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REFLEXÕES Nº 102 — 04/02/2024

Máquina de escrever antiga
Imagem criada com a ferramenta de IA Midjournei

 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

ARDOR NOS OLHOS

A todo tempo, penso que a vida me mostra coisas bonitas, mas a todo momento meus olhos ardem e a minha alma se desconjunta.

Sinto-me sem ânimo e sem forças, para vencer tanta nebulosidade nas escritas que tenho lido, nas observações que tenho feito, vista com meus olhos nus e abertos para as admirações.

As pessoas brincam com o amor, com a poesia e com a dor.

Perdem valores éticos e banalizam a articulação do corpo com o bem-estar, o gosto do desejo com a beleza espiritual e o ar puro que a terra bem semeada nos proporciona com o convite para estarem com a sua companhia em um leito de uma cama.

Voo com os meus princípios, não sou santa, mas sei me cuidar, tenho alegrias, desejos e angústias, e cheiro de inspirações, deixando o meu imaginário fluir, em mundos sem doideiras, e sem superficialidades.

Dia e noite, quero ficar alegre, sentir o meu amor me afagando, sou a mulher que quero ser, com as escolhas que faço, sendo beijada como uma úmida fruta.

A lua é minha luz, no observatório que descrevo, olhos ardentes, espelhados e sonolentos.

Lembro-me das caras e bocas, sempre com suas metades, querendo agradar, a quem?

Sonhos, dourados ou prateados, hoje tive vontade de escrever meus ardentes olhares, com a arte de ver o inimaginável, eis-me aqui a escrever, estarei errada?

As ostras, como são realmente belas, com seus processos de tornarem-se pérolas, o algodão puro, como é macio, e um tapete persa, que belo!

Mas tudo é frio ou quente, eu nesse calor, prefiro me alegrar imaginando que tenho a delícia de um sorvete de manga com chocolate, refrescando o ardor de meus olhos.



 

AUTORA RIZZON RAMOS


Rizonete Ramos, natural de Penedo Alagoas, reside atualmente na cidade de Itaguaí no Estado do Rio de Janeiro, é escritora em verso e prosa, autora do livro “Rosas no Varal” com lançamento em 2021, pela Dowslley Editora. Coautora da Antologia 21 anos de Um Brinde à Poesia, e Foco na Poesia 2, pela mesma Editora. Assina seus versos como Rizzon Ramos, é apaixonada por fotografias da natureza.

 

Ação e reAção


Sempre que você estiver fazendo Perguntas,

Esteja pronta uma Confissão.

Sempre que você estiver em busca de Respostas,

Esteja pronta para toda Confusão.

Ninguém te falou, que viver não é fácil!?

Ou você não perguntou!?

Então meu bem

Preste atenção:

Que para cada Ação

Existe uma

reAção

Plante Amor!

E o que terás?

Todas as Perguntas

Não é só você quem faz!

Plante Ódio!

Então verás

Que todo aquele amor

Que você plantou

Já não existe mais.

Plante Sonhos!

E acordarás,

Para todas as Respostas que o tempo

No tempo certo traz.


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


Simone Gonçalves, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

UMA FENDA NO TEMPO


Por um tempo

Vivi sob uma fenda

Uma parte de mim se dissolveu

Alguns anos se perderam no ar

Vestígios ainda me acompanham

De um momento e outro qualquer

Quantos anos eu tinha?

Por quanto tempo vivi nessa fenda?

Quanto de mim se foi...perdi?

Não sei dizer

A memória apagou

E o triste é que acredito

Que perdi os melhores momentos

Da minha vida...

Quem dera voltar ao tempo

Recuperar lembranças

Mas sei que agora

Preciso viver cada momento

Cada segundo

E saber guardar no meu melhor lugar

Não deixando mais uma vez

Essa fenda me dominar


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


Lucélia Santos, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

 

É COMO RESPIRAR...

Ao abrir os olhos pela manhã, lembro que ele não está mais aqui...

