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REFLEXÕES Nº 117 — 19/05/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjourney

 

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.

 

O QUE FARÍAMOS SE NÃO TIVÉSSEMOS A MORAL PARA NOS GUIAR?


Você consegue imaginar um mundo onde a moralidade não existisse? Sem os princípios que nos orientam sobre o certo e o errado, como nos comportaríamos em situações extremas? Este é o tema explorado no filme “Sobreviventes - Depois do Terremoto”, onde um desastre natural coloca à prova a essência da moral humana.


Após um terremoto devastador que derruba quase todos os prédios de uma cidade, apenas um edifício permanece de pé. Nesse prédio, os moradores encontram-se em uma posição relativamente segura, com acesso a recursos essenciais como alimento e água. Porém, ao invés de estenderem a mão para os desabrigados, decidem se fechar em seu próprio microcosmo de sobrevivência.


À medida que o caos se espalha e a ordem social desaparece, uma guerra por recursos escassos emerge. Aqueles que foram deixados do lado de fora do prédio começam a lutar desesperadamente por alimento e abrigo. Sem leis, policiais ou um estado para impor ordem, a moralidade rapidamente desmorona. O instinto de sobrevivência toma conta, e a violência se torna a nova norma.


O filme “Sobreviventes” nos força a questionar a natureza da moralidade humana. Será que a moral é apenas um luxo mantido pela presença de uma autoridade superior? Ou existe uma ética inerente a nós, que persiste mesmo na ausência de estruturas sociais?


Neste cenário, vemos que a ausência de moralidade leva ao colapso da civilização e à brutalidade. O prédio que poderia ser um farol de esperança se transforma em uma fortaleza de egoísmo. A moralidade, portanto, surge como o tecido que mantém a humanidade unida, especialmente em tempos de crise.


“Sobreviventes” é um lembrete poderoso da importância da moralidade. Sem ela, nos tornamos criaturas guiadas apenas por nossos instintos primitivos, perdendo de vista a compaixão e a solidariedade que nos definem como seres humanos. Portanto, é vital que, mesmo nas situações mais difíceis, não percamos de vista os princípios que nos guiam e nos mantêm civilizados.


Você estaria preparado para uma situação dessas? Continuaria exercendo a sua moralidade mesmo em situações catastróficas? Pense sobre isso!


 

AUTORA ARLÉTE CREAZZO


ARLÉTE CREAZZO (1965), nasceu e cresceu em Jundiaí, interior de São Paulo, onde reside até hoje. Formou-se no antigo Magistério, tornando-se professora primária. Sempre participou de eventos ligados à arte. Na década de 80 fez parte do grupo TER – Teatro Estudantil Rosa, por 5 anos. Também na década de 80, participou do coral Som e Arte por 4 anos. Sempre gostou de escrever, limitando-se às redações escolares na época estudantil. No professorado, costumava escrever os textos de quase todos, para o jornal da escola. Divide seu tempo entre ser mãe, esposa, avó, a empresa de móveis onde trabalha com o marido, o curso de teatro da Práxis - Religarte, e a paixão pela escrita. Gosta de escrever poemas também, mas crônicas têm sido sua atividade principal, onde são publicadas todo domingo, no grupo “Você é o que Escreve”. Escrever sempre foi um hobby, mas tem o sonho de publicar um livro, adulto ou infantil.

 

PERDA DE UM ENTE QUERIDO

Dizem que a única certeza que temos da vida é que um dia ela acaba.

E embora estejamos certos deste fato, nunca estamos preparados para ele.

As incertezas do que está após a morte, nos deixa inquietos, fazendo com que não aceitemos o fato.

Queremos ir aos céus, mas não queremos a morte.

Somos incoerentes sim.

Vivemos procrastinando todos os momentos que desejamos ter, e quando a morte se aproxima, queremos fazer tudo o que não fizemos anteriormente.

O abraço que quisemos dar, o beijo de boa noite, um simples eu te amo, sempre fica para mais tarde, e muitas vezes o mais tarde chega antes do que pensávamos.

