top of page

BECO DOS POETAS Nº 48 — 21/03/2024

Atualizado: há 3 dias

Grandes textos, grandes poesias! Leiam, comentem, compartilhem!


Imagem criado com IAMidjourney
 

AUTOR LUIZ PRIMATI


LUIZ PRIMATI é escritor de vários gêneros literários, no entanto, seu primeiro livro foi infantil: "REVOLUÇÃO NA MATA", publicado pela Amazon/2018. Depois escreveu romances, crônicas e contos. Hoje é editor na Valleti Books. Em março lançou seu livro de Prosas Poéticas, "Melancolias Outonais" e o romance de suspense "Peter manda lembranças do paraíso" estará disponível em julho de 2024.

 

A INQUEBRÁVEL FORÇA DA MENTE

Em momentos de reflexão, me encontro frequentemente ponderando sobre um desafio extremo: se precisasse sacrificar uma parte do meu corpo, qual seria minha maior perda? Para mim, a resposta é clara — a habilidade de escrever. Imagino, então, como me adaptaria se perdesse uma das mãos, instrumento vital para minha escrita. Se a mão direita fosse a ausente, dedicar-me-ia a dominar a arte da escrita com a esquerda. Porém, e se ambas me faltassem?

Diante de tal adversidade, observei que existem pessoas que, com determinação, aprenderam a escrever utilizando os dedos dos pés. Um desafio formidável, sem dúvida, mas não intransponível. Com dedicação e prática intensa, acredito na possibilidade de superação.

Contudo, e se a provação evoluísse para uma condição onde me visse privado do movimento dos braços e pernas? Neste cenário, a tecnologia se apresentaria como minha aliada, permitindo-me expressar meus pensamentos através da voz, convertendo-os em texto por meio de comandos a um computador. Reconheço, porém, que até essa capacidade poderia ser me retirada, juntamente com a visão, deixando-me em um estado de vulnerabilidade extrema.

Mesmo nesse vértice de completa restrição física, encontro um refúgio inabalável: as paredes da minha memória. Nelas, posso eternizar meus pensamentos, experiências e reflexões sobre a existência. A escuridão total, a ausência de voz e a imobilidade não são capazes de silenciar a mente que se aventura por filosofias e recordações.

No entanto, há um adversário potencialmente mais silenciador que todos os outros: o Alzheimer. Até que esse desafio se apresente, por que não celebramos a vida e compartilhamos nossas ideias e inspirações com aqueles que caminham pela bondade? Vamos valorizar cada momento e a capacidade única de expressar nossos pensamentos, seja qual for o meio, perpetuando a essência de quem somos e o legado que desejamos deixar.

 

AUTORA RIZZON RAMOS


RIZZON RAMOS, é alagoana da cidade de Penedo, atualmente mora em Itaguaí Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. Escritora em verso, prosa e contos, autora de Rosas no Varal, coautores de Antologias, poeta, compositora, e apaixonada por fotografias.

 

OLHAR PURO


A poesia está em todo lugar.

É só fechar os olhos e enxergar.

Está na brisa que toca seu rosto,

Está no orvalho que forra o chão.

Continue com os olhos fechados

E veja, como o olhar mais puro

O seu coração.


 

AUTORA GABRIELY BRANDÃO


GABRIELY BRANDÃO RAMOS, 28 anos, nascida em Itaguaí – Rio de Janeiro. Técnica em mecânica, poeta, participou da sétima e oitava edição da coletânea de jovens poetas na cidade de Itaguaí. Viu na escrita uma forma de expressão da arte e cultura. Escritora na antologia suspiros poéticos.

 

SAUDADES DO NOSSO AMOR

Com tanta dor no meu coração que eu digo, quem me dera se eu pudesse estar agora com você!

Fazendo coisas simples, matando a saudade que tenho de estar ao seu lado.

Vontade de sentir o seu cheiro, e abraçados, embalado no teu  peito, sentindo toda a paz que ele transmite!

Vontade de estar cantando a beira-mar, o vento batendo e confirmado a paz que é o mar do nosso amor.

