AUTOR LUIZ PRIMATI
LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.
CONEXÕES DIGITAIS
Nesse mundo onde a cada dia mais e mais avanços tecnológicos ocorrem, o que mais poderá substituir nossos celulares, tablets e computadores? Não nos imaginamos sem um desses aparelhos nas mãos, é como se eles fosse uma extensão de nosso corpo. A tecnologia veio para tornar a nossa vida mais fácil, mas a que custo?
À medida em que permitimos a invasão da tecnologia em nossos lares, estamos abrindo mão do contato humano. Quando nos acomodamos no sofá para falar com as pessoas amadas e amigos, estamos renunciando a encontrá-las e olhá-las nos olhos, sentir o seu tom de voz, suas expressões faciais.
A tecnologia aproxima pessoas distantes, mas distância pessoas próximas. Temos que pensar sobre isso. Essa reflexão tem por objetivo abrir nossos olhos antes que percamos o contato humano para sempre. Se não fizermos algo agora, as próximas gerações nascerão com um celular nas mãos e as interações humanas serão uma história do passado.
Há décadas que a evolução tecnológica transforma a vida das pessoas de uma forma nunca vista. A cada mês que passa novas soluções surgem no mercado e se infiltram em nossas vidas de forma natural. Quando nos dermos contas estaremos chorando sobre o ombro de um robô e confessando nossas dores a um celular.
Apesar de toda tecnologia ser conveniente, ela se infiltra em nosso cotidiano de forma insidiosa e muda a maneira de como interagimos com as pessoas. As relações sociais estão mudando de tal forma que estamos redefinindo as relações para as gerações futuras.
A ambiguidade que a tecnologia cria nas relações humanas impacta na forma com que partilhamos nossas experiências. De um lado vemos as redes sociais e as plataformas digitais aproximando pessoas em pontos distantes do planeta e no futuro, entre as galáxias. Mas e o efeito paradoxal que ela causa?
Os likes tomaram o lugar dos diálogos, os emojis tomaram o lugar de nossas expressões faciais e as imagens (fotos e vídeos) agora fazem o papel de um abraço e do calor humano. É isso que queremos para nossos filhos e gerações futuras? Onde estão indo as conexões humanas legítimas? É confortável para você viver nesse mundo de simulações digitais?
Na velocidade com que a tecnologia avança, interações virtuais será a normalidade. Será que um dia, nesse futuro normalizado pelas relações digitais, as pessoas passarão a preferir o contato humano? Será que um dia a humanidade experimentará a estrada contrária, percebendo que deverão aproximar pessoas ao invés de isolá-las?
E os robôs? Confesso que sempre sonhei que o robô da Família Robinson de “Perdidos no Espaço”, deveria existir e me ajudar nas tarefas domésticas. E eles estão em toda parte agora. Não como uma forma que imita o ser humano fisicamente, mas dentro de computadores, fazendo as lições para as crianças, resolvendo problemas complexos, respondendo questões básicas que as escolas não mais ensinarão.
Ter um autômato andando pela minha casa me causa fascinação e medo. Ver uma máquina agindo como um ser humano, 100% disponível para qualquer tarefa é como se tivéssemos um “faz tudo” em tempo integral, incansável. Mas ele será capaz de um dia ter sentimentos? Conseguirá derramar uma lágrima verdadeira? Ou o seu recipiente, cheio de água escorrerá a um comando digital?
Se isso ocorrer, e não está longe de se tornar real, as pessoas poderão nem ter mais relações sexuais, diminuindo a população na face da Terra até que a raça humana seja extinta. Não ria e nem me ridicularize, isso pode acontecer num futuro não muito distante. Para reverter essa tendência, precisamos mudar algumas atitudes em nossas vidas. É importante que reservemos um tempo para nos desconectar do digital e nos reconectarmos com a natureza. Temos que manter viva a essência da raça humana antes que seja tarde demais.
Não podemos negar que a tecnologia transformou nossa vida radicalmente. No entanto, não podemos ser radicais a ponto de rejeitá-la completamente. Precisamos aprender a dosar a tecnologia e as relações humanas para que haja um equilíbrio. Conexões humanas é o que nos trouxe até o momento presente e agora podemos por tudo a perder se aceitarmos que a tecnologia dite a forma que iremos nos comunicar.
E para finalizar essa reflexão, o meu sonho ainda é ter um fim de vida como nos filmes antigos: morrer abraçado à pessoa que amo, observando o sol se por no horizonte.
AUTORA STELLA_GASPAR
Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.
OS LAMPEJOS DE UMA NARRATIVA
Lampejos de sorrisos, lampejos de desejos, lampejos de viver. Aqui nossos lampejos não são passageiros, porque a todo momento estamos com as inspirações de nosso amor brilhando, em nossos corações.
Hoje sinto-me tão feliz, abrem-se caminhos para a felicidade esperançada, como uma oração de amor, como uma volúpia divina.
Mais um dia, mais uma oportunidade no natural poético viver, em um mundo interior tranquilo, pacífico e quase perfeito. Em lampejos permaneço, com eles sinto o significado de tudo, que representa o amor amplo e incondicional.
Na paz sigo, em contentamentos vou colorindo cada passo que dou, amo viver com nossas vidas se amando, deixando ardores nos nossos poros, nas nossas ânsias de amar.
Sou grata, tenho gratidão pelas coisas boas e compartilhadas, tantas belezas como as flores que exalam lampejos de cheiros amorosos, tantos sonhos e luzes, tantas imaginações motivadas com as loucuras desejadas.
