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REFLEXÕES Nº 121 — 16/06/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjourney

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.

 

A MELANCOLIA DO OUTONO


O outono chegou, e com ele, uma melancolia profunda se instalou em meu ser. As folhas secas dançam ao som do vento, um balé triste e solitário, despindo as árvores de sua exuberância, deixando galhos nus que clamam por abrigo. O céu, tingido de cinza, parece refletir a alma que carrega a tristeza de amores desfeitos e sonhos desvanecidos.


Caminho por uma alameda deserta, onde outrora nossas mãos se entrelaçavam, e cada passo ecoa o vazio de tua ausência. As lembranças dos dias dourados de verão, onde ríamos e compartilhávamos promessas ao pôr do sol, agora são apenas ecos que assombram minhas noites insones. Sinto o vento gélido como um sussurro de adeus, um adeus que nunca foi dito, mas que se faz presente em cada folha que cai.


O amor, que um dia floresceu vibrante como as cores da primavera, agora se dissolve como a neblina das manhãs frias de outono. Tento agarrar-me às memórias, como se fossem folhas secas que escapam por entre meus dedos. As palavras que trocamos, as risadas, os olhares cúmplices, tudo parece distante, como se pertencessem a outra vida, a um sonho que nunca foi real.


Meus passos me levam até o parque onde costumávamos nos encontrar. Os bancos vazios, as árvores despojadas de suas folhas, tudo parece lamentar tua ausência. Sento-me em nosso banco preferido, o frio da madeira se infiltrando em minha pele, e fecho os olhos tentando reviver aqueles momentos de felicidade. Mas o que encontro é apenas a tristeza, um sussurro distante de um amor que se foi.


Pergunto-me se o outono sempre terá esse gosto amargo de saudade. Será que as folhas que caem representam apenas a efemeridade da vida, ou são um prenúncio de que tudo, inevitavelmente, se desfaz? O ciclo da vida continua, implacável, e eu sou apenas uma folha à mercê do vento, levado para longe, sem rumo, sem destino.


No entanto, há uma beleza silenciosa na melancolia do outono. A natureza nos ensina a deixar ir, a despir-se do velho para que o novo possa surgir. E, talvez, no renascimento da primavera, eu possa encontrar a força para florescer novamente. Por ora, abraço a melancolia, deixando que cada folha caída conte a história de um amor que, embora tenha se desfeito, deixou marcas profundas em meu coração.


E assim, entre as folhas ao vento, amores e perdas, permito-me sentir a dor, porque sei que ela faz parte do ciclo da vida. O outono pode ser uma estação de despedida, mas também é um tempo de reflexão e renovação. E, quem sabe, na dança lenta e suave das folhas ao vento, eu encontre a esperança de um novo amanhecer, onde o amor possa florescer outra vez, como uma primavera que nunca morre.


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


SIMONE GONÇALVES, poetisa e escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

À TUA ESPERA


Foi tudo tão lindo...

Nossa história era digna de remake

Nossos corações numa única sintonia

Disparavam por igual a cada encontro

Tudo era perfeito...

Nada se comparava ao nosso amor

A cada estação se renovava

Com tamanha força e paixão

Nas tardes primaveris, costumávamos

Passear de mãos dadas pelo parque

Apreciávamos as belas flores pelo caminho

A exalarem perfumes raros e envolventes

Em noites quentes de verão, era tudo perfeito

Andávamos pela praia e éramos fisgados

Pela envolvente lua a nos guiar

Outono era nossa estação predileta

Tempo em que se comemorava nosso primeiro encontro

E sempre íamos namorar na velha cabana

Que ficava escondida num bosque abandonado

No fim da estrada

Era uma mistura de medo do lugar com a emoção da entrega

Mas... ao chegar o inverno passado

Nos distanciamos pelo acaso do destino

Novos caminhos tivemos que trilhar

E nas noites frias e solitárias

Fico a te esperar num vazio que tanto dói na alma

Pois, você partiu e não conseguimos nos despedir

E assim nos separamos sem darmos nosso último adeus...


 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


ZÉLIA OLIVEIRA é natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

 

QUANDO?


Quando será o último adeus?

Não podemos precisar.


O futuro é uma incógnita!