Que vontade eu tenho de olhar para o futuro, e imaginar nós dois no altar, mão entrelaçadas mais uma vez confirmado esse nosso amor antigo, que carrego sempre comigo.


 

AUTORA MARINALVA ALMADA


MARINALVA ALMADA é diplomada em Letras Português/Literatura e com uma pós-graduação em Alfabetização e Letramento pelo CESC/UEMA, encontrou no ensino a oportunidade de semear conhecimento e despertar amor pelas palavras. É professora nas redes públicas municipal e estadual. Tem como missão transformar vidas através da educação e da leitura literária. Deleita-se com a boa música, a poesia, a natureza, os livros e as flores, elementos que refletem sua personalidade multifacetada. Escreve regularmente no Recanto das Letras, participa com frequência de concursos literários, antologias e feiras literárias. Em 2023 realizou o sonho de publicar pela Valleti Books, o livro Versificando a vida, juntamente com as amigas Cláudia Lima e Zélia Oliveira.

 

VIVÊNCIAS


Hoje sou fruto das palavras duras e sinceras que ouvi.

Das dificuldades que enfrentei corajosamente.

Das eminentes pessoas que admirei.

Das alegres e boas companhias que desfrutei.

Da fé que professei.

Dos projetos que sonhei e realizei.

Do cultivo da essência, do meu ser.

Do exercício da fiel paciência.

 

AUTORA ZÉLIA OLIVEIRA


Natural de Fortuna/MA, reside em Caxias-MA, desde os 6 anos. É escritora, poetisa, antologista. Pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Professora da rede pública municipal e estadual. Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores (cadeira 12, patronesse Jane Austen). No coração de Zélia, a poesia ocupa um lugar especial, gosta de escrever, afinal, a poesia traz leveza à vida. Publica no Recanto das Letras, participa com frequência de antologias poéticas, coletâneas, feiras e eventos literários. É organizadora e coautora do livro inspirador "Poetizando na Escola Raimunda Barbosa". Coautora do livro “Versificando a Vida”.

 

AFASTE A MELANCOLIA


As estradas da vida não são retilíneas,

Percorremos curvas acidentadas,

Deparamo-nos com emboscadas,

Passamos por lugares escorregadios,

Vivemos momentos sombrios...

Aparecem miragens

Para confundir o coração,

E, depois de certo tempo,

Vem a decepção.

O encanto transforma-se em frustração,

Mas ainda bem que podemos recomeçar.

Caiu?

Levante-se!

Quer desistir?

Nunca! Seja perseverante!

Reveja o trajeto, mude a rota,

Não se enclausure nas derrotas!

Não permita que as intempéries da estrada te encolham

Como o caracol!

Seja girassol

Que irradia alegria!

Afaste a melancolia!


 

AUTORA SIMONE GONÇALVES


SIMONE GONÇALVES, poetisa/escritora. Colaboradora no Blog da @valletibooks e presidente da Revista Cronópolis, sendo uma das organizadoras da Copa de Poesias. Lançou seu primeiro livro nesse ano de 2022: POESIAS AO LUAR - Confissões para a lua.

 

SINTO SUA FALTA...


Sinto falta do teu sorriso maroto

Nas manhãs de outono

Que me despertava junto do teu beijo suave

Sinto falta de te ouvir me contando sobre teus planos do dia

E dos sonhos que almejava realizar

Sinto falta das conversas jogadas fora por horas e horas e que sempre tinham gosto de quero mais...

Sinto falta do som da tua voz e do teu olhar que me hipnotizava em segundos

Como pode alguém fazer tanta falta, como você faz na minha vida

A saudade aperta e faz a cada dia meu coração pulsar sem vontade por não ter você aqui, perto de mim

Por tantos outros motivos, desde que cruzou meu caminho com um simples convite de amizade, que me fez a mulher mais feliz desse mundo

Mas, por não estar ao meu lado, que também passei a conviver na mais profunda solidão, na busca incessante do teu olhar para me direcionar a uma nova vida.


