fenomenal Thriller", nunca terminado, mas segue aprendendo e executando dia a dia conforme o possível, o aprimorar de escrever e incentivar o melhor nas pessoas através da escrita. Assina seus textos como: Universo do Tio Dudú.

MENTE SÃ DEIXA O CORPO SADIO EM EVIDÊNCIA


Inspirado ocasionalmente pelo Poeta Romano Juvenal "Mens Sana in corpore sano".


Virtude e prudência resultam em paz e consciência.

Uma presa pelo equilíbrio mental.

Outra incentiva o estudo com frequência.

Ter paz é apaziguar a alma em virtude das reações do corpo.

Manter ciência é dominar aquilo que aprendemos na repetição e insistência.

Quando a calma se torna inconstante, é com consciência que ocorre a diferença.

Agir sem temer o inconsciente não é o mesmo que se atribuir tristeza com antecedência.

Então, quando buscamos a interação da mente que estuda através da pesquisa e leitura, é que chegamos a um resultado que traz ciência e resulta na experiência que sobressai às ocasionalidades e inconsistências.

Alerta para ter atenção à mensagem que o corpo nos traz quando sentimos algo ou algum sintoma de indiferença.

Pois sempre que sentir algo diferente, se você não tiver, é melhor buscar alguém que sobre o assunto tenha consciência.

Nem todo sintoma sentido na mente pode ser algo sem importância, já que, se for bem cuidado, pode trazer ao corpo uma infeliz incidência.

Insisto em enaltecer a fusão do que dá paz à consciência. No fim de uma pesquisa médica, vai lá na frente se tornar o tratamento adequado o resultado da mais feliz resiliência.


Afinal, seu corpo sozinho não é um templo vazio, quando você cuida dele com maior consciência.


Universo do Tio Dudú


AUTOR Zélia Oliveira


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

AMADURECER


Amadurecer

É ouvir sem julgar.

É ser aconchego

Quando o outro precisar.


Amadurecer

É não guardar rancor,

Mesmo sob dor,

É agir com amor.


Amadurecer

É abraçar o silêncio,

É enfrentar os medos

E aprender com os erros.


Amadurecer

É vibrar ao ganhar,

Mas, se falhar,

É saber perder

Sem se perder.


Amadurecer é ser brisa

A cada amanhecer.

É cultivar ternura;

Fazendo o amor florescer.









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