É assim que iniciam e terminam os meus dias, com a lembrança viva em minha mente e coração, da sua chegada em minha casa, sorrindo e sempre preocupado comigo, da sua voz chamando meu nome, da sua proteção, carinho e amor incondicional.

A dor de perder um pai, é como respirar, dói a cada instante, fica mais forte a cada dia e a saudade e tristeza só aumentam.

É uma saudade que arde o peito e o estômago, saudade até das reclamações, dói ao respirar, parece que o coração está sangrando e não há o que fazer. Lágrimas caem todos os dias e sinto-me sem chão.

Na noite anterior ele veio me ver, ficou até tarde da noite aqui em casa, rimos muito, ele estava contente, a atenção que dávamos um ao outro era como dizer: eu te amo!

Eu era mais que uma filha para ele e ele era mais que um Pai, éramos também amigos e unidos, ele me contava suas preocupações e planos. Ele era o melhor Pai do mundo e eu o perdi.

Ter um Pai é uma benção! Respeite, ame, cuide, abrace! É em vida que demonstramos afeto. O amanhã nós não sabemos, e pode ser tarde, muito tarde... Amanhã ele pode não estar mais aqui.

 

AUTORA BETÂNIA PEREIRA


Betânia Pereira, historiadora / enfermeira, colunista na Revista The Bard. Participou de várias antologias poéticas. Escreve desde que aprendeu a escrever. Escreve poesias, prosas, textos de autoajuda, reflexões. Escreve sobre todas as pessoas que rondam as vidas que viveu e as que ainda viverá.

 

MUDAR NUNCA FOI FÁCIL

Essa é a terceira vez que tento mudar meus hábitos alimentares, com a ajuda de um profissional, confesso que pensei que seria fácil, por agora ter consciência do quanto uma boa relação de afeto com comida tem me feito falta. Nossas relações foram estremecidas lá na infância e agora, adulta, consciente, precisamos dialogar e nos acertar. Mas com a idade, me pareceu agora, que os diálogos se tornaram mais difíceis, rígidos. Os lados não têm cedido muito, estão desgastados, enrijecidos.

Há 24 anos quando meu pai foi para o outro plano, em consequência de um C.A terminal, e minha mãe se tornou ali uma hipertensa, tanto ela quanto nós, tentamos mudar essa relação, e daí observamos que uma pessoa que vem de várias vidas repetindo os mesmos hábitos errôneos, está atolado e para tirar a cabeça de lá, se torna bem dolorido. É mudar rotas, traçar outras, é começar e não reiniciar. E começar é um processo cansativo, desgastante, muitas vezes.

Viver sem açúcar, quando o paladar é doce, é destruir formigas do estomago diariamente, e dói. Deixar glúten é perder todos os iFood que tem por aí, parece uma quebra de geração, de não estar participando do mundo, se aposentar da juventude andante. Ter seletividade alimentar imposta ou adquirida, deixa o mundo alimentar escuro e assombroso, e precisamos amar os alimentos, já que precisamos deles.

 Saber viver à margem é como nunca pôr os pés na água, totalmente por medo de se afogar. Constrangimento é estar nas reuniões e você não ingerir nada do lanche por não poder mesmo, questões de saúde. Eu sempre vivi na margem do lago, na boca do furacão, parte sentada, parte em pé, pouco no ataque, outra na defesa. E talvez isso tenha sido muito mais dolorido, porque não permitirem ser você mesma, dói muito. Ter que dar explicações de tudo que está fazendo, surta. Ser diferente, entre os quais parece chato aos outros. Mudar é estar determinada, porque também decide aceitar suas condições — tanto alimentares quanto pessoais – que viemos para viver nossa vida, aceita ou não pelo outro. É ir com direção onde deseja chegar. Doer, vai sim, mas as dores serão tão imperceptíveis diante das alegrias! É hora de mudança! Hoje em mim, amanhã em você, evolua!