 

AUTORA STELLA_GASPAR


Natural de João Pessoa - Paraíba. Pedagoga. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Pós-doutorado em Educação. Escritora e poetisa. Autora do livro “Um amor em poesias como uma Flor de Lótus”. Autora de livros Técnicos e Didáticos na área das Ciências Humanas. Coautora de várias Antologias. Colunista do Blog da Editora Valleti Books. Colunista da Revista Internacional The Bard. Apaixonada pelas letras e livros encontrou na poesia uma forma de expressar sentimentos. A força do amor e as flores são suas grandes inspirações.

 

SONETO 18

William Shakespeare


Como hei de comparar-te a um dia de verão?

És muito mais amável e mais amena:

Os ventos sopram os doces botões de maio,

E o verão finda antes que possamos começá-lo:

Por vezes, o sol lança seus cálidos raios,

Ou esconde o rosto dourado sob a névoa;

E tudo que é belo um dia acaba,

Seja pelo acaso ou por sua natureza;

Mas teu eterno verão jamais se extingue,

Nem perde o frescor que só tu possuis;

Nem a Morte virá arrastar-te sob a sombra,

Quando os versos te elevarem à eternidade:

Enquanto a humanidade puder respirar e ver,

Viverá meu canto, e ele te fará viver.


COMO POSSO?

Stella Gaspar


Como posso pensar numa outra coisa

Se o teu encanto em mim se eternizou?

Dentro das águas refrescantes do verão

Tuas palavras, ressoam em mim,

como vozes de leões

Entre as luzes das estrelas...

Na delícia de existir a beleza do eterno.

Como hei de comparar-te a um dia de verão?

Ou a um amor de verão?

Se por onde vou

Caminho por lugares

Onde descansamos após nossos prazeres

Deixando nas nossas carnes um único verso.

Com as tuas doces alegrias,

amanheço com as loucuras inteiras.

E de alma pura

Viverá para ti

A minha delicadeza e ternura

Sob a luz do sol e das tempestades de amor.


 

AUTORA LUCÉLIA SANTOS


LUCÉLIA SANTOS, natural de Itabuna-Bahia, escritora, poetisa, cronista e contista e antologista. Escreve desde os 13 anos. É autora do livro "O Amor vai te abraçar" e coautora em diversas coletâneas poéticas. Seu ponto forte na escrita é falar de amor e escreve poemas e minicontos infantis.

 

SER POETA


É eternizar pensamentos

Transbordar o que vem de dentro

É como parir doces palavras

Também as amargas não esperadas

É mergulhar com intensidade

Escrever no ápice da poética insanidade

É rasgar-se até o fôlego quase perder

Sucumbir-se à entrega de verdades do viver

Abraçar um dom mesmo ao sangrar

Na pureza do amor verdadeiro acreditar

Sentir fortemente mais que os outros

Falar da dor, solidão, saudade e desgostos

É poder ser o que desejar e acreditar

Sensações indescritíveis nos outros despertar

É sua forma mais linda de viver

Aconteça o que acontecer.


 

AUTORA MIGUELA RABELO

IG: @miguelarabelo


MIGUELA RABELO escritora de crônicas, contos e poemas, com seu primeiro livro solo de poemas: "Estações". Também é mãe atípica e professora da Educação Especial no município de Uberlândia-mg.

 

VERNISSAGE


Naquele intervalo de ter isso

Ou aquilo...

Me permito fantasiar

Com cores de Miró

Desenhadas com o fabuloso

Surrealismo de Dali

E com pincelas delicadas de

De Monet...

Tentando me esconder

E também esquecer

Da densidade de Picasso

Marinada na melancolia fatídica

De Van Gogh que belissimamente

Fez os melhores recortes,

Mesmo permeados de angústia...

Sim, a vida carrega num pêndulo

A beleza e tristeza traçadas

Pela mesma pincelada efêmera

Que constitui assim,

Essa dualidade fascinante...

És bela por ser efêmera

Ou é efêmera por ser bela?