Mesmo que a despedida seja por conta da idade, da máquina humana que começa a fraquejar e não tem peça para reposição, nos lamentaremos pelos momentos não vividos.

Minha mãe sempre disse que nos arrependemos mais pelo que não fazemos do que as coisas que fazemos. E tem razão.

Não que eu não tenha feito com ela tudo o que tive vontade, lhe disse sempre tudo o que sentia, compartilhei todos os meus segredos.

Sei que o fim está próximo e é inevitável, mas não é o fim que me assusta, é o sofrimento.

Muitos partem após meses ou anos de angústias. Outros têm o tempo de se despedirem quando percebem sua hora. E muitos partem sem nos dar tempo de um último adeus.

Não sei qual desses momentos será o seu, mas rezo para que seja o mais lindo possível, pois você merece a beleza do mundo.

Tua presença fará falta. Teu sorriso, tuas risadas largas, até mesmo as broncas me faltarão.

Mas te desejo uma ótima viagem, e quando chegar o dia da minha partida, aguardarei para que você esteja lá e me receba de braços abertos.


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

A ALEGRIA DE PEQUENOS MOMENTOS


Perfume de uma rosa,

O nascer do sol,

Névoa do amanhecer.

Céu azul,

Sorriso de Boas-vindas,

Ao dia que chega.

Pássaros cantando no quintal,

A felicidade de uma criança.

E ao chegar a tardinha,

Nuvens cinza anunciam

Uma chuva mansa de outono.

Mas tão logo deixa o sol se despedir,

No espetáculo gracioso

Que vem junto do arco-íris.

A noite chega de leve,

Trazendo as estrelas para agraciarem

O descanso dos meros mortais.


Assim, agradeço

A alegria de pequenos momentos,

Que se tornam imensos

No viver de cada dia.


 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

 

CONTENTAMENTO


Embebida de lágrimas

Reflito sobre o passado,

Rememorando os obstáculos superados,

Hoje, objetivos alcançados.

 

A dor que no peito se instalou,

Enfim, a esperança expulsou,

Secando cada lágrima derramada,

Que serviu de trampolim

Para uma bela jornada.

 

Recordo-me que éramos bem simples.

Tínhamos pouco...

Às vezes, passávamos sufoco.

Porém tínhamos contentamento,

Pois a alegria habitava

Na simplicidade daqueles momentos.

 

O pouco era bem dividido,

Havia união.

Cada gesto de carinho

Alegrava o coração.

 

Um ambiente amoroso é superior

A abundância de pratos refinados.

Onde existe afeto e amor

Supera-se a dor,

Há paz e alegria,

O lar reflete calmaria.

 

A verdadeira felicidade

Não advém de bens materiais,

Qualquer pessoa é capaz

De usufruí-la.

Apenas um coração grato

Que não foca no que lhe falta,

Mas agradece o que tem

Sente contentamento.

 

Como é bom valorizar

A companhia de quem amamos,

O companheirismo da família

Nas refeições, lazer.

Sair com os amigos

Atividades que dão prazer.


 

AUTOR AKIRA ORDINE


AKIRA ORDINE é um escritor, poeta e músico carioca. Desde cedo apaixonado pela literatura, utiliza a arte como espaço de luta e refúgio, colocando bastante de si em tudo o que escreve. Tem muitos livros, vários deles, verdadeiros amigos.

 

FALTA DE INSPIRAÇÃO


No momento em que escrevo esse texto, acabo de terminar de escrever meu primeiro livro. Não digo que estou esgotado, confesso inclusive que o título desse texto é levemente mentiroso, mas tenho pensado recentemente a matriz da inspiração de um escritor, principalmente nos dias de hoje.


Veja, muitas pessoas atualmente considerando a boa escrita morta, os escritores como pessoas ultrapassadas e a leitura uma prática que ninguém faz. Não concordo com nenhuma dessas proposições, mas vejo-as como provocações interessantes para refletir o papel do escritor e da literatura nos dias de hoje.


