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REFLEXÕES Nº 118 — 26/05/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjourney

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.
 

REDESCOBRINDO O PROPÓSITO: ALÉM DO VAZIO EXISTENCIAL


Você já se questionou sobre o valor da sua existência? Já se sentiu diminuído, como se não tivesse um propósito definido nesta vida? Não está sozinho. Em nossa jornada, é comum enfrentarmos períodos de fragilidade e desalento, momentos em que a vida parece perder o sentido.


Imagine-se como uma tela em branco no momento do nascimento, adquirindo cores e texturas com as experiências vividas. Cada evento, cada pessoa que encontramos, adiciona uma nova camada à obra que é nossa personalidade. Mas, o que acontece quando essa tela parece completa? Quando os objetivos parecem alcançados e a mente insiste em dizer que não há mais conquistas a realizar?


Nesses momentos, o vazio existencial parece nos envolver, esvaziando o significado dos encontros, da alegria de um novo dia. Essa sensação de desesperança pode atingir qualquer um, independentemente de classe social ou histórico.


No entanto, é crucial resistir à ideia de que nossa missão está concluída. Se assim fosse, não estaríamos mais aqui, caminhando entre desafios e oportunidades. Cada ato, por menor que seja, pode ter um impacto profundo. Um sorriso para alguém que luta contra pensamentos sombrios, uma ajuda pequena que para outro é o fio de esperança necessário para seguir em frente, ou até uma simples ligação que traz conforto e motivação para continuar lutando.


A verdade é que nem sempre compreendemos o alcance de nossas ações ou o verdadeiro motivo de nossa presença neste mundo. Portanto, é essencial viver com propósito enquanto tivermos a oportunidade. Viva plenamente, sem queixas, e quando as forças parecerem escassas, busque renová-las através da fé e da esperança.


O vazio existencial é uma ilusão para aqueles que creem em algo maior. Em essência, não somos vazios; enfrentamos apenas momentos de desânimo. E se há fé, há sempre algo em que acreditar, uma luz que nunca se apaga em nossa existência.


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.
 

CLUBE X PISCINA EM CASA

Me lembro do tempo em que piscina era só no clube.

Uma delícia! Eu estudava no período da manhã e logo na saída da escola já saí combinando com os amigos o esquema: era só chegar em casa, almoçar bem rapidinho e enquanto fazia a digestão aproveitávamos e fazíamos o dever e arrumávamos a bolsa para o clube.

Íamos todos a pé, e conforme nos dirigíamos ao clube, batíamos na casa dos amigos e o grupo ia aumentando.

Chegávamos antes do horário de abertura da piscina no período da tarde. Corríamos deixar nossas bolsas nos vestiários e já formávamos fila para entrada na piscina. Era sempre uma disputa para ver quem seria o primeiro a pular na piscina.

Passávamos a tarde toda dentro d’água, brincando de quem pulava mais longe, quem ficava mais tempo embaixo d’água, quem nadava mais longe em um só fôlego... e assim o final do dia chegava rapidinho.

Na saída da piscina, era outra correria para ver quem pegava chuveiro primeiro. Os meninos sempre saiam antes das meninas do vestiário masculino, mas no vestiário feminino o ritual era mais demorado.

Xampu, condicionador, banho de creme e logo após o banho ainda tinha o hidratante de corpo e o creme de penteador. Algumas levavam até secadores para saírem prontas (nem sei para que).

Todos de banho tomado, passávamos na lanchonete do clube para comermos um salgado e tomarmos um refrigerante, ou as vezes um sorvete já era o suficiente.

Chegávamos em casa exaustos, mas de alma lavada.

Mal tínhamos forças para jantar e acabávamos indo cedo para cama, já que muitas vezes no dia seguinte tínhamos aula, pois íamos ao clube até em dias da semana.

Ninguém tinha vídeo game e nem piscina em casa (como hoje se vê muito). Quem gostava de nadar, frequentava clubes.

Hoje os clubes se tornaram obsoletos.