Desta forma,

É rara e genuinamente

Única em sentir, degustar, perceber

E vivenciar cada qual

Seu ato de estar presente

Neste breve instante

Recortado no prisma

translúcido onde vemos

Com olhos da consciência

O instante presente

Onde tudo muda,

Quando entendemos o mistério

Aparentemente indecifrável

Que é a vida.

Por isso,

Viva o instante de presente

Com quem ao seu lado

Na viagem divide a paisagem...

Seja ela,

caoticamente Pollokiana

Ou serena como as musas

De Modigliani...

Ser um aprendiz neste "Louvre"

Faz total singular diferença

Ao término desta vernissage...


 

AUTORA JULIANA ROSSI


JULIANA ROSSI, Nascida em 23 de outubro de 1976, em São Caetano do Sul, S.P. Residente em Americana /SP. É Poeta e escritora nas redes sociais, autora do livro, Meu baú de Poesias. Escreve contos, e poesias na Revista The Bard, onde é também Diretora de Marketing, e fundadora do coletivo de escritoras Somos Tigris.

 

BRUXA


Eu, Bruxa?               

Não uso só preto

Até gosto de cor de rosa

E gatos? Amo de todas as cores.

Ervas? Adoro, para um bom chá, remédios ou temperos!

E é claro, o aroma de um bom incenso.  

Se sou má?

Depende de você!           

Sou espelho que te reflete

Sou empática com quem merece                    

Se nasci assim?      

Não meu bem..              

Nasci fada encantada          

Fui de princesa a primeira Dama.     

Mas meu coração foi maltratado e arrancado

Pelo patriarcado

Que precisa de uma mulher atrás deles para guia-los

E quando aclamados esquecem de quem esteve ao seu lado

A mulher é só um troféu, enquanto é jovem e bela

Mas se ela abrir a boca e dizer o que pensa

Não serve mais é esquecida ou intitulada de malvada

Não é submissa? É Bruxa!!!

Assim me refiz

A Princesa descartada    

Agora é a Bruxa mal falada.

Ah ah ah ah ah ah ah ah ah

Mas aceito como elogio

Pois como essas mulheres se libertaram

Por meio de suas artes

Eu também encontrei voz

Na Arte...

“A arte como base da democracia e transformação

da sociedade"

Encontrei espaço e acolhimento

E posso exigir meus direitos

Inclusive me opor ao Patriarcado

Dar voz aos menos privilegiados

Pois na arte as vidas valem

Não tem raça, cor ou credo

nem classe social ou sexo

A Arte é totalmente funcional e original

E como uma boa Bruxa ou melhor

Como uma bruxa boa

Quero fazer valer para todos

A igualdade e a equidade

E abrir portas de oportunidades

Para os até então, esquecidos pela sociedade.

 

Texto Premiado em Terceiro Lugar, no Concurso Premio Cultural de Americana SP edição 2023.


 

AUTORA ALESSANDRA VALLE


ALESSANDRA VALLE é escritora para infância e teve seu primeiro livro publicado em 2021 - A MENINA BEL E O GATO GRATO - o qual teve mais de 200 downloads e 400 livros físicos distribuídos pelo Brasil. Com foco no autoconhecimento, a escritora busca em suas histórias a identificação dos personagens com os leitores e os leva a refletir sobre suas condutas visando o despertar de virtudes na consciência.

 

O POETA


Contemplar a beleza da ave voando livre no céu,

É reconhecer a poesia na criação de Deus.


Acertar na escolha durante a caminhada,

É fazer poesia na jornada evolutiva.


Permitir que emoções fluam sem restrição,

É deixar nascer o poeta.


Sossegar a mente após a amargura,

É derramar tinta no papel enquanto escreve.


O poeta sabe viver

E com a vida aprende a amar.


 


45 visualizações1 comentário

Posts recentes

Ver tudo

1 Comment


Quantas auras lindas nos ares das poesias, das palavras e das letras que se transformam em encantos, vindos dos belos corações. Felicidades, acolhimentos e não se esqueçam de escrever sempre! ❤️

Like
bottom of page