Em meio a tantos eventos, crimes climáticos, guerras e violações dos direitos humanos, muitos perguntam: "Por que você escreve? Como você arranja inspiração para isso?" A resposta que eu, pelo menos, posso dar é: "Porque sou escritor."


O escritor é a flor feia de Drummond que nasceu no concreto. Escrever, penso eu, é acima de tudo tirar leite da grande pedra que é o mundo...e também é se conformar que o mundo é uma grande pedra e somos apenas pequenas poeiras perto dela.


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

APONTAMENTOS DA ALMA


Alma, um tema de grande importância, sempre invisível, mas com demonstrações visíveis. A alma é a nossa existência mais verdadeira, como as necessidades que temos de comer, dormir e respirar.


Não dá para imaginarmo-nos sem ela, nos nutrindo de vida, nos sensibilizando para as belezas naturais com qualidades de vida, absorvidas dentro de nós.


Tenho paixão pelo amor, pela humanidade e pelas lindas versões literárias, respeito direitos e sigo as leis. Mais, ainda sou aprendiz de conhecer, as diretrizes da minha alma, e tento sobreviver as tantas adversidades da vida, amando a minha alma que escreve ouvindo os poemas líricos, eletrizando minhas autorias e admirações pelas almas das pessoas que fazem de minha vida, uma importante continuação; de pensamentos e compartilhamentos.


Ressalto aqui nesse pequeno texto reflexivo, o nome do maior estudioso da alma humana, “Sigmund Freud”, buscando subsídios para entender os devaneios da mente. Também podemos destacar “Carl Gustav Jung”, com outra linha terapêutica, conferindo importância ao papel desempenhado pelas linguagens simbólicas.


Alma é transcendência, vida e possibilidades de olharmos as coisas de algum modo diferente. Embora com os mistérios da existência humana, podemos estar-no-mundo, com mais fluidez de atitudes e refinamentos no estar com o outro ou/outros.


Marguerite Yourcenar, afirma “O nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar de inteligência sobre nós próprios”.


Portanto...


Escrever é fascinante, não importa se há aceitação ou discordância, escrever é poder beber a água de nossos cheiros de oceanos vitais, profundos. (Stella Gaspar)


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


Lucélia Santos, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

 

AQUECE O CORAÇÃO


É sobre alguém te amar pelo que tu és, pelo que sente ao estar contigo

É sobre ser inesquecível para alguém e ser o seu primeiro pensamento ao acordar, ser seu abrigo

É sobre te olhar desejando amar-te por completo

É sobre não ter dúvidas, e do que sente estar certo

É sobre não se importar com a aparência que muda com o passar dos anos

É sobre desejar tocar o teu rosto e não viver de enganos

É sobre sentir vontade de cuidar de ti

É sobre ter medo de te magoar, te ferir..

É sobre te abraçar assim, do nada

Ficar ansioso para encontrar-te em casa

É sobre dizer que te ama ao te beijar

É sobre jamais te abandonar.


 

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2 Comments


Os textos escritos para esse domingo, são ricos para nossas reflexões. Vivemos momentos desafiadores, então a importância de nos voltarmos, para a nossa existência é fundamental. Tudo corre em um perfeito sincronismo: tempo e espaço. Há um tempo para tudo… até de descortinar a felicidade.😍😊🤗

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Neste caderno de Reflexões, os autores exploram as complexidades da vida e da moralidade. Luiz Primati inicia com uma análise incisiva sobre a importância da moral em tempos de crise, inspirando-se no filme "Sobreviventes - Depois do Terremoto". Em seguida, Arléte Creazzo compartilha uma reflexão comovente sobre a aceitação da morte e a importância de valorizar os momentos com nossos entes queridos.


Simone Gonçalves nos lembra da beleza e alegria presentes nos pequenos momentos do cotidiano, enquanto Zélia Oliveira destaca a importância da gratidão e do amor em tempos difíceis. Akira Ordine desafia a ideia de que a inspiração está morta, defendendo a escrita como uma forma vital de expressão e resistência.


Stella Gaspar mergulha nas profundezas da alma humana,…


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