Sempre procure seu amor

Evidenciar

Falar,

Demonstrar.


Cuide carinhosamente de quem você ama.


Quando 'partir'

Boas memórias ficarão

As pessoas lamentarão.


Não podemos viver de conjecturas...

E se...?

Eu deveria...

Se eu tivesse mais uma oportunidade...


Viva,

Esbanje afeto,

Espalhe amor.

Não concentre-se nos problemas,

Suplante a dor.


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

 

TESOURO BLINDADO


Amar intensamente é tesouro blindado, é uma verdadeira aventura vivida, é saber como será experimentando, realizar desejos sem fronteiras, entregar-se de corpo e alma, mergulhar nos beijos mais profundos, sair juntos na chuva para dançar e de tanto amor, se embriagar. No verdadeiro amor, não há de existir sofrimento, não se pisoteia os sentimentos, um do outro deve-se cuidar, não consegue ficar distante, é uma chama que não se apaga. O verdadeiro amor é um presente divino, inesquecível, eterno, para toda vida.


 

AUTORA JOANA PEREIRA


O meu nome é JOANA PEREIRA e sou autora no blog "Tem juízo, Joana!". Nasci em Lisboa e segundo as estrelas, sou Leão - ascendente Touro. A minha identidade atravessa cores, ritmos, dança, música e palavras. Gosto de ler e de escrever, acreditando ser na escrita que me torno mais consciente. Numa voz firme e rebelde escrevo entre o certo e o errado, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…

 

AMANHECER


O primeiro comboio da manhã passou, o silêncio é agora o nascer de mais um dia agitado. Há o cantar de um pássaro lá fora, mas é a tua respiração o meu pano de fundo de todos os amanheceres. Os teus lábios cingelamente repousados um sobre o outro e o teu ar tranquilo, fazem-me querer-te acordar para ganhar o primeiro sorriso do dia. Ao invés, toco-te ao de leve na mãozinha que está do meu lado da cama, agarras-me o dedo e suspiras. Nesse momento, o meu amor por ti é o máximo que posso sentir no peito.


Segundo comboio… a vida recomeçou para lá destes lençóis macios e quentes. Eu ainda aqui estou, porque não há nada que me tranquilize mais do que ver a tua barriguinha subir e descer ao ritmo de uma música de embalar que só toca dentro da minha cabeça. “O balão do João, sobe sobe pelo ar… está feliz”, o João, assim como tu que agora esboças um sorriso e viras-te para mim, a sonhar. Talvez com balões, animais, nuvens? De que são feitos os teus pensamentos, filha? É, afinal, nesse instante, que o meu amor por ti atinge o máximo que posso sentir.


Fora deste ninho de amor apitam carros enfurecidos, sei lá porquê ou para quê. Não me identifico com a ira que conduz nas estradas. O frenesim obrigatório de uma sociedade em rebanho, faz-me questionar porque é que ainda aqui estou. Já não era suposto.


Vejo-te espreguiçar, entreabres os olhos para veres quem te rodeia, porém continuas a querer dormir. Nos amanheceres do mundo existe a agitação de um novo dia, nos teus a ronha e o demorado despertar tardio, cheios de dengo e apego. Não era suposto? Quando vou ter isto outra vez?


Deixo a confusão lá fora, observo-te pela milésima vez, só porque, a meu ver, nunca é demais. O teu corpo miúdinho contrasta com o tamanho do meu amor por ti. Espreguiças-te novamente ao mesmo tempo que empurras os lábios carnudos para fora, bocejas e olhas para mim com um leve sorriso. Afinal de contas, é neste instante que o meu coração explode de amor por ti, atinge o máximo de amor no meu peito.


Começas a sussurrar monossílabos sem sentido, contas-me os sonhos, os desejos do dia e mais sabe-se lá o quê, balanças-te como se estivesses a mobilizar o corpo para enfrentar o dia que aí vem. Será então este o máximo do amor que vou sentir por ti? Todos os dias parece atingir um limite que julgo difícil ultrapassar e… no instante seguinte, é excedido.


É um extrapassar fronteiras de amor a todos os instantes. Então, escrevo-os para os eternizar a todos. Se não era suposto, não compreendo e continuo a preferir ficar aqui contigo a eternizar estas memórias cheias de inocência, pele e graça.