O clube de minha infância por exemplo, hoje é um condomínio.

Doeu muito ver sua demolição, mas os poucos sócios que permaneceram não foram suficientes para mantê-lo em pé.

Piscina era motivo de encontrarmos os amigos e termos muita diversão.

Hoje virou praticamente obrigação: criação vai para piscina para ter aula de natação, não precisa nem se divertir.

Mas o bom é que água lava o corpo e a mente, e piscina com amigos é muito bom.

Muitos dos que tem piscina em casa hoje em dia, nadam sozinhos. Os amigos não participam do momento.

O clube ajudava os amigos a se encontrarem, com muita descontração e harmonia.


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


SIMONE GONÇALVES, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
 

A COMPLEXIDADE DO PERDÃO


Perdoar... se doar sem medida

É entregar-se para o amor sincero

Sem um tempo marcado

Para receber de volta o que se espera do outro.

Respeitando seu momento.

Perdão, sentimento que quebra barreiras

Entre o orgulho e a entrega do sorriso

Que pode transbordar o mundo.

De compaixão e carinho.

"Perdoar e ser perdoado"

Eis o mandamento de São Francisco

Faça com que nossos corações

Encontrem caminhos que nos levem ao maior dom de amar... o dom de perdoar!


 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

 

CANSAÇO


Planejei tirar um momento para escrever,

Mas o meu corpo é invadido pelo cansaço.

A mente insiste em adormecer,

Contrariando o coração que deseja escrever.


Trabalho secular e atividades domésticas,

Muitos afazeres...

Às vezes, sugam nossas energias.

Como eu queria ter disposição

Para escrever uma poesia

E aquietar o coração.


Nesse embate acabo cochilando,

Abro os olhos assustada,

Percebo que não escrevi nada.

Imediatamente pego o celular

E começo a digitar...

Enfim, agora, posso descansar.


 

AUTOR AKIRA ORDINE


AKIRA ORDINE, pseudônimo de Arthur, um escritor, poeta e músico carioca. Estudante de História, Akira destaca-se por sua sensibilidade artística e capacidade de transformar emoções em palavras. Em 2023, teve a honra de participar da antologia "Conto por Conto - Histórias de Natal 2", e em 2024, integrou a antologia "Memórias Afetivas", ambas publicadas pela editora Valleti Books. Para ele, a poesia é a arte de expressar o indizível, uma busca constante pela essência do que não pode ser dito.
 

CORPO SÃO


Talvez no título desse texto esteja faltando a expressão "mente sã", para assim completar aquela clássica frase, porém vou me permitir analisar somente a parte do corpo (até porque hoje em dia é difícil encontrar alguém com a mente inteiramente sã).


Recentemente, voltei para a academia depois de alguns meses de sedentarismo e correria do dia a dia, e confesso que foi uma das melhores decisões que já tomei. Por muito tempo fui cético em relação ao papel da atividade física na minha vida, mas vejo hoje que ela faz total diferença e certamente fará a longo prazo.


Não sou daquelas pessoas que está na academia para ostentar, embora vez ou outra me dê na mente a ideia que todos tem de postar uma foto ou um vídeo legal malhando. Porém, noto como esse simples ato de frequentar a academia em certos dias fez diferença também para a minha autoestima. Afinal, não há nada de mais valor para nós do que nossa saúde e nosso corpo, e mantê-lo na ativa tem me ajudado também com as ideias de escrita, trazendo novas inspirações e reflexões.


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
 

AH! VOCÊ ME ALIMENTA DE AMOR


Esses escritos podem ser uma reflexão, uma prosa poética ou mesmo uma narrativa de amor. Te convido estimado, leitor(a), para sentir a fome do amor, te desejando amar.

Quero te sentir, não vou deixar a noite te levar de mim, pois tenho versões de luas para iluminar nossos longos caminhos, que nos deixa encontrar as forças do amor, tão forte como o céu, tão cíclico e, ao mesmo tempo, doce, com toques de alegrias, descobertas e de uma citricidade contagiante, que conquista o meu mundo sem ameaças de tempestades.