Feliz, com tudo, busco olhares que me abrigam nos versos românticos. Acordo e busco teus feitiços… idealizando lampejos de sorrisos ternos, e ao te ver sorrindo, uma alma presenteada me adoça com o sabor do amanhecer, com as minhas mãos pequenas nas tuas firmes mãos, até o fim do dia, deixa-me te aspirar indefinidamente.
Os lampejos de uma narrativa, canto como plumas pelos ares com o meu sóbrio amor!
AUTORA MARINALVA ALMADA
MARINALVA ALMADA é diplomada em Letras Português/Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrou no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. É professora nas redes públicas municipal e estadual. Tem como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleita-se com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem sua personalidade multifacetada. Escreve regularmente no Recanto das Letras, participa com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023 realizou o sonho de publicar pela Valleti Books, o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.
CONQUISTA
A conquista é o resultado da chegada de um longo caminho percorrido, do enfrentamento de muitas dificuldades e da superação de muitos desafios.
Nada é por acaso, nada é tão simples. Tudo que se consegue é com muita luta, dedicação, força, coragem e fé.
O bom da conquista é olhar para trás e ver que valeu a pena lutar, valeu a pena insistir, valeu a pena esperar, valeu a pena persistir.
Tudo que existe hoje, um dia foi sonhado por alguém, por isso " insista, persista, mas não desista".
AUTORA MIGUELA RABELO
MIGUELA RABELO é uma escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.
CONVENÇÕES COTIDIANAS
Estava assistindo um vídeo do Felipe Mantovan onde ele respondia a uma pergunta de como estava, e seu receio quanto a resposta que daria: se diria a verdade ou se a maquiaria no automatismo convencional das interações, com um: bem e você?
Então, resolveu reagir contrário às convenções: não estou bem, mas sei que você também não está… e está tudo bem.
Vestir as roupas da verdade, confesso não ser nada confortável… pois ela costuma estar mais nua e crua do que se pintam por aí… e essa nudez fere e incomoda muitas pessoas que não estão dispostas a se deparar com a realidade que muitas vezes é dolorosa…
No entanto, ser honesto com si e com os demais é libertador… porque viver em uma farsa é como vestir um personagem e atuar em um enredo todos os dias que não sabemos se será comédia, drama, romance ou aventura… nossas vidas são acometidas dentro destes gêneros e ser sincero ou convincente neste palco da vida nos garante validação ou cancelamento social.
Por isso, independente do gênero que irei vivenciar naquele dia, tento sempre vestir a roupa da franqueza, mesmo que embace a vidraça alheia, tento não ser nada além do que já sou. Pois, ser nós mesmos em um cotidiano denso e intenso já é deveras exaustivo.
AUTORA SIMONE GONÇALVES
SIMONE GONÇALVES, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.
PASSADO, PRESENTE... FUTURO
Um aperto no peito
Uma saudade que veio sem avisar
Na vontade de no tempo... voltar
Voltar a ser criança
De brincar no quintal com os primos
E de tomar vitamina de abacate com banana
Que meu avô preparava
Ou de comer bolinho de polvilho
Que só a vó sabia fazer
Ah! Minha vó, como sinto sua falta...
Seu abraço virava casa
Sua risada escancarada era festa
E para completar fazia aniversário bem no dia de Natal
A comemoração era em dose dupla e tudo bom demais
Queria de volta meus irmãos pequenos
O aconchego do primeiro ninho
A casa dos meus pais
Nesse momento sinto de tudo
Menos alegria
Pois a mistura de sentimentos que me remete ao passado
Permite que as lágrimas sejam inevitáveis
Medo... insegurança
Meu Deus! Por que tudo agora? Assim?
Quase saio correndo
Sem rumo
Mas, para onde ir?
Já que o portal do passado se fechou há tempos...
Então, resolvi ficar no presente
Cuidando para que as lembranças e toda sua bagagem
Me acompanhe até o futuro
AUTOR AKIRA ORDINE
AKIRA ORDINE é um escritor, poeta e músico carioca. Desde cedo apaixonado pela literatura, utiliza a arte como espaço de luta e refúgio, colocando bastante de si em tudo o que escreve. Tem muitos livros, vários deles, verdadeiros amigos.
ELOGIO AO LOUCO
Feliz mesmo é o louco
Pois em sua cabeça
Ele vive muito pouco
Feliz mesmo é o louco
Porque tudo para ele parece nada
A Lua é amiga distante
Mesmo com a rua alagada
Feliz mesmo é o louco
Já que ser são é apenas uma noção
E o louco não vive pelo sim, mas pelo não
Feliz mesmo é o louco
Pois enquanto tudo se corrói
Ele dança sozinho em casa
Com a televisão muda
De tanto falar desgraça
Feliz mesmo é o louco
Pois seu desejo é querer ver o mundo poeta
Enquanto ele, leitor
Possa odiar com ódio e amar com amor
Feliz mesmo é o louco, portanto
Que tem sua felicidade estampada no rosto
E ao olhar para o mundo
Não diz nada, mas pensa um tanto
A reflexão do Luiz realmente faz pensar muito...Akira me representou um pouquinho em alguns momentos da minha vida, rsrs...parabéns à toda família valletibooks!!
Mais um domingo de reflexões! Parabéns colegas e amigos, poetas e poetisas, escritores e escritoras pelo trabalho lindo de sempre!
Grandes textos, vida que segue em lindas reflexões! 🌻