 

AUTOR JOSÉ JUCKA SOULZ


JOSÉ JUCA P SOUZA, professor, ator, psicopedagogo, analista de sistema, ambos por formação acadêmica… Desde pequeno imbuído nas artes, com o desenho. Como profissional, agente administrativo no Ministério da Agricultura, técnico em edificações na Companhia Energética de Brasília. Assim segue, vendedor de tudo na infância (“triste realidade”), almoxarife, gerente lojista… Em seguida, veio o teatro, com poucas temporadas, lecionou artes na escola pública do DF, estando até hoje, trabalhando com informática, afastado de sala de aula… Embora escreva desde criança, com textos engavetados… Se reconhece poeta em um concurso para novos poetas, em 2019, classificado e publicado em uma determinada editora. Hoje providencia seu primeiro livro.

 

REVISITADOS


Uma imagem descortina o coração!

De um tempo inconsequente, quase…

Um beijo pregresso, anos, então…

Mas, não! Realidade em êxtase avalize.

 

Sem luzes ou trevas, só o inconteste,

Estradas passadas tanto revisitadas,

A saber imagens houvera conteste,

Em espaço, tempo e estadas atestadas.

 

Volta-se a nostalgia daquele dia,

Volta-se a recordar carícias à amar,

Volta-se a saber o vão que irradia…

 

Mas, apenas, imagens de tempos passados,

Experiências para maturidade rever…

Imagens de belos vistos, revistos, revisitados… 


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

O ÚLTIMO ADEUS


Recentemente perdi dois entes queridos. Um tio – padrinho de minha filha – e minha mãe.

Quando meu tio faleceu, minha filha estava fora da cidade e se lamentou por não ter podido se despedir e isso me fez pensar na importância do último adeus.


Ela passou uma vida inteira presente na vida deste tio, o convidou para todos os eventos importantes de sua vida e ele compareceu em todos.


Da mesma forma ela estava presente em todos os seus aniversários, passava em sua casa nos natais e réveillons.


Os dois sempre tiveram uma ligação muito bonita e constante. Um sempre participando da vida do outro.


Da mesma forma foi com minha mãe, sua avó. Com ela minha filha conseguiu falar por vídeo chamada, e conversaram muito bem antes que minha mãe partisse.


E também teve uma participação muito grande na vida da avó. Foi sempre presente em todos os momentos de aniversário, natais, réveillons.


E com o mesmo carinho e atenção minha mãe sempre esteve presente nos momentos importantes de minha filha – formaturas, aniversários, festinhas de escola – tudo o que pode ela participou.


E quando não tinha mais vontade de sair de casa, participava fazendo roupas ou acessórios para as festas. Ou simplesmente vendo as fotos e filmagens que fazíamos dos eventos.


Então cheguei à conclusão de que o último adeus não tem a menor importância, quando se teve uma vida toda de companheirismo, aprendizado e sorrisos no rosto. Quando se teve uma vida toda de: eu estou aqui com você.


 

AUTORA ALESSANDRA VALLE


ALESSANDRA VALLE é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.

 

ATÉ BREVE


Está chovendo, olho o celular, nenhuma chamada do hospital.

Ao mesmo tempo que não quero que liguem, fico ansiosa pela ligação.

Adoecer o corpo físico deveria ser invisível aos olhos, para não machucar o coração.


Todos se comovem na dor, mas nem todos têm compaixão.

Somos assim, cada um no seu limite de ser bom ou de praticar o bem.

Está tudo certo, o processo de aprendizado é para o doente e seus mais próximos.


Sinto a falta dos dias saudáveis, dos sábados que me ensinava a andar de bicicleta.

Daquele dia que me acompanhou para buscar meus primeiros exemplares do livro de contos, também chovia, que triste coincidência.


A chuva é semelhante ao choro da saudade que sinto de você.

Onde quer que esteja, desejo dias de sol, tardes duradouras de outono e noites refazedoras de energia.


Não espere que diga adeus, receba meu até breve, pois nossos amores nunca morrem, apenas partem antes de nós.