Ser alimentada por seus profundos mundos amorosos, dinamizam a minha vida, não me permitindo ler um texto apaixonado com a mesma interpretação, mudo a minha temperatura e a cor da minha pele, a cada palavra, e de portas abertas te convido para te sentires livre, e ficar ao meu lado como sempre desejastes ficar com uma mulher.

Minhas palavras, meus sonhos, meus desejos, minhas declarações de amor, alimentam a minha vida, sem preocupações de respostas.

Viva para o amor, dê amor, a vida pede essas ações que veem da alma, que deseja transbordar seus afetos. É tempo e sempre foi de amor. Eu quero aumentar a intensidade da minha fome, das verdades que só amando sinto.

Ser alimentada todos os dias pela brisa suave de seus beijos, provoca em mim tempestades, bagunça a minha festa, me deixa milionária, ganhado na loteria, o seu “AMOR”.

Tudo aqui não finaliza, porque, o fim para o amor nunca existiu, porque amar é infinito, é tão grande, e tão admirável.

Você me alimenta de “AMOR”!


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUC'ELIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.
 

OFEREÇO FLORES


Eu proponho a paz

Não o ódio voraz

Ofereço flores

O alívio das dores

Guarde suas armas

Chega de lágrimas

Desespero e gritos

De inocentes aflitos

Perdas irreparáveis

Sonhos inacabáveis

Eu proponho a paz

Sangue derramado jamais

Penso no olhar triste da criança

Que dos pais ficam as lembranças

E carrega consigo a esperança

De um mundo com uma vida melhor

Mães com seus bebês no colo

Mal penso e então eu choro

Então vou ajoelhar e orar

E pedir a Deus para essa guerra findar.


 

AUTORA JOANA PEREIRA


O meu nome é Joana Pereira e sou autora no blog "Tem juízo, Joana!". Nasci em Lisboa e segundo as estrelas, sou Leão - ascendente Touro. A minha identidade atravessa cores, ritmos, dança, música e palavras. Gosto de ler e de escrever, acreditando ser na escrita que me torno mais consciente. Numa voz firme e rebelde escrevo entre o certo e o errado, da pequenez à plenitude, entre a moralidade e a indecência. Se tenho juízo? Prefiro perdê-lo…
 

EMPATIA

É fácil andar no nosso pé, nos pés dos outros não sabemos andar. É como ver um mundo tão tão longe que as pessoas viram formigas, é tentar focar algo quando se é míope, é como calçar uns sapatos de salto agulha e caminhar pela calçada portuguesa.

O que sabemos nós sobre a empatia? Nada.

Sabemos vestir a nossa pele, não sabemos o que é ser-se debaixo das peles dos outros, não sabemos a que cheira, ao que sabe, nem o que se sente.

Vislumbramos um filme tal qual as palavras e a imaginação que vamos absorvendo, mas não experenciamos as dores de vestir outra personagem.

Não sabemos o que é empatia.

Somos demasiado egoístas, egocêntricos, para sentir, de facto, o outro. Sabemos pouco desta arte de dançar nos sapatos alheios, ao ritmo das suas dores e alegrias. Somos daltónicos quando se trata de observar através dos tons da compaixão e pintar num retrato da humanidade os gestos de amor e aceitação.

Somos pequenos, debaixo de tamanha indiferença. Somos tacanhos, de portas fechadas à conexão humana. Somos de plástico, não sabemos mergulhar nas profundezas das emoções do outro.

Somos cegos, quando tentamos enxergar dentro da névoa incerta da empatia.

Nada.

Nada.

Não sabemos nada.

Estamos perto, mas não dentro. Estamos juntos, mas não agregados. Estamos esponjosos, mas dormentes.

O que sabemos sobre empatia, afinal?

Coisa nenhuma.

É uma compreensão disfarçada, uma aceitação que vem oca. Contudo, é em cada gesto de gentileza e compaixão que nos aproximamos do ser e do ser humano.


 

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