 

AUTOR AKIRA ORDINE


AKIRA ORDINE é um escritor, poeta e músico carioca. Desde cedo apaixonado pela literatura, utiliza a arte como espaço de luta e refúgio, colocando bastante de si em tudo o que escreve. Tem muitos livros, vários deles, verdadeiros amigos.

 

DESCANSO

A gente só se dá conta que precisa de descanso quando perde a noção do tempo e aproveita os momentos, um de cada vez. Cheguei a essa conclusão recentemente depois de me ausentar de todas as minhas atividades por estar de férias, e é algo realmente libertador. Quero dizer, é muito bom também estar na ativa, mas às vezes aquele descanso é fundamental, pois instiga novas ideias e reflexões, principalmente para quem precisa de novos pensamentos como eu e meus colegas escritores.

Viajar, entrar em contato com novos ambientes, tudo isso ajuda a trazer perspectivas maiores sobre o mundo, e consequentemente um maior arsenal para a vida e para projetos. Eu, como escritor, me sinto revigorado depois disso e muito feliz por estar de volta.

 

AUTORA ALESSANDRA VALLE

IG: @alessandravalle_escritora


Alessandra Valle é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.

 

VOLTA ÀS AULAS

O ano inicia e as escolas particulares enviam por e-mail, pelo aplicativo de comunicação ou pelo WhatsApp uma, duas, até três listas de livros e artigos de papelaria aos responsáveis para que comprem.

E o ano, para todos que têm crianças em idade escolar, começa assim, comprando e pagando.

Deveríamos curtir as férias, mas nem sempre dá. O dinheiro não sobra.

Este ano, refleti o quanto eu e meu marido investimos em educação para nosso filho e o resultado é alarmante.

Em verdade, o que mais objetivamos é que ele adquira conhecimento e desenvolva sua intelectualidade.

Queremos vê-lo no futuro um profissional completo, com múltiplas habilidades e para isso, nosso dinheiro está sendo investido e não gasto.

Conseguem perceber a diferença entre investimento e despesa?

Entretanto, nenhum profissional é completo apenas com habilidades intelectuais. É preciso ter moralidade e ser uma pessoa de bem.

Por isso, esse ano, a conversa com meu filho para volta às aulas foi no seguinte sentido:

A mochila usada, que está em boa qualidade, carrega os mesmos sonhos daquelas que são novas.

Ser assim ou assado não diferencia ninguém, pois todos são seres humanos e devemos respeitar, cada um com sua especialidade.

Não permita que o orgulho tome conta de si e impeça de pedir orientações e auxílio nas tarefas quando tiver dificuldades.

Dê bom dia ou boa tarde a todos, amigos, funcionários da escola e professores, pois boas vibrações tornam as energias que nos rodeiam melhores e voltam para nós, em forma de alegria.

Ser compassivo é saber fazer amigos, por isso, ofereça seu abraço fraterno aos colegas de turma.

A todas as crianças, feliz volta às aulas.


 

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2 Comments


As letras em palavras esquentam meu coração, sentindo a beleza da poesia, aconchegada em cada escrita e seus autores. Encantada com essas melodiosas narrativas!!!💐

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REFLEXÕES Cada autor usa suas próprias palavras para criar uma história que reflete sobre a vida, mostrando suas alegrias e dificuldades. Stella Gaspar nos lembra da beleza dolorosa de viver com ardor nos olhos, encarando as verdades e as dores do amor e da existência com coragem e inspiração. Rizzon Ramos, com sua poesia pragmática, sussurra sobre ação e reação, ensinando-nos que a vida é uma sequência de escolhas e consequências, onde plantar amor pode ser a chave para desvendar as perguntas mais profundas. Simone Gonçalves, através de sua fenda no tempo, toca no coração da perda e do arrependimento, mas também na esperança de viver plenamente cada momento, sem se deixar dominar pelo passado.

Lucélia Santos compartilha a dor e…

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