 

AUTORA ROBERTA PEREIRA


ROBERTA M F PEREIRA nasceu em 1986 e cresceu na cidade de Brumado, interior da Bahia. É Historiadora, Tradutora, Intérprete de Libras, Professora e Poetisa. Desde bem jovem já demonstrava seu amor e dedicação a escrita, especialmente poesias. Tem suas poesias publicadas em diversas coletâneas e no site Recanto das Letras com o pseudônimo, Betina. É autora do livro “Verdades de um Coração Ferido”.

 

EVOLUA MESMO DIANTE DAS ADVERSIDADES


Reflita sobre os desafios e evite se concentrar exclusivamente nos resultados adversos. Infelizmente, é comum focarmos somente nos aspectos negativos e, por conseguinte, acabarmos por sofrer ainda mais.

Portanto, é válido examinar o que deu errado, aprender com os equívocos do passado, sempre mirando adiante e mantendo a confiança de que as circunstâncias podem melhorar, e que somos capazes de crescer a cada dia.


Nos momentos de adversidade, também podemos recordar as diversas ocasiões em que nos erguemos após enfrentar grandes desafios.


 

AUTOR WAGNER PLANAS


WAGNER PLANAS é nascido em 28 de maio de 1972, na Capital Paulista, estado de São Paulo, Membro da A.I.S.L.A — Academia Internacional Sênior de Letras e Artes entre outras academias brasileiras. Membro imortal da ALALS – Academia Letras Arttes Luso-Suiça com sede em Genebra. Eleito Membro Polimata 2023 da Editora Filos; Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Mairinque pelo vereador Edicarlos da Padaria. Certificado do presidente da Câmara Municipal do  Oliveira de Azemeis de Portugal. Autor de mais de 120 livros entre diversos temas literários, além de ser participante de 165 Antologias através de seu nome ou de seus heterônimos.

 

AMAR É PROIBIDO?


Qual poeta ou poetisa,

Que não tem seu amor secreto,

Revelar? Nem por decreto,

Retrato? Só se for de Monalisa.


Ahhh esses amores platônicos,

São amores tão irônicos,

Amamos pela alma,

E os encantos, nos tiram a calma.


Este amor é quase profano,

E também é sagrado,

Escritores vivem amando...


Um amor consagrado,

Proibido? Leve engano...

Para nós são imortalizados...


Para eternidade, esperando!

 

 

AUTOR ANDRÉ FERREIRA


ANDRÉ FERREIRA, 46 anos, solteiro, é natural de São Paulo, cidade onde vive até hoje. De religião cristã, André valoriza profundamente os ensinamentos de sua fé. Filho de Elza, uma paulistana determinada, e de Luís, um bon-vivant, André foi criado com amor e sabedoria por sua avó Maria, a melhor das avós. Apaixonado por atividades físicas, André também aprecia uma boa conversa, a leitura de livros enriquecedores, além de se encantar com a arte e a poesia.

 

VENCEDOR


Eu vivi um sonho,

um sonho profundo,

um sonho ruim,

vivia de migalhas, conformado

com uma vidinha mais ou menos,

sem objetivos,

sem metas,

sem sonhos

e sem Deus,

mas Deus sempre esteve comigo,

cuidando de mim, 

até que um dia a dor me acordou,

e eu, eu não sabia o que era ser forte,

até que precisei ser forte,

sofri, chorei,

quantos dias,

quantas noites,

quantas lágrimas

derramadas em um único pranto,

quantas mãos estendidas,

quantos corações na torcida,

quantas rezas,

quantas preces,

quantas orações,

até que acordei,

acordei de um pesadelo,

acordei de um desespero

berrando e gritando pela vida,

mas não foi um grito de dor

e sim um grito de vitória,

um grito de liberdade,

e da condição de inanimado,

eu passei a ser mais confiante,

e um fio condutor na reconstrução

de uma nova história,

escrita nas linhas de um poema,

pelo autor da vida Jesus,

em letra,

verso,

música

e sonho

de um sonhador.

 

 

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  • 0%À TUA ESPERA (SIMONE GONÇALVES)

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1 komentář


Tantos aqui com o mesmo pensamento, o Último Adeus. Vivamos bem com os que amamos, para que o último adeus não tenha tanta importância.

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